Coffee with Quinn Fabray
7 Fairy Tale
Notas iniciais
New Haven – 16 de Janeiro – Terça-feira – Yale – Campus — 10h30min
Você prendeu a respiração quando viu Quinn Fabray pela segunda vez, sentada na mesma mesa afastada do Café da semana anterior. O mesmo livro com o qual ela estava da ultima vez descansava na mesa, ela ainda estava de costas para você e você notou que os braços dela tinham movimentos frequentes, o direito muito mais que o esquerdo. Você ofegou quando a ficha caiu, Quinn estava desenhando. Não foi nem de longe uma constatação estúpida, ela realmente estava desenhando e o fato de isso te surpreender é que fazia um bom tempo que ela não fazia isso.
Comparações entre vocês duas eram frequentes, uma delas é que seu lugar favorito em todo o mundo sempre foi estar sobre um palco, mesmo que fosse o velho e sujo palco do teatro local de Lima. O auditório do McKinley High sempre fora seu esconderijo secreto, seu porto seguro, era algo como o aconchego dos braços de uma mãe, você soube disso por cinco minutos durante o 2° ano quando se despediu de Shelby. Você se arriscaria em afirmar que o esconderijo de Quinn era sobre o uniforme ou o vestiário das Cheerios, então é daí que veio a sua surpresa ao descobrir as aulas extras de Quinn na oficina de Artes.
Flashback
Finn era um idiota. Sua conclusão sobre isso foi pela briga de vinte minutos atrás sobre como vocês tinham errado em deixar que Sam e Quinn ganhassem a competição de Duetos. No inicio da semana ele foi o Finn que apoiou totalmente a ideia, e agora no fim da semana e um dia depois do resultado da competição ele estava sendo o Finn que viu tudo aquilo como um erro, que Sam provavelmente iria querer lhe tirar o titulo de co-capitão do Glee e que iria arrumar um jeito de lhe tirar do time de futebol, como se não bastasse o fato de que ele estava em uma amizade quase colorida com Quinn. Você quase desferiu um tapa na cara de bobo que ele tinha. Precisava relaxar e provavelmente iria até o auditório com essa intenção se Mr. Schue não estivesse testando algumas musicas no lugar, a sala de Artes era sua próxima opção. Você amaldiçoou Quinn alguns pares de vezes quando entrou na sala e se deparou com a loira sentada confortável em um banco de madeira, tinha um pincel em mãos, o mesmo assombrou a tomou quando te viu parada na porta.
- Rachel? – Perguntou com o cenho franzido.
- Quinn. O... o que faz aqui?
- Não era eu quem devia perguntar isso? – Arqueou a sobrancelha. Quinn limpou o pincel e o guardou em um estojo. – Procurando um lugar para se esconder? – Voltou a te olhar.
- Algo assim. – Você sentiu sua voz baixar de tom e falhar. A questão é que nesse momento Quinn Fabray é a ultima pessoa a quem você gostaria de dividir seus problemas, especialmente se eles envolvessem Finn. – O que você faz aqui?
- Qual foi o milagre que te fez trocar os palcos pela sala de Artes de um colégio público? – Quinn ignorou a pergunta como se você nunca a tivesse feito.
- Esta mudando de assunto. E eu não troquei os palcos por uma sala de Artes, o auditório está ocupado, esta era minha segunda opção. – Você abriu os braços de modo dramático, queria mostrar a loira que não poderia fazer nada quanto a isso. – Agora vai me dizer o que você faz aqui?
- Deveria? Não te devo satisfações Rachel Berry. – Em sua opinião Quinn nunca soou tão cínica.
- Havia um pincel na sua mão. – A afirmação foi desnecessária e então tentou outra vez. – Você estava pintando. – Quinn arqueou a sobrancelha cética e tinha a expressão de obviedade na face. – Você faz classes de artes?
- Leonardo da Vinci pintou a Mona Lisa? – Perguntou sarcástica.
- Pare de me responder com perguntas. – Você bufou irritada.
- Então pare de fazê-las. – Retrucou mal humorada. Vocês ficaram em silêncio por um ou dois minutos até você se sentar em um dos banquinhos enfrente a um balcão onde estavam os potes de tinta, você olhou pra baixo frustrada e não conteve um suspiro pesado. – Não é só você que tem esconderijos secretos Berry.
- Então Quinn Fabray não é de pedra? Ela tem um coração, ela é humana e ainda é comum? – Você perguntou calma, tinha um sorriso leve nos lábios, você tinha que dar motivos pra ela acreditar em você se ela estivesse prestes a baixar a guarda.
