Notas iniciais
Desculpem a demora. Não vou nem ficar me justificando. Coffee está na reta final, acho que agora sai mais rápido. Eu vou deixar algumas coisas no capitulo antes de realmente começar, só avisando. Bom viajantes, boa leitura.

"Era mais do que um cometa, pelo que trouxe para a vida dele, direção, beleza, significado. Tiveram muitos que não puderam entender, e as vezes ela passou por eles. Mas até nas suas piores horas, ele sabia em seu coração que algum dia, iria voltar para ele. E seu mundo estaria completo de novo. E sua crença no amor e na arte divina renasceria em seu coração". — OTH

Eu cometi um crime. Eu roubei essa citação e uma citação ali embaixo. Então espero que vocês possam me perdoar por isso. Fato é que quando você está bloqueada, você procura em desespero pela inspiração porque se sentir inspirado é realmente ótimo. É tipo chocolate, só que melhor. É tipo estar em uma moto ou em um cavalo correndo em alta velocidade e sentindo o vento no rosto, se sentindo livre. Pelo menos é assim pra mim. Então... estou perdoada pelo meu crime? Fato é que, o titulo do capitulo ainda que não seja de minha autoria veio perfeito e coube exatamente onde eu queria. Em que tipo de amor vocês acreditam? Eu espero que se vocês ainda não tem essa resposta, um dia a encontrem.

___________________________________________________________

Flashback

Você acordou com fome. Era o seu primeiro pensamento, você deveria ter dormido por umas 12h pelo menos? Se sentia tão cansada, com sono. Deslizou da cama até o banheiro, seu reflexo no espelho não era dos melhores e a vontade era voltar para a cama e dormir mais um pouco... foi quando você arregalou os olhos olhando a mão esquerda na pia do banheiro. O circulo refletia a luz do sol que entrava pela pequena janela, você ergueu a mão na altura dos olhos tocando com a outra mão a aliança de ouro branco.

– Mas... o que? – Você murmurou incrédula. Lavou o rosto e voltou ao quarto não prestando atenção em mais nada a não ser no objeto envolta do dedo anelar. Vestiu qualquer roupa caminhando para fora do quarto.

Não era sua casa. Você percebeu com um certo tipo de desespero. Não era seu dormitório, não era sua casa em Lima. Você definitivamente não conhecia aquele lugar, mas havia alguns retratos seus com uma criança pequena e uma pintura sua no corredor. Você ouviu vozes e engoliu em seco, descobrindo vir da cozinha mas antes de chegar ao cômodo sentiu as pernas serem agarradas.

– Mommy... – A voz infantil chegou aos seus ouvidos e você abaixou os olhos olhando uma cabeleira castanha abraçar com dificuldade suas pernas. – A senhora demorou a acordar... – Fez um biquinho. – Vovô já fez o café da manhã e eu fiquei sem panquecas porque a senhora estava dormindo. – Bronqueou te olhando com cara feia.

– Hmmm... desculpe meu amor, farei suas panquecas mais tarde. – Acariciou os cabelos da menina que sorriu. Não deveria ter mais que 5 anos.

– Vem Mommy, vovô esta te esperando. – Você se sentiu ser puxada até a cozinha. O cheiro de café e waffles entorpeceu seus sentidos e você só voltou a si quando sentiu a voz familiar.

– Estrelinha! Bom dia, achei que teria que te acordar com um balde de gelo, sei que está cansada com a peça mas já estava ficando preocupado. Café? – Você olhou seu pai Leroy com curiosidade.

– Claro... Papai, o que está fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa? – Você murmurou.

– Bom Dia doçura, que bom que acordou. Sarah já estava reclamando que você não acordava e ela só quer saber das suas panquecas. – Sentiu os lábios contra os seus. Você arregalou os olhos levando as mãos aos lábios.

– Quinn? Quinn Fabray? – Você a olhou incrédula.

– Quinn Fabray Berry. – Corrigiu com um sorriso pegando a menina no colo beijando-lhe a face. – Você está bem Ray? – A olhou curiosa.

– Estou, eu... eu preciso de ar. – Balbuciou correndo até os fundos da casa onde descobriu haver um pequeno jardim com um balanço e um escorregador.

Estava enlouquecendo, só podia estar. Olhou a mão novamente, retirou com cuidado a aliança a olhando com cuidado, era fina e tinha uma pequena pedrinha que você julgou ser de valor. Não conhecia muito para identificar se era de brilhantes ou não. Olhando com mais cuidado, você viu que tinha uma inscrição na parte de dentro do circulo. Me perfile.

– Cinco anos. Fazem cinco anos em que você é oficialmente, pelo menos perante a lei, minha esposa, minha mulher. – A voz rouca, aveludada ressonou no seu ouvido enquanto você sentia os braços firmes circundarem a sua cintura. Você suspirou com o toque dela, sentiu a pele arrepiar e relaxou a musculatura quase que instantaneamente. – Eu pedi pra você me perfilar...

