Coffee with Quinn Fabray
12 Diálogos.
Notas iniciais
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Ps: Explico a mudança do user no final.
Aviso rápido: Nesse capitulo resolvi trabalhar com uma "progressão de tempo", então vocês vão ver uma passagem rápida de conversa entre Quinn e Rachel durante 3 semanas, cada semana uma passagem, é só pra vocês verem que não teve mudanças significativas.
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New Haven – 21 de Fevereiro – Yale – Terça-feira – Piazza Venezia – 10h25min
- E então? Você não me disse como estão indo os ensaios da peça. – Pediu enquanto devorava um bolinho doce e passava a língua pelos lábios não deixando qualquer resquício da cobertura de chocolate a mostra.
- Exaustivo. – Você respondeu com a voz cansada. – Não é nada parecido com os musicais que a gente interpretava no McKinley, nossa professora exige muito e nunca parece satisfeita com nada, é frustrante.
- Sabe que precisa passar por isso, Broadway não é diferente, seus professores estão te preparando para isso. – Avisou num tom sério e você sentiu que ela estava te segurando firme para aquilo.
- Eu sei, acho que só preciso de um tempo pra respirar. – Suspirou esfregando a têmpora, Quinn estendeu a mão e você colocou a sua sobre a dela com a palma virada pra mão, os dedos brancos e finos logo deslizaram firmes e suaves por toda a sua palma numa massagem relaxante. Não era a primeira vez que Quinn fazia aquilo.
- Temos o casamento do Schuester em três semanas, vai poder descansar.
- Hey, eu ainda não disse que iria. – Declarou em protesto.
- Você não perderia a oportunidade. – Arqueou a sobrancelha enquanto fazia uma pequena pressão no pulso, você formou um ‘ah’ com a boca sem vocalizar som algum. – Finn deu noticias de que iria?
- Ele não me disse nem se recebeu o convite. – Murmurou seca. As ligações do namorado cada vez mais curtas, cada vez com menos palavras e menos informações, era assim desde que havia ido para a faculdade. – Você vai?
- Se fosse por mim? Não, mais mamãe pediu que eu fosse, disse que estava com saudades e que era provável que minha irmã fosse. – Respondeu incomodada.
- Mr. Schue escolheu a pior hora para se casar.
- Por que diz isso?
- Se Santana for, o que eu duvido muito, imagina como estará o clima entre ela e Brittany? Kurt disse que irá e eu não quero estar perto quando ele e Blaine conversarem.
- Só espero que ninguém estrague o casamento. – Você assentiu quieta sorvendo mais um pouco do café com a mão livre. Na sua cabeça, reinterava o pedido de Quinn, “que ninguém estragasse o casamento”.
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New Haven – 28 de Fevereiro – Yale – Terça-feira – Piazza Venezia – 09h30min
- Voltei a sonhar. – Você comentou por alto enquanto Quinn comentava algo sobre a briga entre duas das colegas da classe de Drama que ela tinha as quintas e não é que você não estivesse interessada, era divertido ouvir Quinn contando sobre as aulas que tinha, mas desde que levantara estava aérea e se limitava a poucas palavras. – Tinha parado outra vez e novamente voltou.
- O que aconteceu de diferente?
- A... pessoa, ficou por mais tempo. Eu meio que me lembrei da ultima vez que havia sonhado e perguntei se... se não tinha que ir embora. Ele ou ela negou, disse que estava com saudade, não conversamos muito, eu tinha muita coisa pra perguntar, só não saía, entende? – Quinn assentiu. – Lembro que me disse que “tudo tem seu devido tempo, as coisas tem um motivo e um tempo pra acontecer, mais que eu precisava lhe perfilar”. Continua não fazendo sentido.
- As coisas tem um motivo e um tempo pra acontecer. – Quinn recitou a fala outra vez e você sentiu sua pele arrepiar porque é como se você estivesse no sonho outra vez. – Há quanto tempo você disse que tinha esse sonho?
- Anos, não sei exatamente quando. Eu sonhava poucas vezes, se tornou mais frequente de uns 2 anos pra cá.
- Talvez esteja mais perto de você descobrir. – Deu de ombros.
