Codinome: Estrela da Noite
16 XVI
Notas iniciais
Ok, então Damian era, na verdade, Ibn, herdeiro do império maligno e nojento da lenda da vilania Ra’s Al Ghul. E ele gostava de mim. Pelo menos, era o que eu tinha entendido. Por que a dúvida entre ele gostar de mim ou não me abalou mais do que todas as outras coisas mencionadas? O que eu tinha que fazer naquele momento?
Depois dos raríssimos momentos a sós em que eu não era orgulhosa e ele não era tão cheio de si, minha mente e meu coração, por vezes ao vê-lo, palpitavam mais forte. Seria possível aquilo? Seria possível gostar de alguém como Damian?
Respirei fundo, tentando de alguma maneira encontrar palavras que não deixassem a situação tão constrangedora. Porém, atrás e mais distante de nós estava a nave tamaraneana que trouxera não somente meu pai e Superman de volta, como Estelar também. O que diabos ela tinha vindo fazer na Terra?
Explodir em raios, gritar para seres de outro planeta e sair voando sem saber para onde está indo seria adequado?
— Damian... Ibn... — Era impossível pronunciar aquele nome de maneira correta. — Eu... Realmente não sei o que dizer... — Admiti, virando-me em direção à Torre Titã. — Podemos... Conversar em um outro momento?
Sem que ele tivesse tempo para respostas, subi aos céus até mais ou menos a altura de sua cabeça. Eu não seria capaz de ouvir qualquer outra coisa que ele teria para me falar.
— Desculpa. — Sussurrei.
E então, fugi. Não para outra dimensão, como eu gostaria realmente que fosse, mas para a Torre Titã. Eu queria acertar minha cara com o mais forte dos tapas. Desde quando eu fugia dos problemas? Eu não tinha prometido ser mais forte do que isso?
Não. Eu já fugi demais. Eu precisava enfrentar os medos antes mesmo de me convencer realmente de que eu os tinha. Estelar e meu pai eram o primeiro passo. Tia Donna e o resto dos heróis estavam escoltando meu pai, o qual se encontrava em uma cadeira de rodas. Estelar, Superman e uma guarda que parecia ser típica da realeza de Tamaran seguiam logo atrás. Todos pararam para me olhar quando finquei os pés no chão, fazendo a área ao redor tremular um pouco.
Sem me importar com o que pensariam, corri até meu pai e o abracei. Ouvi uns estalos de ossos e uma risada abafada.
— Mar'i... — A voz típica do Batman estava ali, mas de maneira mais suave, plácida. Era a voz de Dick Grayson, era ele como ele mesmo falando. — Estou tão feliz em vê-la bem...
— Posso dizer o mesmo ou á muito na cara? — Voltei a abraçá-lo após rir um pouco junto com ele. Quando diabos havíamos feito aquilo? Todo o conceito de família veio aplicar-se a nós ali, depois de 19 anos de uma convivência distante, fria.
— Se sente melhor? — Perguntei, engolindo todas as lágrimas.
— Ainda sinto dores, mas nada que não me deixe dar conta. Clark que insistiu o uso da cadeira para "poupar minhas energias".
O rosto velho e cansado, porém feliz do Superman sorriu para nós dois, dando de ombros para as implicâncias de meu pai.
— Vocês sabem melhor do que ninguém que eu odeio atrapalhar esse momento, de verdade. — Tia Donna falou. — Mas nossa reunião é de total urgência. Precisamos ir...
— Tudo bem. — Confirmei com a cabeça, mesmo que a expressão de papai ao me ver saindo de seus braços quisesse me dizer o contrário. Virei-me e fui em direção a Estelar, olhando-a intensamente. — Mas ela vai comigo.
Todos, inclusive meu pai, ficaram um tanto quanto tensos. Obviamente havia ali segredos dentre outras coisas, como o fato de praticamente a grande maioria presente saber de toda a história que envolvia minha família, que vieram a acarretar suas expressões. Contudo, Estelar não se deixou abater. Olhou de mim para Donna e Mutano, em seguida, para meu pai, voltando novamente seus olhos sem íris nem pupila para mim.
