Coffee with Quinn Fabray
3 Perguntas sem respostas.
Notas iniciais
Enfim, pra quem viu, o que foi aquilo? Haha Dianna só faltou gritar em alto e bom som "I'm Gay". O discurso dela foi lindo, fiquei com dó porque ela tava mega nervosa. Di deu muita bandeira falando da Naya, é quase como uma recolocação de palavras do que a Lea twittou anos atras "O que acontece em Boston fica em Boston", dessa vez quase foi um "O que acontece em Londre fica em Londres". Antes do beijo, vale ressaltar que Dianna faltou que ja beijou mulhereS (plural) heterossexualidade nem aqui nem na China. E agora ja descobrimos como é Dianna beijando uma pessoa, ela é a da 'iniciativa'. Ahh e claro, não posso deixar de falar: "75% dos meus amigos mais queridos são gays". Quero dizer, jogou o Glee Cast na fogueira, e podem começar a adivinhar quem dos amigos dela que ela é vista mais frequentemente são gays. Palpites?
*Obs: Eu gosto de ler com musica, então sugiro uma musica mais leve, doce, melancólica pra esse capitulo.
New Haven – 09 de Janeiro – Terça-feira – Yale – Campus — 14h10min
Você e Quinn estão á praticamente 10min em um quase silêncio. O que isso diz sobre vocês duas? 10min e apenas frases como ‘senti sua falta’, ‘como você está?’ e ‘vou querer um Café Mocha e um Espresso, por favor’ foram proferidas até agora. Nesse momento você a está olhando enquanto ela come um bolinho de Blueberry, para Quinn deve ser como saborear o paraíso.
- Está calada. – Ela sentencia após engolir o pedaço do bolinho. – Vindo de você, parece um tanto irreal.
- Desculpe. – Você murmura envergonhada enquanto sorve um pouco do seu Espresso. – Eu me sinto como se não conseguisse falar e eu realmente quero, só não sei por onde começar.
- Tudo bem. – Ela assente e você sente sua musculatura relaxar. – Vamos começar por algo simples, como está AADNY? NY? Estou realmente curiosa para saber como está se saindo.
- Não é como eu esperava. – Você sorri e ela sabe que você não está exatamente decepcionada. – Quero dizer, os professores são ótimos, mas muito exigente e eles não se importam em nos lotar de trabalhos. Só que não existe mais um Glee Club, eu já não levo mais Sluschies e nem me preocupo em ser aceita, eu não passo meu tempo só com Kurt, eu tenho Tracy que é minha colega de quarto e ela se parece um pouco com Santana, ela é minha amiga, eu converso com muitas pessoas e ninguém me julga por nada.
- Faculdade é um mundo diferente, as pessoas parecem se preocupar com coisas mais justas, a convivência leva você a se encaixar por mais que suas ideias sejam contrárias, ainda assim um encaixe. – A voz dela era serena e foi de certa forma um choque para você a tranquilidade que ela passou.
- Como está se saindo em Yale? – Sua curiosidade não é contida.
- Você sabe, professores exigentes, trabalhos e pessoas. – Ela da de ombros e você não sabe se é somente aquilo ou se ela apenas não quer dizer. – E NY?
- Tem como não se apaixonar? – Ela sorri abertamente e você sabe que tem aquele sorriso sonhador no rosto, você pode ler pela expressão dela que esse seu sorriso é familiar. – Eu quero poder explorar cada canto daquele lugar, mal posso esperar para a chegada do recesso.
- Como Kurt está?
- Bem.....ele está com alguns problemas. – Você diz incerta, você não sabe se ainda pode contar essas coisas a Quinn. Ela tem a expressão leve ainda que a sobrancelha arqueada diga que ela está realmente curiosa. – Luca, um dos nossos amigos, ele é gay e parece interessado em Kurt.
- Blaine.... – Ela solta no ar e você assente.
- O relacionamento deles não parece o mesmo. Não é justo sabe? Luca é uma boa pessoa, mas não parece se importar de estar interferindo em um relacionamento, não é certo que Kurt e Blaine se separem.
- Não é certo para você. E Kurt? Rachel as pessoas deixam de amar umas as outras, e é complicado com Kurt estando a km de distancia de Blaine.
— Eles se amam e isso basta. – Você rebate não gostando do rumo que essa conversa chegou.
- Nem sempre amor basta. – Ela responde em tom amargurado e você já nem sequer se lembra de como essa conversa aconteceu. – Como está Finn? Tem falado com ele? – A voz dela volta à tranquilidade de minutos atrás.
