Coffee with Quinn Fabray
17 Control
Notas iniciais
New York – 21 de Abril –Teatro Broadway – Sábado — Dormitório — 23h15min
– E então Ray, consegui te surpreender? – Perguntou após saírem do teatro.
– Absolutamente. – Respondeu com um sorriso gigante.
Quinn era uma caixinha de surpresa. Você a encontrou na porta do teatro as 19h em ponto, estava linda em um vestido florido e para sua surpresa, tinha os cabelos curtos.
– Definitivamente você fica melhor com os cabelos assim. – Você elogiou e a viu acenar rindo.
– Se gosta, o manterei assim então. – Seus dedos começaram a formigar quando olhou a mão de Quinn, tão perto da sua. A loira pareceu perceber pois logo tocou sua mão com as pontas dos dedos e você suspirou. Logo seus dedos estavam entrelaçados.
– É estranho... – Você parou e ela parou junto, você se virou de frente a ela com os dedos ainda entrelaçados.
– O que? – Ela murmurou enrugando o nariz, você sorriu olhando seus dedos entrelaçados.
– Essa sensação de querer estar perto sempre. – Você se aproximou mais do corpo dela, sua respiração ficou acelerada. – Tem alguma coisa, alguma atração, não tem amor, mas tem algo. Só que eu tenho medo de não conseguir retribuir o que sente, me...
– Apaixonar? Ray, eu não me importo, sim, talvez doa um pouco, ou talvez me leve ao desespero, não sei, o que eu sei é que estou aqui para mudar sua vida, de alguma forma. Pode ser que vá se apaixonar por mim perdidamente e eu serei o amor da sua vida ou pode ser que isso não leve a nada e você só me tenha como amiga, ou eu posso simplesmente ser alguém que está te preparando para amar de novo, outra pessoa que seja. Mas eu vou mudar algo em você.
Você a olhou, os olhos de Quinn brilhavam, você conhecia isso. Suas mãos foram parar nos ombros dela porque suas pernas fraquejaram, e ela notou, você sentiu um aperto seguro na sua cintura.
– Está me viciando. – Você murmurou com o olhar fixo na boca dela, involuntariamente aproximou seu rosto do dela.
– Não vou me desculpar... essa é a intenção Ray. – O olhar dela se encontrou com o seu e você quase não notou que ela se inclinou apenas para roçar a boca dela na sua.
– Quinn... – Você murmurou respirando fundo e afastou seu rosto do dela. Você viu um sorriso nascendo no rosto da loira que beijou o canto da sua boca. – Acho melhor a gente ir.
– Tudo bem, vamos. – Ela sorriu e você sentiu-se ser puxada para um taxi que estava parado na esquina do teatro.
O caminho de volta a AADNY era longo e vocês duas não paravam de comentar o espetáculo. Era uma versão amadora de O Rei Leão, você dava seu parecer técnico, conhecimentos da história, do mundo ao qual estava sendo moldada para brilhar e Quinn dava sua visão, sua perspectiva. A conversa fluía tão bem e tão natural que os toques nas mãos, ou no joelho, até mesmo colocando o cabelo da outra para trás passaram despercebidos, a intimidade que vinham criando era responsável por isso.
– Acho que deixo você aqui. – Quinn murmurou te olhando com um sorriso leve no rosto, vocês ainda estavam de mãos dadas e de frente uma para a outra. Ela segurou sua mão levando a pele do pulso aos lábios. – Adorei a noite de hoje, adoro sua companhia, adoro tudo em você. – Murmurou entre uma serie de beijos pelo local sem desviar os olhos dos seus.
– Eu preciso entrar. – Você engoliu seco. – Boa Noite Quinn. – Você se aproximou um passo, instantaneamente sua respiração acelerou mais um pouco, você sentiu um braço firme rodear sua cintura te puxando. O abraço não durou muito, durou o suficiente para que ela pudesse beijar seu pescoço e deslizar os lábios pela linha do seu maxilar até o canto da boca.
– Da próxima vez que eu ver você, eu não sei se consigo me controlar. – Ela sussurrou, você notou a voz dela grave enquanto sentia a pele arrepiar, você se apoiou no ombro dela.
– Talvez não precise de tanto controle. – Você puxou o queixo dela apenas para roçar a sua boca na dela e sussurrar. – Boa Noite Q.
– Boa Noite Ray. – Você se afastou respirando fundo, soltou um risinho nervoso e foi se afastando para a entrada do prédio.
Você não olhou para trás, estava com medo do que poderia acontecer se a visse de novo. Sentiu uma contração no baixo ventre, era uma sensação gostosa ainda que torturante. Você sentiu uma leve queimação na face ao se dar conta de que deveria estar realmente excitada. Só o pensamento te despertou uma nova contração, mais forte... e não parou. E você só sentiu um alivio quando se deitou em sua cama e levou a mão por entre as pernas. Você gozou pensando em Quinn nessa noite.
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