Code L.U.C.Y
4 Passado Parte 2
Notas iniciais
O despertador tocava uma musica irritante. “Droga... Já é de manhã...” Skytte pensou mal-humorado enquanto se levantava da cama.Fez a sua higiene matinal, se trocou e desceu as escadas.
Na cozinha encontrou sua mãe já vestida e fazendo o café da manhã. Seu pai não estava em casa, o que era ótimo. Skytte e seu pai não se davam bem, ele não aprovava como o pai tratava sua mãe.
O pai de Skytte era um sargento da marinha, extremamente rígido, ficava nervoso por qualquer coisa, e sempre que podia apelava para a agressão. Skytte cresceu em uma casa regada á gritos e violência.
Apesar de tudo, sua mãe era uma mulher doce e agradável.
—Bom dia!- disse dando seu melhor sorriso para o filho.
—Bom dia mãe... Cadê o velho?
—Seu pai teve uma emergencia e teve que sair cedo. — disse enquanto virava as panquecas na frigideira. — Provavelmente vai voltar tarde.
—Melhor assim... — disse bebendo um suco de laranja.
—Não fale assim do seu pai. — disse dando um tapinha na cabeça de Skytte-Ele ainda é seu pai!
Skytte preferia nem contrariar. Todas as vezes que encontrara a mãe chorando depois de uma briga, ela tentava justificar as atitudes do marido e insistia que ele era um homen bom que só andava muito estresssado.
Os dois se sentam para comer. Depois de um tempo Skytte resolve quebrar o silencio.
— Vou trazer uma pessoa para casa hoje...- falou com a indiferença de sempre.
—Ah não! Já falei para não trazer aquelas menininhas indecentes que você chama de “amigas”.- falou com a voz afetada.
—Não...- Falou revirando os olhos.- O colégio me arrumou um “projeto de professora”. Ela só vai me dar aulas.
—Sei...- disse desconfiada.- E quem é a coitada?
—Lucy Reine. – Skytte disse terminando de comer e levando o prato para a pia.A mãe o encarava surpresa.
—Lucy Reine?- ele assentiu.- A filha da Lilian?
—Sim, a filha de Lilian Reine.
A mãe soltou um gritinho de empolgação.
—Que maravilhoso!- disse animada. — A Lucy é uma ótima menina, sempre me recomenda as melhores flores. Talvez ela consiga enfiar alguma coisa nessa sua cabeça de minhoca.
Mirela, mãe de Skytte, sempre ia visitar a floricultura quando podia e passava horas conversando com Lilian, logo se tornaram inseparaveis. Contavam tudo uma para a outra, e Mirela sabia que Lucy seria uma boa influencia para o filho.
—Ah! Já sei, vou preparar um bolo para vocês comerem de lanche da tarde. — Falava rápido e para si mesma. — Vou precisar passar no mercado.
—Okay mãe. — disse já acostumado com a empolgação da mãe. — Tenho que ir.
—Açúcar, ovos, farinha... — disse escrevendo uma lista. — Ah! Xau filho, tenha uma boa aula...
— Adeus.
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Skytte anda até a escola, no meio do caminho encontra Seth. Eles se comprimentam e continuam juntos.
—O que o diretor queria com você e a Lucy?- perguntou curioso.
—Nada demais, só falar das minhas notas...- Skytte não sabia o motivo, mas não queria que Seth soubesse que teria aulas com a Lucy.- O de sempre.
—Entendo...- disse conformado.- Vai fazer alguma coisa depois da aula? Eu e o povo vamos para o parque jogar um pouco...
—Hoje não vai dar, tenho que resolver umas coisas... — falou.- Deixa para a próxima.
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Skytte andava pelo corredor vazio, todos já haviam ido para a sala. Enquanto ele cabulava aula encontrou Lucy, que estava atrasada.
— Atrasada de novo?- Perguntou sorrindo ao perceber que ela levou um susto.
—Deus! Não apareça tão de repente...- disse com a mão no coração.
—Se não estivesse tão distraída isso não aconteceria. — encostou-se nos armários.- Mas, por que sempre se atrasa?
—Bem, eu tenho alguns problemas para acordar. — disse sem graça. — E você o que faz aqui? Não devia estar na aula?
—Só estou enrolando um pouco.
—Com as notas que tem não devia fazer isso. — Falou cruzando os braços. — Devia, no mínimo, se esforçar para ficar na aula.
—Mas é tão chato!- Disse fazendo birra.
Lucy segura Skytte pelo braço e começa a “arrasta-lo” pelo corredor.
—Ei!...O...O que está fazendo?- Disse tentando acompanha-la.Estava corado. Como ela conseguia andar de mãos dadas com ele sem ficar constrangida ?
