Coincidências do Amor
16 Noite de Amor!
Notas iniciais
POV REID
Ally e eu não estávamos conversando muito, o que estava me deixando preocupado com nossa relação. Não que isso fosse nos levar ao término, mas pode com certeza abalar nossas emoções.
Eu não estava completamente concentrado no caso o que não era aceitável de jeito nenhum. Eram crianças que estavam sendo seqüestradas e encontradas mortas. Morgan se aproximou de mim, vendo minha cara de aflição provavelmente, para conversar. E talvez eu realmente precisasse disso.
D.M – Ei Bonitão, o que está acontecendo com você? Com esse belo chupão no pescoço deveria estar feliz e não com essa cara desesperada. – chupão, onde?! Levo minha mão ao meu pescoço envergonhado. –
S.R – Ham, eu estou com problemas na verdade e tenho medo que a Ally esteja brava comigo. É um assunto meio que íntimo.
D.M – O problema é sexual?! – droga, eu não sei mentir. – Olha, eu sei que você fica chateado comigo por eu perguntar e nunca contar nada, mas podemos fazer essa troca de experiências se você quiser, mas depois que colocarmos esse cara na cadeia, vamos encontrar aquele garoto e levá-lo de volta para casa.
E foi isso o que fizemos, naquele mesmo dia, um pouco mais tarde já estávamos no avião, e como estávamos a mais de 24 horas sem dormir, quase todos estavam dormindo, mesmo que ainda fosse pouco mais de três da tarde, apenas Morgan e eu estávamos acordados.
D.M – Diga Reid, o que está acontecendo. Vocês estão juntos não tem muito tempo, o que pode ser tão grande para vocês já estarem com problemas?!
S.R – Ally e eu queremos avançar no nosso relacionamento. – eu disse após respirar profundamente. – E ela parece finalmente estar pronta para seguir em frente, como eu estou fazendo ao seu lado. Mas nós dois ainda temos medo, não sabemos ao certo o que fazer.
D.M – Vocês ainda não... Ainda não tranzaram Reid? Tipo ainda são virgens?! – essa última não era exatamente uma pergunta. – Mas, como... Explica, não vou interromper.
S.R – Não nós ainda não tivemos relações sexuais. Pelo menos não fomos até o fim. – vi Morgan confuso e me impeli a explicar. – O que eu vou contar para você é algo sobre ela, que eu não tenho o menor direito de contar, mas como você já passou por isso, sei que vai entender. – vi seus olhos com um brilho mais “assassino” assim que entendeu. – Ally estudou na Universidade da Columbia, quando ela estava no primeiro ano, um veterano formando abusou dela sexualmente, além de estuprá-la também a espancou. Desde então, Eduardo que é o antigo morador da minha casa e também estudava com ela, passou a protegê-la. Mesmo depois que ele se formou, a residência dele como médico, que era o curso dele, ele optou por fazer na emergência de Nova York, toda sexta ele ia lá, para mostrar para os veteranos que ela tinha quem a defendesse. Mas o estrago já havia sido feito. Ela estava traumatizada e não acreditava mais nos homens, não teve mais relacionamentos desde então. Nem os pais dela sabiam do que houve. Quando nos conhecemos, no dia em que ela bateu a minha porta, eu soube que era ela. O que eu sinto por ela é muito maior do que eu senti por Maeve, ainda me dói dizer isso, mas é assim. Nosso relacionamento está progredindo, especialmente nesses dois últimos dias. – sinto meu rosto em chamas. – Nós já tivemos intimidades e particularmente quando começamos, não conseguimos parar, a sensação é sublime quando estamos juntos... Mas especialmente antes da Garcia ligar, nós quase tivemos nossa primeira vez... Só que... É que – respiro profundamente. – Nós dois tivemos um... Um orgasmo sem nem nos conectarmos daquele jeito. Eu tenho medo de não conseguir satisfazê-la, nós nem nos tocamos direito e já chegamos ao ápice, tenho medo de enquanto estivermos namorando ela se lembrar do que aconteceu com ela e me rejeitar. Eu posso esperar mais, embora esteja cada vez mais difícil dormir ao lado dela. Ela me fascina.
