Codinome Beija-flor
5 Pra que mentir, fingir que perdoou? Parte 2
Notas iniciais
– Beija-flor... — Eles estavam completamente nus. O Roberto, e o grande amor da minha vida, a Beija-flor. Parece que ambos acabando tendo a mesma ideia, fugir das dores vindo pra São Paulo.
Ele estavam sobre a mesma cama...
– Cazuza... — E ela olhou para mim, igualmente surpresa.
Eu desci novamente as escadas do apartamento, e eles rapidamente colocaram uma roupa, e foram atrás de mim. O Roberto não entendia nada dessa tal situação.
– Caju, me perdoe... — Ela disse e eu não conseguia entender o porquê. Fui eu quem errou desde o começo, eu que fiz a minha vida desabar.
– Lhe perdoar, beija-flor? — E acendi um cigarro.
– Soube que você veio pra São Paulo, acabei vindo até aqui. Queria pedir desculpas pela forma que lhe tratei, pela forma que tudo acabou... O amor nos corrompeu, mas ainda queria ser sua amiga, Caju... Não queria perder alguém como você.
Eu gargalhei.
– ENTENDA, BEIJA-FLOR. EU SOU O ERRADO, EU QUE ESTRAGUEI MINHA VIDA, SUA VIDA. EU QUE PRECISO DE PERDÃO, mas acho que ele nunca vai ser totalmente real.
– Eu lhe perdoou, Caju. Lhe perdoou por tudo que você acha que fez, e até pelo que pensou em fazer. Na verdade, nunca ouve magoa.
Chorei, chorei, chorei.
O Roberto finalmente entendeu que ele se relacionou sexualmente com o amor da minha vida. E então, ela veio correndo até mim, e permitiu que eu chorasse em teus ombros. Talvez tenha me libertado da culpa que carregava... Mas não acreditei por completo. Eu, sempre tão errôneo, conseguiria o perdão assim, tão fácil?
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