- Impressionada?
- Só um pouco. – Você riu e ela te acompanhou num sorriso discreto. – Posso ver seu trabalho? – Apontou a tela enfrente a ela. Quinn negou com a cabeça cobrindo a tela com um pano branco.
- Não está pronto.
- Ou você está com medo? Tem medo de que não seja tão boa em alguma coisa? – Desafiou-a se aproximando cada vez mais, Quinn não se moveu nem um centímetro.
- É bem mais que isso Rachel. É como se eu te perguntasse por que você canta... se eu deixar você saber, você vai entrar e eu apenas não estou pronta pra isso. – Você não tinha o direito então simplesmente recuou respirando fundo. Viveu com aquilo durante dois anos, se tivesse que esperar um pouco mais o faria. – Mais um drama que precisa resolver? Eu gostaria de ver o dia em que você irá parar de procurar respostas nas musicas que canta Rachel. – Quinn não disse mais nada, ela nem sequer te olhou quando desapareceu pela porta, ficou tentada a descobrir a pintura por trás daquele pano, entretanto a loira confiou aquilo em você, era quase uma prova de fogo, você negou com a cabeça satisfeita com sua decisão para aquilo, apenas se virou e saiu porta a fora, esquecendo Finn, Quinn e aquela tela de pintura, pelo menos momentaneamente.
Fim do Flashback
- Quinn. – Você a tocou no ombro com um sorriso, Quinn se virou com o sorriso parecido e se levantou te abraçando.
- Ray, que bom te ver. – Você sorriu ainda mais inalando o perfume de Quinn, desde que a conhecia o perfume era o mesmo, algo meio doce, meio cítrico, se sentia em paz com aquele cheiro. – Sente-se, o que vai querer? – Perguntou já chamando um garçom que passava ao lado, você o cumprimentou com um aceno, não deveria ter mais que 25 anos.
- Um chá verde, um Latte, também quero um Muffin de chocolate, um Brownie de chocolate meio amargo e um Cookie com gostas de chocolate, obrigada! – O garçom anotou tudo com um olhar desconfiado e você apenas sorriu divertida, Quinn também tinha a expressão esquisita.
— Ray? Você saiu de Nova York sem comer não foi? – Você deu de ombros tentada a direcionar seu olhar para o desenho de Quinn, ela sorriu ao notar o que você queria e puxou o desenho deixando ainda mais fora do seu alcanço, um bico cresceu nos seus lábios e ela soltou uma risada. – Bom, como você está?
- Estou bem e você? – Quinn assentiu com um sorriso enquanto bebia o próprio café, você ainda tinha os olhos no papel meio dobrado perto dela, o garçom se aproximou depositando seu pedido encima da mesma, quando Quinn não fez nem menção de arredar o desenho para o seu lado você bufou enraivecida. – Você não vai me deixar ver? – Ela negou com a cabeça sorrindo divertida. – Não estamos no 3° ano Fabray.
- Engraçado, sua curiosidade continua a mesma. – Ela afirmou irônica. – Porque não me conta todo seu drama com a professora que segundo você quase voou no pescoço. E o que Finn teve haver com isso?
- Aquela velha não aceitou minha opinião sobre Otelo não ter sido vitima porcaria nenhuma. Ela defende a opinião de que ele foi iludido, ingênuo, sendo que isso não tem o menor fundamento já que supomos que ele amava Desdemôna, tanto amor que chega a matá-la e quando descobre a verdade se mata como que para se redimir. Não é porque os maiores críticos do mundo tem a mesma opinião que a dela que é o certo.
- As pessoas têm pré-julgamentos errados Rachel, quantas pessoas passam boa parte da vida com outras e ainda assim nem sequer imaginam do que essas outras pessoas são capazes. Ainda que você passe toda a sua vida ao lado de outra você não irá conhecê-la totalmente. – Quinn ponderou com calma e você a olhou ofendida, sério que até mesmo a loira não iria te dar razão?
- Falou a garota que chamou a professora de literatura de vadia ignorante quando discordou das suas criticas em Romeu e Julieta há 1 ano. – Deu um sorrisinho arrogante.
- Romeu e Julieta tinham 14 anos Rachel, eles não tinham a menor ideia do que estavam fazendo e todo aquele drama de um se matar pelo outro é exagerado demais.
