Notas iniciais
Bom, este é o fim. Se quiserem... a música do capítulo é o titulo da mesma. Boa Leitura e até a próxima, se tiver...

"Então eu penso... tudo o que eu quero de você é te ver amanhã e a cada amanhã. Eu sei que as pessoas fazem promessas o tempo todo, depois, elas dão às costas e as quebram. Quando alguém parte o seu coração com uma faca, enquanto você está sagrando... Mas eu poderia ser aquele alguém para curá-la com o tempo e não vou parar até você acreditar. Porque, querida... você vale a pena.

Então não aja como se fosse uma coisa ruim se apaixonar por mim

Agora, que tal se eu fosse a última voz que você escutasse à noite?"

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New York – 26 de Maio – AADNY – Teatro – 18h00min

— Onde você está? – Rosnou no telefone andando de um lado para o outro. – Sério Quinn, cadê você? Já deveria estar aqui.

— Calma. – Sorriu e ouviu um resmungo. – Calma Berry, estou no caminho.

— Da última vez que você disse isso você sofreu um acidente Fabray. – Rosnou ainda mais irritada causando um sorriso na mulher do outro lado da linha.

— Acho que um caminhão dessa vez não será o problema Rachel. Mas talvez a sua porta seja, abre ela Berry. – Sentiu que ela exibia um sorrisinho nos lábios e ouviu uma batida suave na porta do camarim improvisado, você não se demorou em abrir e viu Quinn parada com um buquê de rosas vermelhas e no centro se destacando uma gardênia branca. Desviou os olhos para olhar Quinn, ela tinha a maquiagem leve, os cabelos presos em um coque sofisticado e um vestido roxo pouco acima dos joelhos acomodava o corpo esbelto. – Oi.

— Oi... – Você abriu um sorriso enorme, pegou as flores que ela lhe oferecia. – Obrigada. Você está linda, Deus, obrigada. – Você a abraçou forte sentindo o cheiro que ela exalava, sentiu um beijo devagar em seus ombros.

— Você está deslumbrante, incrível. – Ela tinha um olhar de admiração, um olhar apaixonado, você sorriu apoiando o queixo dela, a sensação gostosa de quando roçava sua boca na dela te preencheu. Você estava diferente de Quinn, um vestido vermelho na metade das coxas, o cabelo com cachos abertos, a maquiagem pesada, e um batom vermelho fechado na boca. – Ansiosa?

— Estava... até você chegar. Você me acalma muito fácil Q. – Você sorriu e se afastou um pouco, colocou as rosas em uma mesa e retirou a gardênia do meio. – Me é familiar. – Você levou a flor ao nariz sentindo o aroma.

— Não poderia perder a oportunidade. – Sorriu. – Vou te deixar agora, já está quase na hora. Mantenha a calma Ray, vai se sair muito bem, eu tenho certeza disso. – Você sentiu um beijo na testa, acenou beijando a flor. – Merda pra você.

Você sorriu e virou-se para o espelho, deixou a gardênia presa ao lado do espelho, retocou o batom e foi para detrás das cortinas, agora era só esperar o sinal para que pudesse entrar.

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New York – 26 de Maio – AADNY – Teatro – 20h15min

Você sorriu com os flashes que lhe eram disparados, recebeu alguns abraços, parabéns e notou uma roda de pessoas estendendo o papel com a caneta pra você.

— Pense pelo lado bom Rachel Berry, seu autógrafo poderá valer milhões daqui a algum tempo, então, se me dá a honra. – Você observou o sorriso satisfeito de Kurt quando entregou o papel com uma dedicatória, uma estrela marcava sua assinatura.

— Aproveite este momento garota Broadway porque pelo visto, será o primeiro de muitos. – Tracy colou os lábios na sua bochecha murmurando um parabéns no seu ouvido. Mas você estava no automático ali, correspondia tudo automaticamente enquanto seus olhos procuravam por um par de olhos verdes com pontinhos dourados.

— Obrigada... eu amo vocês, obrigada por estarem aqui hoje. – Você sorriu emocionada, foi recepcionada por outros colegas e professores da faculdade. Estavam no teatro da AADNY, não tinham condições de alugar um teatro no centro da cidade, mas você sabia que havia alguns críticos na plateia, amigos dos seus professores. Você achava que tinha ido bem, é claro que houve alguns erros, inclusive seus, era o esperado, mas a estreia em si tinha sido ótima.