– Então eu perfilei. – Você sussurrou e sentiu os braços pressionarem um pouco mais contra a sua cintura. Ela apoiou o queixo no seu ombro e você apenas fechou os olhos aproveitando a sensação. Depois você buscaria as respostas que tanto queria, agora você só queria ficar assim... Era o suficiente por enquanto.

Fim do flashback

___________________________________________________________

New York – 27 de Abril – AADNY – Sexta-feira – Dormitório – 9h00min

– E então garota Broadway, recesso, quais são os planos? – Tracy apareceu do nada no quarto, você estava repassando o texto da peça novamente. Já tinha a data de estreia, 26 de Maio.

Você tinha duas semanas de recesso da faculdade. Duas semanas em que iria se revezar entre os ensaios, terminar um ou outro trabalho pendente e... Quinn Fabray.

– Hoje vou sair com a Quinn. – Informou enquanto escolhia uma roupa no guarda-roupa. Optou por uma saia azul marinho e uma meia-calça grossa já que ventava em NY, botas de cano longo e uma blusa de mangas bordô com um casaquinho por cima e a boina roxa na cabeça.

– Bom, algo que impeça ela de vir conosco? – Tracy te olhou arqueando a sobrancelha com o sorriso debochado de costume. Você revirou os olhos.

– Olha, prometo que não estou virando essa garota antissocial que em todos os lugares que os amigos a convidam para ir ela recusa, juro. – Você a olhou. – Só quero sair com ela sozinha.

– Você sempre está sozinha com ela Rachel. – Ela te acusa e você solta um suspiro sabendo o que viria. – Você e ela estão tendo algo? Quero dizer... vocês estão juntas ou algo assim?

– Não me faça perguntas que nem eu mesma sei as respostas. – Você esfrega os olhos incomodada.

– Certo, quando quiser conversar você pode falar comigo. – Ela abrandou a voz. – Já deveria saber que não precisa esconder nada. – Deu as costas saindo do quarto.

Não era justo. Não é que você queria esconder sua história com Quinn, mas ao mesmo tempo que você queria espalhar para todo mundo que estava acontecendo algo entre você e ela, você queria manter isso só entre vocês. Você só queria que ninguém tentasse estragar isso. Então por enquanto você deixaria isso só entre você e ela. Estava bom assim... pelo menos por enquanto era suficiente.

___________________________________________________________

New York – 27 de Abril – Brooklyn – Sexta-feira — 21h00min

– Quinn... estou com fome. – Você reclama brincando com um vira tempo em cima da mesa.

– Estou quase. – Ela gritou da cozinha e você resistiu a tentação de saber o que ela estava aprontando. Segundo ela você estava terminantemente proibida de ir até la.

Quinn iria passar parte do recesso em NY no apartamento de Santana para que vocês pudessem passar algum tempo juntas e a latina estava em Lima a pedido de Brittany, então Quinn tinha o pequeno apartamento no Brooklyn só para ela até sábado. Estavam com preguiça de sair, já haviam ido ao museu de manhã, compras a tarde e agora a noite só queriam relaxar na companhia uma da outra. O lugar era tranquilo, pequeno e arrumado, o que não parecia ser muito a cara de Santana.

– Quinn, vou morrer de fome. – Você apoiou o queixo na mão enquanto tamborilava os dedos da outra mão na mesa de madeira. As luzes da casa foram apagadas deixando feixes de luz transpassarem pela janela da sala e da cozinha, mesmo assim não dava para ver muita coisa. – Quinn?

– Estou aqui, não se preocupe. – Ela disse em voz baixa e você conseguiu visualizar a silhueta dela ao seu lado. – Vem comer.

– No... escuro? – Você franziu as sobrancelhas embora soubesse que ela não poderia ver.

– Confia em mim. – Ela sussurrou e você sentiu um arrepio percorrer pela espinha.

Você alcançou a mão dela e sentiu-se ser puxada até a sala, sentiu o tapete felpudo e sentou-se sobre uma almofada conforme Quinn te direcionava, a loira acendeu uma vela que estava no centro da mesa e a luz iluminou parcialmente o rosto, Quinn tinha um sorriso tímido no rosto.

– Não sou uma chef de cozinha profissional, mas de vez em quando eu gosto de cozinhar. – Ela mantinha a voz calma, baixa, quase como se contasse um segredo. – Feche os olhos, deixa eu te mostrar uma coisa.

– Quinn... – Você a olhou.

– Fecha. – Ela levou a parte interna do seu pulso a boca plantando um beijo, você suspirou e fechou os olhos, sentiu ela se sentar um pouco mais perto de você. – Prova. – Você sentiu algo roçar nos seus lábios, seu olfato se tornou mais aguçado mas você não sabia identificar aquele cheiro. Entreabriu os lábios mordendo um pedaço do que Quinn te dava. – Tomate assado ao curry.

Você sentiu uma leve queimação nas faces apreciando o sabor, passou a língua pelos lábios, quando você abriu os olhos sua visão se embaçou ao olhar a face de Quinn iluminada fracamente pela vela.

– Bom? – Ela perguntou acariciando seu rosto.