- Estamos falando de um clássico da literatura que emociona milhões de pessoas século após século e nunca se torna cansativo.
- Não, estamos falando do quanto é errado ter sua vida dependendo de outra, é o velho clichê de que ‘eu não posso viver sem você, minha vida acaba e se você morrer vai me levar junto’, drama desnecessário e deveria ser proibido publicar livros com essa temática. Julieta deveria ter um final diferente, um final em que ela não se matasse, continuaria viva e esperando encontrar o próximo cara que faria ela feliz.
- Fabray, Romeu e Julieta eram almas gêmeas, ninguém seria o certo pra ela se não fosse Romeu é como... – Quinn negou contrariada e antes mesmo que você pudesse terminar ela te cortou.
- Você e Finn? Da certo na teoria mais na prática não é tão fácil, se vocês não derem certo está tudo bem, você ainda pode ser feliz com outra pessoa. Seu amor por Finn não é maior que o de Santana por Brittany que estão juntas a anos, o namoro delas está instável e é provável que não dure muito mais, ainda que em algum lugar Santana sempre vai seguir amando Brittany isso não vai impedir de ela se apaixonar novamente. Você precisa saber que Finn pode não ser a única pessoa pra você, se eu precisei sofrer um acidente para o seu casamento não acontecer é porque você não estava pronta para tomar aquela decisão. Você acredita em destino? – Você assentiu abalada, odiava como Quinn tinha o poder de te fazer questionar sobre as coisas que você estava certa. – Então se por acaso não der certo agora, não quer dizer que não possa no futuro, se você e Finn estão destinados a ficarem juntos, então vai acontecer.
- Como foi que a gente chegou nesse assunto mesmo? – Você perguntou baixo, Quinn suspirou bebendo o resto do café e sinalizando para o garçom trazer outro, quando ela voltou a te olhar deu de ombros com um sorriso pequeno nos lábios e então ela te estendeu o papel, você apenas segurou nas bordas da folha sem desdobra-la. – Porque você voltou a desenhar?
- Velhos costumes eu acho. – Você assentiu e finalmente desdobrou o desenho, você arregalou os olhos prendendo a respiração com a imagem, você deslizou a ponta dos dedos por todos os traços do desenho, era perfeito. – Fairy Tale... Quinn é maravilhoso. – Você voltou a olhar o desenho com um sorriso imenso nos lábios, olhava com admiração. O desenho em questão era um cavalo negro e encima havia um homem com uma calça jeans normal, uma camiseta e uma jaqueta de couro. Ele fumava e os lábios pareciam curvados em um sorriso enquanto olhava a fumaça que deixava escapar pela boca. Você sabia do talento de Quinn, só não imaginava algo como aquilo, o desenho era rico em detalhes, era incrível. – Posso ficar com ele?
- É seu. – Você sorriu em agradecimento. – Você disse que conseguiu falar com Finn.
- Sim, estava preocupada por que mês passado só recebi três cartas dele, tinha decidido deixar isso de lado mais eu estava fazendo mil suposições, consegui falar com depois do problema com a professora, ele disse que tudo estava bem e que havia mandado a carta mais provavelmente havia sido extraviada. Eu acho... eu só precisava saber se eu e ele ainda estávamos bem, o fato de saber que Brittany e Santana não estão tão bem e Kurt está a ponto de trair o Blaine me deixou em pânico. – Quinn assentiu como se te entendesse. – Como está Santana?
- Anda bebendo mais do que deveria. Britt é o grande mal dela sabe? Santana não sabe lidar com brigas e ainda pior se Brittany a ignora. E eu disse a ela que você mandou um ‘oi’. – Quinn riu e você revirou os olhos já tendo ideia de qual foi a resposta da latina. – Relaxa, ela apenas fez cara feia, Santana não é muito sociável, segundo ela as pessoas que realmente faz questão de manter contato sou eu, Britt, Puck e Mercedes.
- Ela é inacreditável. – Você resmungou algumas coisas e viu Quinn prender o riso. – Não entendo como você e ela são amigas, e olha que os problemas de vocês duas superam os que ela tem comigo. Nunca tive um problema diretamente com ela.
- Eu e Santana... é complicado. – Quinn coçou a cabeça com um sorrisinho sem graça, você a olhou em confusão. – Minha amizade com ela é meio... diferente, eu não consigo explicar, é só que minha ligação com ela é bem forte, algo como se eu pedir por socorro ela não vai pensar duas vezes antes de vim me ajudar. Um dia talvez eu te explique melhor. – Você assentiu sem perguntar mais nada, ela falaria na hora certa. – Hey, você não teve problemas por vir mais cedo?