— Você vai comigo para a sala! — Falou séria.- Se você quer melhorar suas notas, precisa prestar atenção nas aulas.
Skytte não soube como responder. Chegando na sala, eles se separam e cada um vai até a sua carteira. Porém Skytte não conseguiu prestar atenção, porque passou a aula inteira observando Lucy e tentando entende-la. Ela era a criatura mais interessante que ele conhecera.
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Lucy esperou atrás da escola Skytte aparecer para lhe mostrar o caminho.Ele demorou um pouco, a rua estava deserta e nenhuma alma passava por lá. Quando finalmente viu Skytte se aproximando correu até ele.
—Porque demorou tanto ?
— Eu tive que esperar todos irem embora...
—Por quê? — Perguntou inocentemente.
— Não queria que eles vissem a gente saindo junto.
Aquilo de certa forma a magoou, ele tinha vergonha dela. Lucy se calou e Skytte percebeu.
— O que foi?
—Sinto muito por você ter que passar por isso. — Falou constrangida.
Aquela expressão fez Skytte se sentir horrível.
—O problema não é você... — disse coçando a cabeça. -Se vissem nos dois saindo juntos a escola viraria o inferno, iriam atazanar á você e a mim.
—Entendo... — Falou dando um pequeno sorriso para ele. — Mas não devia se preocupar já estou acostumada.
Caminharam em silencio até chegarem ao destino. A casa de Skytte era bonita, tinha uma cerca de madeira, um lindo jardim de rosas, dois andares e uma garagem.
—Nossa, sua casa é enorme! — disse maravilhada.
—Você se impressiona facilmente...- falou rindo da empolgação exagerada dela.-Vem, vamos entrar logo.
—Com licença...- Lucy disse entrando na casa.
Assim que colocou o pé na sala, a mãe de Skytte a atacou. Pulou direto no pescoço, a abraçando fortemente.
—Lucy!- falou a soltando quando percebeu que ela estava quase desmaiando.- Estou tão feliz que finalmente veio á minha casa.
—Olá senhora Skytte, também estou feliz...- Falou educadamente.
—Ora, por favor me chame de Mirela.
—Okay, Mirela. — disse já desinibida. — A proposito suas rosas estão lindas, principalmente as vermelhas.
—Que bom que você reparou! Elas são minhas filhas, comprei as sementes na loja da sua mãe...
Skytte não aguentando mais aquela conversa, interrompeu.
—Legal mãe. — disse indo até a escada. — Mas será que a gente pode ir agora?
—Claro...- falou indo para cozinha, mas voltando segundos depois.- Ah! Lucy, estou preparando um bolo de chocolate para vocês, já, já eu levo.
—Eba!- Gritou animada. — Chocolate é meu favorito.
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Eles entram no quarto de Skytte. Simples, paredes azuis, alguns Posters, uma escrivaninha bagunçada, roupas espalhadas, um quarto normal.
—Ai que legal um puff! -Lucy disse pulando no puff azul escuro que estava no chão.
—Quantos anos você tem?- Perguntou ironico.
—Não seja um velho chato Skytte!
—Francamente...- disse jogando a mala no chão e sentando-se no puff ao lado do dela.- Podemos começar?
—Claro!- continuou.- Mas antes, preciso saber de qual matérias tem mais duvidas?
—Matemática, Historia, Biologia, Geografia...
—Espera!- Lucy o interrompe. — É mais fácil me falar de quais matérias você não precisa de ajuda.
—Artes, Educação Física e Filosofia.
—É... Isso vai dar trabalho.- disse preocupada.
—Aposto que não reclamou tanto quando foi ajudar o Seth... –murmurou.
—Não mesmo! Ele só me pediu ajuda em um ou dois exercicios, não na grade curricular inteira- Falou brava. — Mas o que ele tem haver com isso?
— Nada. — Skytte disse tentando disfarçar o seu ciúme.
— Bom. -disse retomando sua linha de raciocínio. — Temos um mês até as provas finais.
—Só?! — Gritou surpreso.
—Sim, então vamos ter que nós esforçar bastante... — continuou. — Hoje podemos estudar matérias mais fáceis como Historia Geografia e Sociologia. Na próxima vez focaremos em Química e Biologia, e na outra Matemática e Física. Tudo bem?
—Tá... — Falou surpreso com a eficiência de Lucy.
—Agora precisamos definir que dias da semana está bom eu vir.- Ela pensou um pouco.- Pode ser segunda, quarta e sexta?
—Sexta? -disse chocado. — Não pode ser quinta?
—Okay, então fica segunda, quarta e quinta-feira. — falou. — Só para deixar bem claro, para que consiga uma nota decente eu irei pegar pesado. Passarei lição de casa e exercícios extras, você está preparado?
