Notas iniciais
Hey. Outra vez, desculpem a demora, mais até o fim da semana que vem ta meio complicado e eu devo postar só la pelo final de semana, com sorte antes.
Então, esse capitulo é um pouco erótico, e é importante porque tem um POV da Quinn. Só pra avisar que isso não vai acontecer com frequencia.

New York – 13 de Janeiro – Sábado – AADNY – Dormitório – 20h35min


Tem algo sobre você se sentir sexy essa noite. Talvez tenha sido a maneira que passava os hidratantes pelo seu corpo massageando cada parte. Ou talvez tenha sido porque essa era a primeira vez em muito tempo que realmente parou pra notar seu corpo nu enfrente ao espelho. Você havia começado algumas mudanças assim que amanheceu quando a frase “o que faremos esse final de semana?” virou pauta na sua mesa e de seus amigos. É claro que Kurt quase cuspiu o suco quando você sugeriu ir a nova danceteria Flaunt, havia inaugurado há algumas semanas e você decidiu que seria uma ótima oportunidade conhecê-la. Sua segunda mudança foi durante o banho há uma hora.

Você não resistiu em deslizar a mão por entre as pernas e começar uma leve massagem pelo clitóris, já havia feito isso antes, mas agora era diferente, você realmente estava se olhando pelo espelho levemente embaçado. Você pôde ver todas as suas expressões à medida que seus dedos iam ganhando velocidade, pôde se ouvir gemer e notou como sua testa franzia. Dessa vez sua mente estava nublada, porque você geralmente pensava em algum ator bonitão que fazia qualquer mulher suspirar, dessa vez era como se realmente a imagem refletida mostrasse alguém sexy, alguém capaz de seduzir, alguém que fosse desejável aos olhos do mundo. Tudo parecia atrativo, a respiração acelerada, o barulho da água, o vapor quente, seu corpo mais do que qualquer coisa nunca pareceu tão convidativo a ser tocado, provado. Seus dedos alcançando ritmos diferentes dentro de você, dois ou três dedos, o gosto, era como se dessa vez tivesse realmente sentido prazer e isso tivesse te levado a outros extremos, você precisou se encostar a parede fria para ter algum tipo de apoio, suas pernas estavam tremulas.

Você se sentiu, se viu sexy enquanto deslizava a mão com hidratantes por todo o corpo, se viu morder o próprio lábio se deliciando com a imagem. Você só saiu do transe em que estava quando ouviu o barulho da porta sendo aberta, estava de lingerie quando Tracy entrou, um vestido roxo soltinho com uma cinta negra marcava a cintura de sua colega de quarto, tinha uma sandália preta salto agulha em mãos e você tinha certeza que era de alguma das garotas do seu prédio de dormitórios.

– Hey, ainda nem se vestiu? – Franziu as sobrancelhas lhe analisando, você apenas deu de ombros e se virou para seu próprio guarda-roupa. – Se apresse.

– O que acha desse? – Você colocou um vestido tomara que caia preto e justo enfrente ao corpo, o busto tinha algumas pregas com brilho, seu pai Hiram havia lhe dado quando fizera 18 anos, nunca havia usado por que parecia que estava nua, hoje achava que seria uma ótima oportunidade para estreiá-lo.

– Acho que ninguém vai tirar os olhos das suas pernas. – Sorriu zombeteira, você também riu imaginando a cara de Finn se a visse com aquele vestido, decidiu que seria aquele então.

Você voltou ao banheiro se despindo do sutiã e o substituindo por um top fino preto apenas por precaução e deslizou o vestido pelo corpo, caíra perfeito em seu corpo, não deixava nada a imaginação e estava curto o suficiente para não parecer vulgar ou recatada.

– Como ficou? – Pediu assim que saiu do banheiro, Tracy terminava de calçar as sandálias.

– Seja la quem ou o que foi o motivo da sua mudança de estilo desde quando estudava naquela escola para hoje eu estou agradecida. – Tracy parecia surpresa ao te analisar e você confessou a si mesma que gostou daquele olhar, ao menos uma vez era bom ser elogiada assim.

– Não bastava dizer que eu estou bonita? – Você zombou e viu uma careta ganhar o rosto da amiga. Tracy voltou a se arrumar e você fez o mesmo, pegou uma sandália preta que tinha guardada, era de salto agulha e tinha uma fivelinha em forma de raio no lado esquerdo. Com a maquiagem se decidiu por algo um pouco mais suave e dando destaque aos olhos, se perfumou e colocou um par de argolas pratas, quando se olhou no espelho outra vez se admirou com a visão.


– Rachel, está pronta? – Sua amiga lhe olhou com um sorriso no canto dos lábios aprovando o resultado, ela também estava linda e você a deixou saber quando retribuiu o sorriso e assentiu.