D.M – Eu nunca vi você falar assim de mulher nenhuma. Eu sei que você é um Don Juan incurável, mas assim eu nunca havia visto. Eu prometo que não vou contar para ninguém o que eu sei sobre o que aconteceu com ela. – ele me disse com os olhos em chamas, e com certeza de raiva, ele ninguém melhor do que ninguém sabe o que se sente. – Quanto ao seu medo em relação a intimidade dos dois, você não precisa se preocupar, é normal que vocês dois sejam tão intensos, com certeza o amor de vocês é intenso e é normal que percam o controle. E você sempre vai saber o que fazer, é da natureza do homem, amar a mulher. Não tenha medo, apenas se preocupe em satisfazê-la e vá com calma, para que ela não lembre pelo que passou no passado.
[...]
Ainda é cedo, passa das cinco da tarde, Morgan vai me deixar em casa. Hoje é segunda e a Ally com certeza ainda está no consultório. Vou ligar para ela para avisar que cheguei e que estou indo para casa, preciso levar minhas roupas sujas para lavar e já deixar outra pronta. Graças a Deus Hotch disse que provavelmente só na quinta-feira pegamos outro caso. Assim que o telefone é atendido, reconheço a voz de Rachel, a secretária sem papas na língua da Ally.
~ Ligação On
Rachel – Consultório da Dra. Hernandez, em que posso ajudar?
S.R – Oi Rachel é o Dr. Reid, a Ally está com paciente agora?
Rachel – Oi Dr. Reid, não ela não está. Espere um momento que eu vou passar a ligação. – não demora muito e ouço a voz do meu amor no telefone. -
ALLY – Oi Meu Amor, pensei que você não iria me ligar hoje, estou morrendo de saudade. Quando você volta? – respirei fundo sabendo que ela não está brava. –
S.R – Na verdade Neném e já estou de volta, acabamos de desembarcar, estou a caminho de casa, você vai pra lá mais tarde? Eu também estou com saudade.
ALLY – Eu fico feliz de saber que já está de volta meu amor, e claro que eu vou vê-lo, nós ainda temos um conversa pendente. – respirei fundo. – Não se preocupe com isso querido, eu estou bem. Vejo você mais tarde, Te Amo.
S.R – Eu também Te amo Neném. –
Ligação Off ~
Encerrei a ligação e fiquei pensando no que ela disse a conversa provavelmente seria longa. Olhei para o lado após escutar uma risada divertida do Morgan.
S.R – O que foi? – ele me olhou com a sobrancelha arqueada. – Porque está rindo?
D.M – Porque a chama de Neném? Com certeza não é pelo mesmo motivo pelo qual chamo Garcia de Bebê.
S.R – Quase o mesmo motivo. – o vi ficar confuso, com razão, ele via Garcia como uma irmã pura e inocente a ser protegida. – O dia em que pedi ela em namoro, foi quando passamos o dia juntos procurando seu apartamento e o prédio onde hoje funciona o seu consultório. – senti o carro parando e vi que já estávamos em frente ao meu prédio. – Ela disse que iria fechar a conta do hotel no dia seguinte e queria dormir na minha casa. Obviamente eu concordei, ia arrumar o quarto de hospedes para que eu ficasse nele, ou eu dormiria no sofá mesmo, mas ela insistiu em dormir comigo. Foi no mesmo dia em que eu contei a ela sobre Maeve, ela estava deitada no meu peito, frágil e adorável, e eu simplesmente sabia que deveria pedir ela em namoro. Quando fui acordá-la ela fez manha e sem perceber acabei a chamando de Neném, ela realmente parece um, quando usa minhas camisetas também, eu sou muito maior que ela. – disse com um sorriso no rosto, lembrando daquele dia. –
D.M – Ela confia muito em você apesar de tudo que passou, ela sabe que você jamais a machucaria. Ela ama você. – eu sei que ela me ama. –
S.R – Você quer entrar? – ele negou, sabendo que eu estava perguntando somente por educação. – Então... obrigada pela carona. Espero ver você comente no fim de semana, você é meu amigo, mas eu prefiro minha namorada.