- Troquei meu horário das classes de dança, quase briguei com a coordenadora porque fiz um remanejamento de algumas outras aulas, estava sobrecarregada, sem tempo pra nada, decidir que agora vou ter um tempo pra mim.
- Deve ter te feito muito bem, não te via assim há muito tempo. Você parece feliz.
- Sair aos finais de semana fazem milagres eu acho. – Você sorriu divertida.
- Disso eu não sabia, quer dizer então que Rachel Berry anda saindo por aí. – Quinn arqueou a sobrancelha e começou a rir. – Por essa eu não esperava, mais vamos, conte-me como foi essa aventura. – Falou com deboche, ela ainda ria te deixando saber que era brincadeira.
- Depois de ter brigado com a velha e ter falado com Finn eu me senti mais leve, meio que senti como se eu precisasse de algumas mudanças, dei a ideia de irmos em uma danceteria que inaugurou a algumas semanas, foi uma coisa nova pra mim e eu fiquei feliz porque um dos meus amigos, Jake, ele é incrível, quando estávamos do lado de fora vimos um cantor de rua com um violão, ele pediu emprestado e começou a tocar e ele é ótimo. Tracy que é minha colega de quarto me fez beber vodca pura e ela ainda brincou de body shot com uma outra amiga nossa, Jessica.
- Me surpreenderia se você. Essas coisas são mais normais do que você imagina. – Quinn sorriu saudosa.
- A única coisa que eu cheguei a fazer foi experimentar um cigarro de menta, não é tão ruim quanto eu pensava e eu não pretendo fazer disso um vicio, mais a sensação é muito boa. – Quinn não parecia estranha sobre isso e você agradeceu mentalmente por isso.
- Nova York e faculdade trazem outras perspectivas, se estivéssemos em Lima você nunca teria feito nada do tipo, isso só não pode ser a coisa mais importante, digo, beber de vez em quanto é relaxante, eu já experimentei cigarro e não gostei, não é errado você gostar Ray, você só tem que se manter em controle.
- Obrigada. – Você apanhou a mão dela sobre a mesa com um sorriso agradecido, Quinn não estava te julgando e você ficou feliz por isso. – Quinnie.
- E então você estraga em segundos, francamente Berry. – Vocês duas partilharam de uma risada, era bom estar na companhia de Quinn.
- Implicante. Eu gosto de Rach, Ray, você que reclama de tudo. Não reclamo nem quando Tracy me chama da garota Broadway.
- Imagino que o garota Yale tenha vindo dela também certo? Pelo que você já me contou dela, ela me parece familiar. – Disse pensativa.
- Também tive essa impressão quando a conheci, ela tem um pouco do jeito da Santana, só é menos vadia. – Quinn arregalou os olhos pelo seu linguajar e você riu ainda mais, quando você previa mudar, estava falando sério. – Vocês seriam boas amigas e ela está curiosa sobre você. Digamos que você é bem popular entre os meus amigos. Kurt contou muitas coisas de você.
- Que honra? Bom, já é 12h42min, que tal irmos almoçar? Tem um restaurante meia boca a alguns quarteirões e não faça cara feia, o lugar é limpo, a comida é boa e barata e tem uma variedade de saladas, só é mau frequentado. Consegui um emprego de passear com cachorros aos finais de semana e o reitor me paga para que eu arrume a biblioteca já que eu pareço saber onde está tudo, nas palavras dele, eu ainda sirvo de tutora para alguns alunos, consigo juntar um dinheiro, a comida aqui no campus as terças e quintas são horríveis e para os alunos que compram o preço é um absurdo, conheci um cara, Adam, ele faz alguns bicos por essa área, pedi informações sobre restaurantes uma vez e ele me levou até esse lugar, ficamos amigos e gora eu passo a comer la sempre. – Quinn explicou enquanto vocês duas pagavam a conta do Café, você achou incrível que ela levasse esse tipo de vida, não parecia a mesma Quinn que você conhecia.
