Coincidências do Amor
26 Esquizofrenia.
Notas iniciais

POV REID
S.R – Você vai me deixar? Você não pode fazer isso Allyson, eu... Eu te amo. Desculpe-me se eu... Apenas não vá. – eu não vou suportar mais uma perda. Não posso sobreviver a isso. – Ally você...
ALLY – Eu ainda não decidi Spencer, você sabe que eu te amo, eu sempre vou te amar. Eu só estou confusa com tudo que está acontecendo.
S.R – Ally... Neném eu... – ela levanta a mão pedindo para eu parar de falar. –
ALLY – Spencer, apenas vá para o Trabalho, faça o seu relatório, eu tenho um compromisso agora. Podemos conversar mais tarde. – ela diz e isso acalma meu coração, ela não está me afastando. – Tudo bem? – ela pergunta e tudo o que eu posso fazer é acenar. – Tchau. – ela diz enquanto pega na minha mão e depois se levanta para sair, quando eu me dou conta que ela está indo, deixo o dinheiro em cima da mesa, para pagar nossas bebidas intocadas e vou atrás dela. –
S.R – Allyson. – eu falo quando a alcanço na calçada, e assim que ela se vira para mim eu a puxo para um beijo. –
Nossos lábios se selam castamente por alguns segundos, espero ela se recuperar do choque, e então a beijo apaixonadamente, estamos ambos entregues ao sentimento. Suas mãos percorrem meus braços e se infiltram nos meus cabelos. Minhas mãos a puxam pela cintura, para grudá-la cada vez mais em mim eu a envolvo com meus braços, para que dessa forma nem mesmo o vento passe por nós. Nossas bocas procurando captar cada mínimo detalhe, mapeando a boca um do outro, aquela área que parece há muito tempo inexplorada por nós. Não sei exatamente quanto tempo estávamos nos beijando, mas sei que ambos queríamos a mesma coisa, que esse momento não terminasse. Selei seus lábios demoradamente e me afastei relutante. Vejo seus lábios vermelhos e inchados assim que abro meus olhos e perco o fôlego assim que ela abre os seus.
ALLY – Eu te amo tanto. – ela diz como um sussurro – Mas eu realmente preciso ir, meu compromisso é com hora marcada. Falamo-nos depois tudo bem?! – quero dizer que não está tudo bem e quero que ela fique aqui comigo, mas a verdade é que eu preciso chorar sozinho. –
S.R – Claro! – novamente eu beijo ela e então me afasto. – Eu te ligo mais tarde.
Completamente sem saber o que fazer eu sigo novamente para o prédio da UAC pensando no que acabou de acontecer e me dou conta de que não a questionei sobre o hospital. O que houve para ela ir para o hospital? Ah Deus! O que eu faço?
Estou me sentindo mal, sinto minha cabeça girando e não estou pensando direito sobre o que estou fazendo e sobre o que devo fazer. Afinal de contas o que está acontecendo comigo? Uma melodia insistentemente toca na minha cabeça.
Leve-me Para a Igreja — Hozier
Minha amada tem humor
Ela é a risada em um funeral
Sabe que todos desaprovam
Eu deveria tê-la venerado mais cedo
Se os céus alguma vez falaram
Ela seria a última palavra
Cada domingo esta ficando mais sombrio
Um veneno fresco a cada semana
Nós nascemos doentes
Você os ouviu dizerem
Minha igreja não oferece absolvição
Ela me diz "adore no quarto"
O único paraíso para onde serei enviado
É quando eu estiver a sós com você
Eu nasci doente, mas amo isto
Ordene-me a ficar bem
Amém, amém e amém
Leve-me à igreja
Eu adorarei como um cão no santuário de suas mentiras
Irei lhe contar meus pecados
Assim você poderá afiar sua faca
Ofereça-me essa morte imortal
Bom Deus deixe-me dar-te minha vida
Leve-me à igreja
Eu adorarei como um cão no santuário de suas mentiras
Irei lhe contar meus pecados
Assim você poderá afiar sua faca
Ofereça-me essa morte imortal
Bom Deus deixe-me dar-te minha vida
Se eu sou um pagão dos bons tempos
Minha amante é a luz do Sol
Para manter a Deusa ao meu lado
Ela exige um sacrifício
Para drenar todo o mar pegue algo brilhante
Algo carnudo para o prato principal
Esse cavalo soberano é bem charmoso
O que você tem no estábulo?
