Code L.U.C.Y
9 Passado Parte 5
Notas iniciais
Uma semana se passou. Skytte e Lucy continuaram a sua rotina de estudo, toda segunda, quarta e quinta. Não conversavam na escola. Lucy estava ansiosa para que o final de semana chegasse logo e eles fossem para o parque. Skytte também, apesar de estar irritado por não poder ir ao terraço para lanchar com Lucy.
Lucy comia seu lanche tranquilamente quando de repente alguém abre a porta do terraço. Ela se virá pensando que era Skytte mas surpreende-se ao ver Seth a encarando confuso.
—Desculpa pensei que estava vazio...
—Tudo bem...
Ele se virá para sair mas Lucy o impede.
—Pode ficar se quiser. Ninguém sobe até aqui sem um bom motivo.
—Obrigada.
Ele fala e se senta a uma certa distancia dela.
—Quer conversar? — Ela disse sem saber como agir. Não estava acostumada a puxar assuntos, mesmo com pessoas que já havia conversado, como o Seth.
—Acredito que ficar em silencio agora seria um pouco constrangedor.
—Concordo. — Disse sorrindo. — Então... Porque veio até aqui?
—Estava chato lá em baixo.
—Não é mais chato ficar sozinho?
—As vezes não...- ele olha para ela.- É aqui que você vem para não ser incomodada?
—Sim, além disso aqui é mais fresco e a vista é legal.
—Na verdade é uma vista bem normal...
—Claro que não! — Ela se levantou atônita. — Olha só pra isso...
Contrariado Seth se levanta e vai até ela.
—Não vejo nada demais...
— Meu deus não seja tão sem imaginação. — Disse rindo. -Não se trata só da vista, mas sim da historia que ela conta. Veja só... — apontou- Daqui dá para ver a padaria do senhor Lorenzo que insisti em dizer que aprendeu culinária em Paris apesar de todos sabermos que ele nunca saiu daqui. — continuou. — Ali fica um barzinho bem conhecido da cidade, o ponto favorito do Cornelius, um senhor de oitenta e poucos anos. Todas as noites as pessoas se reúnem a sua volta para ouvir suas previsões sobre os resultados dos jogos que, por incrível que pareça nunca erram.
Lucy continuava contar sobre vários lugares da cidade e suas historias. Seth ouvia atentamente e de vez em quando ria dos comentários da garota.
—Sabia que aquela arvore é a mais velha da cidade? Nela tem mais de 300 nomes entalhados, incluindo o meu e o da minha mãe. — Disse sorrindo. — Aquele prédio ali, um dia foi uma fabrica de macarrão instantâneo, mas a esposa do dono, durante uma discussão acabou incendiando tudo. Quando lhe perguntaram o motivo da briga ela respondeu que não aguentava mais o marido mão de vaca lhe obrigar a comer miojo.
E assim eles passaram o restante do intervalo.Quando o sinal tocou, Seth se virou para Lucy e perguntou.
— Tudo bem se eu vier aqui de novo amanhã?
—Claro! — Lucy disse. — Vou ficar muito feliz de ter companhia.
—Então até amanhã.
Eles voltaram para a sua sala. Seth pela primeira vez em muito tempo estava satisfeito com a escola, finalmente havia encontrado alguém interessante para conversar. Lucy era engraçada e parecia sempre ter algo para dizer.
Quando olhou para o lado viu Skytte lhe encarando com uma cara esquisita.
—Que cara é essa?
—Não é a minha cara é a sua...- Disse franzindo a testa.- Você está sorrindo.
Na mesma hora o sorriso do rosto de Seth desaparece.
—Melhor assim?
—Tanto faz... A proposito aonde esteve no intervalo?- Skytte pergunta.
—Em nenhum lugar importante...- Disse tentando não contar sobre a Lucy.
—Sei...
A conversa termina. Porém Skytte percebe que Seth não parava de encarar a Lucy. “Que merda está acontecendo aqui ?” Pensou.
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Depois das aulas Skytte não conseguiu criar coragem para perguntar a Lucy sobre o Seth. Mas Lucy percebeu que ele estava nervoso, quase não dirigiu nenhuma palavra para ela, só respondia as suas perguntas e a contra gosto.
Quando ela perguntou se ele estava bem ele respondeu friamente com um “Não é da sua conta.” Aquilo há deixou um pouco triste, mas ela pensou que talvez ele só estivesse tendo um dia ruim.
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Na manhã seguinte Skytte continuava frustrado, não conseguia entender porque a ideia de ver a Lucy com outro cara lhe perturbava tanto. Dessa vez estava determinado a conversar com ela no intervalo.
