Coffee with Quinn Fabray
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Notas iniciais
Ohio – Lima – Sábado – 16h25min
– Se escondendo? – Você olhou para trás vendo Kurt se aproximar.
– Tomando um ar. – Você sorriu fraco e mordeu a boca olhando para os seus amigos reunidos no jardim da casa dos pais de Emma. – Já falou com Blaine?
– Não, esperando a coragem aparecer. E você e Finn?
– Esperando a coragem aparecer. – Soltou um sorrisinho irônico e sentiu um aperto no braço.
– Sinceramente? Esperava você interromper o casamento quando o visse e se jogar nos braços dele. – Você abriu a boca, mas proferiu som algum. – Não precisa, talvez você entenda o porquê eu vou terminar com Blaine agora. – Piscou e lhe deu um beijo na bochecha e então o viu ir em direção ao futuro ex-namorado.
– Preciso dar uma chance. – Murmurou pensativa olhando Finn conversando com Puck e Mike que havia chegado a pouco com a nova namorada, Mandy.
Aquilo sobre seus pés quererem te abandonar a qualquer instante, sobre querer fugir e ficar sozinha, sobre voltar a NY e estar com Kurt e Tracy e querer as terças-feiras com Quinn outra vez.
– Finn. – Você chamou de leve e viu alguns olhares sendo direcionados a você, inclusive o do seu namorado que formou um sorriso bobo ao te ver.
– Rach. – Ele não esperou por muito pra te enlaçar pela cintura e grudar a boca na sua. Era estranho, você não reconhecia mais aquele toque, não tinha sentido e era como beijar uma pessoa qualquer. – Senti saudades. – Disse com aquele sorriso familiar, você quase fez uma careta.
– Vocês podem procurar um motel? Eu não me importo. – Você reconheceu a voz de Santana que no momento tinha uma careta enjoada.
– Desculpe Santana. Finn será que podemos conversar? – Você falou um tanto quanto baixo e Finn assentiu te puxando para um canto qualquer. Quinn passou por vocês e te deu um sorriso confiante, você não tinha ideia de como, mas tinha certeza de que ela sabia exatamente o que você ia fazer.
– Está tudo bem Rach? – Você viu o olhar preocupado no rosto dele.
– Está... é só que... – Você mordeu a boca outra vez sem saber o que dizer realmente. – Passa a noite comigo hoje?
– Passar a noite com você? – Reiterou e você assentiu sem confiança alguma. Sentiu ser enlaçada pela cintura com posse e a boca de Finn novamente contra a sua, a mão grande te apertando a cintura com uma força desnecessária. – É claro que sim, estou em um motel e só irei de manhã, tenho a noite toda pra você. As 20h00min eu te pego, tudo bem?
– Certo, tudo bem. – Você assentiu quieta o abraçando, sentiu os olhos marejarem ao pensar que os braços de Finn não te davam mais conforto algum.
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Quinn’s Pov
– Você está com uma cara péssima. – Deu um sorriso amarelo a Santana que te fuzilou com os olhos.
– Obrigada Fabray, mas eu já sabia disso. – Disparou amarga tomando um gole do ponche de frutas vermelhas, você roubou-lhe o copo e sentiu um fraco cheiro de álcool.
– Vodka? Você está pior do que eu pensava. Conversou com a Britt?
– Digamos que ela não ta bem olhando muito na minha cara e sinceramente eu não entendo o motivo já que foi ela quem começou a me ignorar de uma hora pra outra.
– A história de vocês foi muito bonita San, eu sei, eu acompanhei. – Você entrelaçou seus dedos com os da latina num gesto carinhoso. – Mas está na hora de deixar isso pra trás, não era questão de pertencer e sim de entrega e faz tanto tempo que eu não vejo isso... mas ela ainda pode estar com você.
– Eu sei que sim... eu só preciso de um tempo. – Sorriu agradecida. – E o casal maravilha?
– Ela está começando a acertar.
– Seria tão mais fácil se ela tivesse entendido desde o começo. – Vocês trocaram um olhar cúmplice e você levou a bebida vermelha aos lábios.
– Eventualmente ela iria entender, só não achei que ela demoraria tanto. Aos novos caminhos. – Levantou o copo e sorveu um pouco mais da bebida, Santana lhe tomou o copo e fez os mesmos movimentos.
– Aos acertos. – Piscou.
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Ohio – Lima – Domingo – 7h30min
– Será que ainda estarei viva pra ver o dia em que você não vai carregar uma mala do seu tamanho quando viajar por um único final de semana?
– Roupas Fabray, prioridade. – Sorriu divertida colando os lábios na face rosada. – Bom Dia.
– Está atrasada. – Advertiu com um sorrisinho. – Bom Dia Berry.
– 30 segundos atrasada. Sério? A obsessiva com horário sou eu.