— Ray. – Você sentiu a pele arrepiar ouvindo aquela voz. Virou-se dando de cara com Quinn que te recebeu com algumas palmas. – Incrível, linda, maravilhosa. Em todos os sentidos das palavras. – Ela abriu os braços e você não demorou a se encaixar entre eles. – Não tenho nem palavras para te elogiar, você foi simplesmente impressionante. – Você a abraçou forte com um sorriso nos lábios.

— Obrigada. Obrigada por estar aqui. – Você suspirou se aferrando mais a ela.

— Quer passear para comemorarmos? – Ela perguntou enquanto brincava com os seus dedos, você sorriu acenando.

— Me deixa ligar para o Kurt primeiro. – Ouviu chamar uma, duas, três vezes, na quarta ouviu a voz do melhor amigo.

— Estamos te procurando mas você sumiu. – Você sorriu olhando a loira que exibia um sorriso divertido.

— Desculpa, estou com a Quinn, podemos deixar a comemoração para amanhã? Eu queria sair com ela hoje.

— Quinn é? Certo Berry, mas é só porque hoje é o seu dia, vá se divertir, qualquer coisa você me liga. – Fim da ligação.

— Onde iremos? – Você perguntou entrelaçando os dedos nos dela.

— Só andar por aí. – Ela deu um sorriso singelo acariciando sua mão com o polegar.

Você e Quinn pegaram um taxi, a loira direcionou a um lugar qualquer que você não se deu ao trabalho de questionar qual era. No carro a peça foi assunto entre vocês duas por boa parte do tempo. Você apenas concordava com tudo, se sentia tão leve, tão bem.

— Já sabe quantas apresentações terá? – Ela murmurou acariciando sua cintura, você fechou os olhos instantaneamente.

— Durante 2 meses inicialmente podendo estender por mais algum tempo, dependendo de como serão as críticas. Nossa diretora está ambicionando um patrocínio, poderemos ir para o teatro no centro.

— Isso é bom não é?

— Isso é grande. – Você suspirou. – Não é uma Broadway, sequer uma off-off-broadway, mas para uma peça de faculdade, é grande.

— Você vai se sair bem em tudo o que fizer na sua vida. – Ela sussurrou no seu ouvido. – Você é uma estrela, consegue brilhar em qualquer lugar.

Minutos depois e o taxi parou. Quinn te puxou pra fora do carro, estavam no Central Park, estava todo iluminado e com várias pessoas caminhando ou fazendo uma corrida. Estava cedo ainda, quase 21h00min, a maioria das pessoas ali só estava relaxando. Uma melodia despertou sua atenção, não demorou a descobrir do que se tratava, um casal tocava e cantava sentados em uma manta na grama, algumas pessoas que estavam perto prestavam atenção e se aproximavam. Quinn te puxou para um banco perto do casal e vocês duas se sentaram apreciando a música.

— Adoro esse lugar. Lembro que vim aqui a primeira vez com meu pai Leroy, foi no meu aniversário de 8 anos, papai conta que eu vi o Central Park pela tv e implorei por todo o fim de semana para que ele me trouxesse até aqui. – Você sorriu com as lembranças, aquele dia ficara gravado na memória. – Você está calada.

— Aproveitando sua companhia. – Ela deu de ombros desviando os olhos.

— O que te incomoda? Fala. – Você insistiu enfiando as mãos no bolso do casaco.

— O que estamos fazendo? Nós duas?

— Como assim? – Você franziu as sobrancelhas.

— Você não se sente da mesma forma que eu. – Você a olhou esperando que continuasse. – Eu sempre soube e por mim tudo bem. Mas eu acho que você deveria parar de se enganar. – Ela estava serena porem tinha a feição seria. – Eu sei exatamente no que me meti Ray, eu sempre soube o que esperar, já você...

— Por que você acha que eu me enganei? – Você olhou para baixo, o olhar de Quinn era muito intenso, pesado.