Quando tocou o sinal, ele esperou um tempo para pensar no que ia falar e então subiu para o terraço. Assim que chegou lá viu uma cena que não lhe agradou nem um pouco.
Lucy e Seth sentados um do lado do outro, próximos demais na opinião de Skytte, conversando e rindo animadamente. Lucy virou-se para trás ao ouvir a porta, ficou feliz ao ver Skytte mas seu sorriso logo desapareceu ao ver a expressão dele.
Seth seguiu o olhar de Lucy e viu Skytte os encarando com uma cara assustadora.
—Olá Skytte, o que está fazendo aqui?- Seth perguntou
—Eu é quem pergunto... -Olhou para Lucy. -O que está fazendo com a esquisita?
—Não chame ela assim... -Seth falou levantando-se e repreendendo Skytte.
—Quer saber, eu não me importo. Espero que se divirta com essa aberração!
Antes de sair deu uma olhada em Lucy. Na hora se arrependeu de tudo o que disse, o olhar dela era um misto de tristeza e preocupação. Não foi para a sala de aula, estava nervoso demais para encarar o Seth.
Sabia que havia exagerado e provavelmente a Lucy nunca o perdoaria e nem falaria mais com ele. “Droga! Porque falei aquelas coisas? Ela nunca mais vai olhar na minha cara...” Pensou andando de um lado para o outro “Logo agora que estávamos nos entendendo...”
Acabou voltando para casa mais cedo. Nada de bom aconteceria se continuasse ali.
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Lucy chegou desanimada na escola. Já estava acostumada a ser chamada de esquisita e de aberração mas aquela vez realmente a magoou. Achava que ela e Skytte eram amigos, mas pelo visto estava enganada. Ele nunca iria gostar de uma pessoa como ela.
Não viu ele na entrada e também nem se preocupou em procura-lo. Resolveu ir para a sala de aula mais cedo e encontrou um bilhete em baixo da sua mesa.
Ao abrir viu uma mensagem escrita com a letra do Skytte “Não poderei ir com você hoje”. Pelo visto a sua curta carreira de professora chegou ao fim. Já esperava que depois de ontem isso acabaria acontecendo. Mas não conseguia entender o porque, havia feito algo errado? Havia irritado Skytte?
Resolveu parar de pensar nisso e prestar atenção na aula que havia acabado de começar.
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Skytte acordou determinado a resolver as coisas. Depois da aula iria conversar com Seth e, quem sabe, pedir desculpas. E amanhã iria dar um jeito de pedir desculpas á Lucy. Pensou em comprar flores para ela, mas a floricultura fica na casa dela, então terá que pensar em algo diferente.
Chegou mais cedo na escola e deixou o bilhete para ela. Durante as aulas percebeu que ela estava triste e se arrependeu ainda mais pelas palavras que disse no dia anterior. Já Seth nem falou com ele.
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Seth nunca esteve tão bravo com Skytte, ele não podia dizer aquilo para Lucy, ele nem a conhecia. Não sabia o quanto ela é especial. Quando tocou o sinal, foi até o terraço. Queria saber como Lucy estava, sabia que aquilo a havia chateado.
Surpreendeu-se quando abriu a porta e a encontrou de ponta cabeça.
—O que você está fazendo?- Perguntou confuso.
—E..Esto..ou...-Falou se esforçando para manter as pernas no ar. Seu rosto já estava vermelho.
Vendo o esforço de Lucy, ele resolve ajuda-la. Seth segura as suas pernas a estabilizando no ar.
—Obrigada...- disse sorrindo.
—Agora você pode me responder porque está de cabeça para baixo?
—Falam que quando o sangue vai para cabeça ajuda a pensar...- falou- Então...Estou pensando...
O nariz de Lucy começa a sangrar. Ela grita e Seth a desvira. Ele se senta ao lado dela e lhe oferece um lencinho.
—Obrigada, de novo.- Fala limpando o sangue que escorre pelo nariz.
Seth começa a rir da situação. Encontrar a Lucy de ponta cabeça e logo em seguida ela tem uma hemorragia nasal é realmente algo inusitado.
—Não ria...- Fala tentando parecer brava mas por causa do lencinho a sua voz sai anasalada.-Droga...
Seth começa a rir ainda mais, até começar a lacrimejar. “Ela realmente fica fofa quando está brava” Ele pensa contendo aos poucos os seus risos.
—Está melhor?- Pergunta para ela.
Ela assenti.
—Então... O que te faz pensar tanto ao ponto de começar a sangrar?- Fala sorrindo amavelmente para ela.