- Ele está bem, me manda cartas toda semana e eu falei com ele pelo celular no final de semana. Nós estamos bem. – Um breve silêncio toma conta e o clima pesa entre vocês duas, é um reencontro. Não deveria ser assim. – Você tem conversado com alguém do Glee Club?
- Mercedes me liga as vezes, Santana e Puck são os que eu mais mantenho contato.
Puck tinha conseguido uma bolsa na Carolina do Norte graças a suas habilidades no futebol e Santana estava em NYU graças a Quinn. Foi uma surpresa quando no dia seguinte após a formatura quando todo o Glee Club se encontrava na sala do coral outra vez para se despedir oficialmente, Quinn resolveu nos dar a noticia.
Flashback
- Apesar de tudo, eu vou sentir falta daqui. – Você disse enquanto olhava para seus amigos que estavam sentados a sua frente.
- Sem arrependimentos? – Puck perguntou enquanto abraçava Quinn e Sugar, a loira olhou para trás e direcionou o olhar a você e você assentiu com um sorriso no rosto.
- Sem arrependimentos. – Ela ainda respondeu enquanto Puck alisava seu braço em um gesto carinhoso.
- Não da para acreditar que essa é a ultima vez que vamos estar todos juntos nessa sala. – Blaine tomou a atenção e um silêncio caiu sobre vocês. Você ainda pode ver Tina sendo consolada por Mike e sorriu com aquilo se aferrando um pouco mais a Finn.
- Não vamos exagerar, só porque alguns estão indo não quer dizer que vamos deixar de manter contato, ok? É claro que já estamos acostumados uns com os outros, só que celular existe. – Santana disse um tanto quanto séria, pela primeira vez você pode ver que ela se importava com todos ali. – Ao menos eu vou ter minha Britt aqui comigo. – Respirou fundo, Santana tinha se decidido por ficar em Lima e iria tentar uma faculdade em NY no ano seguinte, junto com Brittany.
- Santana está certa. Somos uma família, temos uns aos outros, isso que nós temos é para sempre, não é? – Finn perguntou bobamente obtendo apenas assentimentos com a cabeça.
- Na verdade.... – Quinn começou incerta se levantando e indo ao meio da sala, trocou um olhar com Brittany que beijou o rosto de Santana. Quinn tinha um envelope nas mãos, o nervosismo era evidente. – Eu e Brittany conversamos ontem a noite. – Olhou diretamente para Santana que tinha a expressão confusa e séria. – E...eu não posso fazer isso sozinha San, você entende? E a Britt, ela ta fazendo isso por ela e por você. Eu... – Quinn bufou não sabendo como continuar, tinha os olhos marejados confundindo a todos e Brittany parecia ser a única que entendia o que se passava, em poucos segundos estava ao lado de Quinn e as duas olhavam apenas para a latina. – Você não vai ficar em Lima, você vai para NY.
- O que? – Santana apenas murmurou de olhos arregalados.
- A alguns dias chegou uma carta na minha casa da NYU, Britt me contou como você estava por ela não ter passado e como você não queria a bolsa das lideres, as inscrições ainda estavam abertas e eu mandei uma carta, sua mãe mandou uma cópia das suas notas escolares e eu pedi uma carta de recomendação a Sue, Figgins também assinou e a resposta não demorou a chegar. Você foi aceita San, você vai para NY e você vai para a faculdade.
Um silencio mórbido nos englobou outra vez e é aquilo, todos estavam assustados. Santana se levantou e a passos lentos se dirigiu a Quinn que estendia o envelope, a latina tinha as mãos tremulas e pudemos observar a mudança de cores no rosto dela.
- Britt... – Santana a olhou em desespero, Brittany apenas agitou a cabeça negando.
- Não, eu não vou te prender aqui por um ano, eu não posso. – Continuou negando com a cabeça. – Eu vou me esforçar, eu vou passar sem a sua ajuda. Você tem que confiar em mim. – Santana apenas assentiu e as duas trocaram um abraço forte.
- Por que você fez isso? – Perguntou com a voz abalada para Quinn após se desvencilhar da namorada.
- Porquê você é minha melhor amiga, porque eu sei que você quer sair dessa cidade tanto quanto eu, e porque eu não posso fazer isso sozinha, a santa trindade, começando juntas e terminando juntas. – Olhou Brittany e as duas entrelaçaram os dedos. – Britt apenas vai começar um pouco depois, mais eu e você, você sabe não é? – Santana assentiu com os olhos também marejados, Quinn a puxou para um abraço ainda mais longo e elas apenas não conseguiram mais segurar as lágrimas assim como boa parte de nós.