— Tudo bem. — Disse depois de um tempo. — Siga-me. — Pediu, como se já soubesse exatamente o que eu queria fazer. Dando o mínimo de atenção aos guardas, grunhiu algo em tamaraneano como “cuidem do príncipe que retorna. Ficarei bem”. Eles obedeceram prontamente, pelo visto. Sem mais nem menos, ela levantou voo e eu fui logo atrás.
Nós voamos para sul e em linha reta, passando por cima de toda São Francisco, até que a entrada de Gotham pôs-se em nossa vista. Eu não quis perguntar o motivo da viagem, e por seu olhar sério, pude perceber que ela também não estava a fim de me responder.
O cenário tanto em São Francisco como em Gotham era devastador. Pingos de pessoas aqui e ali em uma catástrofe altamente destrutiva. De longe, bem ao longe mesmo, pudemos avistar um ser de capuz vermelho distribuindo comida em cima de uma moto. Aqui fez Estelar sorrir.
Paramos, finalmente, em cima de um prédio que por pouco não havia sido destruído. As estátuas em forma de gárgulas já não se aguentavam mais de pé, rachando uma por uma. Aquele lugar me era familiar de algum modo.
— Então... — Ela cortou o silêncio. — O que você quer?
— Saber sobre tudo. — Fui o mais direta possível. — Porque depois de tudo o que eu vi e vivi em Tamaran, sei que o que me contaram não é verdade, e você não tem coragem de mentir para mim.
Minhas palavras, de alguma forma, fizeram com que Estelar abrisse um sorriso sem dentes.
— Eu realmente não tenho. – Confessou, abraçando os próprios braços. – Não sei bem por onde começar.
— Comece por você e meu pai, ué. É por causa de vocês que estou no mundo. – Cruzei os braços. Não estava nem um pouco a fim de sentimentalismo. Ainda mais quando ela tinha me feito cruzar toda São Francisco para ver os desastres em Gotham.
— Eu conheci seu pai assim que cheguei na Terra, depois de fugir do exército da Cidadela.
— Ahn, é! Do seu precioso planeta natal que te expulsou sem mais nem menos. – Não queria me deixar levar pelas alfinetadas que poderia dar, mas não resisti. Contudo, tentei me conter ao máximo depois daquilo, principalmente quando percebi sua expressão triste e um tanto abatida.
— Eu era a segunda na linha de sucessão do trono de Tamaran. – Continuou mesmo assim. — Minha irmã, Komand’r, assumiria o planeta inteiro quando tivesse idade, mas ela, ao contrário de todos da espécie, não conseguiu aprender a voar de jeito nenhum. Os súditos acreditavam que Komand’r não era filha legítima de Tamaran e por isso, não a queriam como rainha. Eu acabei passando na frente dela... E foi ai que tudo começou a dar errado. – Suspirou, olhando mais para o chão do que para mim.
O mais revoltante é que eu não sabia de nada daquilo.
— Komand’r, tomada pela raiva e pela inveja, uniu-se ao povo da Cidadela. Eles sempre quiseram tomar o trono da família real. Tamaran quase sucumbiu nas mãos deles, mas um acordo foi selado para que tudo ficasse bem: Komand’r viraria rainha e eu teria de ser escrava da Cidadela.
— Seus pais te venderam?! – Não pude deixar de demonstrar minha raiva. Aquilo era um absurdo! A indignação foi tanta que cheguei a esquecer que eles eram, bem, meus avós!
— Não os julgue. – Pediu calmamente, como se aquilo não fosse nada. – Eles fizeram isso para o bem do reino. Enfim. Eu passei 4 anos da minha vida sendo torturada, abusada... – O embargo da sua voz sumiu após um tempo. – Até que finalmente consegui fugir e parei na Terra. Quando eu e seu pai nos encontramos pela primeira vez... – Seu olhar agora ia para o alto, para as estrelas, como se pudesse enxergar amor nelas. – Nós tivemos um Kalif’t.