—Bem...- Ela fala meio sem graça.-É que as vezes eu não consigo entender as pessoas...
—É sobre o Skytte?- Pergunta sério
—É que ele sempre implicou comigo...- Continuou.- Mas ontem ele parecia mais bravo do que o normal.
—Ele te magoou muito?
—Um pouco...Mas estou mais preocupada em saber se eu fiz algo que o irritou...
—Isso eu tenho certeza que não...- Ele se aproximou e acariciou sua cabeça dela.- Não tem como alguém se irritar com você.
Esse ultimo comentário a fez corar.
—Obrigada.
— Você agradece muito.
—Acho que sim...- Disse sorrindo. Se sentia bem melhor depois de conversar com Seth.- Mesmo assim obrigada por falar comigo. Me sinto melhor, Skytte provavelmente deve ter tido um dia ruim...
—Talvez.- Seth disse tentando entender porque ela insistia em justificar as ações erradas dos outros.- Mas vamos mudar de assunto...
Eles continuaram a conversar sobre assuntos banais até o sinal tocar.
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Skytte ficou feliz ao ver que Lucy estava um pouco melhor. Apesar de saber que isso foi graças ao Seth que passou o intervalo inteiro com ela. Quando as aulas acabaram, Skytte esperou o número de pessoas diminuir e foi falar com o Seth.
—Podemos conversar ?
—Tá...- Respondeu calmamente
Eles caminham em silencio até uma praça vazia.
—O que você quer conversar?- Seth disse friamente.
—Quais as suas intenções com a Lucy?- Falou diretamente.
Seth ficou em silencio. Foi pego de surpresa não esperava esse tipo de pergunta vinda do Skytte.
—O que isso tem haver com você ?
—Por favor me responda...- Disse encarando o Seth seriamente.
Seth fica em silencio.
—Antes você não se importava com a forma que eu me dirigia a ela...- Skytte disse.- Agora passa o intervalo com ela no terraço, a defende.O que mudou?
— Eu gosto dela.
Skytte fica estático ao ouvir a resposta.
—Como?-Pergunta para ter certeza.
—Eu gosto dela.-Seth o encara.- Mas e você ? Porque se preocupa tanto com a vida dela?
—Eu...Eu só não quero que você a machuque...
—Que eu saiba você é o único que faz isso, não é mesmo?- Fala irônico.
Skytte fica em silencio encarando o chão. Se sentindo bravo, arrependido e confuso.
—Sabe Skytte... — Seth chama a sua atenção. — Não sei como isso aconteceu. Mas também não quero saber. Se de alguma forma os seus sentimentos por Lucy forem os mesmos que os meus... Quero que saiba não deixarei você ganhar tão facilmente.
Seth vai embora. Skytte fica parado encarando o nada. “Droga! Droga! Droga! Droga...Não sei o que está acontecendo...Porque estou tão confuso? Porque o Seth tinha que gostar logo dela? E porque isso me incomoda tanto?Porque?!”Ele pensa.
No caminho para casa começa a chover. “Ótimo! Era o que faltava...” Sorte dele que faltava pouco para chegar em casa e logo já estava seco e aconchegado em seu quarto.
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Já Lucy não teve a mesma sorte. Ela havia esquecido a bolsa na escola e acabou tendo que voltar para busca-la. Assim que colocou os pés para fora da escola, o mundo desabou sobre sua cabeça.
Lucy começou a correr, escorregou, caiu em uma poça e se sujou de lama. Quando chegou em casa sua mãe mal a reconheceu de tão suja que estava. Suas meias estavam tão molhadas que a cada passo um litro de água saia do seu tênis.
—Ai Meu Deus ! Lucy!- Sua mãe a agarrou com uma toalha.- Eu falei para você não esquecer o guarda-chuva...
—É...- Falou acompanhada por um espirro.
—Viu! Já está ficando gripada...- empurrou a filha até o banheiro.- Vai tomar banho e colocar um pijama, vou preparar um chá para você.
—Humhum...- Murmurou
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No dia seguinte, nem os berros da mãe acordaram Lucy. Não, ela não morreu, mas estava com uma febre tão alta que começou a delirar com patinhos fazendo caretas. Sua mãe chamou um médico e ele disse que um dia de repouso a faria melhorar e receitou alguns remédios para gripe.
Skytte ao chegar na escola e não encontrar Lucy ficou preocupado. Ainda mais ao perceber que não se tratava de mais um de seus atrasos. Começou a pensar em tudo que podia ter acontecido. “ E se ela foi atacada de novo? A culpa será minha, eu não estava com ela. Eu não devia ter cancelado a aula...”
