Code L.U.C.Y
13 Passado Parte 7
Notas iniciais
Lucy estava radiante. Seu final de semana havia sido maravilhoso, e não podia estar mais animada para ir pra escola e rever Skytte e Seth, quem ela considerava seus amigos. Seus únicos amigos.
De repente um balde de água fria a acerta. Literalmente. Caiu de uma das salas do segundo andar. Olhou para cima e não viu ninguém. Ficou ensopada. Entrou na escola, todos a olhavam, seus cabelos estavam pingando deixando um rastro de água por onde passava. Assim que viram o estado dela, Skytte e Seth se aproximam.
—Que merda aconteceu com você Lucy?- Skytte perguntou indo até o armário com ela.
—Acho que alguém derrubou água sem querer de alguma sala do segundo andar...- Disse rindo sem graça.
Seth e Skytte se encaram. Duvidavam que alguém derrubaria aquilo por acidente no exato momento que Lucy está passando.
—Você tem roupa extra no seu armário?- Seth pergunta preocupado com o estado dela.
—Roupa extra?- Fala pensativa.- Não, não tenho educação física hoje, então não achei necessário trazer...
—Toma...- Seth disse entregando uma camiseta que ele tinha no armário.- Não vamos arriscar que você fique gripada de novo.
— Tá, obrigada... — Ela fala indo se trocar.
— Você sabe que não foi acidente...- Seth disse sério depois que Lucy saiu.
—Eu imaginei...-Cogitou Skytte.- Porque eles continuam fazendo isso?
—Eu não sei. Mas acredito que a sua perseguidora, a Ivy, tem algo haver com isso.
Antes que pudessem continuar, Lucy volta. A camiseta era comprida e cobria o shorts que ela usava, fazendo parecer que só usava aquilo. Seth e Skytte coraram na hora. Lucy parecia não perceber, mas aquilo não era uma roupa muito apropriada.
—Ahn...- Seth tenta falar alguma coisa. – Acho melhor pedirmos uma roupa na enfermaria.
—Porque?- Perguntou confusa- Ficou estranho?
—Não...- Skytte disse.- Só acho que chamara a atenção, por estar um pouco curto...
— Mas eu estou de shorts — Disse mostrando o shorts embaixo da camisa.
— Apenas, obedeça a gente e vá para enfermaria!- Fala vermelho.
........................................................................................................................
Aquele não foi o único “incidente” que Lucy sofrera. Todo dia pelo menos uma coisa acontecia. Ovos e farinha caiam bem na hora que ela passava, insetos saiam do seu armário, os pneus da sua bicicleta furavam e mais uma série de infortúnios aconteciam do nada. Lucy tentara se adaptar, trazia roupas extras, dinheiro para ônibus, toalhas e lencinhos tudo para passar por aquilo como se não fosse nada. Mas até mesmo ela percebia que algo errado estava acontecendo.
Skytte e Seth evitavam deixar ela sozinha, mas sempre que se afastavam cinco minutos, algo ocorria com Lucy. Já estavam de saco cheio daquelas brincadeiras de mau gosto. Skytte tentara falar com o diretor, os professores e qualquer outro responsável mas eles não faziam nada. Diziam que não se passavam de “acidentes” infelizes e que eles não tinham como provar o contrario.
Até falou com Ivy, perguntando se ela era a responsável por tudo aquilo. Mas ela negara dizendo que não era a única que não gostava da Lucy. E que o melhor que ele podia fazer. Para o bem dela, era se afastar.
Por mais que se sentisse culpado, Skytte não conseguia se afastar. Seth e Skytte queriam ajuda-la, porém Lucy dizia que não precisavam se preocupar. Ela continuou dando aulas, as vezes em sua casa ou na biblioteca, e por mais que tentasse parecer normal, Skytte percebia que ela se sentia perdida. Sem saber como agir ou como encarar tudo aquilo. Então, naquele momento, a única coisa que Skytte e Seth poderiam fazer era apoia-la e anima-la. E em meio a todos aqueles infortúnios a amizade entre eles só crescia.