Nós temos muitos fiéis esfomeados
Isso parece saboroso
Isso parece bastante
Isso é um trabalho faminto
Leve-me à igreja
Eu adorarei como um cão no santuário de suas mentiras
Irei lhe contar meus pecados
Assim você pode amolar sua faca
Ofereça-me minha morte sem morte
Bom Deus deixe-me dar-te minha vida
Leve-me à igreja
Eu adorarei como um cão no santuário de suas mentiras
Irei lhe contar meus pecados
Assim você poderá afiar sua faca
Ofereça-me minha morte sem morte
Bom Deus deixe-me dar-te minha vida
Sem mestres ou reis quando o ritual começar
Não existe inocência mais doce
Do que nosso suave pecado
Na demência e no sustento dessa triste cena terrena
Só então eu sou humano, só então eu estou limpo
Amém, amém e amém
Leve-me à igreja
Eu adorarei como um cão
No santuário de suas mentiras
Irei lhe contar meus pecados
Assim você poderá afiar sua faca
Ofereça-me essa morte imortal
Bom Deus deixe-me dar-te minha vida
Leve-me à igreja
Eu adorarei como um cão no santuário de suas mentiras
Irei lhe contar meus pecados
Assim você poderá afiar sua faca
Ofereça-me essa morte imortal
Bom Deus deixe-me dar-te minha vida.
Não sei o que está acontecendo comigo, mas a julgar pelo pânico que sinto agora, sei que preciso dela. Algo está me consumindo por dentro, tudo o que eu vejo está embaçado, eu sinto frio, acho que estou enganado, mas quase posso sentir meu corpo tremendo e tudo no que penso é na Allyson, eu não posso ficar sem ela, não posso perdê-la, dessa vez não vou suportar. E é tudo o que penso antes de perder a consciência. Talvez ela possa me oferecer essa morte imortal que diz a música. Pois eu com certeza daria minha vida para ter ela ao meu lado para sempre.
POV NARRADOR
Allyson agora estava em seu carro, dirigindo calmamente em direção ao Hospital Geral de Bethesda. Ainda pensando na conversa que teve com Spencer, mas, sobretudo no beijo que trocaram. Como ela sentiria falta de seus lábios, de seu toque forte, delicado e quente. Suas mãos macias e grandes, que deixam seu corpo feito brasa. Inevitavelmente uma lágrima caiu de seus olhos ao mesmo tempo em que um sorriso brotou de seus lábios. Ainda que melancólico, o sorriso se devia as lembranças que inundavam sua mente.
[...]
Em Quântico Spencer estava em sua mesa, pensando em como iniciar seu relatório, mas nada vinha a sua mente brilhante, tudo o que ele via era névoa. Seus amigos, aqueles que ele tinha como família, olhavam atentamente e de forma preocupada para o comportamento do caçula desde que havia voltado. Desespero tomou conta de todos assim que viram Spencer com os olhos vagos, tremores, calafrios, ondas de calor, dificuldade de respirar, palpitações do coração, náuseas e tontura dominando seu corpo, fazendo com que ele desmaiasse.
Para desespero de todos, mesmo que não sendo mais possível, imaginaram o pior. Estaria Spencer tendo um surto Esquizofrênico tardio?
[...]
No Hospital Geral de Bethesda, Allyson já estava sentada dentro do consultório de Savannah que havia a chamado com urgência ao hospital. Urgência? Ela se perguntava se isso seria bom ou ruim, provavelmente ruim.