Ele andava desesperado de um lado para o outro enquanto todos o observavam e murmuravam. Até que Seth se aproxima e lhe puxa para um canto.
—Se seu problema for a Lucy- ele diz como se tivesse adivinhado os pensamentos de Skytte. -Não se preocupe aparentemente ela tomou chuva e agora está gripada. A secretaria do colégio me informou.
—Eu...Eu não estava preocupado.- Disse sem graça- Nem havia percebido que ela tinha faltado...
—Como quiser.- Seth disse dando de ombros e indo para sala. Mas contendo-se para não rir da cara de preocupação de Skytte.
“ Aquela idiota não tem guarda-chuva não?” Skytte pensa como se ele mesmo não tivesse esquecido o guarda-chuva ontem.
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Skytte passou o resto do dia preocupado, apesar de aliviado de ter sido só uma gripe, então decidiu que depois da aula iria até a casa dela.Saindo da escola resolveu passar na confeitaria, onde comprou alguns pedaços de bolo. De morango, creme e o favorito de Lucy, o de chocolate.
Cada vez que se aproximava mais da casa de Lucy, seu nervosismo aumentava. Não sabia como ela iria reagir, temia que ela o expulssasse e ouvir a palavra “Eu te odeio!” sairem da boca da Lucy seria a coisa mais dolorosa que poderia lhe acontecer.
O sininho da porta da floricultura anunciou a sua chegada, a mãe de Lucy veio recebê-lo.
—Skytte? – Falou surpresa.
—Olá senhora Reine, queria saber como a Lucy estava...
—Que bom saber que minha filha tem um bom amigo que nem você...- Falou sorrindo amavelmente.- Ela sempre se esforçou para parecer forte. Mas uma mãe sabe quando algo não vai bem.
Skytte não sabia como responder. Ele era o responsável por ela não ter nenhum amigo, ele era o responsável por ela ter que aguentar tudo sozinha. E agora a mãe dela o agradecia.
—Você é a primeira pessoa que veio visita-la e ver se ela está bem. Mais uma vez, muito obrigada.
—Por favor, não me agradeça... — Ele disse envergonhado. — Ahnn... Eu trouxe bolo.
—Isso com certeza vai anima-la.- Ela vai até a cozinha.Pega talheres e dois pratos.- Pode levar, você já sabe onde fica o quarto.
Skytte sobe as escadas e bate na porta do quarto.Escuta um “Pode entrar” baixinho e entra no quarto. Lucy estava sentada na cama, enrolada em um edredon azul-bebê,ela estava palida e suas bochechas coradas por causa da febre. Seu cabelo bagunçado indicava que acabara de acordar.
—Skytte?-Murmura sonolenta. — O que faz aqui?
—Queria saber se estava viva... — Fala se aproximando e sentando-se ao lado da cama. — Você tem alguma obsessão por patos?- Pergunta se referindo ao pijama de Lucy que tinha uma estampa de patinhos.
—Talvez.
Um silencio constrangedor se instala no quarto.
— Eu... Achei que estava bravo comigo...- Lucy disse se esforçando para não se esconder de baixo das cobertas.
—A unica que deveria estar brava aqui é você. Eu perdi o controle e acabei falando besteira. — Ele tira os bolos da sacola. — Por favor, me perdoa por ser um idiota.
—Skytte... — Ela sorri. — Você realmente sabe como pedir desculpas.
Lucy pega o bolo de chocolate e começa a comer.
—Deus, como eu amo chocolate.- Lucy fala feliz.
Skytte sorri e também começa a comer. Lucy para por um momento e o encara.
— A gente ainda vai para o parque? — Ela pergunta insegura.
—Se estiver tudo bem para você...- Ela afirma com a cabeça- Então sim, a gente vai.
—Eba!- Lucy abre um grande sorriso.- Vou me esforçar para melhorar até sabado.
—Bom mesmo. Eu já comprei os ingressos.
Lucy quase teve um enfarto ao ouvir isso. Só não começou a pular porque não teve forças para isso.
—Calma...
—Não dá, eu estou muito feliz. — Disse se contendo. — A proposito... Skytte?
—Ahn?- Perguntou com um pedaço de bolo na boca.
—Você trouxe seu material ?- Falou com um sorriso maldoso.- Temos que colocar a matéria em dia. Já que você faltou ontem.
—Ahhh... Não Lucy hoje não... — Fez birra.
— Deixa de frescura, anda, pega as suas coisas. Temos muito o que fazer até as provas finais.
—Tá...
