Notas iniciais
Perdão, sei que me atrasei muito, porém eu estava em época de provas e trabalhos e caso queiram saber eu fui muito, muito mal. Ótimo.... só que não. Haha Mais enfim, vamos ao que interessa.
Boa Leitura.

Ohio – Lima – 16 de Março – Sexta-feira – Casa dos Berry – 21h45min


Casa. Lima ainda parecia igual. As mesmas cores, o mesmo cheiro, tudo igual. Aquela sensação reconfortante havia sumido, ainda assim você sorriu quando os saltos do seu scarpin tocaram o chão de pedra assim que você desceu do taxi. Seus passos eram inseguros em direção a porta de madeira branca e você hesitou por alguns momentos ao tocar a campainha, era ridículo, aquela ainda era sua casa.

- Estrelinha. – Seu pai Hiram atendeu a porta com um sorriso contagiante nos lábios estendendo os braços onde você não demorou a se aferrar. – Como é bom ver você.

- É bom ver você também pai. – A voz saiu abafada enquanto era imprensada um pouco mais contra os braços do pai.

- Fez boa viagem? – Perguntou com uma sombra de preocupação enquanto pegava a mala rosa ao seu lado.

- Sim, foi tudo bem. Cadê o papai? – Vagueou os olhos por toda a sala em busca do negro alto.

- Na cozinha querida, seu pai inventou de fazer aquela quiche que você adora. – Sorriu divertido.

- Papai. – Você chamou sorrindo o homem que estava de costas. Leroy se virou com um sorriso brilhante no rosto.

- Hija! – E então você estava outra vez em volta de braços fortes. – Que falta você me fez.

- A mim também papai. – Você estalou um beijo em seu rosto.

- Suba e se troque. Estou quase tirando o jantar e então conversaremos sobre como andam as coisas. Você me parece tão magrinha, olha só para ela Hiram. – Segurou sua mão enquanto te fazia dar um giro.

- Pai. – Você apertou os lábios numa linha reta olhando severa para o homem menor que segurava uma risada.

- Querido, deixe Rachel subir, tenho certeza de que ela está perfeitamente bem.

- Tudo bem, me rendo. – Levantou as mãos sinalizando.

— Obrigada, eu já desço. – Estalou um beijo na face dos dois homens se dirigindo para o seu antigo quarto, se deteve nas escadas. – Senti a falta de vocês. – Adicionou segurando a mala firmemente voltando a subir.

Seus pais não mudaram absolutamente nada do lugar. As paredes ainda eram num tom amarelo seco e estavam nuas. Os pôsteres e quadros adornavam seu dormitório. O elíptico ainda estava la, assim como o guarda-roupa, a escrivaninha e a estante com CD’s e vinis. Exatamente igual, você concluiu exasperada.

“Eu quero sair correndo daqui. RB

Você digitou rápido e se jogou na cama que nunca pareceu tão desconfortável. Seu celular não demorou a apitar.

“Tão ruim assim? QF

“Me sinto desconfortável, é como se eu nunca tivesse de fato morado aqui, tudo ainda está igual e isso realmente me irrita. RB

“Ainda é sua casa, seus pais e apenas um final de semana, pode fazer isso? QF

“Sim, é claro. Eu posso. RB

Você poderia fazer isso. Quinn tinha razão, era apenas um final de semana.

“Quando você chega? RB– Você adicionou outra mensagem.

“Amanhã, cedo! Eu prometo, ok? QF

“Tudo bem. Amanhã. Eu preciso ir, papai fez quiche e é uma das poucas coisas que eu sinto falta. RB

“Bon Appétit. ;) xXx QF

Quinn só poderia voltar a Lima no dia seguinte, havia deixado um trabalho pendente e que deveria entregar. Foi assustador chegar a Lima sozinha, sufocante.

- Estrelinha, venha, sente-se. – Ofereceu a cadeira, você obedeceu e o prato não demorou a ser pousado na sua frente, seu pai Hiram sentou-se a sua esquerda como de costume enquanto Leroy servia a quiche, em seu prato uma maior quantidade.

- Papi, no voy a comer todo eso. – Ralhou em espanhol, desde pequena costumava conversar em Espanhol com seu pai Leroy que era de origem cubana. Você olhou o prato novamente e fez uma careta.

- Está muito magra. Tiene que comer y no discutas conmigo. – Advertiu num tom sério e você revirou os olhos entediada.

- Leroy, deixa e menina. – Bronqueou divertido e então cravou os olhos em você. – Como estão as coisas em NY?

Você abriu um sorriso singelo e começou a narrar algumas coisas. Seus pais ligavam pelo menos 3 vezes por semana e estavam a par de quase tudo. Pela primeira vez você não sentia vontade de dividir tudo com eles.