- Eu te odeio Fabray, mas obrigada. – Santana disse alto o suficiente para que todos ouvissem e soltassem risadinhas.
- Também te odeio Lopez. – Quinn também riu e as duas novamente se abraçavam, dessa vez Britt se juntou a elas.
Ninguém poderia entender o que se passava com essas 3 garotas, principalmente Quinn e Santana.
Fim do Flashback
Quando você conhece uma única versão de Quinn Fabray e que é uma completa vadia, egocêntrica e maldosa, o que você tem que pensar quando conhece o lado humano dela? É claro que ela demonstrou uma mudança significativa, veja bem, ela te nomeou sua amiga e ela te deu um passe NY — New Haven, mas isso? Quinn ainda não era o tipo de garota que ajuda o ex-namorado que a engravidou a passar de ano, e ela também não é o tipo de pessoa que inscreve sua inimiga-amiga em uma faculdade. Enquanto aquela cena repassava milhares de vezes na sua cabeça uma manchinha de esperança tomava maiores proporções e quanto mais isso aumentava mais o vislumbre de decepção com você mesma crescia, porque você passou anos julgando Quinn, você nunca acreditou que havia algo bom nela e ela só via o melhor de você. Sim, cenas de vocês duas no banheiro e no auditório ainda passavam pela sua cabeça. No final daquele dia você se perguntou, do que Quinn era capaz? Ela realmente tinha alguma humanidade?
- Em quatro meses devo ter falado com Santana umas quatro vezes e ainda assim foi porque eu liguei. – Você adiciona sem um motivo real, mais é frustrante que a latina depois de tudo se recuse a manter contato.
- A maioria das ligações são minhas Rachel, Santana só me liga quando sente saudades da B. e não consegue falar com ela. – Quinn responde bem humorada.
- Me espanta é você manter contato com Puck, pelo visto resolveram retomar as coisas entre vocês. – Você sondou com cuidado, não sabia se deveria tocar nesse assunto e Quinn nunca foi aberta sobre relacionamentos.
- Shelby está morando na Carolina do Norte Rach. Esse é o principal motivo de eu manter contato com Puck, Shelby ainda permite que ele visite a Beth e assim eu tenho noticias.
- Oh... – Você emudece sentindo a face esquentar. – Você...hm.. vai tentar falar com ela sobre ver a Beth?
- Eu não sei. – Ela para por um momento e você tem de se controlar para não quebrar esse momento e pedir para ela continuar. Você entende, Quinn precisa do momento dela para falar porque ela quase não faz isso e quando faz, Deus, você tem que agradecer aos céus porque Quinn esta falando com você e isso é muita coisa. – Pode não ser bom para ela, eu a dei para adoção afinal. Beth pertence à Shelby e eu já cometi tantos erros quando pude me aproximar de Beth que seria quase um milagre ela deixar que eu veja a menina.
- Como pode não ser bom para ela Quinn? Não importa que Shelby a tenha adotado, você ainda é a mãe dela. Não cometa os mesmo erros que Shelby, Beth merece conhecer a mãe verdadeira.
- Você tem raiva dela? – Quinn mantém a voz baixa, não precisa muito para que você saiba que esse assunto a deixa quebrada e é por isso que você não hesita em segurar a mão dela, você também precisa porque esse é um assunto que te assusta.
- Tenho raiva porque ela teve uma segunda oportunidade de fazer a coisa certa e ser a minha mãe e ela não foi. Mas eu não tenho raiva dela por isso, tenho raiva é de mim porque sou eu quem ainda quer ela como mãe sendo que ela nunca me quis. – Você promete a si mesma que não vai chorar, você está sendo forte por Quinn.
- Me parece familiar. – Ela responde áspera.
- Seu pai? – Você pergunta com o cenho franzido e ela parece incomodada porque ela recolhe as mãos de volta para a xícara com o Café Mocha e você tem certeza de que ele já está frio, ainda assim Quinn não se importa e sorve um gole.
- Não importa o que seus pais façam, se em algum momento você é pressionada a ser melhor, a receber aceitação você sempre vai procurar por isso por mais que não deva nada a ninguém. É quase como uma obrigação, ser melhor em tudo.
- É isso o que você faz? – Sua voz aparenta mais surpresa do que você gostaria, de certo modo você não se sente culpada por isso, essa é a primeira vez que Quinn está te deixando entrar.
- Já é 15h30min Rachel, é melhor você ir embora agora ou vai ficar muito tarde. – Sim, ela ainda tem a péssima mania de mudar de assunto quando está realmente desconfortável, não há como culpá-la, ainda assim é frustrante essa parede entre vocês.
