Coffee with Quinn Fabray
15 Uma chance aos acertos...
Notas iniciais
New York – 11 de Abril – AADNY – Quarta-feira – 21h00min
– E então, agora que está oficialmente solteira precisamos te arrumar alguns encontros. Só não se meta com os bailarinos clássicos, são metidos e a maioria joga no outro time, e tem um cara, toca piano, Macklay, fiquei longe dele, adora tornar a vida das ingênuas um inferno.
– Hey, eu não sou ingênua. – O travesseiro que você atirou pegou na parede. Tracy deu língua e você tacou-lhe outro, acertou em cheio no rosto.
– Ta brincando não é? Você é uma caipira Broadway, não sobreviveria um dia no Harlem. Melhorou um pouco depois que começou a sair com a garota Yale.
– Tanto faz, mas não estou interessada em nenhum garoto. Sabe que é uma pena você não jogar no outro time, se daria bem com Santana. Ou se matariam. – Deu um sorrisinho perverso.
– Estou muito bem com o meu namorado, obrigada. – Deu língua. – Mas Rach, você está bem? Sei que gostava muito desse seu namorado.
– Acho que eu não me sentia tão bem e tão a vontade assim há muito tempo. Finn foi e ainda é muito importante pra mim, mas eu apenas o vejo como um velho amigo, apenas isso. – Sorriu com a imagem do rapaz na cabeça.
“O que vai fazer sexta-feira Ray? QF”
“Hm... nada. Tem um plano? Adoro planos. RB”
“Janta comigo? Conheço um restaurante muito bom, aconchegante. QF”
“Claro.. onde é o restaurante? RB”
“Surpresa. Se preocupe com sua peça Ray, eu quero ver o ensaio um dia se eu puder. QF”
“Tudo bem, eu aviso quando puder ver. A que horas eu devo estar pronta? Onde nos encontramos? RB”
“Você faz muitas perguntas Ray, apenas relaxe. xoxo QF”
“Ai Fabray... xoxo RB”
– E esse sorriso garota Broadway? – Você a olhou e riu.
– Sabe quando as coisas parecem estar entrando nos eixos?
– Você é doente, eu espero que você saiba disso. – Tracy sorriu com o jeito da morena. – Quem era? Fabray? Eu já te disse que você fica diferente quando está com ela? Desde que voltou do café quando viu ela de novo. É, eu acho que já te falei isso. – Comentou folheando uma revista qualquer.
Você puxou essa lembrança na memória. Realmente, Tracy havia lhe dito isso e você não se importou muito na hora, mas hoje... hoje talvez fizesse sentido.
Flashback
– E então, como foi? – Você se virou com a pergunta, um sorriso pintava sua boca. Havia acabado de entrar no quarto, um rolo de papel em suas mãos.
– Muito bem. – Você respondeu dando de ombros. – Minhas tardes com ela são sempre boas. Você já se sentiu confortável com alguém a ponto de vocês ficarem em silêncio por não ter mais o que conversar? É bom estar na companhia dela, eu gosto de procura-la por telefonemas ou mensagens, nem que seja pra dizer um ‘oi’ qualquer. Tem momentos em que apenas observo ela ler, ou desenhar alguma coisa.
– Sei. – Você notou que ela te olhava com curiosidade. – E isso? – Apontou para o rolo em suas mãos.
– Fairytale. Quinn estava me desenhando e me deu. – Você abriu um sorriso que muito se assemelhava ao gato da Alice.
– Você vai fazer uma coleção com os trabalhos dela ou o que?
– Algo assim. – Você deu de ombros. O rolo em sua mão se desenrolou lentamente e você virou a arte diretamente para Tracy que assobiou.
– Caramba. Ela é muito boa com isso. – Você concordou com um ronronar observando também o desenho. – Você está bem encantada com ela garota Broadway, tome cuidado.
– Por que? – A pergunta saiu de forma confusa e desconexa.
– Você fica diferente quando está com ela. Parece outra pessoa... ou talvez ela te desperte de você mesma. Estou apenas comentando Rach. – Sorriu passando pela garota direto ao banheiro. Você deu de ombros sem se importar. Se você era outra pessoa ou você mesma não importava. O que importava é que quando estava com Quinn o sentimento era muito bom.