Eles começam a estudar. Lucy explica a matéria e passa uns exercícios. Skytte se surpreende por conseguir resolver alguns deles sem nenhum problema. O tempo passa e quando Skytte termina ele levanta o rosto para mostrar para Lucy.
Ela acabou adormecendo.“Como alguém pode ser tão bonita dormindo?” Sem perceber Skytte se aproxima de seu rosto e beija a sua testa.
Na verdade não era a sua testa que ele queria beijar, mas conseguiu se conter, apesar de ter ficado vermelho com esse pensamento. Sabia que quanto mais tempo passava com a Lucy mais próximo queria estar dela.
Por isso decidiu ir embora, antes que fizesse alguma besteira. Perdeu a noção do tempo observando Lucy dormindo e quando deixou a floricultura já estava anoitecendo.
Antes de ir embora, Skytte deixa um bilhete em cima da escrivaninha.
“ Espero que tenha tido bons sonhos. Não se esqueça. Sábado ás 7:00 em frente ao parque. PS: Deixei o bolo de morango na geladeira.”
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Lucy sorri ao acordar e ler o bilhete. Nunca tinha dormido tão bem, era sexta e estava super animada. Se arrumou e desceu. Foi então que percebeu que estava super atrasada.
Skytte abriu um sorriso discreto assim que viu Lucy entrar na sala de aula. Ela levou uma pequena bronca do professor e foi se sentar, sorriu quando seus olhos se encontraram com o de Skytte.
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Seth encontrou Lucy no terraço. Ela estava sorrindo enquanto observava a vista. Se aproveitou da distração dela e lhe deu um susto. Ela deu um grito agudo e se virou ofegante
—Por que as pessoas insistem em me assustar?- Disse brava.
—Porque você fica uma gracinha quando se assusta.- Disse com um sorriso malicioso.
—Não fale assim.- Falou corando.- Me deixa envergonhada.
—Eu não tenho culpa se você também fica linda corada.
—Para!- Gritou escondendo o seu rosto, que ficou mais vermelho ainda.
Seth ri e começa a tentar abraça-la, Lucy sai correndo. Ele derruba ela. Seth fica por cima e começa a fazer cocegas. Lucy não consegue conter o ataque de riso e se debate.
Então senti o peso de Seth desaparecendo. Quando olha para cima, ve Skytte segurando ele.
—Não fique agarrando ela desse jeito!- Skytte fala bravo, mas obviamente mais calmo do que da ultima vez. “Só eu posso fazer isso...”
—Seu chato!- Seth fala frustrado.
—Skytte? O que faz aqui?- Lucy pergunta se sentando e se recompondo.
—Não vou deixar você sozinha com esse pervertido.- Fala soltando Seth e se sentando ao lado de Lucy.
—Quando foi que vocês viraram amiguinhos?- Seth perguntou nervoso.
—A Lucy não te contou?- Skytte fala sorrindo sínicamente.
—Você não me deu permissão para falar.- Lucy falou olhando para ele.- Então fiquei quieta.
—Falou o que? — Seth perguntou desconfiado.
—Ela é minha professora particular. — Disse dando ênfase ao “particular”.
Seth se senta e puxa Lucy para o seu lado, ela resolve se afastar dos dois e senta de frente para eles. Formando um triangulo (amoroso?).
—Lucy que historia é essa?- Seth fala a encarando.
Ela conta toda a historia para Seth, que no final já estava morrendo de rir.
—Quer dizer que a situação tá tão ruim que você precisa de uma professora particular? — Seth fala rindo de Skytte
—Mais ou menos isso...- Lucy fala.
—Ei!- Skytte grita.- Lucy você deveria defender o seu aluno!
—Não brigue com ela Skytte, você que devia se envergonhar pelas suas notas.- Seth falou contendo as risadas.
O trio ficou conversando, e em meio as constantes brigas e discussões de Skytte e Seth, Lucy abriu um belo sorriso que chamou a atenção dos outros dois.
—Qual é a dessa cara de felicidade Lucy?- Skytte perguntou.
—É que vocês dois realmente são amigos. -Disse com um sorriso amável. -Estou muito feliz de estar aqui.
— Deus! Não consigo resistir a tanta fofura!- Seth fala voltando a agarra-la.
—Para de agarrar ela! — Skytte grita tirando Seth de cima dela.
E assim a briga de Seth e Skytte recomeçou. Ficaram desse jeito até o sinal tocar.
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Ivy percebeu a amizade que estava se formando. Não aguentava mais ver o sorriso de Lucy, e estava determinada a ter sua vingança. Ela se arrependeria de ter entrado em seu caminho.
“Lucy Reine eu vou te destruir”
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