—Estou! — Skytte se sentiu como um soldado perante seu comandante.
—Muito bem, então vamos lá!
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Skytte não aguentava mais, podia sentir seu cérebro derretendo dentro do seu crânio. Não que Lucy fosse uma má professora, pelo contrario, ele aprendeu mais com ela em um dia do que em 17 anos de escola. Mas não aguentava mais responder perguntas.
Já estava prestes a jogar a toalha quando sua mãe entra com o bolo e eles resolvem dar uma pausa.
—Meu deus, como pensar cansa... -Falou deitando-se na cama e olhando para o teto.
—Estou feliz que esteja se esforçando. — disse provando um pedaço do bolo. — Nossa! Isso aqui tá muito bom! Me lembre de agradecer sua mãe quando for embora.
—Tá...- respondeu quase dormindo.
Lucy se aproxima silenciosamente e puxa o lençol fazendo Skytte cair no chão.
— Sua desgraçada!- Falou bravo enquanto Lucy ria.
Ele a persegue pelo quarto, até ela tropeçar e cair na cama. Começa a fazer cócegas nela, que se contorcia desesperada em baixo dele. Skytte nunca havia visto alguém rir tanto e logo começou a gargalhar junto. Era a primeira vez que os dois riam juntos, e eles gostaram disso.
Skytte percebe que estava em cima dela. “Droga, perto demais...” ele pensa se afastando um pouco. O que foi mais díficil do que ele imaginara já que aqueles olhos azuis brilhantes o atraiam cada vez mais.
—Ai, ai... -Lucy disse secando as lagrimas que saiam de tanto rir. -Acho melhor voltarmos á matéria.
—É... — Disse decepcionado pelo “momento diversão” ter acabado.
Eles continuam até ouvirem o som da porta. O pai de Skytte havia chegado e estava iniciando uma discussão. Skytte olha para Lucy que não tinha percebido nada ainda, estava concentrada demais.
—Lucy...-ele disse.- Acho que já tá tarde...
Ela olha espantada para ele.
—O que foi?-Skytte pergunta.- Que cara é essa?
—Estou surpresa, é a primeira vez que me chama de Lucy, não de “esquisita”.
Skytte fica ligeiramente corado, mas ela não percebe.
—Não seja tão esquisita...- falou sem graça.- Vem, eu te levo até em casa.
Eles descem as escadas, os pais de Skytte ficam em sílencio, Lucy vai até eles e se despede sorrindo. Mirela dá um abraço nela e pede para Lucy mandar um beijo para Lilian, o pai de Skytte apenas acena com a cabeça.
Skytte o encara rapidamente e sai com a Lucy. O céu estava escurecendo e as luzes dos postes começavam a acender. Alguns vaga-lumes voavam, Lucy adorava essa tranquilidade.
—Está uma noite bonita.- Diz olhando para o céu.
—É...-Skytte fala sem saber como continuar.
—Foi a primeira vez que vi seu pai.
—Ele não aparece muito em eventos escolares. — disse com uma expressão de quem não queria continuar com esse assunto, Lucy capta a mensagem e resolve mudar o assunto.
—O que achou da aula?
—Foi boa.- ele olha para ela.- Você explica muito bem.
—Obrigada, mas não é minha explicação. É porque você estava prestando atenção na aula.
—Pretende virar professora?- falou brincando- Você já sabe dar sermões como uma.
—Na verdade... — Falou envergonhada. -Tem outra coisa que eu quero fazer.
—O que é?- Perguntou curioso.
Ela pensou por um momento.
—Promete que não vai rir? Nem me chamar de esquisita?
—Prometo.
—Eu quero ser medica legista.
Skytte parou de andar. Ele não esperava aquilo. Medica até tudo bem. Mas legista? Não conseguia imaginar a pequena Lucy trabalhando com algo tão mórbido.
— Por quê?- Perguntou ainda mais curioso.
—É meio complicado. – Riu ainda meio envergonhada de falar dos seus sonhos. -Eu acho extremamente triste uma pessoa morrer e ninguém saber o porque. Ser enterrado como indigente ou ser vítima de uma injustiça e ninguém descobrir... Quando penso nisso me sinto péssima e desejo fazer alguma coisa por eles. — Pensou um pouco- Eu sei que vou ser portadora apenas de notícias ruins. Mas se eu conseguir levar algum consolo para família, isso já será o suficiente para mim.
—Estou surpreso.
—Eu imaginei...- disse rindo.- E você?
—Eu...- Skytte pensou.- Eu não faço ideia.
—Mas e o esporte?