Quando a porta se abriu e uma ofegante Savannah apareceu, Ally franziu seu cenho intrigada com o motivo de afobação de sua Amiga e médica.
S.H – Você falou com ele sobre aquele assunto? Com Spencer quero dizer. –perguntou Savannah mal parando para respirar, com os olhos assustados. –
ALLY – Apenas que recebi uma proposta em Londres e estava cogitando aceitar, mas disse que conversaríamos mais tarde, já que você me chamou aqui com urgência. Por quê? – perguntou Allyson, preocupada com o rumo da conversa e principalmente com o rumo de seus pensamentos pessimistas. –
S.H – Derek me ligou há alguns minutos, Spencer acabou de dar entrada aqui no Bethesda. – e temendo a reação de sua amiga no atual estado e diante da situação, escolheu com cuidado suas palavras seguintes. – Na ala Psiquiátrica.
Ally sentiu o chão sumir debaixo de seus pés, desespero e culpa eram os únicos sentimentos que inundavam seu coração agora, e ela fez a única coisa que poderia fazer no momento, saiu correndo em direção ao andar da Psiquiatria, com uma preocupada Savannah em seu encalço.
POV MORGAN
Uma das pessoas mais importantes para mim está agora no hospital, e parece pior do que quando ele foi infectado por Antrax. Ele está na ala psiquiátrica do Bethesda, e isso é assustador porque se Spencer estiver tendo um surto Esquizofrênico, eu vou perder meu irmãozinho.
ALLY – Onde ele está? – escutei ao longe uma voz conhecida. – Onde está o Spencer? Quero vê-lo agora.
D.M – Você não vai vê-lo. – disse tomado pela raiva, sem me importar com o olhar de repreensão de Savannah. – Isso é culpa sua, ele ficou assim depois de conversarem.
S.H – Derek não fale assim, por favor, Allyson não tem culpa. E ela tem o direito de vê-lo se ela quiser. Ela é o primeiro contato caso aconteça algo com ele.
ALLY – Você não precisa me lembrar de nada Derek, e também não vai me impedir de vê-lo. – ela para de falar assim que o médico se aproxima. –
Dr. – Quem é Allyson Hernandez? Preciso que assine os papéis que nos autorizam a aplicarmos Pimozida, é um antipsicótico que...
ALLY – Não vou assinar nada, quero vê-lo. E sei o que é Pimozida. Também sei que essa não é a primeira opção quando não se tem certeza se é um surto Esquizofrênico. – me assusto com a inesperada reação abrupta de Allyson e também com a possibilidade do que pode estar acontecendo com ele. – Quero vê-lo.
D.r – Sabemos do histórico dele senhorita Hernandez, entendo que possa ser difícil, mas precisamos que assine...
ALLY – Eu sou Psicóloga, sei o que consta no histórico médico da mãe dele, mas também sei coisas que você não sabe, como por exemplo, o stress pelo qual ele passou antes de ter uma crise e vir para cá. E ele já tem mais de 30 anos, e eu sei que não há nenhum caso confirmado de surto Esquizofrênico tardio, então você vai me levar até ele e parar de me dizer bobagens das quais eu já sei.
Vejo o médico realmente surpreso pelo conhecimento e teimosia dela. Mesmo que isso seja culpa dela, ela pelo menos está tentando concertar o que fez. Fixo meus olhos na figura do médico que assente e a conduz para onde Spencer está, quero pedir para que não os deixe sozinhos, mas Savannah me tira dos meus pensamentos.
S.H – Você não sabe o que está acontecendo Derek, ele também tem culpa nisso, e se você disser mais alguma coisa, vai se ver comigo. E não me olhe assim.
D.M – Estou tentando protegê-lo, como sempre fiz. O que é eu não sei e você sabe?