Lucy criou o habito de entrar com um guarda chuva aberto na escola, para garantir que objetos estranhos não caissem nela. No entanto, para sua surpresa, aquela manhã nada caiu nela. Correu até seu armario, onde encontrou Skytte e Seth a esperando.
—Olha só!- Disse animada.- Estou limpa. Minha bicicleta está intacta. E agora...- Falou fazendo suspense para abrir o armario.- Nada no meu amario. Eu sabia que hoje séria um dia bom!
—Não devia levar isso como um jogo de sorte ou azar...- Skytte falou.
— Não estrague meus pensamentos positivos.- Falou sorrindo satisfeita por não ter nenhuma “surpresa” hoje.
— Isso mesmo.- Seth falou abraçando ela por trás.- Vamos encarar hoje, como um dia agrádavel.
— Tá...- Skytte disse tirando o Seth de Lucy- Agora para de se aproveitar dela.
—Okay, okay...- Disse rindo.- Agora vamos para a sala.
Foi só abrir a porta para o sorriso de Lucy desaparecer. Na lousa estava escrito varios xingamentos.Piranha, oferecida, prostituta, vadia e outras coisas se referindo a ela e sua família. Seth correu para apagar tudo aquilo. Ela fingiu não ter visto nada e foi se sentar.
Sua mesa estava destruída, escreveram e desenharam coisas horríveis com compasso.Em cima dela havia uma caixa cor de rosa com lantejoulas e um bilhete. Algo lhe dizia que Skytte e Seth não deveriam ler o que estava escrito então o tirou e o guardou rapidamente no bolso. Lucy abre a cautelosamente a caixa. Ela grita.
Skytte e Seth correm pra ver o que acontecia. Havia um pássaro morto dentro da caixa. Lucy estava em choque, não esperava que chegassem tão longe. Suas pernas quase perdem as forças, Skytte a apoia. “Porque estão fazendo isso? O que eu fiz?” ela não queria admitir, mas estava assustada.
Skytte fecha a caixa rápidamente. Os alunos já haviam entrado e agora todos estavam murmurando sobre o ocorrido. Lucy parecia não estar ali, seus olhos estavão distantes.
—Tira isso daqui. — Fala para Seth.
Ele pega a caixa e sai da sala. Skytte pega Lucy pelo braço e a leva para corredor.
—Lucy...- Ele sacode ela preocupado.- Lucy!
—Oi?- Ela responde ainda atordoada.
—Por favor se acalma.- Skytte olha nos seus olhos- Eu prometo que não vou deixar nada acontecer com você.
—Obrigada...- Fala se esforçando para parecer melhor.- Eu vou no banheiro...
—Lucy...
Ele a chama, mas ela segue em frente. “Alguém está fazendo Lucy se sentir mal. Alguém está assustando e ameaçando ela. E eu não vou perdoar esse alguém.” Pensou entrando na sala furioso.
—Vocês estão felizes com essa putaria?!- Falou na frente de todo mundo. — Porque insistem em infernizar a vida de uma pessoa que nunca fez nada pra ninguém?! Só porque eu fazia isso?- Continuou cada vez mais bravo. Todos olhavam para ele. — Se existe algo que eu me arrependo mais do que tudo, é ter sido injusto com Lucy Reine. Mas quem é mais estúpido? O idiota que fez besteira ou as pessoas que o copiam e continuam comentedo o mesmo erro?!
Ninguém respondeu. Ele pegou a mesa rabiscada de Lucy e trocou com a sua, enquanto todos o encaravam em silencio. Sentou-se e fingiu que não via todos os olhos em cima dele.
........................................................................................................................
Lucy lavava o rosto no banheiro. Tentava se acalmar. Respirou fundo e pegou o bilhete no bolso. Lá estava escrito em letras de formas:
Espero que tenha gostado do presente. Se quiser me agradecer encontre-me no terraço hoje depois das aulas.
PS: Venha sozinha
Estava com medo de ir. Mas essa era a única chance que teria de descobrir porque tanto ódio. Não contaria para o Skytte, nem pro Seth, eles já tinham se preocupado demais com esse assunto. Iria resolver isso sozinha.
