Coffee with Quinn Fabray
5 Ainda perdura....sentimento ou passado?
Notas iniciais
Boa Leitura.
New York – 12 de Janeiro – Sexta-feira – AADNY – Sala — 13h45min
– Srta. Berry. – A voz da senhora McKbelly soou por toda a sala lhe interrompendo pela décima vez. – Eu aprecio que meus alunos sejam tão esforçados, apaixonados e envolvidos em um trabalho tão importante quanto esse sobre Otelo, mas está claro para mim e para os seus colegas que a senhorita se envolve mais do que deveria.
– Sra. McKbel... – A senhora lhe para outra vez com a mão para o alto.
– Sem mais senhorita. Todos nós sabemos do julgamento precoce de Otelo quanto a sua amada Desdêmona e eu já havia explicado em aulas anteriores que em tragédias nunca há um final feliz, ao contrário das comédias. Otelo se deu conta do equivoco tarde demais, é disso que se trata.
– O principal erro de Otelo foi desconfiança, os sentimentos não eram puros como todos fazem questão de afirmar, está claro que a opinião de muitos diz que Otelo não teve culpa, que apenas estava cego e que foi ingênuo, são desculpas que não tem o menor fundamento. Otelo matou Desdêmona, desconfiou dela, a senhora não me venha falar que ele se arrependeu e por isso se matou, para de certa forma mostrar que a amava. Iago não teve culpa, ele apenas mostrou toda a sujeira que era Otelo, que não era digno, ele só provocou a verdade. – Você quase gritou perante a sala quieta, sua professora estava tão vermelha quanto você achou que também estava.
– Já chega Srta. Berry, por favor, retire-se da sala, vou analisar seu trabalho escrito e não sua apresentação eloquente.
Você nem se deu ao trabalho de olhar para trás, apenas empinou o nariz e saiu porta a fora se controlando para não batê-la com a maior força que poderia. Sua respiração era descompassada e o peito subia e descia como se lhe faltasse oxigênio, um extinto assassino lhe possuía e a vontade de pular no pescoço daquela senhora era grande, por isso você achou melhor andar até o refeitório até ter certeza de que estava no controle do seu corpo outra vez.
– Rachel Berry, o que deu em você? – Uma voz familiar soou por trás de você, não precisou que se virasse, no segundo seguinte Kurt estava sentado na sua frente com a expressão mais assustada que você já vira no rosto dele. – Enlouqueceu? Sra. McKbelly vai querer o seu fígado agora.
– Aquela mulher só aceita o que convém a ela, ela não pode entender que nem todo mundo tem a mesma opinião?
– Não quando os maiores críticos de literatura do mundo dão a mesma opinião que ela.
– Não, o que todo mundo tem é preguiça de pensar por uma perspectiva diferente, se Sheakspeare pensa o mesmo que aquela velha não quer dizer necessariamente que todos tem a obrigação de ter a mesma opinião só porque ele escreveu a maldita obra. – Kurt lhe olhou boquiaberto sem dizer mais nada, você esfregou os olhos cansada, a semana não estava sendo fácil e a falta de noticias de Finn estava lhe matando.
– Acalme-se ok, vou pegar um copo de água para você. – Você assentiu enquanto ele levantava, água não era bem o que você queria, mas Kurt em sua frente estava lhe deixando atordoada. – Aqui está. – Depositou um copo de água gelada em sua frente, dane-se sua voz.
– Obrigada. – Você murmurou bebendo um gole do liquido transparente, a água lhe refrescou e você quase pôde se ver voltando a cor natural.
– Mais calma? – Perguntou preocupado.
– Sim.....Kurt, preciso que ligue para o Finn, eu não sei se é o meu celular ou o que, mais sempre que eu ligo cai na caixa postal.
– Rachel. – Me advertiu. – Você sabia que iria ser assim, você e Finn concordaram que não deixariam que nada atrapalhasse vocês. Ele precisa estar focado, assim como você.
– Já ta atrapalhando a partir do momento em que mês passado só veio 3 cartas, combinamos que estaríamos nisso juntos e eu cumpro com a minha parte, eu quero saber o que está acontecendo com ele...... agora Kurt. – Você ordenou e o Hummel apenas revirou os olhos pegando o celular, ele lhe olhou outra vez antes de discar o número e leva-lo ao ouvido, você percebeu que não demorou muito para que alguém atendesse na outra linha.
– Finn.... sou eu Kurt, é bom falar com você. – Kurt não tirava os olhos dos seus, você se sentiu tremer e um sorriso brotar em seus lábios, você estava ansiosa e podia sentir a adrenalina correndo pelas suas veias. – Tem alguém querendo falar com você. – Kurt te passou o telefone e você o segurou com as mãos trêmulas, ele pediu licença para deixar você a vontade e você agradeceu mentalmente por isso.
– Finn.... meu amor. – Você murmurou incerta.
– Rachel? – Ele parecia surpreso.
– Sim, quem pensou que fosse?
– Ninguém... apenas me surpreendi em estar te ouvindo, achei que nos falaríamos amanhã ou domingo.
– Eu sei, mais estou morrendo de saudades, mês passado só vieram 3 cartas e eu fiquei apavorada que pudesse estar acontecendo alguma coisa, tentava te ligar e nunca conseguia falar com você.
– Também tenho saudades Rach, a carta deve ter sido extraviada, lhe mandei 4 como sempre, e eu estive ocupado, só atendi ao celular agora porque vi que era Kurt e pensei que fosse alguma emergência com a minha mãe ou Burt, a gente só tem acesso a essas coisas final de semana.