D.M – Eu também bonitão. – ele piscou, e quando saí, ele saiu cantando pneu, como sempre dirigindo igual um piloto de fórmula um. –
Entrei no meu prédio sem elevador e subi para o terceiro andar onde ficava meu apartamento. Lar doce lar. Fui para meu quarto, joguei minha mala em qualquer lugar, primeiro, eu iria tomar um banho. Fui em direção ao banheiro tirando minha roupa, quando parei na frente do espelho que ficava sob a pia vi sobre o que Morgan falava. Meu pescoço estava com vários chupões e mordidas, mas o que me assustou foi meu peito que estava cheio de marcas das unhas da Ally, minhas costas não deviam estar muito diferentes. Eu gosto disso. Mais do que deveria.
[...]
Já havia saído do banho e preparado outra mala, fui preparar algo para comer e qual não foi minha surpresa ao ver minha despensa cheia. Ally também tem as chaves daqui, assim como tenho as do seu apartamento, e deve ter vindo abastecer meus armários já que ela sempre os encontra vazios quando quer cozinhar para mim.
Depois de comer eu fico andando de um lado para o outro, esperando por ela e pensando no que está acontecendo conosco. Meus pesadelos voltaram esses últimos dias, principalmente nessa viagem. Estou tão confuso com tudo que está acontecendo, e mais ainda com o que estou sentindo, meus sentimentos não estão claros na minha cabeça, não estou dizendo que não sinto nada pela Allyson, ou ainda, que nos enganamos com a intensidade dos nossos sentimentos, porque isso não aconteceu. Eu amo ela e disso não tenho dúvida, e sei que ela também me ama não que eu seja convencido por isso.
O que me deixa confuso são os sonhos constantes com a Maeve, por mais que eu admita que ainda amo ela, esses sonhos me fazem parecer um traidor. O que me deixa perturbado são os sonhos em si. Começaram depois que ela tirou o vestido na minha frente, tão relaxada e natural. No início eram sonhos eróticos, eu sonhava basicamente que estávamos fazendo amor, sonhava em beijá-la com paixão, acariciar todo o seu corpo, da mesma forma que hoje eu posso fazer. Mas isso estava me enervando. Eu ainda não havia toca nela daquela forma, não tínhamos tido nenhum tipo de intimidade além de beijos e eu já sonhava em vê-la nua. Foi quando eu me obriguei a cessá-los. Isso não poderia acontecer, então tentei controlar meus sonhos, e consegui. Mas então meus sonhos passaram a ser apavorantes ao invés de perturbadores. Eu passei a sonhar que Maeve não havia morrido que eu tinha que escolher entre ela e Ally e quando eu escolhia uma delas morria, e se eu não escolhesse nenhuma delas eu perdia ambas. Mas claro que a culpa é minha que quis deixar de ter um sonho bom, constrangedor, mas muito bom com a Allyson para ter esses pesadelos envolvendo as duas.
Talvez a Ally possa me ajudar, mas para isso terei que contar a natureza pervertida de meus sonhos. Mas eu preciso falar com alguém. Com alguém que realmente possa me ajudar a entendê-los, Morgan realmente me ajudou a ver de um jeito diferente, mas eu ainda me sinto mal. Será que ela é a pessoa mais indicada? Ando de um lado para outro no meu apartamento, e de repente ouço barulho de chaves na minha porta. Ah, que ótimo. Se eu não pretendi contar isso pra ela, agora vai ser inevitável, parece até que ela adivinha.