– Uow, por favor, podem devolver minha amiga Rachel Berry outra vez? – Kurt perguntou irônico mais sua expressão declarava surpresa, você às vezes se arrumava como uma menina descente, e quando acontecia era motivo de espanto. Apenas revirou os olhos enquanto cumprimentava seus outros amigos. Jéssica, Luca, Jake e Anthony estavam a sua espera e de Tracy, que já estava aos beijos com o namorado.


– Vamos? – Seu braço estava enganchado ao de Kurt, todos assentiram e vocês partiram dali em um taxi que estava os esperando.

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New Haven – 13 de Janeiro – Sábado – Pub Black Bear – 23h52min


Santana era uma boa amiga. Ninguém nunca entendeu vocês e essa amizade estranha que tinham e era o tipo de amizade envolvendo ciúmes, traição, gritos, brigas e trapaças, ainda assim um laço tão forte que ninguém entendia. Não fazia sentido serem amigas, você e Santana desde que se conheceram disputavam tudo, no inicio do 1° ano o titulo de capitã das Cheerios, Sue Sylvester disse que nunca conhecera meninas tão talentosas como vocês duas e disse que precisava descobrir uma forma de passar esse DNA que tinham para as outras Cheerios incompetentes, você ganhou e a diferença é que você sempre foi mais audaciosa, desbancou sua irmã Frannie no ultimo ano e passou 3 longas semanas treinando todos os dias, em seu teste todos ficaram surpresos com as palmas de Sue para você, Santana seria a segunda no comando. Logo no meio do ano vocês duas conheceram Noah Puckermann em uma festa do time de futebol, o garoto se interessou por vocês duas e foi levando vocês assim até o inicio do 2° ano, mesmo com todos os problemas que passara em todo aquele ano, Noah escolheu você quando disse que te amava no final daquele ano. Cheerios continuava sendo uma disputa entre você, mais é como você sempre se gabou, era mais esperta e mais ardilosa que Santana então não se importou em tomar o lugar de Capitã outra vez alegando que Santana havia colocado silicone, você sabia que era mentira e ainda sim não se sentiu culpada de usar aquela história a seu favor. Sua conclusão sobre todo o seu tempo no McKinley é que você só se saía melhor porque Santana te forçava a ser assim, seja com os garotos com quem você saia, ou com as lideres, até mesmo nos estudos, você era melhor por causa de Santana e Santana era melhor por sua causa.

– Como está Yale? – Santana perguntou depois de ter relatado como estavam às coisas em NYU. Vocês estavam em um Pub no ‘subúrbio’ de New Haven, estavam sentadas em uma mesa mais afastada e o lugar tinha influências com rock e indie, basicamente quem frequentava o lugar eram pessoas que curtiam a era hippie, o lugar era a cara de Santana.

– Está bem, meus professores são ótimos e o curso é muito bom. – Você respondeu de forma simples, não tinha muito o que contar.

– Não parece muito feliz.... ah qual é Fabray, você e eu sabemos que seu sonho nunca foi esse.

– Santana. – Você chamou em alerta, já tinham conversado sobre aquilo uma ou duas vezes e era cansativo.

– Não, sabe que eu tenho razão. Posso colocar um lápis, ou um pincel e uma folha na sua frente e você vai estar mais feliz do que qualquer outra pessoa. Você é como James Cameron ou Helen Ward. Você é uma cadela talentosa e não usa isso. – Reclamou frustrada.

– Santana eu não posso simplesmente largar o meu curso. – Você a olhou com um sorriso pequeno nos lábios. – Eu amo desenhar, só que eu quero desenhar algo que seja importante para alguém, quero que alguém olhe para o meu desenho e tenha algo pelo que acreditar. É como ouvir uma ótima banda ao vivo pela primeira vez, eu quero essa sensação a todos que possam ver meus desenhos. Eu quero desenhar algo como fé, conforto e esperança e eu não consigo. Eu não quero acabar com isso, depois de tanto tempo ainda é uma das poucas coisas que me faz acreditar.

– E acha que atuação é a melhor escolha que pode fazer? Deixe isso para a hobbit e sua maldita Broadway. Você ajuda todos e quando é com você só faz merda, qual o seu problema? – Arqueou a sobrancelha bebendo um pouco de tequila. Você tinha um whisky com gelo em mãos.

– Já que você mudou de assunto, Rachel mandou um ‘oi’. – Você teve que rir da carranca que desceu sobre o rosto de Santana. – Vocês moram relativamente perto e você insiste em manter essa indiferença com ela.

– Quinn, eu mantive uma relação mais ou menos amigável com Rachel desde que Finn me obrigou a sair do armário, vamos admitir que eu não tenho muito o que conversar com ela. Das únicas pessoas daquela escola que eu faço questão de manter contato é você, Britt, Mercedes e Puck. Você anda conversando com ela?