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Ohio – Lima – Sábado – 7h30min

Há algo sobre como você se sente hoje, um misto de ansiedade, felicidade e um pouco de terror. Quer dizer, é possível se sentir assim? Você acha que não, mas é como se parece, ansiedade porque você irá rever seus amigos e possivelmente seu namorado. Felicidade porque um dos seus professores mais queridos irá finalmente se casar com a mulher que ama e terror porque você estava de volta a Lima, era como se todos os meses que esteve em NY, na AADNY fossem ignorados e você estivesse fadada a ficar em Lima pelo resto da vida.

- Rachel, Quinn ainda não chegou? – Kurt perguntou enquanto você terminava de se arrumar, por reflexo você olhou as horas no relógico em forma de maçã que estava ao lado da sua cama. 7h30min.

- Ela deve estar chegando agora Kurt, disse que iria chegar cedo, de qualquer forma antes de dormir disse a ela que quando chegasse me avisasse. – Respondeu no telefone que estava entre a orelha e o ombro enquanto você fazia malabarismos pra arrumar o cabelo. – Finn deu noticias?

- Não consegui falar com ele ainda. – Respondeu de má vontade.

— Kurt, pode esperar um minutinho? Meu celular está apitando aqui. – Pediu e ouviu um ‘sim’ como resposta.

“Já cheguei, toma café da manhã comigo? QF

- É a Quinn, acabou de chegar, perguntou se eu queria tomar café com ela. – Voltou a falar no telefone enquanto digitava a resposta.

“Claro, estava me arrumando mesmo, acho que em 5 minutos eu estou pronta, você passa aqui? RB

- Não se esqueça que temos que estar na igreja 13h00min, irei passar aí as 10h para te arrumar, ok?

- Você não ia arrumar o cabelo das meninas?

“Na verdade já estou em frente a sua casa, peguei o carro da minha mãe emprestado, não demora Berry. QF

- Não consegui falar com nenhuma delas, acredito que cada uma fará alguma coisa. Você está sorrindo, o que houve? – Você não ficou surpresa com a sagacidade do seu melhor amigo, mas não resistiu em perguntar.

- Como você faz isso? Quinn disse que já estava aqui na porta de casa. – Você sorriu ainda mais quando disse isso, sua amiga era surpreendente.

- Ela é rápida. – Comentou enquanto você pegava sua bolsa a tira colo e ia saindo do quarto. – Diva, 10h eu estou aí. – Avisou num tom severo.

- Já entendi Kurt, até mais tarde. – Desligou o aparelho e saiu saltitando pela escada, quase tropeçou no ultimo degrau e só diminuiu o ritmo quando escutou seu nome.

- Rachel? – Você se virou dando de cara com seu pai Hiram com um olhar inquisidor sobre você. – Onde vai com tanta pressa?

- Hm... Quinn está me esperando para... tomar café com ela. – Pigarreou esfregando a palma da mão.

- Fabray? Você vai tomar café com Quinn Fabray? – Perguntou curioso olhando através da janela vendo um Mercury Comet cinza um pouco antigo estacionado, no entanto não podia ver a frente do carro e com isso não podia ver se havia alguém ali.

- Sim, temos feito isso a algum tempo pelo menos uma vez por semana, acontece que não nos encontramos esta semana por estarmos muito ocupadas. Quinn veio para o casamento e pediu que tomasse café com ela, se não se importa... – Deixou no ar arqueando a sobrancelha, você viu seu pai a olhar com estranheza e dar de ombros assentindo.

- Não demore. – Você concordou e saiu porta a fora.

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- Q! – Um sorriso gigante se espalhou pelos seus lábios ao avistar a loira encostada na frente do carro. Os olhos esverdeados alcançaram os seus e você quase ofegou com a energia presente neles.

- Ray. – Saudou com um sorriso bonito, você não resistiu em grudar os braços no pescoço dela, fazia pouco mais de uma semana que não a via. – Café? – Perguntou assim que você a soltou.

- Claro. – Ela abriu a porta do carro para você com um pouco de dificuldade e você agradeceu com um aceno.

- Carro velho, porta emperrada. – Explicou dando de ombros.

- De quem é ele?

- Mamãe. Russel não a deixava dirigir porque não ficava bem para nossa família ser vista num carro desses. – Fez uma careta e você levou a mão ao joelho dela apertando de leve, a mão voltou para o seu colo. – Para onde quer ir?

- Biblioteca do Mark, pode ser? Prefiro o café de la.

- Seu pedido é uma ordem senhorita Berry. – Brincou.

A biblioteca do Mark era um dos poucos lugares onde se servia um café descente. E não era muito longe, depois que o velho senhor decidiu por servir café e doces o movimento da biblioteca aumentou consideravelmente.

- E então, como vão as coisas? – Vocês estavam sentadas em cima do carro olhando por boa parte de Lima, o lugar ficava nos limites da cidade.