– Hmmm... – Gemeu baixinho apreciando o gosto da comida. – Sim, está ótimo Q. – Sorriu bebericando um pouco da água que a loira lhe serviu.

– Bom, experimenta isso daqui. – Ela sorriu com diversão, cortou um pequeno pedaço de camarão e o molhou em um potinho que estava perto. – É um licor de ginseng com cravo. – Você sentiu o gosto antes mesmo de provar enquanto Quinn roçava a comida nos seus lábios, calmamente você o puxou com a língua mastigando, apreciando o gosto que aquilo lhe proporcionava.

– É diferente na verdade. Não conhecia esses seus dotes culinários. – Você murmurou enquanto cortava um pedaço do camarão, passava no molho mas dessa vez era a boca de Quinn que degustava do sabor ardido e adocicado.

– Mamãe havia me criado para ser uma perfeita dona de casa, esposa perfeita. – Fez uma careta. – Mas eu acabei gostando, mamãe era uma ótima cozinheira e gostava de cozinhar coisas diferentes.

– Me lembre de agradece-la depois. – Ela sorriu e então vocês seguiram com a conversa.

Era gostoso conversar com Quinn assim, a sós, podiam se soltar com mais facilidade. O clima era agradável, romântico... confortável. A comida também estava saborosa, Quinn ia explicando como fizera a comida e você não evitou se surpreender que ela havia escolhido temperos exóticos... páprica, ginseng, curry, gengibre, cravo, tomilho, canela. O CD de músicas antigas soava baixinho e contrastava com as risadas que vocês compartilhavam. Você não se lembra bem o momento em que deitou no tapete felpudo ou o que Quinn deitou-se de lado bem ao lado do seu corpo com o braço dobrado e o rosto apoiado sobre a mão te olhando.

– Para a sobremesa é especial... canolli de chocolate com calda de pêssego e cereja ao marrasquino. – Ela levantou um pouco o corpo pegando o doce. – Fecha os olhos. – Pediu baixinho te olhando fixamente nos olhos. Você não disse nada, apenas fechou os olhos como ela pediu. – Sinta o gosto. – Você sentiu o doce roçar em seus lábios, abriu os olhos enquanto mordia um pedaço... Quinn não tirava os olhos dos seus lábios, ela te provou isso quando deslizou o polegar pelos seus lábios limpando o chocolate e levando o dedo aos lábios, você ouviu ela gemer baixinho.

– Quinn... – Você murmurou levando a mão a nuca dela acariciando, puxou levemente os cabelos enquanto sentia ela apertar sua cintura.

– Você é viciante. – Ela sussurrou apertando mais forte. – Não consigo ficar longe.

– Q... – Você mordeu seu lábio atraindo a rosto dela para perto do seu. Você ficou nervosa, sentiu as mãos suarem, a respiração falhar, o coração aumentar o ritmo das batidas. – Me enlouquece. – Você ergueu o queixo dela a olhando, ela te sorriu charmosa e acariciou seus cabelos.

– Ray... estou prestes a te beijar. – Isso soou como um aviso e você não esboçou nenhuma reação contrária, então ela se aproximou mais puxando seu corpo mais próximo do dela, os lábios rosados roçaram nos seus e você emitiu um gemido baixinho, fechou os olhos exatamente quando ela tocou seus lábios mais firme, beijando só os lábios, vocês sorriram entre o singelo beijo, uma risada baixa escapou dos seus lábios e ela apoiou seu pescoço te beijando de novo, passando a língua entre os seus lábios em busca da sua própria lingua.

Sim, era maravilhoso. Sim, encaixava. Sim, era perfeito. Era ela. Era Quinn. Quinn Fabray estava te beijando e era doce, calmo, desesperado, com vontade, desejo, era tudo. Era tudo o que você sempre quis sentir e nunca conseguiu. Era essa sensação. E era por causa dela.

– A garota dos meus sonhos... – Você se afastou sutilmente sorrindo, ela te olhou pincelando o nariz dela no seu. – Era você Q. Eu te perfilei. Você pediu então eu perfilei. Era você. – Um riso escapou pelos seus lábios, o sorriso dela cresceu e dessa vez foi você quem puxou a nuca dela para outro beijo. – É você Quinn.

_________________________________________________________

"De repente, foi como se o grito das pessoas o eco do apito final, as lágrimas dos meus companheiros de time, foram todas ouvidas a milhoes de quilomêtros de distância. E tudo o que sobrou nesse bizarro silêncio, foi apenas Peyton. A garota cuja arte, paixão e beleza mudaram a minha vida. Naquele momento, meu triunfo não foi o campeonato estadual, foi a simples claridade. A visão de que sempre estaríamos juntos, e qualquer instintos contrário foi negado pela seguinte verdade. Eu era, e sempre serei apaixonado por Peyton Sawyer."

"Peyton...É você! Quando meus sonhos se tornarem realidade a pessoa que eu quero do meu lado...É você. É você, Peyton." — OTH

Notas finais
Então... quem vocês quem ao lado de vocês quando seus sonhos se tornarem realidade? @chaveiro_one ask.fm/Chaveirinho26