Coffee with Quinn Fabray

2 Passado se tornando Presente.


Notas iniciais
Mais um capitulo. Leitorinhas fantasmas, sei que vocês estão aí escondidinhas, poderiam pelo menos vir dar um "Oi" de vez em quando? Não é pedir muito, certo? A fic não anda sem vocês.
E obrigada a quem comentou.

New York – 06 de Janeiro – AADNY – Sábado — Dormitório


– Então acho que precisamos consertar isso não é? Terça-feira, as 14h00min no Café Piazza Venezia. E Rachel.....não existem erros.

Você ouviu aquela mensagem pelo que você contou ser a oitava vez. Em alguma parte da noite depois da mensagem para Quinn o sono te ganhou finalmente. O despertador estridente soou eram 6h00min da manhã e com muita dificuldade você o desligou, era de se estranhar que Tracy não tivesse ralhado, foi quando você olhou a cama de cima, intacta, a garota devia ter passado a noite escondida no quarto de Anthony. Meia hora mais tarde depois de procurar o celular e descobrir que o mesmo estava em meio ao amontoado de cobertas você viu que tinha uma chamada não atendida, um tipo de tremor diferente ganhou seu corpo quando se deu conta de que o numero não atendido era de Quinn, e ela havia deixado uma mensagem de voz.

– Então acho que precisamos consertar isso não é? Terça-feira, as 14h00min no Café Piazza Venezia. E Rachel.....não existem erros.

Foi algo incontrolável, não ouvir a mensagem mais uma vez. 4 meses longe, como Quinn deveria estar? Será que fizera novos amigos? Entrara para as lideres de torcida novamente? Será que Quinn ainda era a mesma, buscava as mesmas coisas? Eram perguntas que exigiam respostas.

– Hey garota Broadway. – Tracy quebrou sua linha de pensamentos. Ela acaba de entrar pela porta do quarto, vestia uma camisa masculina, tinha os cabelos emaranhados e um sorriso culpado no rosto.

– Por favor, me diga que usou camisinha? – Prendeu a respiração, Tracy apenas rolou os olhos assentindo.

– As vezes você se parece com a minha mãe. Desculpe não avisar que iria passar a noite com o Anthony. – Pediu sincera. – Que horas são? – A garota havia entrado para o banho, o chuveiro se fazia ouvir mesmo com a porta fechada.

– 6h45min. Só me avise da próxima vez, está bem? Estou vendo a hora que vão te descobrir passando as noites com ele. Não sei como o colega de quarto de Anthony não reclama. – Comentou alto, a porta fora aberta nem meio minuto depois, apenas se podia ver os cabelos molhados da garota e um sorriso travesso pintando os lábios finos.


– Anthony paga a ele para que durma em outro dormitório. Ah qual é Rachel, você sabe que o que menos temos é privacidade e de vez em quando precisamos relaxar, você devia tentar um dia. – Piscou o olho, você apenas revira os olhos e lhe da às costas, a garota não diz mais nada e volta ao banho. Tracy tinha razão, todos precisam de algo para relaxar, o fato é que masturbação havia virado um hábito em momentos de estresse, mas sua amiga não precisava saber disso.

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“Piazza Venezia? Fabray, não estamos em Roma. RB.”

Sabia que tinha algo estranho com aquela mensagem de voz. Quinn deveria ser péssima em Geografia, até onde sabia Piazza Venezia ficava em Roma, e era uma praça, não um café.

“Agora estamos trocando sms? O que aconteceu com as mensagens desesperadas de voz? Também é um café Berry. QF.”

“Isso foi alguma tentativa de piada? Não consta no mapa, terá de me passar o endereço. RB.”

“Talvez.... consegui te fazer rir? Se sim, pode apostar que foi. Acabei de enviar, peça um taxi e mostre ao taxista o mapa, ele vai saber onde é, sozinha você não vai achar. QF.”

Quinn Fabray é o tipo de pessoa que consegue te levar a extremos em questão de segundos, porque em um momento ela te conta uma piada, que você até não acha graça, mas quanto ela te pergunta se você riu é impossível que não esboce ao menos um sorriso, no seu caso, te arrancou uma gargalhada. E então, na mesma frase ela te insulta?

“Isso foi uma ofensa? RB.”

“Não Rachel Berry, estou dizendo que é complicado achar o lugar, apenas isso. QF.”

Sabe aquilo sobre Quinn te levar a extremos? Pois é, você se sentiu ofendida, e agora se sente envergonhada. Ainda sim você sabe que ela não esta brava com você pela acusação, ela provavelmente revirou os olhos e negou com a cabeça rindo. Anos tentando ser como ela te fez decorar certos hábitos.

“Tudo bem. Mas tenho uma reclamação a fazer. Da próxima vez que marcar algo, certifique-se de que a pessoa não esteja ocupada em primeiro lugar. Terça-feira é um dia como outro qualquer e a faculdade é pesada. RB.”