— Significa laço? – Perguntei. Eu havia entendido perfeitamente bem a palavra tamaraneana, mas entender uma língua que eu nunca tinha falado antes até uma velha vir me beijar ainda era meio estranho.
— Sim. Você não...? – Mais uma vez, mais um suspiro. Bem mais triste do que os outros. – Não, ele não te contou. – Organizou-se mentalmente em segundos para voltar para sua história. – O povo de Tamaran é como o sol, Mar’i: ora explodimos, ora brilhamos mais fraco. A linha entre a razão e a emoção não existe em nossa anatomia.
— Então é daí que vem esse meu jeito impulsivo de ser. – Revirei os olhos.
— Perdão. Eu devia ter estado aqui para treiná-la e ensiná-la sobre isso... Mas não ache que isso é algo ruim. Quanto mais seus sentimentos se fizerem presentes e vivos como sua pele, você será cada vez mais forte. – Um sorriso se abriu em seus lábios, mas logo murchou. – Laço é quando as emoções de um tamaraneano se voltam totalmente para uma pessoa ou coisa. Geralmente ele é formado através do amor para depois envolver todos os outros sentimentos. Eu amei Dick Grayson desde o primeiro dia em que meus olhos pousaram em sua pessoa. Nosso laço é extremamente forte, e assim como todos os laços, eles podem até rasgarem, serem parcialmente apagados... Mas nunca podem ser esquecidos.
Estelar começou a andar de um lado para o outro do telhado do edifício.
— Problemas surgiram. Os Titãs ora acabavam, ora voltavam. Os inimigos ficavam mais fortes e nós, mais afastados. Sem falar que, quando seu pai me pediu em casamento... Sua tia Rachel, a Ravena, foi possuída pelo pai dela, o demônio Trigon, e tudo foi...
— Pelos ares. Dessa história eu sei. Garfield me contou. – Dei de ombros. Pelo menos daquilo eu sabia.
— Eu fui possuída por um dos demônios de Trigon e assim fiquei durante um bom tempo. Seu pai tentou me ajudar de todas as maneiras possíveis. Eu não o culpo, foi muito desgastante... Mas as coisas não estavam mais do mesmo jeito. Eu não aguentei mais ficar na Terra, então passei um tempo longe de toda minha vida com os Titãs. Me aliei a um outro grupo junto com Roy e um tio seu... Jason Todd. Depois vaguei pelo espaço e foi quando descobri que meu planeta não foi totalmente destruído e que ainda havia povo lá, e eles precisavam de mim! – Seu tom de voz aumentou. – Não quero que sinta pena de mim ou se force a entender as circunstâncias, mas Mar’i, a Terra foi o planeta que me acolheu quando ninguém me queria. Os Jovens Titãs eram, além de meus amigos, minha família! E essa família estava se despedaçando. A única coisa que me mantinha presa a este planeta era Dick Grayson. Ele disse que iria me esperar... Mas quando voltei para reassumir o manto de Estelar e reencontrá-lo... Ele...
— Bárbara, não é? – Perguntei, arqueando uma das sobrancelhas. – Ela não é lá uma madrasta tão ruim. Pra ser bem sincera, quase não a vejo na mansão. Meu pai e ela sempre foram discretos em seu relacionamento. – Não sabia se aquilo iria chateá-la, mas já que estávamos colocando as cartas na mesa....
Ela apenas balançou a cabeça antes de continuar.
— A Terra me acolheu muito bem, e tudo o que eu pude fazer para ajudá-la enquanto estava aqui, eu fiz. Tamaran é o meu verdadeiro lar, e apesar de tudo, eu ainda tinha obrigações como rainha. O povo não teve culpa de nada. Acabei descobrindo que seu tio e meu irmão mais novo, Ryand’r, estava vivo, e juntos, reconstruímos nosso planeta. Antes de eu ir embora, eu e seu pai... Bem... Talvez ele ainda estivesse mexido com o fato de tudo o que nos aconteceu no passado. Alguns meses terrestres após eu voltar para Tamaran, descobri que você estava dentro de mim.