S.H – Nada que seja da sua cota, mas você vai ficar sabendo depois. Eu ainda preciso falar com ela sobre isso. – o que está acontecendo aqui? –
POV ALLY
Assim que o vejo sei que ele não teve um surto Esquizofrênico, sim eu tinha minhas dúvidas. Sei o que eu disse, mas eu tinha que vê-lo, e não concordar com a primeira coisa que eles dizem era minha melhor arma. E graças por isso.
Aproximo-me de Spencer com cuidado e sinto o médico parar na porta, mas não ligo para isso. Ele está com os olhos focados, na direção oposta a minha então não me vê se aproximando. Ele parece tão vulnerável, e eu sei que de certa forma ele é, mas saber que foi por minha causa que ele está aqui, não está ajudando muito.
ALLY – Spencer. – sussurro seu nome e toco delicadamente em suas mãos unidas sobre seu abdômen. – Sou eu querido. – no mesmo instante ele olha para mim. –
S.R – Ally. – ele sussurra meu nome como se fosse uma ladainha em seus lábios, seus olhos brilham, mas ainda estão vagos, como se ele me visse dentro da sua cabeça e não ali na sua frente. – Você está aqui.
ALLY – Sempre estarei aqui por você. Sabe você assustou a todos nós. Por favor, não faça mais isso. – disse segurando o choro que insistia em querer sair. –
S.R – Sinto muito por não podermos conversar a noite, mas eu estou tão cansado. No entanto eu não consigo dormir, alguma coisa me obriga a ficar acordado. – e eu sei exatamente o que não o deixa dormir. – Você faz carinho nos meus cabelos para eu dormir Ally. – sua voz mansa e quebrada faz algo dentro de mim. –
ALLY – Claro, eu só preciso conversar com o seu médico primeiro, você pode esperar alguns minutinhos meu amor. – ele acena como uma criança manhosa e então eu me afasto e saio do quarto para falar com o médico no corredor. – Foi um ataque de pânico. Como eu disse, não poderia ser um surto tardio de Esquizofrenia.
D.r – Sim, você tinha razão. Eu vou pedir para a enfermeira aplicar um remédio para que ele possa dormir, e você pode passar a noite se quiser.
ALLY – Não, sem remédios. Spencer jamais me perdoaria se eu permitisse qualquer tipo de analgésico. Eu vou fazer com que ele durma. Diga aos nossos amigos, por favor, que em menos de dez minutos estarei com eles. E eu ainda preciso falar com Savannah. Mas agora ele precisa de mim. – digo e me viro para voltar ao quarto. –
D.r – E como você fará com que ele durma tão rápido sem nenhum remédio?
ALLY – Isso é um problema apenas meu. – digo firme e entro no quarto, me aproximo da cama, faço com que ele me de um espaço e deito ao seu lado, o puxo para deitar em meu peito então faço cafuné em seus cabelos e começo a cantar. –
Make You Feel My Love – Adele
Quando a chuva estiver soprando no seu rosto
E o mundo todo incomodar você
Eu poderia te oferecer um abraço caloroso
Para fazer você sentir o meu amor.
Quando as sombras da noite e as estrelas aparecerem
E não houver ninguém lá para secar suas lágrimas
Eu poderia te segurar por um milhão de anos
Para fazer você sentir o meu amor.
Eu sei que você não se decidiu ainda
Mas eu nunca te faria nada de mal
Eu soube desde o momento que nos conhecemos
Não há dúvida na minha mente de onde você pertence.
Eu passaria fome, eu ficaria triste e deprimida
Eu iria me arrastando avenida abaixo
Não, não há nada que eu não faria
Para fazer você sentir o meu amor.
As tempestades estão violentas sobre o mar revolto
E sobre o caminho do arrependimento
Embora ventos de mudança tragam entusiasmo e liberdade
Você ainda não viu nada como eu.
Eu poderia te fazer feliz, tornar os seus sonhos realidade
Nada que eu não faria
Vou ao fim da Terra por você
Para fazer você sentir o meu amor.