Voltou para a sala e viu que Skytte havia trocado as mesas. Lucy olhou confusa para ele, que apenas sorriu amavelmente. Isso ajudou a reforçar seus pensamentos “Não quero mais que ele se sacrifique por minha causa.” Apartir daquele dia não iria mais ser tão dependente. “Vou resolver por minha conta.”
........................................................................................................................
As aulas terminam, antes de ir para a parte de trás da escola, Lucy puxa Skytte para conversar.
—Lucy?! — Falou surpreso.- O que foi? Aconteceu algo?
—Não...- Disse rindo da reação do garoto.- É que hoje não vou poder te dar aula.
— Tudo bem. Mas, porque?
—É que minha...- Tentou pensar em alguma mentira.- Minha mãe pediu para eu fazer um favor pra ela.
— Entendo.- Falou desconfiado, mas resolveu não insistir.
—Bem...- Lucy disse aflita.-Então eu vou indo. Até amanhã.
Lucy sai correndo sem dar tempo de Skytte se despedir. Ele sabia que algo estava acontecendo, e o fato de Lucy não querer lhe contar o preocupava mais ainda. “Ela não confia mais em mim?” pensou. Seguir ela séria o jeito mais facil, porém ela logo perceberia e provalvelmente ficaria brava.
Então decidiu tentar arrumar alguma informação com o pessoal do time de futebol. Assim que o viram entrar no campo todos os olharam espantados. Depois de tudo que acontecera aquela manhã não esperavam que Skytte aparece-se por lá.
—Olá...- Disse indiferente.
—Skytte!- Hugo falou feliz em ve-lo- O que aconteceu? Não aparece mais para os treinos.
—Eu meio que estou com a corda no pescoço por causa das minhas notas...- Respondeu sínceramente.
—Então vamos aproveitar que está aqui e vamos jogar.- Disse já começando a separar os times.
—O Seth não está aqui?- Perguntou ao perceber que o amigo não estava no treino.
—Não, disse que não estava muito no clima.
—É... Não foi um dia agradável como esperávamos...- Murmurou para si mesmo.
Eles começam a jogar. Logo no começo o time de Skytte já estava ganhando de 2 á 0. Jogam por algum tempo. Durante a partida decide fazer algumas perguntas, mas ninguém sabe de nada com relação às coisas que aconteciam com a Lucy.
Obviamente o time de Skytte ganhou. Hugo parece decepcionado.
—Hoje não é um bom dia pra você, não é Hugo?- Toby começa com os seus comentários inoportunos.- Primeiro leva um fora da Ivy, e agora perde de lavada para um cara que não treina faz tempo.
—Não levei um fora!- Hugo disse corado.- A Ivy ia ter que ficar até tarde na escola...
—Como?- Skytte pergunta. A Ivy ficando mais tempo do que o necessário na escola, com certeza era algo suspeito
—Ela me disse que tinha que conversar com alguém. Que resolveria um problema de uma vez por todas...-Hugo disse.- Então não foi um fora, ela só estava ocupada...
Ao ouvir aquilo Skytte se despede deles e vai correndo para escola. Algo lhe dizia que Ivy e Lucy em um mesmo espaço sem testemunhas seria perigoso.
........................................................................................................................
Lucy abriu a a porta do terraço devagar. Entrou silenciosamente, o vento estava forte e o céu estava cinza, como em toda boa cena de suspense. Ivy observava a paisagem com um sorriso no rosto.
—De certa forma eu já esperava que você fosse a responsável por toda essa bagunça. -Lucy disse ríspida.
—Eu? A responsável? Está muito enganada... -Falou se aproximando de Lucy. — A responsável por tudo isso é você.
—Não fui eu que coloquei um pássaro morto na mesa de alguém. — Lucy estava séria. Queria respostas.- Porque faz isso? O que eu fiz pra você? Porque me odeia tanto?
—Por quê? Por quê?!- Falou cada vez mais brava. — Você está tentando roubar o que é meu.
—Eu não roubei nada... — Disse perplexa.