Percebi que ela queria se aproximar, mas estava receosa em relação a isso. Dando de ombros, fui um pouco mais para frente. Estávamos somente a alguns palmos de distância. As suas mãos seguraram meus ombros delicadamente, e as lágrimas, antes bloqueadas por ela, agora contornavam suas bochechas.
— Saber que, apesar do meu laço ter sido um fracasso, ganhar um fruto de um amor tão puro e verdadeiro... Eu nunca me senti tão feliz em toda a minha vida, Mar’i. Mal podia esperar a hora de te ter em meus braços! Porém, não sabíamos nem que era possível uma tamaraneana e um humano terem um filho, quem dirá adivinhar como ele iria nascer! Tamaran ainda estava em períodos conturbados. Eu não poderia deixá-la viver uma vida que não era sua. Por isso eu e Dick achamos melhor criá-la na Terra. Eu tentei visitá-la em seus primeiros anos, mas as responsabilidades reais ficaram ainda maiores. Mar’i, eu sinto muito!
Um vento forte e frio soprou em Gotham, e foi assim que percebi que eu também estava chorando, talvez até com a mesma intensidade que Estelar. Meu rosto ficou tão cálido quanto a noite.
Eu cresci na mansão Wayne desde que me conheço por gente. Alfred, já tão no fim da vida, era o que tornava aquele lugar animado. As aulas particulares se tornaram um saco, e quando fui para a escola, devido aos meus traços meio alienígenas, fui vítima de xingamentos horríveis. Houve um momento em que me vi tão sozinha naquela casa quanto qualquer outra coisa, já que eu e Damian não nos batíamos e meu pai estava por ai salvando o mundo. Fazer faculdade de Direito para tentar seguir os passos humanos de meu pai não deu muito certo, e mesmo a desagrado dele, tornar-me heroína foi um fracasso ainda maior. Tanta coisa na minha vida podia ter sido diferente se eu soubesse de tudo aquilo, mas nunca soube de nada.
Tentei, durante os pouco tempo entre as falas de Estelar, procurar o porquê de toda aquela omissão envolvendo minha vida e tudo em volta. Era claro os ressentimentos de meu pai em relação a Estelar, apesar de, pelas palavras da mesma, não haverem sentimentos para que isso acontecesse. Talvez fosse por isso? Por Dick Grayson achar que, por ter ganho o direito de ficar comigo, poderia fazer com que eu pensasse do jeito que ele quisesse?
Eu sabia que meu pai tinha outros “meio-irmãos”, como o próprio Damian, tio Tim – que aparecia raramente, e claro, também conhecia a famosa história do Robin morto em ação pelo temível Coringa, Jason Todd, contudo, não sabia que ele ainda estava vivo, muito menos que havia feito parte de um time junto com Estelar e Roy. Todas aquelas revelações vieram como pequenas balas perfurando meu corpo, e eu não sabia mais ao certo se queria continuar com a história. Só me fazia mal. Saber que passei tanto tempo odiando uma pessoa que não teve, necessariamente, culpa de nada.
— Ter te deixado aqui, sem aparecer ou dar explicações foi a coisa mais difícil que eu já tive que fazer. Não houve nem sequer um dia em que eu não pensasse em você, Mar’i.
Então, meus sentimentos e razão eram uma coisa só e isso me faria mais forte, por mais que parecesse o contrário? Não parei para pensar no que seria lógico, só fiz o que tinha que fazer e esperava agir daquele jeito de agora em diante. Sem perceber, eu estava me tornando uma pessoa melhor, uma heroína melhor.
Abracei Estelar com todas as minhas forças, e ela retribuiu, ainda mais forte e quente. Eu finalmente havia ganho uma mãe, depois de 19 anos de espera, de dúvidas, e de ódio.
— Me perdoe por tudo, por favor... Eu só precisava de respostas... – Implorei aos soluços.