Assim que ela passa pela porta, meu mundo se ilumina, meu humor muda MEU SOL, ELA É MEU SOL. Quando ela olha para mim e sorri, simplesmente não tenho mais problemas. Ela é minha panacéia, para tudo o que sinto, para todos os males que eu possuo, não preciso de nada além dela. Ela é aquela com quem vou viver para o resto da minha vida. Seus olhos gentis e o sorriso acolhedor, além disso, eu preciso do seu abraço. Pronto. Eu sou o homem mais feliz do mundo.
ALLY – Oi Garotão! – ela se aproxima e me dá um beijo, mas logo se afasta – O que aconteceu? Você está estranho, o caso, não foi como esperavam?
S.R – Eu sou estranho Neném. – eu ri, mas ela não aceitou minha frase muito bem, então eu mudei de assunto. – O caso teve um final aceitável, mas nenhuma das vítimas foram salvas, eram só crianças.
ALLY – Sinto muito meu amor. Mas, então me diga o porquê de estar com essa carinha? Não tente me enganar, você está com as dobrinhas logo acima do nariz.
S.R – Eu só estou confuso no momento, e frustrado por não conseguir mudar isso. – dou um meio sorriso, e faço carinho em seu rosto -
ALLY – Vem, vamos sentar conversa comigo, se preferir ao invés de sua namorada posso ser sua psicóloga. – uma psicóloga muito gostosa por sinal. –
S.R – Não meu amor. Isso envolve minha namorada e não a bela psicóloga que ela costuma representar. – digo na intenção de seduzi-la, isso mesmo, seduzir. –
ALLY – É um bobão mesmo. Isso tem haver com seus pesadelos? – quando ela vê que eu arregalo os olhos ela sorri docemente – O que? Esqueceu que eu durmo com você às vezes Garotão? Sei que seus pesadelos voltaram. Conta-me logo o que te aflige. – ela disse com a voz cautelosa, provavelmente, pensando que ela é o problema. –
S.R – Desde que começamos a dormir juntos, eu passei a ter sonhos um tanto constrangedores com você. – disse e claro que senti minhas orelhas pegando fogo por isso. –
ALLY – Constrangedores do tipo? – eu sabia que há muito ela está curiosa sobre esses pesadelos, mas eu tenho vergonha de falar sobre eles. –
S.R – Preciso mesmo contar? – ela assente, diabinha – Sonhos, han... Sonhos eróticos. – vejo sua sobrancelha arqueada e me adianto – Não diz nada, me deixa terminar. Meus sonhos começaram quando você tirou o vestido na minha frente na primeira noite que dormimos juntos, desde então eu sonho em beijar você como nos beijamos nesses últimos dias, sonhava em partilhar sensações com você na intensidade das que compartilhamos esses dias. Nós ainda não estivemos juntos desse jeito e acredite em mim, está tudo bem não tenho pressa sabe que eu te amo e vou esperar, mas eu comecei a me incomodar com isso exatamente por nunca ter visto você desse jeito, e passei a me repreender por isso. E agora meus sonhos eróticos envolvendo você viraram pesadelos envolvendo Você e Maeve, e tudo que eu me lembro deles é o fato de não conseguir salvar as duas, neles eu sou obrigado a escolher entre vocês duas, quando eu escolho faço uma de vocês sofrer e depois me deparo com o corpo de vocês sem vida, mas quando decido não escolher nenhuma, simplesmente perco vocês duas. Vocês estão sem vida quando as vejo novamente. É como se eu não merecesse nenhuma de vocês.
ALLY – Você ainda se sente culpado por não ter conseguido salvar Maeve e acha que o fato de estarmos juntos, é uma traição. Não é isso baby? Mas uma coisa eu digo, eu Te Amo e quem não te merece sou eu. Spencer eu não sou pura, sou suja, estou despedaçada. Sou uma mulher cheia de traumas, mas você aceitou a mim assim impura e indigna do seu amor. Se tiver alguém aqui que não merece o que tem sou eu, seu amor é puro e dedicado por demais para que e seja digna dele.
S.R – Chega Allyson, você é a mulher da minha vida. Não diga que você não é boa para mim. Somente diga que me ama.