“Não me culpe, quem me ligou no meio da noite foi você, e eu tenho motivos para ter marcado na terça-feira. QF.”

“Você vai me torturar pelo resto da vida com essa mensagem de voz não é? Que motivos seriam esses? RB.”

“A época de torturas acabaram a anos Berry. Não estamos na época escravista e eu não tenho nada haver com Elizabeth Bathory. Assunto para outro dia, quem sabe eu te conto. Você não tem que estudar ou algo assim? QF.”

“Santana se parece muito mais com ela, vai por mim, na questão da maldade é claro. Vou fingir que isso não foi uma indireta para se livrar de mim, mas sim, tenho um ensaio sobre Otelo. RB.”

“Tentando fazer piadas Berry? Vá estudar, não quero que se saia mal. QF.”

“Certo, nos vemos terça-feira. E Fabray, sim você me fez rir. RB.”

“Oh yeah. Eu já contava com isso. Até terça-feira Rach xXx. QF.”

“Até Q. xXxXxX RB.”

– Terra chamando Rachel Berry. – Dedos estalam na sua frente, seus olhos desviam do celular. – O que tanto meche aí?

– Nada. – Você desliga seu celular, e um olhar inquisidor te deixa desconcertada, ainda assim se mantém calada. – O que foi Tracy?

– Tem certeza de que não quer vir com agente? Rachel, você passou quase o dia inteiro estudando. – Reclamou enquanto dava os últimos retoques na maquiagem. Seu olhar analítico desceu sobre o corpo da menina, um sorriso cresceu em seu rosto aprovando o resultado.

– Eu sei, mas estamos cheios de trabalhos, você e Kurt se contentam com um ‘bom’, e isso nunca foi o bastante pra mim, portanto vou ficar e adiantar meus trabalhos.

– Eu nem sei por que eu insisto. Sinceramente, se você melhorou alguma coisa depois de entrar aqui, tenho medo de como você era quando morava naquela outra cidade.

– Lima. – A corrigiu, tudo bem, era um alivio estar fora daquela cidade, mas passou sua vida inteira ali, precisava se orgulhar ao menos disso. – Aqui, essa sou eu, ou era. – Ela pega a foto e a analisa, era uma foto do inicio do 2° ano e é estranho como se sente apreensiva com o parecer dela. Nesses quatro anos você mudou tanto e não parece ser suficiente, o quão preciso é então?

– Seria ofensivo eu dizer que você quase se vestia como uma prostituta infantil? Quero dizer, pensei que fossem proibidas usar saias desse tamanho. Você só não se parece com uma prostituta infantil por causa desses suéteres horríveis, hoje está muito melhor. – Uma coloração vermelha sobe ao seu rosto ao sentir o olhar de Tracy sobre você, ter alguém te analisando tão descaradamente não era comum.

– Obrigada, eu acho. Eu era piada do colégio, e por mais que eu fingisse não ligar eu me senti obrigada a mudar de alguma forma, precisava me encaixar em algum lugar.

– Eu sei como é. – Tracy suspirou se analisando no espelho novamente, parecia divagar enquanto conversava. – Toda garota por mais confiante que seja tem um passado negro de angustias, medo, insegurança. Beleza não dura pra sente, e parece ser a única garantia para arrumar alguém e ser feliz.

– Então, é tudo questão de beleza?

– Não, quero dizer, não dura para sempre. Beleza vai embora não é? Mas enquanto ela ainda está aí existem muitas chances de que o principal seja isso.

– Você acha que só porque é bonita Anthony está com você?

– Não, já passei por isso só que dessa vez não. Talvez nosso namoro acabe daqui a anos, meses, semanas, pode ser que acabe daqui a duas horas, mas hoje eu me sinto confortável com ele. Não é disso que se trata um relacionamento? Estar confortável com a pessoa que você esta envolvida?


A resposta não veio, porque você sempre pensou que estar com uma pessoa significasse coração acelerado, pernas tremendo, a confiança de entregar sua virgindade para seu namorado. Do que se tratava afinal, conforto, segurança, confiança, amor, paixão? Você passou o resto da noite pensando sobre isso.

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New York – 07 de Janeiro – Domingo – AADNY – Campus — 15h00min


– E então, como foi? – Você perguntou aos risos depois de cinco minutos esperando Kurt te olhar, ele tem o rosto sonolento quando ele finalmente o faz.

– Fala mais baixo Rachel. – Ele pede com a voz rouca e você solta mais uma risada baixinha. – Estou com uma ressaca dos infernos. Tracy e Anthony ficaram se agarrando a noite toda na minha frente. Jessica sumiu depois de dez minutos, Jake tocou aquelas musicas pavorosas dele e Luca me atentou a noite inteira.

– Ele ainda não desistiu? Kurt, você precisa falar com ele. E com Blaine. – Seu olhar tenta passar o máximo de seriedade possível e é para que ele entenda que a situação não vai ficar mais fácil.