— Tudo bem, minha Mar’i. Já passou. – Acariciou meus cabelos docilmente e me encarou, dando o mais lindo dos sorrisos, muito parecido com o meu, aliás, que foi a resposta para o seu.
— Por que viemos para cá? – Perguntei, afastando-me um pouco para poder enxugar as lágrimas.
— Foi neste lugar em que descobri que seu pai havia assumido o manto de Batman. Apesar de não ser uma boa lembrança, gosto daqui. – Admitiu. – E vamos, eu preciso te dar uma coisa.
Arqueei as sobrancelhas, contudo não questionei. Em questão de segundos, já estávamos voltando para São Francisco novamente.
A nave na qual Estelar usara para vir até a Terra era grande e bastante tecnológica, o que me fez pensar o quão avançado era o povo de Tamaran. Povo esse o qual, tecnicamente, eu poderia governar um dia? A pergunta passou raspando pelos meus pensamentos, mas logo morreu. Bem no fundo da nave, mais para a parte de cargas e coisas do tipo, Estelar tirou de lá uma caixa do tamanho da minha cabeça.
— Eu sei que não tenho o mesmo talento para fazer uniformes como Victor tinha... – Foi estranho ver Estelar falando de Cyborg no passado. Era como se a dor fosse tão recente, pesada e estranha ao mesmo tempo. Ele nunca poupou elogios em relação a ela, a amizade deles realmente devia ter sido muito forte. Queria poder confortá-la de algum jeito. – Mas eu usei este em uma operação militar em Tamaran há 10 anos atrás. Espero que goste.
Ajoelhei-me e pus a caixa na minha frente para poder analisar melhor o “presente” que havia ganho. Era um maiô roxo com um decote que ia até o umbigo, mas este era todo revestido com placas de algo que parecia metal. Mangas longas e volumosas terminavam justamente na parte dos pulsos, onde dois braceletes, do mesmo material do decote, davam o acabamento. Botas do mesmo tecido e placas alongavam-se do fim dos joelhos para baixo, e algo bastante similar a uma burca – mostrava todo o rosto e não era feita de tecido – de metal com uma estrela roxa no centro da testa fazia parte do conjunto. Tudo maravilhosamente lindo, poderoso. Encarei-a com o mais verdadeiro e agradecido dos olhares.
— Vai servir direitinho, aposto. – Comentei, guardando tudo na caixa.
— Sei que não é o melhor presente para alguém que fará aniversário amanhã. Prometo que irei compensá-la um dia. – Piscou para mim.
— Hey! Você lembra? – Tentei amenizar a felicidade, mas foi quase impossível.
— Como eu iria esquecer do dia em que minha preciosa veio ao mundo? – Tocou meu ombro. – 20 primaveras terrestres, certo?
— Sim. – Confirmei com a cabeça, rindo um pouco da terminologia. – Você... Ficará aqui até amanhã?
A felicidade pareceu morrer dentro dela.
— Eu gostaria tanto, Mar’i... Mas já vim para Terra ao contragosto do povo e de meu irmão. Depois da batalha contra os Psíons, Tamaran quase sucumbiu novamente. Eu preciso voltar o mais rápido possível... – Com o dedo, estendeu meu queixo o suficiente para que pudesse encará-la. – Mas eu te prometo que estarei muito mais presente em sua vida. Por favor, venha me visitar. Serás bem vinda sempre que puderes e quiseres.
Meu lado maduro e abalado emocionalmente concordou com tudo o que ela disse ao ponto de realmente mostrar que não havia me importado com aquilo, mas a outra parte só queria chorar e se lamentar. Se fosse para fazer a segunda parte, portanto, faria depois, quando ninguém estivesse me vendo.
— Agora preciso ir para a reunião. Me acompanha até a sala? – Perguntou ela, erguendo o braço para que eu laçasse o meu ao seu.
— Sim! – Exclamei, fazendo o sugerido. – E no caminho você pode começar a me contar que história é essa de você ter namorado Roy Harper.
Sua risada fez tudo ao redor parecer melhor e mais quente. A risada
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