Fim do Flashback
Você ainda mantinha aquela opinião. Resgatou do passado alguém que significa muito e não se arrependia em nenhum momento. Quinn era incrível, essa era a Quinn que sempre quis ver, sincera, doce, frágil e independente. Eram muitos adjetivos que você podia dar para a loira, mas por que será que nenhum deles faziam jus a ela? A garota parecia sempre ter algo a mais para mostrar, sempre com algo para ser descoberto. Talvez isso não batesse tão forte como estava batendo agora, mas você mal podia esperar todas as terças-feiras para descobrir mais...
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New York – 13 de Abril – AADNY – Sexta-feira – 19h15min
“Esteja deslumbrante hoje. Passo as 20h pra te pegar. QF”
“ONDE NÓS VAMOS FABRAY? RB”
“Me deixa te surpreender Berry. Consegue fazer isso por mim? QF”
“Eu não sei como me vestir se não sei onde vou. RB”
“Você consegue ficar linda até mesmo com saias xadrez e suéteres com estampa de pelúcia. Eu realmente não acho que vai ser um problema pra você. QF”
“Tudo bem. As 20h Quinn. Não se atrase. RB”
– Vamos... me atenda. – Você murmurou para si mesma segurando o celular contra o ouvido. – Alô? Tracy? Onde você está?
– Atrás de você querida. – Chamou assim que passava pela porta do quarto balançando o celular. – O que aconteceu?
– Preciso de ajuda para me arrumar. Não faça perguntas, eu te explico outra hora. Eu apenas preciso estar “deslumbrante”. Em meia hora. – Fez aspas com a mão bufando irritada.
– Hm... ok, se apresse então. – Pediu já pegando um vestido e um par de sandálias no guarda-roupa e entregando tudo nas mãos da morena.
Meia hora depois você achava que poderia congelar no frio que fazia do lado de fora do seu dormitório. Passavam alguns estudantes por ali, alguns com livros nas mãos provavelmente voltando da biblioteca ou com roupas de dança voltando de alguma aula. Você... bem, você estava...
– Ray. – Você ouviu a voz doce chamar pelo seu nome e se virou se deparando com Quinn. Sua boca entreabriu alguns pares de vezes a olhando de cima a baixo. Quinn estava com um vestido cinza fechado, liso e com um leve decote na frente. Os cabelos tinham algumas mechas presas. Ela parecia muito mais simples mas tão elegante quanto você sabia que estava. Tracy separou um vestido de seda, curto, na cor verde-água que você não fazia ideia que tinha, um decote que valorizava seus seios e os cabelos soltos em ondas. – Você está linda. Hm... eu confesso que não esperava por algo assim. – Engoliu em seco.
– Obrigada. – Você sentiu as bochechas esquentarem com o olhar que recebia. Era intenso. – Você é que está incrível Q, eu acho que nem precisava te dizer isso.
– Está enganada Ray, cada elogio é único, vindo da pessoa certa, pode mudar tudo. – Você assentiu com um meio sorriso no rosto. – Vamos? – A garota passou o braço pelo seu te encaminhando até um taxi que as esperava mais a frente. O coração saltou com o toque dos braços encostados.
– Não vai me dizer onde vamos?
– Não. Me deixa te surpreender. Eu prometo que não vai se arrepender. – Você assentiu. Não estava com vontade de falar, estava sentindo coisas que não conseguia explicar com tudo isso. Todo esse mistério. Não entendia o porquê do convite repentino, das roupas... de tudo.
O caminho até onde Quinn queria te levar seja qual for, foi feito em meio a conversas leves, comentários distraídos a respeito da cidade e olhares carregados de significados. Nova York definitivamente era incrível e mágica, você cresceu com essa imagem e só comprovou a verdade quando se mudou.
– Chegamos Ray. – Você sentiu o sussurro em seu ouvido. Quinn abriu a porta do carro assim que o taxi parou e deu a mão para que você se apoiasse. Era sempre assim, esse cavalheirismo com você. Ela abria a porta do carro, te dava a mão para que você saísse e em seguida fechava a porta. Ao saírem do taxi ela apoiou a mãos nas suas costas te guiando para dentro de um restaurante que você quase não acreditou quando olhou melhor.