ALLY – Tudo bem, eu digo. EU AMO VOCÊ DOUTOR SPENCER REID. Mas você precisa admitir que nós somos perfeitos juntos. – eu sou louco por essa mulher. –
S.R – Você está sempre certa. – digo e me inclino para dar um selinho nela. –
ALLY – Meu amor, eu entendo que ainda ame ela, e sempre disse que não quero que esqueça ela, mas o fato de ainda amá-la mostra que você jamais trairia ela. Spencer, nós nos amamos e eu sei que é certo estarmos juntos. – é claro que é certo, somos dois bobos apaixonados. –
S.R – Eu sei, só quero que esses pesadelos parem. – disse com um leve tom de manha, o que causou um sorrisinho irônico dela. –
ALLY – Bom, nisso acho que eu posso ajudar – ela disse enquanto vinha na minha direção – Talvez haja um jeito eficaz e prazeroso de acabarmos com seus pesadelos. – ela disse se inclinando sobre mim. –
S.R – Posso saber como? – eu estava intrigado com isso. -
ALLY – O que você acha de eu realizar seus sonhos iniciais? – estou confuso – Estou pronta Spencer, quero me entregar para você, só preciso te dar isso antes.
Assim que vejo o que é me surpreendo. – ela estende seu anel da pureza para mim e acho que sei o que significa esse gesto. – Não sei se você sabe a história desse anel no México. É tradição que esses anéis passem de mãe para filha, o meu está na minha família há cinco gerações, mas antes que isso aconteça, existe outra tradição. – ela olha para mim e tudo o que posso fazer é levantar a sobrancelha em curiosidade. – Quando uma mulher se entre ao homem da sua vida, aquele que ela escolheu para ser seu porto seguro enquanto envelhecem juntos, ela entrega o anel para ele, entregando não só sua virgindade á ele, mas também seu coração e amor. Eu sei que você sabe que meu coração assim como meu amor é seu. E infelizmente não posso te oferecer minha virgindade, mas é a primeira vez que eu entrego meu corpo por amor, eu quero que você me faça sua, quero você me possua de corpo e alma. – ela disse enquanto eu tentava digerir tudo isso. –
S.R – Ally, eu nem sei o que dizer. – eu estava claramente surpreso. –
ALLY – Apenas escute, não diga nada. Naquele breve momento que tivemos de intimidade em que chegamos ao ápice juntos, aquele momento íntimo e sexual, porém sublime eu me lembrei de algo que um dia ouvi meus pais falar. Pode parecer brega, clichê ou até antiquado. Mas você naquele momento me tomou para si, minha alma é sua, meu corpo é seu porque você me marcou da forma mais primitiva que existe. Sou sua. Isso é incontestável, apenas quero que você consume esse ato. Você pode usar o anel como cordão, ou apenas guardá-lo. Mas o aceite, por favor. – ela disse com os olhos intensos, aqueles olhos que eu tanto amo. –
S.R – Eu te amo Ally. – eu disse enquanto pegava o anel de sua mão e a olhava cheio de luxuria, hoje. Hoje nós faríamos amor. Sem medo de estar errado e finalmente com a consciência tranqüila por ela saber tudo o que passa por minha cabeça, nós iríamos nos entregar um ao outro de corpo e alma, pois nos amamos na mesma intensidade. Amamo-nos de corpo e alma.
Forcei-me a levantar e a puxei para meus braços, somente a olhando com desejo e admiração. Mesmo ela estando de salto, eu precisava olhar para baixo para encarar seus olhos azuis e eu facilitava isso quando a puxava para cima, prendendo ela a mim pela cintura, ela sorriu com esse meu gesto tomando um momento para empurrar um pouco do meu cabelo que caiu por cima do meu olho.