E assim que a música termina vejo que ele já está dormindo. Penso um pouco em como serão as coisas daqui para frente. Se ele reagiu assim sobre eu ir morar em Londres, sem eu nem mesmo dar certeza o que vai acontecer quando eu... Oh Deus! Por que as coisas precisam ser assim?
Antes de ir falar com nossos amigos, que eu não tenho certeza se ainda querem ser meus amigos eu me permito chorar, por tudo o que Deus me permitiu ter, mas tira de mim antes que eu tenha força o suficiente para deixá-los ir.
Assim que sinto o corpo de Spencer totalmente relaxado, sei que ele está em um sono profundo, então saio com cuidado da cama e o aconchego sobre os travesseiros para que ele não sinta minha falta, olho mais uma vez seu rosto sereno e saio do quarto para falar com todos sobre o que está acontecendo.
P.G – O que ele tem Ally? – Penélope é a primeira a perguntar, respiro fundo quando noto que ela usou um tom carinhoso para falar comigo. –
ALLY – Ele teve um Ataque de Pânico, ele finalmente deixou extravasar o que passou com a morte de Gideon e o stress que ele passou hoje mais cedo contribuiu para isso. Consegui fazê-lo dormir, ele estava realmente cansado e precisava disso, se quiserem vê-lo, podem ir, apenas não o acordem. Eu ainda preciso falar com você Savannah.
Todos assentem e fazem seus caminhos para o quarto onde Spencer está e eu sigo Savannah para seu consultório. Ela não está mais em serviço, mas vai enfim me contar o que tinha para me contar quando cheguei aqui mais cedo.
S.H – Ally você não sabe como me deixou aliviada ao dizer que não havia contato nada para ele.
ALLY – Mas eu terei que contar em algum momento, como ele vai reagir? Tenho tanto medo, acho que nunca senti tanto medo assim.
S.H – Não vai ser preciso contar nada e pode perder esse seu medo.
ALLY – Como assim Savannah ele tem que saber para estar preparado...
S.H – Seus exames foram trocados com o de outra senhorita Hernandez que estava aqui naquele dia. Você não está doente, nunca esteve. – ela diz e eu me sinto feliz por um momento, mas logo o sorriso some dos meus lábios. –
ALLY – Então quer dizer que eu não...
S.H – Não se preocupe, são exames distintos. Todo o resto está normal e continua como antes, você está bem. Apenas... Ou melhor. Felizmente você não está doente, apenas se cuide, suas dores de cabeças e enjôos são preocupantes, nunca é um bom sinal, mas vamos fazer um acompanhamento.
Eu apenas levanto e a abraço, não consigo evitar, choro de felicidade. Parece que dessa vez é realmente para valer. Deus não vai tirar de mim o homem que eu amo e também não me tirará dele. Seremos muito felizes, agora ainda mais felizes. Pois eu não vou deixar nada atrapalhar eu sei o quanto ele me ama, e Deus sabe que eu amo aquele homem como nunca vou amar outro homem.
Escutamos batidas na porta e nos separamos, e quando a porta se abre posso ver Derek nos olhando intrigado e muito curioso sobre o que estávamos falando. Posso ver que ele ainda está bravo comigo e eu não o julgo por isso.
D.M – Todos já estão indo embora, vim avisar você para que ele não fique sozinho. – ele olha de mim para Savannah e então pergunta. – Está tudo bem Savannah?
S.H – Sim. Agora está tudo perfeito. Vamos Derek.
Enquanto eles se afastam eu a chamo novamente e ela se vira para saber o que eu tenho para falar.
ALLY – Pode contar para ele amiga, com tanto que ele possa esperar eu contar para ele. E por favor, não brigue com Derek, ele só estava tentando proteger seu irmão.
Ela sorri e assente para mim e eu me encaminho para o quarto de Spencer sabendo que agora tudo vai ficar bem. A cada dia tudo vai ficar ainda melhor.
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