– Eu sei, desculpe. – Você pediu arrependida, seu ultimo pensamento seria que a carta pudesse ter sido extraviada, mais acontecia. – Você está bem?
– Sim Rachel, não se preocupe.... olha, eu vou precisar desligar agora.
– Finn espere... eu.. eu só queria dizer que eu estou morrendo de saudades de você, não pensei que fosse tão difícil ficar longe, estou tendo um dia terrível, eu quase saí nos tapas com a professora.
– Tenha paciência ok? Eu preciso desligar agora.
– Tudo bem tudo bem, desculpe. Finn.... eu te amo meu amor, muito, eu te amo muito.
– Eu também te amo Rachel, te ligo amanhã ou domingo, até.
– Até. – Fim da ligação.
Alivio. Felicidade. São essas sensações que percorrem pelo seu corpo após a linha ficar muda. Um sorriso brinca em seus lábios, como sentia a falta de Finn. Claro, era bom ouvir a voz dele, saber que estava bem, dizer que o ama, mas havia também a parte em que te dava a sensação de vazio, a saudade que dilacerava, era algo que você ainda não conseguia lidar.
– E então, como foi? – Kurt apareceu em sua frente te despertando de seus pensamentos, tinha duas xícaras de café, você agradeceu com um aceno sorvendo um pouco do café fumegante e não evitou a careta, odiava o café daquele lugar.
– Bem, ele não podia falar muito, disse que me mandou a 4° carta sim e que provavelmente teria sido extraviada , não importa, estou feliz de ter falado com ele. – Você deveria ter um sorriso apaixonado no rosto vendo que Kurt também sorria pela sua felicidade.
– A senhorita pode se tranquilizar agora, certo? Finn ta confinado, a salvo e esperando o resto dos meses que faltam pra te ver, agora faça um favor a todos, tente não ficar pensando muito nisso, não estamos nem na metade do ano e você não está aproveitando, comece a sair comigo e Tracy e aproveita e tente tornar esses encontros com a Fabray frequentes, acho que faria bem a vocês duas.
– Acho que você tem um pouco de razão, to precisando mesmo de um descanso, e por falar em Quinn, não falei com ela hoje ainda.
– Estão trocando sms desde que se viram? – Kurt arqueou a sobrancelha.
– To me assegurando de manter contato com ela pelo bem da nossa amizade e desde que Quinn deixou de ser “a” Fabray, é agradável conviver com ela, ao menos eu não espero nenhuma ofensa em troca.
– Bom, melhor fazer isso agora, você ainda tem uns dez minutos antes do próximo horário. – Kurt avisou e você assentiu, sacou o celular e seus dedos não demoraram a digitar uma curta mensagem.
“Hey garota Yale, como está? Não tive noticias suas hoje. RB.” – Você voltou a conversar com Kurt sobre qualquer outro assunto, mas a resposta não demorou a chegar.
“Garota Yale? Decida-se Berry, já ouvi de você Q, Fabray e loira. Estou quebrada, literalmente e você? Estive ocupada hoje, o único tempo que eu tive disponível hoje é agora, almoçando batatas e bacon. QF.”
“Garota Yale é como te chamam por aqui. E você se esqueceu de Quinnie. Aposto que correu de um lado para o outro sem ter tempo de respirar, acertei? Estou bem Q. RB.”
“Nunca fui até aí e já sou tão conhecida assim? Que honra. Nunca mais repita esse apelido, mamãe já me traumatizou o suficiente com ele. Você é a droga do meu terapeuta por um acaso? Vai me contar o motivo do sms? QF.”
“Kurt fez um interrogatório, inevitavelmente você está bem popular entre meus amigos. Não, mais até meia hora atrás eu era você. Estou feliz apenas. RB.”
“Pare de me deixar curiosa Berry, já até larguei meu bacon suculento pra te dar atenção total.” QF.”
“Sorte a sua que meu bom humor é suficiente para eu não te dar um sermão via sms. Consegui falar com Finn, estava aflita e irritada, inclusive discuti com a minha professora sobre aquele ensaio sobre Otelo. RB.”
“Convenhamos que você discutir com um professor não é muita novidade. Eu estou feliz que você esteja mais tranquila após ter falado com ele Rachel. QF.”
“Eu quase voei no pescoço da professora, isso não sou eu, e sim a Santana se incorporando em mim, aquela mulher é uma ignorante. Finn e eu tivemos um pequeno impasse mês passado, te explico na terça-feira. Nos veremos, certo? RB.”
“Oh, isso sim eu vou querer saber. Falando em Santana, a verei no final de semana. Sim Rachel Berry, ainda nos veremos. XD QF.”
“Provavelmente ela vai me amaldiçoar, mais mande lembranças a ela, minha e de Kurt, e ele está lhe mandando beijos. Apenas para confirmar. RB.”
“Provavelmente sim, mais eu direi a ela. Mande beijos a Kurt também. Acabei meu almoço Rach, eu realmente preciso ir agora. QF.”
“Tudo bem, nos falamos Q. RB.”
“xXx. QF.”
– Vamos? Temos um dia cheio pela frente ainda. – Você desligou seu celular com um sorriso no rosto, não parecia muito, mais fazia uma boa diferença um único sms trocado com Quinn. Você olhou Kurt e abriu um dos seus melhores sorrisos, seu humor de volta ao normal, você estava preparada para enfrentar o resto do dia.
Notas finais
Reviews? Ahh e eu respondi alguns, podem ir ver. Outra vez, desculpem a demora, posto quando puder.
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