Minha respiração engatou quando eu olhei para baixo para ver sua linda boca e o resto do mundo silenciou por um segundo quando eu percebi que eu podia ver o topo dos seios que são tão tentadores. Suas curvas são tão lindas, perfeitas, e eu me senti como um idiota, nós estamos juntos há dois meses e eu ainda fico abobalhado com seu corpo, mesmo já o tendo totalmente gravado em minha mente. De repente percebi que não só a minha respiração estava descontrolada, mas dela também, talvez até mais que a minha. Não consegui mais me controlar, e nem seria capaz de me controlar ao tê-la tão próxima de mim desse jeito. Grudei minha boca a sua, pedindo passagem com a minha língua que ela rapidamente cedeu. Eu ainda sentia o mesmo gosto de quando a beijei pela primeira vez e como daquela vez, ainda é delicioso. Suas mãos agarravam meus cabelos como de praxe, enquanto eu a empurrava em direção ao nosso quarto, mas não chegando ao destino desejado. Então continuei a beijá-la ao mesmo tempo em que a prensava contra a parede, uma mão em sua nuca e meu braço rodeando a sua cintura deixando-a ainda mais colada a mim. Eu podia sentir todo o calor de seu corpo que estava moldado ao meu daquela forma, e aquilo mandou vibrações direto para o meu membro. Ao sentir minha excitação ela suspirou me incentivando a beijar seu pescoço, gemi ao sentir o cheiro do seu cabelo misturado ao cheiro da sua pele tão doce, toda vez que eu sentia essa combinação de perfumes eu tentava inalá-los de forma que ficassem gravados em mim. Lentamente, muito suavemente, suas mãos se moveram dos meus cabelos para meu ombro e depois se instalando na minha nuca se enlaçando nos mantendo mais perto. Senti a suavidade dos seus seios contra o meu peito e gemi alto. Meus braços se enrolaram em volta da sua cintura e as minhas mãos mergulharam por dentro de sua blusa, me permitindo sentir sua pele quente e macia sob meus dedos. Minha ereção estava agora bem evidente pressionada em sua barriga. Mesmo sabendo que não seria necessário eu tentei memorizar as curvas deliciosas dos seus lábios com a ponta da minha língua e depois os mordi. Eu gemi profundamente, puxando-a para mais perto. O suspiro que ela sussurrou contra os meus lábios foi forte e fodidamente incrível. Lentamente, ela se afastou e seus olhos foram se abrindo e olhando profundamente dentro dos meus. Eu observei quando o fogo acendeu por trás dos seus olhos. Com meus olhos bem abertos, eu me aproximei novamente para beijar seu lábio inferior e o puxei suavemente. Ela suspirou e fez o mesmo com o meu superior. Nós dois gememos e nos pressionando com mais força um o outro. Ela riu e eu percebi que, na minha tentativa de trazê-la para mais perto outra vez, eu a tinha levantado completamente dos seus pés. As pontas dos seus pés, agora descalços, roçaram contra a minha canela, me fazendo rir também.
S.R – Eu amo a sua risada, é um som tão bonito.
Sussurrei quando eu desci minhas mãos de sua cintura para sua bunda, apertando com vontade e depois descendo um pouco mais, infiltrando entre suas pernas, as separando e fazendo com que ela as enroscasse em minha cintura. Ela sorriu e puxou a minha boca na dela novamente. Eu gemi quando sua língua encontrou a minha em um beijo lento, mas perfeito. Minhas mãos novamente curvaram sobre a sua bunda e ela gemeu em minha boca. Por alguns minutos nós nos beijamos como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Eu sabia que não tínhamos. No entanto, eu não tinha permitido que isso mudasse minha mente. Eu a quero porque a amo, desde a primeira vez que a vi confusa na minha porta, sim foi amor a primeira vista.
Depois de um minuto, seus lábios afastaram dos meus, ofegante e com as pálpebras semicerradas.
ALLY – Eu quero você. – ela murmurou e um rubor adorável floresceu nas suas bochechas. Eu sorri e coloquei minha testa na dela quando outro suspiro doce saiu dos seus lábios. –
S.R – Você tem certeza? – eu tinha que ter certeza que ela me queria tanto quanto eu a queria. – Ainda tem tempo para desistir.