– The River Café? Quinn, você é louca. – A risada escapou dos lábios da loira observando seu espanto.
– Eu nunca disse que não era. Surpresa? – Ela murmurou novamente em seu ouvido.
– Você não para de me surpreender Fabray, estou tentando viver com isso. – Você piscou a ela enquanto caminhavam até a entrada do restaurante.
– Boa Noite senhoras. – O maître estava a postos na entrada do restaurante recebendo os clientes. O homem olhou você e Quinn de cima a baixo com um meio sorriso no rosto as analisando de cima abaixo aprovando o que via.
– Boa Noite, temos uma reserva no nome de Quinn Fabray. – Quinn tomou a frente se pronunciando formalmente. O maître abaixou os olhos para uma lista onde você sabia se tratar das reservas.
– Pois não, separamos uma mesa perto da janela para que possam apreciar a vista a pedido da senhora. James irá acompanha-las até a mesa. Sejam bem-vindas e aproveitem. – Apontou o caminho com a mão, um rapaz novo, alto e impecável em seu terno tomou a frente sendo seguidos por você e Quinn. Você prendeu a respiração com a vista, era absurda.
– Ray... por favor. – Quinn assentiu ao rapaz que deixou vocês sozinhas e em seguida Quinn puxou a cadeira para que você se sentasse e você apenas direcionou um olhar curioso a ela. Não entendia essa reação repentina. Não que não gostasse. É que você estava confusa.
– Q... do que se trata tudo isso? – Você não aguentou a pergunta presa na língua.
– Um jantar Ray. – Ela respondeu simples.
– Assim, do nada? Quinn, esse restaurante custa uma fortuna. – Você questionou com um semblante mais sério.
– Eu convidei você. Não se preocupe com o quanto será gasto, se valer a pena eu não me importo de ficar sem dinheiro. Você pode apenas relaxar? – Ela pediu segurando sua mão fazendo um leve carinho. Você relaxou com o toque e assentiu. – Já sabe o que vai querer?
– Ainda não. Me surpreenda então Q, peça algo para mim. – Ela sentiu o ar de desafio em você e assentiu com um sorriso pedindo um prato que você nunca viu falar e uma bebida de acompanhamento.
– Me conta sobre a peça, os ensaios. Não tivemos tempo para conversar direito. – Pediu lhe observando.
– Cheia de erros. Richard que é um dos que estão dirigindo a peça não sabe mais o que fazer com essa sequência de erros. Eu estou tentando fazer o melhor. Era tão mais fácil no colégio... parece que agora não é suficiente. – Brincou com o talher em cima do prato.
– Ray, eu entendo que você esteja tendo dificuldades, só não deixe que isso se torne mais importante. Eu confio em você, sei que vai se sair muito bem se quiser. Você precisa parar para respirar as vezes também. De vez em quando te vejo obcecada com isso, precisa ter um tempo pra você e deixar fluir. – Aconselhou.
– Sim eu sei disso. Mas as vezes dá vontade de deixar isso pra lá, me enfiar debaixo das cobertas e ficar quieta por la.
– Isso não cabe mais em você, fugir desse jeito. Podia ter feito isso no Mckinley, mas agora não mais. Você mudou muito. – Ela analisou seu rosto, você abaixou a cabeça tímida. – Você está um pouco mais madura, determinada, mulher. Eu acho lindo observar essas mudanças em você.
– As vezes eu sinto que não sei o que falar quando estou com você. Quando diz essas coisas. – Você sussurrou observando o sorriso da loira.
– Talvez seja proposital. Não é qualquer um que consegue deixar você calada... ou vermelha assim. Eu gosto disso e eu não pretendo parar. – Você ia retrucar mas foi interrompida pelo prato que era posto em sua frente e o cheiro da comida entorpeceu seus sentidos. – Bom apetite Ray.