—Nada! Você sabe o quanto eu me esforcei para ser bonita? Para virar popular? Só para chamar a atenção de Skytte...- Falava desesperada.- Eu sempre amei ele. Desde pequena... Eu estava decidida que algum dia ficaríamos juntos. Eu fazia de tudo só para ele me olhar...
Ela encara Lucy com um olhar mortal.
— Ai vem você... Assim que entra na escola, você simplesmente ignora ele. Skytte começa a tentar chamar sua atenção.Mas você fingia que não ouvia. Enquanto era só provocações e deboches eu podia aceitar... Então começou a vir os olhares.- Lagrimas começam a rolar pelos olhos de Ivy — Os olhares que ele lhe dava... Eram tão injusto... – tentava secá-las -Skytte sumia no intervalo e eu sabia que ele ia atrás de você. Ele começou a te chamar pelo nome e a te defender.
Ivy cai de joelhos chorando.
—Porque ele só faz isso com você? Isso é tão injusto... Porque ele não olha para mim? Eu me esforcei tanto... Porque ele não fica mais comigo? Eu sou uma garota bonita...
Ivy havia surtado. Lucy sentia pena dela. Era só uma garota mimada de coração partido. Isso não justificava suas ações, mas Lucy não conseguia deixar de ter pena.
— Eu sinto muito...- Lucy disse se agachando em frente á Ivy e acariciando a sua cabeça.
— Não me toque! — Deu um tapa na mão de Lucy. — A culpa é toda sua!
—Não, Ivy. A culpa não é minha. A culpa não é de ninguém.
— Se afaste dele! Se afaste de Skytte e devolva-o pra mim. — Ela gritava alucinada de raiva. — Nunca mais se aproxime dele.
—Não. – Lucy se levantou e respondeu calmamente.- Não posso me afastar. Ele é importante para mim.
— Skytte vai acabar se machucando por sua causa.- Ameaçou.
— Se você o ama tanto quanto afirma...- Disse confiante.- Tenho certeza que não ousaria tocar em um fio de cabelo dele.
—Então saiba que apartir de agora as coisas só vão piorar para você Lucy Reine.- Disse pronta para sair pela porta mas Lucy segurou o braço dela.
—Você pode me ameaçar o quanto quiser...- Sussurrou no ouvido de Ivy- Mas repense um pouco as suas ações... Você acha que Skytte gostaria de uma garota que faz esse tipo de coisa? Acha que ele se apaixonaria por alguém que machuca, ofende e ameaça os outros? Porque se for o Skytte que eu conheço, isso nunca aconteceria.
Lucy deixa Ivy no terraço e sai andando. Realmente odiava esse tipo de situação, mas Ivy tinha que tomar um choque de realidade. Talvez isso não fosse o suficiente. Na verdade Lucy começa a achar que o que Ivy realmente precisa é de um bom psicólogo.
Descia a escada deprimida, “Será que devo contar para Skytte o que aconteceu?” pensou antes de sentir alguém a empurrar. Lucy perde o equilíbrio. A última coisa que vê são os degraus e então tudo fica escuro.
Ivy sorri ao ver o corpo de Lucy rolando escada abaixo. Não podia dar as últimas palavras á Lucy que nem havia feito aquele dia. Correu atrás dela para retrucar. E a encontrou distraída, tão indefesa, descendo a escada. Tomou impulso e a empurrou.
Quando havia percebido o que tinha feito, já era tarde demais. O corpo de Lucy estava estendido no chão, imóvel. O piso em volta da cabeça ficou manchado de sangue, Ivy não conseguia olhar. Não queria ver se Lucy estava viva ou não, apenas saiu correndo desesperada, fugindo da cena do crime.
........................................................................................................................
Skytte corria. Imaginava que elas estavam no terraço. Se Lucy tivesse lhe contado que iria falar com Ivy teria impedido, ou pelo menos teria ido com ela. Sentia que algo estava errado. Por algum motivo cada vez que se aproximava mais da escadaria que dava no terraço, mais medo sentia.
E então seu corpo congelou. O corpo de Lucy estava jogado no chão. Havia uma poça de sangue em volta da sua cabeça. Lançou-se no chão e a pegou no colo, estava gelada. Tinha um ferimento na cabeça e seu tornozelo esquerdo estava inchado.