- É, eu acho que sim. – Você sussurra. A garçonete vai até vocês ao chamado de Quinn e quando você apenas coloca a mão por dentro da bolsa para pegar o dinheiro Quinn te para no ato.
- Eu pago Rach. Tudo bem. – Ela sorri e você bufa contrariada, onde estavam os direitos iguais afinal? – Vamos? – Em resposta ela recebe um revirar de olhos.
Você estava furiosa. É claro, Quinn estava sendo a Quinn Fabray do Ensino Médio, distante, séria, independente e autoritária outra vez. Vocês pegaram um taxi ainda na porta do Café, Quinn apenas para te pirraçar entrou na sua frente abrindo a porta do carro e dando-lhe passagem, ela era realmente irritante quando queria. Vocês seguiram os 20 minutos seguintes – porque o taxista realmente não tinha senso de velocidade – no mais absoluto silêncio, você ainda se recusava a olhar a loira ao seu lado. Na hora de pagar o taxi você foi um pouco mais rápida que Quinn, a mesma lhe olhou com uma careta.
- Implicante. – Ela te cutucou enquanto esperavam o trem.
- Não mais que você. – Deu língua, os braços cruzados e um silêncio momentâneo entre vocês.
- É o seu trem. – Quinn lhe avisou quando ainda ao longe o barulho se fez ouvir. Você a olhou, um suspiro escapando pelos lábios.
- Me recuso a ir embora assim, principalmente porque você quebrou sua promessa e simplesmente esqueceu-se da minha existência por 4 meses. Não quero passar mais 4 meses sem contato com você. – Você acusou e foi inevitável, esse assunto estava em sua cabeça desde a noite de sexta-feira.
- Eu não quebrei minha promessa Rachel, apenas não fui eu a tomar a iniciativa. Você também tinha um passe.
- Então a pergunta é o porquê de você não ter tomado a iniciativa de sequer ter me ligado. – Não houve respostas, o trem já havia parado e várias pessoas desciam assim como outras embarcavam. – Eu vou ver você outra vez? – Você perguntou baixo, as faces quentes. Quinn deslizou uma mexa do seu cabelo por detrás da orelha e você se sentiu invadida com o toque intimo.
- Próxima terça-feira, mesmo horário? – Você apenas assentiu e tinha certeza que deveria ter o maior dos sorrisos no rosto, Quinn também lhe sorriu, mais terna, mais suave, feliz.
- Eu preciso ir. – Você hesitou, ainda não sabia como se comportar perto de Quinn, no entanto uma sombra de tranquilidade passou pelos olhos esverdeados e você viu que estava tudo bem.
Trocar abraços com Quinn Fabray trazia algo que você não sentia a muito tempo. Conforto. Ela parecia outra pessoa, um anjo que exalava cuidado, proteção, tranquilidade. Era diferente se sentir tão bem abraçada a alguém que já te fez tanto mal. A sensação de segurança vinha não apenas do contato de pele – quando você tocou nela pela primeira vez anos atrás – vinha da aura que ela exalava.
- Eu senti sua falta. – Você murmura no ouvido dela, o cheiro que ela exala te desnorteia por um momento e ela te segura um pouco mais firme.
- Eu sei, eu também senti a sua. – Você se aferra um pouco mais. O ultimo chamado para entrar no trem quebra o seu momento com Quinn e vocês se separam com sorrisos contidos, você ainda tem a face um pouco esfogueada.
Quinn vai com você até a entrada no trem, quando você se acomoda em um lugar vazio na janela ela está te olhando, você retribui ouvindo o trem começar a ser posto em funcionamento.
- Fabray, porque terça-feira? – Ela tomba a cabeça para trás com uma risada divertida e você sorri para aquilo.
- Meu ensaio desse semestre é sobre um livro chamado as ‘Terças com Morrie’. Nos vemos Rach. – Ela sorri acenando quando o trem começa a seguir seu curso.
- Nos vemos Q. – Você também acenou e então quando o trem entrou por um túnel ela desapareceu da sua vista.
Notas finais
"As terças com Morrie" eu tirei de uma fic que tem por aqui (não me recordo o nome, mais a fic é incrivel, recomendo totalmente) e eu fui pesquisar sobre esse livro também.
Ahh, as reviews de vocês estão a maioria respondidas, pra quem não me conhecia antes eu respondo quase todo mundo dependendo se a review me diz algo que eu precise argumentar. E obrigada a quem tava como 'fantasma' e comentou, será que ainda posso contar com as reviews de você? Espero que sim.
Acho que é isso, até. Besitos.
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