– É mais complicado do que você pensa. – Ele finalmente solta a respiração que parecia estar prendendo e bebe o café que você comprou a ele, uma careta se forma e você apenas revira os olhos. – As coisas com Blaine andam diferentes, eu não entendo como as coisas podem mudar tanto em apenas quatro meses.

– Fala com ele Kurt, as coisas vão se resolver. Elas vão, tudo bem? – Você mais afirma que pergunta porque até você quer que as coisas se ajeitem, tomem o rumo certo, o que sempre foi. É uma garantia, que você e Finn irão ficar juntos e que nada mudou.

– Esquecendo um pouco o desastre que foi noite passada e agradeça por ter se livrado, não queria ter que ficar cuidando de você bêbada mesmo. – Sorriu irônico, ele ainda se lembrava de que perdeu o suéter preferido por sua culpa, a peça de roupa ficou cheirando a vômito. – Adiantou os trabalhos?

– Faltam apenas dois, porque Hummel?

– Preciso terminar a crítica em vídeo sobre aquele musical Jersey Boys, o problema é que ta me dando um trabalho que eu não esperava, tem duas músicas que eu simplesmente não consigo fazer uma interpretação, e ainda tem a história de vida de um deles que simplesmente parece que não existe. – Bufou cansado, Kurt de mau humor era como o apocalipse ou algo assim.

– Tudo bem Hummel, por quantos dias? – Você e seu problema com não saber negar nada a ninguém. Você realmente é uma idiota.

– Tenho que entregar na quinta-feira, acho que vou precisar de você até terça ou quarta-feira.

– Terça-feira sem chances, eu vou sair. Mas na quarta não tem problema, é só você não levar todo o meu tempo.

– Sair? Aonde vai? – Perguntou com o cenho franzido, você apenas revira os olhos ante a curiosidade.


– New Haven. Vou visitar Quinn Kurt. – O reconhecimento ao significado da frase cai como água sobre ele.

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New Haven – 09 de Janeiro – Terça-feira – Yale – Campus — 13h30min


Você alisa o passe de trem que tem nas mãos. Estivera guardado no meio de um antigo caderno de Literatura na época em que você estudava no Mckinley. Só se passaram quatro meses e você mal pode se lembrar da sua vida. O trem para e você se obriga a olhar para fora antes de desce.

– Café Piazza Venezia por favor. – Você responde ao taxista, você mal se deu conta de quando desceu do trem e foi parar dentro do carro amarelo. O senhor já de idade que conduzia o taxi assentiu demonstrando saber onde é o lugar.

De NY a New Haven você gasta cerca de 2h00min, e da estação de trem até o Café é aparentemente cerca de meia hora. Você não desgrudou os olhos do vidro decorando rua por rua. Você passou por Yale e se perguntou como Quinn deveria estar indo na faculdade, você viu mesmo que de longe alguns estudantes e se perguntou mais uma vez se algum deles conhecia Quinn, se algum deles eram amigos dela e se eles sabiam a sorte que tinham por tê-la ao lado. Você ainda se perguntava muitas coisas quando entregou o dinheiro ao taxista parando na porta de um Café de aparência simples. Um letreiro bordado em um tecido verde e branco formavam as palavras “Piazza Venezia”. Você olhou ao redor e descobriu o porque o Café ser difícil de achar, o lugar ficava quase no final de uma rua de pedra, era escondido o suficiente para pessoas passarem por ali e não se darem conta. O cheiro de café fresco te invadiu com uma familiaridade que você desconhecia e você se empurrou para dentro do lugar, uma sineta tocou indicando que alguém entrava mas ninguém prestou atenção então você olhou ao redor e aí você viu, uma cabeleira loira prendeu sua atenção, um sorriso de compreensão te ganhou. Quinn. Ela estava de perfil para você, tinha a cabeça um pouco baixa e parecia ler alguma coisa, você se aproximou com cautela analisando todas as possíveis mudanças da loira, tinha os cabelos maiores, usava uma sapatilha creme nos pés e trajava um vestido branco com detalhes em vermelhos, um suspirou saltou da sua boca e você sentiu que estava cheia e sentia algo como tranquilidade em ver aquele rosto família novamente, se parecia muito com felicidade.

– Quinn. – Você a chama de forma calma, suave e quase se pergunta se ela te ouviu, mas o corpo dela tenciona para no segundo seguinte relaxar, os cabelos dela pendem para frente quando ela levanta o olhar para você e ela está sorrindo.

– Rachel...é bom ver você.

Notas finais
Eu meio que tenho um problema com virgulas, me desculpem, to tentando concertar isso, é que as vezes eu preciso parar em certas frases e não da pra fazer isso com pontos, aí acabo usando virgulas demais. Enfim, problemas com pontuação. E provavelmente vocês iram ver erros de ortografia, eu sempre to relendo os capitulos, a medida que eu vou encontrando eu vou concertando.
Bueno, Reviews? Leitorinhas fantasmas podem ao menos dar sinal de vida para eu conhecer vocês?
Até o próximo.