- Eu só queria que tivesse um meio pra eu conseguir desvendar isso. – Você ficou quieta por um momento e Quinn respeitou isso voltando a deslizar o grafite sobre o papel amarelado. Começava virar um costume Quinn desenhar enquanto vocês conversavam, você não reclamava, tinha algo sobre olhar a loira desenhar que te relaxava. – Quinn, e se eu perfilar? O que acontece?
- Então você vai pensar o que isso significa e então vai poder fazer algo a respeito. Porque não tenta desvendar aos poucos? No final vai ser só alguém. – Piscou voltando os olhos para o papel e você se permitiu desfrutar daquilo.
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New Haven – 06 de Março – Yale – Terça-feira – Piazza Venezia – 14h03min
— Quinn, por que mentimos?
- Por que dizemos a verdade? – Perguntou em troca e você deu de ombros. – Mentimos porque é fácil, porque não conseguimos não mentir. Verdades vêm com problemas Ray e é disso que todo mundo foge, você mente tanto que quando diz a verdade é o mesmo efeito. – Você a olhou confusa e Quinn soltou uma risadinha. – Se lembra de quando você era criança e você provavelmente já machucou o joelho? Você deve ter ido até os seus pais chorando e dizendo que o machucado estava doendo, certo? — Você assentiu porque aquilo realmente era verdade e era algo pelo qual toda criança já passou. — Imagino que seus pais tenham feito um curativo ou passado um remédio e tenham dado um beijo por cima dizendo que não estava mais doendo, você acreditou. Foi um mecanismo de defesa que você disse a eles que tinha parado de doer, você acreditou tanto naquilo que pra você não havia mais dor. Ainda estava la Ray, doendo, ardendo, é aí que você começa a mentir pra si mesma. – Você realmente entende aquelas palavras e volta nelas a cada momento, então você começa a sentir aquela formigação no joelho, dói e arde como deveria ter sido quando você havia machucado o joelho.
- Então é melhor mentir do que dizer a verdade?
- Nenhum dos dois é bom, se você diz a verdade você machuca, se você mente você também faz isso, é você quem tem que criar o meio-termo. Algumas mentiras são boas, outras são ruins, se alguém te faz uma pergunta que é errado você mentir e se dizer a verdade vai machucar então você contorna, diz metade verdade e metade mentira.
- E se você omiti? – Você sentiu que sua sobrancelha arqueava em confusão e Quinn riu com isso.
- Acho que vou deixar você pensar nisso.
- Você já mentiu pra mim? – Você já tinha a resposta para aquilo, apenas queria ouvir da boca da própria Quinn.
- Sim.
- Mais você também já me disse a verdade. – Afirmou.
- Sim. – Respondeu simples.
- Todas as vezes que você já mentiu ou me disse a verdade você me machucou.
- E de nenhuma forma você me ouviu, todas as vezes que te pressionei sobre algo foi pra você ir contra mim ou ao meu favor, você nunca entendeu. – Você assentiu quieta sem saber o que pensar exatamente sobre aquilo. – Quinn, se alguém trai por impulso, é melhor mentir ou dizer a vontade?
- Se você trai e é concessão das duas partes é porque você também quer, não importa que você não sinta nada com aquilo, partiu de uma vontade sua, seja por curiosidade, por raiva, não deixa de ser traição. Mais eu acredito em segunda chance desde que a pessoa te peça por ela. – Ela te olhou séria. – Ouça Ray, exceto o Ian, eu traí todos os meus namorados e aprendi com isso. Não vale a pena, porque não te custa dizer que está infeliz. E se a partir do momento que eu quero alguém, mais a pessoa está comprometida então ela terá que fazer uma escolha, eu não pretendo ser parte de uma traição dessa forma. – Um sorriso singelo se abriu em seu rosto ao escutar aquilo, ficava feliz a cada nova mudança que descobria em Quinn.
- Nas nossas conversas, desde esse tempo que estamos convivendo, você já mentiu ou tem mentido pra mim? – Você pediu curiosa.
- Não seria justo. Eu te disse que te deixaria entrar aos poucos. – Você sorriu em agradecimento, aquela resposta bastava pra você, sempre bastaria.
Notas finais
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Caso alguém não entenda esse negocio da Progressão de Tempo é só me procurar por MP. Besos!
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