— Acho que você se prendeu a esse sonho. Acho que se prendeu a uma fantasia. – Ela te olhou. – Eu realmente acredito quando você diz que eu mexo com você de um jeito diferente, mas eu não acho que um sonho onde você se vê casada comigo, com uma filha deva te prender a mim. É só um sonho Ray, isso não pode definir a sua vida, muito menos o que você sente. Principalmente quando sabemos que você não está apaixonada por mim do jeito que eu estou apaixonada por você.

Você ficou em silêncio, observava as pessoas conversando, brincando, rindo enquanto o violão que o casal tocava fazia fundo. Na verdade não sabia muito o que dizer, Quinn tinha te pegado desprevenida.

— Não quero que faça nada que não queira, não quero que aja por impulso, eu não espero nada de você. Se me envolvi com você foi porque eu quis, foi por vontade minha, foi sem esperar nada de você. Eu estou bem com isso, o meu único desejo nisso tudo é que você seja feliz, se for comigo, com outra pessoa, se for sozinha. Eu desejo teu desejo, é só isso. – Ela deu um sorriso tímido mas tranquilo.

— Estou feliz assim Quinn. Não estou deixando que um sonho defina meu futuro. Então sim, talvez você tenha razão quando diz que não estou apaixonada por você. Mas você erra ao pensar que isso é algo impossível. Não aja como se fosse ruim se apaixonar por você. Eu vou dormir todo dia com o som da sua voz na minha cabeça, eu adoro saber que eu não preciso mais esperar toda terça-feira pra te ver. Talvez mais pra frente eu descubra que eu nunca vou poder retribuir o que você sente, ou então eu posso acordar sabendo que você é a pessoa que eu quero passar o resto da minha vida. Eu não sei, parei de tentar decidir a minha vida. Eu só não quero enganar você, tampouco te dar falsas esperanças.

— Você não me da falsas esperanças. – Suspirou. – Sabe Ray, desde que eu te conheci eu só queria que você fosse feliz. – Sorriu abaixando os olhos. – Por baixo de todas as implicâncias, eu realmente queria que você fosse feliz, eu te observava de longe as vezes, via você querendo se tornar como eu era. Talvez tenha sido um dos motivos para tudo o que eu fiz... sempre achei que você merecia mais, eu só queria que você tivesse entendido.

— Se sabia que eu não estava apaixonada por você, por que nunca desistiu? – Pediu brincando com os próprios dedos.

— Porque você vale a pena. Porque vale cada esforço meu para te arrancar um sorriso, porque você vale tudo Rachel. – Ela respondeu sincera e você sentiu os olhos marearem porque você queria dizer que Quinn valia tudo pra você também, mas não era do mesmo jeito, nem na mesma intensidade. – Eu sei, está tudo bem. Eu me dou por satisfeita de ter a sua companhia.

— Podemos andar? – Você a questiona, ela acena com a cabeça e vocês duas começam a andar por um caminho de pedras ali por perto. – Tenho algo seu. – Você levou as mãos ao pescoço retirando a correntinha do símbolo egípcio que Quinn havia te emprestado para aquela noite.

— Fique com ele.

— Eu não preciso mais. – Você sorriu abrindo a mão dela e colocando a correntinha. – Toda a sorte que preciso está ao meu lado agora. – Ela abaixou a cabeça com um sorriso pequeno. – O dia que eu não estiver feliz... o dia que eu não estiver mais feliz com você eu te aviso. Sabe Q, acabei aprendendo que não preciso estar apaixonada por alguém para estar feliz, eventualmente a gente aprende que estar perto de quem nos faz feliz é mais importante. Independente se o sentimento é amor, paixão, tesão.

— Isso basta para você? – Ela te olhou.

— Por enquanto basta... – Vocês duas pararam e então você circundou o pescoço dela com os braços. – Você é suficiente pra mim Fabray.

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"Se você a vir por ai, por favor, a avise que a adoração é uma forma de amor" -

Notas finais
Ficou simples? Curto? Breve? Vago? Sinto muito... mas ficou do jeito que eu queria.. Acho que por enquanto vou me ausentar daqui (mais ainda). Coisas pessoais. Bem, espero que pelo menos os leitores fantasmas me deem a honra de uma review, nem que seja no último capitulo, por favor. Obrigada por me acompanharem até aqui de qualquer forma
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!