Codinome Beija-flor
4 Pra que mentir, fingir que perdoou? Parte 1
Notas iniciais
5 anos se passaram. Fui morar em São Paulo. É, eu resolvi abandonar tudo, simplesmente não queria mais sofrer. Consegui um pequeno apartamento, o qual divido com um amigo que conheci logo que vi morar aqui. Isso tudo me faz sentir mais jovem, e algumas vezes até mais forte.
– Cazuza, já conheceu alguma gostosa por aqui? — Ele não sabia da minha experiência amorosa anterior, e pouco sabia sobre a minha beija-flor.
– Conheci moças exuberantes, muito chamativas! Mas, no sentido de ter alguma relação superior à amizade, nenhuma, Roberto...
– Haha, pobre Caju! Conheci uma bela moça por esses dias, acho que talvez tenhamos alguma coisa.
Aquela conversa não estava me fazendo bem. Não conseguia parar de pensar na minha beija-flor (a única que realmente amei). Fui pra cozinha, beber.
[...]
Acordei com a luz do sol no meu rosto, e a velha dor de cabeça que era minha companhia quase todas as manhãs. Sai de casa, fui para uma praça ali perto: eu, minhas carteiras de cigarros, e minha cachaça.
Acabei fumando mais do que devia, e bebendo apenas uma dose. Voltei para casa, queria dormir e descansar da vida. Fui então até o apartamento, e tive receio ao abrir a porta...
– Roberto... — Eu preferia morrer do que viver com a ideia de que seria condenado a viver pra sempre com aquela imagem na minha mente... Ah, novamente voltaria o meu tormento.
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