– Então... admite que é obsessiva?
– Vá-te a merda Fabray. – Retrucou e você não se importou de soltar uma gargalhada em plena estação. – Vamos logo pequena Streisand. – Ainda com o bico formado nos lábios você a seguiu para dentro do trem. – Você e Quinn pegariam o trem em Lima e iriam direto a NY, e de la Quinn retornaria a New Haven
– Números 22 e 23, é aqui. – Quinn guardou o papel no bolso e se sentou do lado da janela, você sentou-se ao lado. – E então, foi tão ruim voltar pra casa?
– Soa muito errado eu dizer que morar em NY foi a melhor escolha que eu fiz? Eu não pertenço mais a Lima Q. Voltar aqui de novo... foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz.
– Você se desapegou Ray, não tem porque ter vergonha de admitir isso. – Você assentiu e deitou a cabeça no encosto do banco permanecendo calada por algum tempo. Quinn tinha as pernas encolhidas, os pés calçados em um all star se apoiavam no acento, e apoiada nas pernas uma prancheta com o papel branco por cima, a expressão séria fazia contraste com a leveza dos movimentos da mão cor de pêssego que desenhava o formato de um olho. – Estou supondo que sua alegria tem nada haver com o fato de estarmos voltando pra casa, estou certa?
– Casa. – Você repetiu com um sorrisinho no rosto. Estava voltando pra casa... e ironicamente estava voltando pra casa com Quinn Fabray, ainda que estivessem separadas por uma distancia razoável. Casa. – Passei a noite com Finn. É possível sentir nojo do toque da pessoa que você supostamente ama? Foi tudo o que eu senti... nojo, repulsa, incomodo. Era como se aquilo fosse tudo muito errado. Eu não entendo como tudo acabou assim, o que eu sentia.
– Distância, novas experiências, novos sentimentos, distância. – Tornou a repetir dando de ombros, você olhou a paisagem pela janela, passavam pelo campo, o verde e o cheiro de terra molhada predominando.
– Distância nos tornou mais próximas. – Ponderou e você notou um sorriso crescendo nos lábios da loira. Os olhos esverdeados nunca deixando o desenho. – Acabou Q, dessa vez eu não volto mais atrás. Só me arrependendo de ter tentado uma segunda vez.
– As vezes é preciso concluir um capitulo para começar outro. – Fitou-a em desafio e você estremeceu um pouco diante aquele brilho que você conhecia tão pouco.
– Um novo capitulo. – Você reiterou baixinho ligando o iPod em uma musica aleatória e a aumentando até o ultimo volume.
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New York – 18 de Março – Estação de Trem – Domingo — 18h00min
“Comece a me perfilar Rachel”
– Ray, acorda, chegamos. – Você sentiu dar um pulo de onde estava sentada e olhou atordoada todos os cantos. Quinn te olhava com a expressão curiosa. – Não queria te assustar, mas já estamos em NY.
– Desculpe... eu só, eu tive um sonho eu acho.
– Está bem? – Ofereceu a garrafa de água.
– Sim, ótima na verdade. – Não era mentira, você sentia disposta, leve.
– Uhh... certo. Vamos, pegue sua mala, nem se deu conta de que o trem já parou. – Você olhou em volta, algumas poucas pessoas saíam do vagão. Você assentiu e se dirigiu até onde a mala estava guardada. Da estação pegaria um taxi pra casa e Quinn esperaria o próximo trem para New Haven.
– Tem certeza de que não quer ficar comigo no dormitório? Não vai ter problema. – Você ainda insistiu enquanto desciam do trem.
– Obrigada Ray, mas vou pra New Haven, esse final de semana foi cansativo e eu só desejo a minha cama agora.
– Fico preocupada com você viajando a noite.
– Te ligo quando chegar ok? Não se preocupe garota de NY, eu vou estar bem. – Piscou, você assentiu de cabeça baixa e logo sentiu os braços firmes e quentes lhe circundarem pelo ombro. Você sentiu a diferença entre Quinn e Finn. Os braços da loira eram aconchegantes, confortáveis... a sensação era boa.
– Seu trem. – Você avisou quando viu pelos ombros da loira um trem que estava chegando. – Vai com cuidado.
– Não se preocupe e você cuide-se. Vemos-nos terça-feira ok? Isso não mudou Ray. – A sentiu sorrir contra seus cabelos e em seguida aproximou a boca da sua orelha sussurrando. – Ah e Berry, agora está em casa. Bem-vinda de volta. – Plantou-lhe um beijo terno na face.
– Estamos em casa. – Piscou. – Boa Noite Fabray.
– Boa Noite Berry. – Sorriu divertida pegando a mala e entrando no trem que já fazia chamada. Tudo voltara ao normal e era bom estar em casa.
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