Você e Quinn levavam uma vida classe média e era suficiente para os padrões de Lima, mortar em Nova York ou em New Haven tendo Yale como universidade era caro. Desde que se mudaram vocês se viravam com o que tinham, seus pais mesmo ajudavam você com algumas coisas mais você não contava só com o dinheiro deles, você tinha algumas economias e você as vezes dava classes de dança e de canto por indicação dos seus professores e ainda que não fosse certo você cobrava por alguns trabalhos universitários. Você achava que Judy ajudava Quinn mandando algum dinheiro, pelo que sabia Russel dava uma pensão a ex-mulher, mais imaginava que era uma miséria, havia boatos de que Judy conseguia pagas as contas com dificuldade, ainda em Lima Quinn arrumava alguns trabalhos para ajudar a mãe, se Judy hoje a ajudava, você tinha certeza que o dinheiro era quase insignificante.
Quinn tinha razão sobre o restaurante, era muito simples, mais a comida era bem gostosa. Você pediu salada como previsto, era a única coisa ‘aceitável’ de se comer visto que o cardápio praticamente era composto só por carnes. Você entendeu porque Quinn gostava tanto do lugar, ela estava nas nuvens. Você só não se sentiu mais a vontade porque os tipos que frequentavam o lugar era estranhos, haviam alguns mochileiros, pessoas da rua, podia apostar que um cara barbudo com uma jaqueta de couro surrada era algum maconheiro, haviam alguns pouquíssimos estudantes, mais em geral haviam apenas tipos estranhos. Vocês mantiveram uma conversa amena durante todo o tempo, comentavam coisas de quando estudavam juntas, de suas famílias, como foram os quatro meses que ficaram sem contato. Vocês saíram do restaurante era pouco mais de 14:30.
- Onde estamos indo Q.? – Você perguntou ao notar que não iam para o Café e nem para a estação de trem.
- Um dos meus lugares favoritos de New Haven e foi o motivo de eu desenhar Fairy Tale. – Ela sorriu bagunçando os próprios cabelos, radiante, eram em momentos como esse que você não tinha duvidas de quando tinha dito a ela que ela era a garota mais bonita que conhecera. – Bem Vinda ao meu esconderijo secreto de New Haven. – Apontou para frente, você nem havia percebido onde estavam, era uma praça pequena com um quadrado de areia onde tinham alguns brinquedos de parquinho para crianças, ela sorriu enquanto se sentava em um balanço, você riu divertida e se sentou em um balanço ao lado dela.
- Então, qual é a história sobre o desenho?
- Hm... vim aqui semana passada e vi uma menina, ela deveria ter uns 13, 14 anos eu acho, ela tinha os cabelos castanhos, usava óculos, parecia uma menina comum sabe? Ela tava sentada bem aqui, eu fiquei observando ela e pensando como a vida dela deve ser mais simples do que a minha... do que a nossa vida era e então eu vi um garoto se aproximando dela, ele era como no desenho, vestia uma jaqueta de couro, tinha aquelas botas de motoqueiro, ele devia ter uns 19 anos eu acho, ele tinha uma moto, eu fiquei olhando quando eles se beijaram e voltei a pensar que a vida dela era mais complicada do que eu pensava, imaginei que aquele fosse o primeiro cara de quem ela realmente gostava e ele parecia impossível por ser mais velho, eles provavelmente se encontram escondido, eu quero dizer, o que tem de mal os dois serem um casal? Ei vi como ele olhava pra ela, eu só acho que não seria crime nenhum se eles ficassem juntos.
- Você tem uma queda por amores impossíveis não é? Eu vi como você achou justo Romeu e Julieta lutaram pelo amor deles, você só se frustrou no final.
- A briga entre as famílias deles era algo idiota e sem fundamento Ray, o que aconteceu com essa menina e esse garoto era real, era mais do que uma briga entre famílias, eu não sei. Só me veio o desenho na cabeça.
- E é lindo, você é muito talentosa Quinn e você precisa saber disso. Você é o tipo de artista que faz com que as pessoas acreditem em alguma coisa, você fala a língua de todos com seus desenhos, suas pinturas. Então muito obrigada por me deixar saber o quão boa você é.
Quinn te sorriu agradecida, você imaginou ter visto algo bem mais que gratidão nos olhos dela, você achou que não precisava tentar decifrar aquilo, só ficou feliz pelo que viu.
Quando Quinn te levou a estação você a segurou por um pouco mais de tempo. Estava descobrindo que uma semana longe era tempo demais, sentia saudades de Quinn e um encontro uma vez por semana parecia muito pouco. Mais acabava sendo suficiente para querer revê-la o mais rápido possível e agradecer quando chegasse a próxima terça-feira.
Notas finais
Respondi algumas reviews, só pra avisar. Agora....reviews?
Fale com o autor