- Não sinto falta daqui, claro, tenho saudade dos meus pais, só não tenho saudades desse lugar. – Vagueou o olhar pela paisagem, o tempo estava nublado e a neblina cobria parte do lugar.

- Eu adoro esse tempo. – Quinn comentou enquanto respirava fundo o ar úmido a volta, você a enxergou serena, vulnerável, estava linda.

- Por quê?

- Acho que não tenho resposta para isso. – Sorriu suavemente. – Eu gosto, costumo pensar que o barulho da água, o ar úmido e a brisa fresca me acalmam, traz sensação de continuidade. O vento não é a coisa mais incrível do mundo? – Quinn agora estava de frente a toda paisagem e no momento em que ela te olhou a brisa esvoaçou os fios loiros que estavam maiores, como no 3° ano e levemente ondulados na ponta.

- Você é linda sabia? – Você se encontrou dizendo e recebeu um olhar curioso em troca. – Sei que passei todo o Ensino Médio te dizendo, mas você realmente é e eu quero que saiba disso, você é linda, em todos os sentidos da palavra. – Um sorriso bonito pintava os lábios de Quinn, ela se abaixou e pegou uma flor rosa claro que estava entre a grama e andou até você colocando a flor arás da sua orelha.

- Tão linda quanto. – Piscou e te deu um beijo rápido na bochecha, você riu e negou com a cabeça passando a observar a paisagem e que com Quinn parada fazia com que o lugar parecesse um pouco mais perfeito.

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Igreja – 12h45min

- Não acha estranho reencontrar todo mundo assim, na igreja? – Você perguntou com a testa franzida.

- Sim, mais Mr. Schue resolveu tudo de ultima hora e a maioria de nós estava fora de Lima, não restou muito tempo pra nada, só consegui falar com Mercedes, Brittany e Sam até agora, acredita?

- Kurt, ainda não falou com o Blaine? – Você o olho curiosa e um pouco decepcionada também, o garoto se recusava a falar do relacionamento com o Anderson.

- Estamos indo a um casamento Rachel Berry e eu não vou estragar isso, converso com Blaine depois. Podemos entrar? Você está ótima. – Elogiou dando um olhar avaliativo a morena dentro do carro. Você estava com um vestido azul claro, sandália de salto e o cabelo cacheado preso por uma presilha de borboleta.

- Melhor irmos logo. – Kurt abriu a porta do carro para você e o travou. A igreja estava relativamente cheia e toda enfeitada por rosas brancas, não foi difícil ver os parentes de Emma, havia pelo menos 20 pessoas com cabelos ruivos, seu olhar e o de Kurt vaguearam por todo o local iluminado e conseguiram avistar boa parte dos seus amigos.. ou antigos amigos, você fez uma careta e se sentiu sendo puxada para perto do grupo sentado no meio.

- Aretha. – Kurt tinha um sorriso imenso no rosto quando Mercedes se virou para ele, o sorriso igual e não demorou que os dois estivessem num abraço apertado.

- Hummel, Berry. – Disse em alto e bom som puxando vocês dois para um abraço apertado e um tanto desengonçado.

- Mercedes, é bom ver você também mais está nos sufocando. – Você disse com a voz entrecortada e a negra te soltou com um sorriso engraçado no rosto. Você olhou ao lado de Mercedes e viu Artie, Sam, Tina e Sugar, no banco a frente viu Blaine, Rory, Joe, Puck e Brittany, no banco seguinte estavam Figgins, Beiste, Sue, Holly e Shelby. Um arrepiou invadiu seu corpo quando viu sua mãe com Beth no colo. Você e Kurt cumprimentaram seus amigos e você sentiu o clima tenso entre ele e Blaine, Brittany também não tinha a expressão mais relaxada e você pôde ver que ela olhava para todos os lados.

- Rachel, cadê a Quinn? – Kurt te perguntou e você viu que Puck e Brittany te olharam.

- Eu não sei, ela havia me dito que viria. – Você deu de ombros e passou os olhos pelo lugar atrás de uma pessoa em particular.

- Não consegui falar com ele, mas Carole disse que ele viria. – Acenou a mulher que estava no lado oposto a vocês. Você sentiu o alivio te invadir e sorriu.

- Rach, San está com a Q.? – Brittany perguntou baixinho e você estremeceu.

- Eu não sei Brittany, Quinn disse que ela viria, no entanto. Onde está Mike? – Olhou Tina que abaixou a cabeça e puxou a manga do vestido para baixo.

- Não estamos mais juntos então eu não sei. – Endureceu a face.

- Ele está com uma dançarina. – Mercedes sussurrou e você quase deu um olhar de pena a asiática.

- Ele me ligou, disse que talvez viesse apenas para a festa, recebeu o convite atrasado. – Sam adicionou.