A comida estava ótima, a vista era linda e você emendava um assunto no outro com Quinn. Fazia tempo que não se sentia tão bem, vez ou outra você ficava sem palavras com algum elogio da loira. E então vinha os olhares intensos, as frases subentendidas. Ela não só estava te deixando curiosa, como de certa forma confusa.
– Q... o que significa tudo isso? Olha, tudo tem sido incrível até agora, mas tem algo diferente. – Você perguntou encostando-se na cadeira com a taça de água nas mãos.
– Você não faz ideia Rachel? – Ela mudou o olhar em você. Era aquele olhar de desafio que sempre fez parte dela.
– Eu tenho medo de arriscar e estar interpretando errado.
– Como está sua relação com Finn? – Você engoliu em seco.
– Não tenho mais contato com ele, não como antes. As vezes me liga querendo saber como estou, quando pode me ligar. Joga alguma indireta no ar, talvez uma intenção de reatar o que tínhamos. – Você respondeu com o semblante sério, não gostava de entrar nesse assunto com a loira as vezes.
– E você? – Perguntou ansiosa.
– Acabou Quinn, tudo o que tinha entre nós. Ainda ficou o carinho, mas também ficou algumas mágoas durante esses anos. Eu espero que ele seja feliz, mas eu precisava me libertar dessa necessidade de estar com ele, sendo que não tinha um motivo real. Como você disse, as vezes o amor cansa. Posso amá-lo ainda, fez parte da minha vida, mas não pertencemos um ao mundo do outro e sinceramente nem eu, e nem ele tentamos ao menos nos moldar a isso. Eu já não suportava a ideia dele me tocar, me beijar, eu não sei explicar, não sei qual o nome do sentimento que você da se você ama a pessoa, mas está com nojo do toque. Eu não sei. Por que a pergunta agora? – Você arqueou a sobrancelha confusa.
– Nada..
– Quinn... tudo isso, essa noite, esse restaurante, todo esse mistério. É algum tipo de encontro talvez? Qual a intenção por trás de tudo isso? Não tem como não significar nada. Amigas não saem para jantar assim, sozinhas, e em um restaurante como esse. – Você olhou em volta como comprovando o que dizia. Suas mãos buscaram as da loira tentando com que ela não desviasse mais do assunto.
– Eu disse a você que eu não iria me meter em relacionamento de ninguém, que não ia interferir. Quando você me procurou realmente eu não tive intenção a mais com você Ray, só que quando você me procurou, fiquei surpresa. Sempre achei que seria sua última opção e principalmente que NY iria suprir todas as suas necessidades. Uma vez conversamos sobre verdades, mentiras e omissões e você me perguntou se eu já havia mentido para você, eu respondi que sim e então você me perguntou se eu já havia dito verdades e eu respondi que sim, mas eu não podia naquele dia dizer onde menti. E não foi uma mentira, apenas uma omissão. Omissão de um sentimento que eu já sabia que estava nutrindo a algum tempo. Ray, eu disse que não iria me meter mais em relacionamento de ninguém e eu estou cumprindo com isso. Esse jantar nada mais é do que uma demonstração do que eu realmente quero, podemos chamar de encontro embora eu não tenha dito isso de cara, mas você precisa assimilar as coisas ainda, eu gosto de você e eu entendo que talvez esteja confusa, desde que seu namoro terminou, eu não tenho poupado você dos meus cortejos e eu gosto disso.
– Eu... Quinn eu não sei nem o que te dizer. – Você balbuciou a olhando nos olhos. Era tudo muito novo e irreal ainda.
– Você gosta? – Perguntou com um sorriso.
– Dos seus cortejos? – Ela assentiu. – É claro que eu gosto Q, quem não gostaria? Eu tinha medo de interpretar errado mas eu vejo seus olhares, eu vejo um desejo meio calado. Eu já notei esses teus gestos de cavalheirismo comigo. Mas do mesmo jeito que me atrai... eu... eu não sei Q.