– Rachel? Sim, ela me ligou a alguns dias, estava sozinha e assustada, segundo ela os dedos travaram no meu número e ela se lembrou de que eu não cumpri minha promessa de manter contato. Vimos-nos terça-feira e nos veremos na próxima, disse a ela que seria uma rotina nossa, nos vermos uma vez por semana nas terças.

– Ainda viciada naquele livro? Você está pior que Sam e as imitações baratas dele. – Zombou com a voz azeda, Santana não mudou muita coisa e você ficava feliz por isso.

– San, como estão às coisas com a Britt? – A sensação de que as coisas mudaram se fizera mais forte quando viu que Santana entornava os copos de tequila com uma grande frequência e a bebida não fazia efeito, aparentemente sua amiga tinha criado uma resistência e isso se devia ao fato de que ela bebia sempre.

– Eu... hm... não sei o que aconteceu, não sei como nós duas estamos, quero dizer, quase não nos falamos e eu ainda não pude ir vê-la e quando marcamos, ela sempre está ocupada... ou arrumando desculpas, eu não sei lidar com isso. – Bufou frustrada. Você chegou a conclusão de que NY estava estragando relacionamentos, quem vinha agora, Mike e Tina ou Rachel e Finn? Você podia apostar que se dependesse da morena esse namoro ainda ia muito longe.

– NY anda mudando as coisas, relacionamentos. Rachel me contou que Kurt e Blaine estão com problemas. Rachel e Finn parecem estar bem, mas estarão longe por um ano. Eu não tenho noticias de Mike e Tina e posso apostar como as coisas não devem estar as mesmas. Eu só... eu acho que as coisas podem ser melhores assim, eu quero você e Britt juntas Santana, só que você sabe...

– Pessoas mudam... sim eu sei. Eu só lutei tanto por ela que não me vejo com outra pessoa diferente. O irônico é que o único casal que não era para dar certo ainda está bem. – Você e Santana trocaram um olhar cúmplice.


– Ela precisa começar a andar com as próprias pernas. – Vocês ficaram se olhando em silêncio, cada uma com seus pensamentos enquanto iam degustando da bebida e ouvindo Franz Ferdinand ao fundo. – Lopez... estou feliz por te ver. – Não era mentira e Santana agradeceu com um sorriso e te fez notar que a recíproca era verdadeira.

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New York – 14 de Janeiro – Domingo – Flaunt – 03h15min


– Tem certeza de que quer fazer isso? – Luca perguntou incerto abraçado a Kurt. Você apenas acenou com a cabeça com um sorrisinho meio débil, resultado da mistura de bebida que você fez, felizmente dessa vez não teve ideia de girar a garrafa, agora estavam todos do lado de fora da danceteria te olhando com expectativa, fazia frio e você agradeceu silenciosamente pelo sobretudo de Jake. – Tudo bem, coloque entre os dedos e faça como eu. – Luca acendeu um cigarro e o colocou entre os lábios e tragou, você não entendeu bem como ele fez aquilo, apenas se concentrou na fumaça que saia. – Sua vez.

Tracy lhe estendeu um cigarro de cereja, ela havia dito que deixava gosto na boca e ajudaria para que não ficasse tão tonta. Você apenas seguiu seus instintos e todos bateram palmas rindo, quando terminou com o cigarro você tinha consciência de que sua pupila deveria estar dilatada e sua cabeça girava um pouco, os efeitos eram normais porque aquela era a primeira vez que você fazia aquilo. Era errado, era deliciosamente errado e você não estava se importando com isso por enquanto.

– E então? – Kurt perguntou quando te viu jogando o resto do cigarro fora.

– Posso ter outro? – Seus amigos bêbados gritaram sem se importar com quem estivesse olhando, estavam todos felizes e bêbados, o que explicava Kurt estar aceitando de bom grado o abraço de Luca, você apenas sorriu e pegou outro cigarro tomando mais um gole da vodka que Jessica comprara, se sentia excitada e ficou grata quando Tracy avisou que ficaria com Anthony, não demorou para que vocês pegassem o taxi de volta. Quando fechou a porta do seu quarto você apenas parou de ter consciência das coisas, só se lembrava que o som de Promiscuous fazia fundo com os seus gemidos enquanto se masturbava, a ultima coisa que se lembrou antes de apagar foi que estava completamente relaxada e satisfeita.

Notas finais
Ok, esse capitulo foi o gancho para vocês verem Rachel de uma outra forma, o motivo da mudança foi o ultimo capitulo. O próximo capitulo será o encontro das duas e cada capitulo eu pretendo que seja as terças, os encontros delas. Esses 6 capitulos até agora foram a introdução e vocês precisam deles, por enquanto essa é a ideia, agora é o começo realmente.
Ps: Helen Ward é a artista por trás dos desenhos da Peyton em One Three Hill, e eu citei James Cameron pelo desenho da Rose em titanic.
Ahh, todas as reviews, inclusive as atrasadas estão respondidas.