- Vamos sentar Rach? – Kurt perguntou e direcionou um olhar a um dos primeiros bancos. – A cerimônia já está para começar. – Olhou o Senhor Schuester que parecia estar passando mal e deu um sorriso ansioso a vocês dois, Kurt também olhou para fora e viu que um carro charmoso acabava de estacionar.

- Quinn está atrasada e Finn não aparece. – Você contestou irritada.

- Não podemos ficar esperando deles, muito menos o Mr. Schue, olhe pra ele, está quase saindo correndo da igreja, vamos sentar logo, eles vão chegar.

- Tudo bem.

Você suspirou rendida e andou com Kurt até a primeira fileira de bancos que estava vazia. No primeiro banco do outro lado estavam sentados alguns casais que você não reconheceu, acreditava que eram parentes de Emma e Will, os padrinhos. O conhecido toque soou por toda a igreja enfeitada e os convidados se levantaram olhando para a porta. Emma estava com um vestido branco e rodado com magas, o véu cobria o rosto, mas era perceptível o sorriso emocionado. Você deu uma rápida olhada para todos e presenciou sorrisos muito grandes, cada um deixando de lado os próprios problemas para dar atenção ao casal. Willian recebeu Emma com a mão estendida e você viu o sorriso apaixonado que eles trocaram quando o rosto da mulher foi revelado.

- Rachel querida, pode ficar com o buquê? – Você se surpreendeu quando a ruiva direcionou aquelas palavras e acenou com um sorriso contido se levantando e se mantendo em pé a uma distancia respeitosa dos noivos. O padre pigarreou chamando a atenção de volta a todos.

- Estamos aqui para celebrar o casamento entre essas duas almas. Naturalmente eu faria o discurso padrão, mas a pedido dos noivos foi pedido que se mudasse. Vocês estão aqui por uma escolha mutua, é de boa vontade do casal que se prossiga com essa união?

- Sim. – Ambos responderam.

- O amor em toda a sua forma é um mistério, algo que nem a ciência ou natureza pode explicar. Amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser. Duvida da luz dos astros, de que o sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia no amor. A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande. As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar. O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição. Como são sábios aqueles que se entregam às loucuras do amor! Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele. O amor nunca faz reclamações; dá sempre. O amor tolera; jamais se irrita e nunca exerce vingança. Nega o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o riso, porque dele não se vive. E então promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade? Promete saber ser amiga (o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica? Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar? Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e, portanto, a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela? Promete se deixar conhecer? Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor? Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda? Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros? Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina? Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja? É de comum acordo que aceitam esses termos?

- Sim. – Responderam e dessa vez era notável a voz trêmula de ambos.

Você direcionou um olhar a todos na igreja e sentiu o coração acelerar quando notou Quinn te olhando, você não a tinha visto entrar na igreja, estava sentada ao lado de Santana num dos primeiros bancos e ela tinha a sobrancelha arqueada e os olhos totalmente desafiantes. Você entendeu à que ela te desafiava, o desafio era se você aceitava e prometia todas aquelas palavras, se você realmente estava disposta a cumprir tudo aquilo com Finn. Você o olhou, pela primeira vez em vários meses você o via de novo e você quase entrou em pânico. Finn estava da mesma forma que você o vira pela ultima vez, o mesmo terno, o mesmo corte de cabelo, talvez um pouco mais forte, ainda se parecia como você se lembrava. Estava parado na porta da igreja com o mesmo sorriso de menino que você sempre achou um charme, mas que agora não parecia caber no rosto dele. É aquilo, cadê o homem sexy, charmoso, confiante que você achou que encontraria? O ‘não’ ecoava na sua cabeça de um jeito que você parecia prestes a desmaiar, ‘não’ para todas aquelas promessas, ‘não’ para todas as palavras envolvendo amor, ‘não’, ‘não’, ‘não’. O eco na sua cabeça ia fazendo o desespero crescer, você estava prestes a ceder àquela loucura. Não, havia mudado e isso nunca deu tanto medo, porque já não havia mais arrepios, coração acelerado e frio na barriga e você não sabia como não sentir aquilo com Finn e você já não se lembrava de como era ter todas essas sensações com ele. E então era aquilo, havia acabado? Você nunca sentiu tanta vontade de sair correndo daquela igreja.

- Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros. Pode beijar a noiva.

Notas finais
O discurso de casamento não me pertence, eu apenas agrupei, o inicio é todo feito por citações de filósofos, aos quais eu não citarei nomes porque são muitos, se quiserem é só colocar um pedaço das frases que verão, e na parte do "Promete" eu peguei de um blog, achei muito coerente e gostei do resultado, no mais é isso. Esse cap tem continuação dele. Enfim, Reviews?
E CalPessoa obrigada pela Recomendação! =)