ALLY – É claro que tenho Spencer, está tudo bem. – ela assentiu, eu exalei o fôlego que eu não tinha percebido que estava segurando. –
Ela riu suavemente, tocando seus lábios nos meus brevemente. De repente, eu percebi que não tinha idéia do que estava fazendo. Envergonhado, eu disse isso a ela.
S.R – Eu nunca fiz isso antes, você sabe não sabe?! – ela balançou a cabeça e mordeu seu lábio. –
ALLY – Você não vai me machucar. – ela sussurrou. – Quanto eu, você sabe que eu... Enfim, você sabe.
Odiei-me por fazê-la se lembrar do que aconteceu. Ela é bonita e tão fodidamente genuína. Eu sorri e pressionei minha boca sobre a dela. Quando me afastei, beijei ao longo do seu pescoço. Ela ofegou quando pressionei meu quadril contra o dela, onde eu sabia que ela sentia minha ereção. Minhas mãos ainda a seguravam pela sua bunda, mas não queria apalpá-la tão rudemente. Eu tropecei em direção à cama e caímos nela em um amontoado de membros entrelaçados. Rolando suavemente sobre ela, eu gemi quando meus quadris se moveram entre coxas macias. Ela gemeu e arqueou mais para perto de mim. Dedos trêmulos moveram sobre a bainha da minha camiseta, todo o tempo ela mordia o lábio em concentração. Tão fodidamente linda. Meus dedos pairaram na bainha do seu suéter, quando ela suspirou.
ALLY – Spencer, você conhece meu corpo e sabe que ele anseia por seu toque, não pare e nem exite.
Eu gemi e beijei sua boca macia me deleitando com seu gosto de céu. Seus dedos pareciam escaldantes de tão quentes, suas palmas corriam sobre meu peito nu, de repente ela começou a beijar e lamber ao longo do meu ombro e peito nus. Parecia tudo muito mais intenso, mesmo eu já tendo visto ela nua, á tentação de vê-la novamente da mesma forma me tomou totalmente, como se fosse à primeira vez. Atrapalhei-me para tirar sua blusa, achei surpreendente não tê-lo rasgado levando em consideração que meus movimentos eram apressados. Ela sorriu para meu desespero e se moveu embaixo de mim e eu gritei, me obrigando a manter seu quadril no lugar, enquanto eu rosnava de prazer, antes que eu gozasse.
E isso se tornou ainda mais provável de acontecer quando vi seus seios aninhados dentro de um sutiã branco virginal, bem apropriado.
S.R – Você é tão linda, mas você sabe que não precisamos fazer nada.
Eu estava com medo de não fazer as coisas direito e acho que ela percebeu quando viu a esperança em meus olhos, pois ela riu e pressionou seus lábios macios nos meus. Com um gemido que rompeu no meu peito, peguei seu rosto e aprofundei o beijo, mais uma vez tomando seu gosto doce como uma fruta fresca. Ela estava brincando com o meu autocontrole mordendo meu lábio inferior, minhas mãos tremulavam enquanto eu a mantinha imóvel para que eu pudesse olhar em seus olhos.
S.R – Você decide. Qualquer coisa, contanto que seja com você. – sussurrei em seus lábios. –
ALLY – Tudo. Absolutamente tudo será sempre com você.
Ela sorriu e empurrou meu peito levemente fazendo eu me apoiar em meus braços, ela começou a se arquear para mais perto de e seus olhos nos meus enquanto ela colocava suas mãos em suas costas e tirava seu sutiã. Inclinei-me para beijar a ponta do seu nariz e depois ao longo de sua mandíbula. E depois foquei em seu mamilo rosa endurecido com meu olhar, em seu peito macio. Tomei seus lábios novamente para um beijo profundo e doce. Nossos corpos imploravam por mais. Nossas mãos estavam correndo por nossos corpos, nossos lábios se tocavam e o resto de nossas roupas foi removido. Novamente eu a deixei sob mim na cama e deslizei um joelho entre as suas coxas. Ela ofegou, não sei se com a compreensão de que está de fato prestes a acontecer, se foi isso ela não deixou transparecer. Logo ela me surpreendeu ao envolver-me com sua mão, engasguei e balancei a cabeça em repreensão.