Entrou em pânico. Não conseguia controlar as lagrimas que saiam de seus olhos e pingavam no rosto da garota desacordada. Sentiu o coração dela batendo, e apesar de fraca, ainda respirava. Aquilo o aliviou instantaneamente. Lucy estava viva, a sua Lucy estava viva. A abraçou e levou ela rapidamente para enfermaria.
A enfermeira ficou surpresa, mas ao ver o desespero do Skytte, apressou-se em acudir Lucy. Pediu para ele chamar uma ambulância e começou a fazer exames nela.
—Sorte que não é nada grave... — Disse suspirando aliviada. — Foi só um corte na cabeça e um tornozelo torcido. De qualquer forma ela tem que ir para um hospital, já que ainda está desacordada...
—Obrigado.- Skytte sentia que havia perdido pelo menos uns dez anos de sua vida.
— Conte-me...- Falou curiosa.- O que aconteceu?
—Ela me dá aula de reforço...- Pensou em como explicar.- Mas hoje ela cancelou porque tinha outra coisa pra fazer. No começo eu ignorei, mas enquanto jogava com meus amigos fiquei sabendo que ela havia voltado para escola. Fiquei preocupado porque recentemente ela tem sofrido alguns atentados. Hoje mesmo deixaram um passaro morto na sua mesa. Então voltei e a encontrei no chão...
—Pobre Lucy...- Respondeu triste.- Não consigo entender porque implicam tanto com ela.
— Você a conhece?- Skytte falou surpreso.
— Sim.- Disse sorrindo.- Ela sempre me ajuda quando estamos muito lotados, normalmente em época dos campeonatos.
— É bem a cara dela fazer isso...- Fala observando Lucy na maca.
A ambulância chega e a leva para o hospital. Skytte é obrigado a ter que contar o que aconteceu para o diretor, a senhora Reine e mais meia duzia de pessoas curiosas.
Skytte nunca havia visto a senhora Reine tão perturbada, normalmente ela era a personificação da calma, mas no momento estava andando de uma lado para o outro esperando notícias do medico.
—Senhora Reine?- Fala sorrindo.- Sua filha está bem.
— Graças a Deus...- Disse sentando-se.
— Como a enfermeira havia dito, foi somente um corte na cabeça e um tornozelo torcido. Os testes dos exames não deram nada e ela já acordou. Sem nenhuma sequela.
Ao ouvir aquilo a senhora Reine e Skytte entram correndo no quarto que Lucy estava.
—Filha!- Sua mãe a abraça.
—Calma... — Disse sorrindo. — Eu estou ótima.
Seus olhos se encontram com os de Skytte.
—Lucy... — Ele fala se aproximando da cama. — O que aconteceu? Quando eu cheguei você estava caída e...
— Eu tropecei. — Disse interrompendo-o. — Fui tomar um ar no terraço e quando voltei tropecei nos meus próprios pés.
Lucy sorriu sem graça. Skytte sabia que era mentira, porém não forçaria ela a contar algo que não quisesse. Tomado pelo impulsso Skytte a abraça.
— Por favor não me preocupe desse jeito...- Sussurrou em seu ouvido.
Depois que se afastou Skytte percebeu o sorrisinho malicioso da mãe de Lucy e logo em seguida os dois coraram.
Aparentemente a cidade inteira queria ir visitar Lucy, trazendo flores, doces e bichinhos de pelucia desejando melhoras. Lucy os acalmava dizendo que não foi nada grave. Porém, numa cidade pequena como aquela, aparecer uma ambulância na escola para levar Lucy causou mais comoção do que deveria.
Seth fez um escândalo quando viu a cabeça enfaixada de Lucy. Ouviu o que tinha acontecido e foi correndo até o hospital ver o estado dela. Obviamente Skytte teve que tirar ele de cima da Lucy o que gerou uma discussão que só acabou quando os dois foram expulsos do hospital.
Naquela mesma tarde Lucy teve alta. Apesar de ter que andar com uma muleta, estava apta a voltar a vida normal de sempre.
Fale com o autor