– Eu não to pedindo pra decidir o que você sente agora. – Ela não parecia frustrada com a minha confusão. Ela entendia e ela estava respeitando. Quinn Fabray estava fazendo algo que Finn Hudson nunca fez. Estava me entendendo e me respeitando. – Estou pedindo para que me deixe fazer o que eu estou fazendo, pedindo permissão pra poder fazer as coisas direito, pra te cortejar. Não feche a porta para mim, nós duas não sabemos o que vai acontecer daqui pra frente, você pode daqui a dois dias dar de cara com o amor da sua vida e eu não vou interferir nisso, mas por enquanto, me deixa tentar.
Você se sentia tentada a ceder ao pedido da loira. Deus, como você queria pagar pra ver o que ia se suceder disso tudo. Era bom, era excitante e ela já vinha mexendo com a sua cabeça, porque é claro que tinha alguma frase dela que não saia dos seus pensamentos, ou algum gesto. Se Quinn queria fazer isso dar certo, de algum jeito ela estava conseguindo isso.
– Eu não vou te pedir pra parar e eu não vou fechar as portas entre nós duas. Digamos que eu apenas... estou deixando ela entreaberta. Tudo bem?
– Sim, tudo bem. – Um sorriso lindo se formou nos lábios dela. Quinn as vezes se parecia com uma pintura de tão irreal que era. Ela beijou suas mãos e em seguida acariciou seu rosto, um toque tão sutil, mas que tinha tanto significado. – Você quer ir agora?
– Sim. Eu amei a noite, amei esse tempo que passei com você, mas precisamos voltar. – Quinn assentiu e chamou a pessoa responsável por trazer a conta. Você imaginava que o valor seria exorbitante mas esse não parecia ser um problema para ela. – Q, esse restaurante é muito caro. – Sua voz vacilou um pouco, não queria ofende-la, insinuando que talvez não pudesse arcar com a despesa.
– Rachel, relaxe. Eu não assaltei nenhum banco, não se preocupe. – Ela respondeu com bom humor. – Tenho dinheiro e não me importo de gastar o valor que seja se é importante. Eu te disse.
– Tudo bem, mas no próximo encontro eu pago.
– Então haverá um próximo encontro? – Você notou a última palavra bem frisada e enrubesceu quando parou pra notar o que disse.
– Vai a merda Fabray, você entendeu o que eu quiser dizer. – O calor pareceu insuportável a àquela altura.
A volta para a faculdade foi feita em meio a uma conversa sobre os novos trabalhos de Quinn e o dia que ela poderia ir ver o ensaio da peça. Você ainda tinha que pedir a permissão com os diretores da peça, mas tinha certeza que conseguiria fácil. Antes da apresentação de alguma peça, os familiares e amigos sempre eram convidados para assistirem ao ensaio no caso de algo der errado. Eles seriam os primeiros a criticar e seria possível medir a temperatura do que seria a apresentação em si. Você queria surpreender ela, era importante e você pretendia dar o seu melhor.
– Está entregue. – A loira pronunciou olhando a entrada do seu prédio. Era aquela coisa, vocês precisavam se despedir mas não sabiam como.
– Nos veremos terça-feira? – Você perguntou e ela assentiu. – Obrigada por tudo hoje.
– Você gostou? – Viu a necessidade da pergunta.
– Foi tudo incrível e você foi maravilhosa comigo. Obrigada Quinn. – Você derreteu-se e não aguentou a falta de proximidade a puxando para um abraço, apertado, firme. – Eu preciso ir, vá com cuidado e cuida-te. – Você murmurou no ouvido dela a abraçando novamente. O perfume que ela usava inebriava seus sentidos e você foi tentada a fazer algo que por hora, você estava atribuindo a ótima noite em que teve. Antes de se separarem você beijou-lhe o pescoço, apenas manteve os lábios ali movimentando de leve. Não durou muito, mas foi o necessário para a pele da loira eriçar e os olhos antes verdes, ganharem pontinhos dourados.
– Você realmente não deveria ter feito isso. – Ela comentou com um sorriso no rosto e você retribuiu mordendo o canto da boca. – Boa Noite Ray, estarei pensando em você.
– Eu sempre penso, então... – A frase ficou subentendida arrancando mais um sorriso da garota. Não parecia nada demais, mas ela se sentiu a garota mais sortuda do mundo por ter algum tipo de resposta do que ela estava sentindo. E a resposta era boa. – Boa Noite Quinn.
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