S.R – Ainda não. – beijei seus lábios para suavizar minha repreensão. – isso não será bom o suficiente para você se me tocar aí. – mesmo envergonhado eu admiti, na intenção de mostrar que eu queria que fosse bom para ela. –
ALLY – Tudo bem. Mas eu sei que esse momento será bom, para nós dois, só vá devagar, você é muito mais do que os seus dedos no outro dia.
Eu não sei se isso me envaidecia ou me deixava preocupado, com medo de machucá-la. Posicionado corretamente no meio de suas pernas, dei um impulso superficial e apenas uma pequena parte de mim estava dentro dela. Engasgamos e quase encerrei tudo ali mesmo, no entanto, eu consegui permanecer firme. Mas quase coloquei tudo a perder ao continuar deslizando para dentro dela.
ALLY – Spencer... – ela suspirou enquanto chamava meu nome. –
Seus olhos se abriram enquanto sua boca se abriu em um perfeito “O”. Nossos olhos estavam presos um no outro, nossos quadris colados. Finalmente eu estava por completo em seu interior. Meus olhos rolaram, seu calor e parto pareciam me consumir. Seus dedos brincavam com meu cabelo e ela agarrou ainda mais meu quadril, ao enlaçar suas pernas ao meu redor.
ALLY – Spencer. – ela sussurrou em meu ouvido. – Você pode se mover garotão.
Eu gemi, amando ela usar o apelido que me deu nesse momento. Arrastei meus lábios por sua mandíbula e então me movi o suficiente para que eu sentisse falta do seu calor ao meu redor. Isso fez com que eu voltasse para dentro dela com mais força a fazendo gritar, mas seu prazer era evidente, pois seus olhos estavam negros de desejo. E eu continuei para dentro e para fora, lento e duro. Sublime foi quando encontramos nosso próprio ritmo, eu descia para entrar dentro dela e ela subia para me acolher. Girei-nos para que ela ficasse em cima de mim e tomasse as rédeas, pensei que tivesse que incentivá-la, mas na verdade eu precisei segurá-la, como louca ela começou a subir e descer em cima de mim buscando seu próprio alívio. Ao segurar seu quadril no lugar comecei a subir ao seu encontro ainda lenta e profundamente, quando a senti estremecer e depois se contorcer em cima de mim, mudei novamente nossas posições antes que um último impulso fizesse com que eu me libertasse dentro dela completamente tenso, estremecido e ansiando mais. Calor percorreu minhas veias provocando milhões de pontos diferentes em mim e permiti que essa sensação de êxtase, completamente inédita dominasse meu corpo. Algo que nunca havia sentido. Momentos mais tarde eu notei que estava completamente desabado sobre ela. Fiz menção de me mover, mas senti suas pernas se apertarem ainda mais ao meu redor, me mantendo dentro dela enquanto seus dedos faziam cafuné em meus cabelos me fazendo ronronar preguiçosamente. Levantei minha cabeça que estava apoiada em seus seios, baixei novamente e esfreguei meu nariz ali logo circulando com a ponta da minha língua, fazendo-a gemer baixinho. Subi meus lábios em direção aos seus e os beijei.
ALLY – Você não sabe o que senti meu amor. Eu te amo como nunca amei outra pessoa. Foi incrível Spencer. – ela disse olhando em meus olhos. –
Finalmente saí de dentro dela, sentindo falta de seu calor imediatamente. Fui para seu lado enquanto ela se virava para que a puxasse em meus braços para dormirmos de conchinha, nos cobrindo com o edredom enquanto fuçava em seus cabelos com meu nariz para que eu pudesse dormir sentindo seu cheiro. Essa é a melhor forma de dormir, sabendo que tudo o que aconteceu foi real.
Fale com o autor