—É legal... Mas não é algo que eu queira fazer para sempre.
—Entendo.
De repente Skytte vê a expressão de Lucy mudar. Olha para onde ela está olhando e ve um cartaz que falava sobre um parque de diversões recém aberto. Ela corre até ele para ver mais de perto e Skytte a segue sem entender nada.
—Um Parque!- fala com os olhinhos brilhando.
—É...- Diz olhando para ela.- E dai?
—É a primeira vez que vejo um parque!- Fala animada.
—Tecnicamente falando, é só um cartaz... Não um parque de verdade.- Falou para ver sua reação, mas ela continuou sorrindo empolgada.
—Você já foi em um?- Perguntou olhando para ele.
—Já... Meus pais sempre me levavam nas férias...
—Sério?!- Disse se aproximando. -E como é? Tem muitos brinquedos? Algodão-doce?
—É legal...- Falou tentando entender o porque de tanta empolgação.-Você nunca foi?
—Não. -falou se acalmando. -Minha mãe nunca teve tempo para me levar...
—Porque não vai agora? Ele abriu aqui perto...
Lucy sorriu e começou a procurar o preço dos ingressos. E quando achou, Skytte viu seu sorriso desaparecer.
—O que foi?- Falou mais confuso do que nunca.
—É muito caro... -Murmurou.
Skytte viu o preço, R$75,00, para ele aquilo não era nada... Mas para Lucy era praticamente o dobro da sua mesada.
—Porque não pede para sua mãe pagar?
—Não posso. Já é dificíl pagar todas as contas em dia. Não posso pedir algo tão egoista.
Lucy desiste do parque e continua o caminho com Skytte ao seu lado. Ele a observa atentamente, ela tentava disfarçar a decepção, mas ela não era uma boa atriz.
—Lucy...
—Sim?
—Se você quiser... — falou tentando não olhar em seus olhos. — Eu posso ir junto, eles dão desconto quando são dois... E eu poderia pagar a sua parte...
Lucy o encarou surpresa.
—Isso foi a coisa mais legal que alguém já ofereceu para mim.- Disse com um lindo sorriso.
Aquele era o sorriso mais bonito que Skytte já viu, e o deixou completamente sem folego.
—Mas não posso aceitar...- Lucy disse, e Skytte sentiu com se jogassem água gelada nele em uma manhã de inverno russo.
—Por quê?
—Não posso aceitar o dinheiro, seria muito errado!- continuou. — Eu estaria abusando da sua boa vontade...
Skytte devia ter esperado essa resposta, Lucy era muito certinha, não aceitaria um favor desses. Mas Skytte não estava disposto a desistir de leva-la ao parque.
—Bem... — pensou um pouco. — E se eu pagasse metade e depois, quando pudesse, você me devolve-se o dinheiro. Tipo um empréstimo.
—Então... — ela pensou. — Acho que tudo bem.
—Próximo sábado?
—Sim!
Logo em seguida Lucy o abraça. Skytte fica sem reação.
—Muito,muito,muito obrigada!-Falou soltando-o do abraço.- Sabia que no fundo você era uma pessoa maravilhosa...
—De nada...- disse extremamente corado, mas logo em seguida volta ao normal.- Mas não pense que não vou te cobrar!
—Okay!- disse sorrindo feito uma criança.
O restante do caminho Lucy não conseguiu parar de cantarolar e saltitar, enquanto Skytte a observava dando risada. Na volta, quando Skyttte estava só, e se deparou novamente com o cartaz pensou. “Realmente... Vai ser muito divertido ver as suas reações.”
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Chegando em casa, Skytte viu seu pai sentado no sofá bebendo. Pretendia ignora-lo e ir direto para o seu quarto, mas ele o chamou.
—O que é?- disse seco.
—Aquela mocinha...-disse se referindo a Lucy.-A loirinha bonitinha...
—O que que tem a Lucy?- Falou já nervoso.
—Lucy...-Falou com um sorriso malicioso.-Você deu um belo trato nela, não foi? Ela desceu toda sorridente.
Não podia suportar que um homen tão repugnante pronuncia-se o nome da Lucy de forma tão asquerosa.
—Desgraçado...- Falou indo para cima do seu pai, mas ele o segura pelo braço.
—Ei, calminha garanhão. -disse rindo ainda mais. — Só estou dizendo para da próxima vez. Você me deixar brincar um pouco com ela.
Skytte não aguentou e chutou o pai na barriga.
—Seu velho nojento!-nunca esteve tão irado.- Você não tem direito de falar dela com essa sua boca podre.
—O que? Não gosta de dividir...- Falou acertando um soco no Skytte.
Eles continuam brigando até que Skytte percebe que sua mãe está chorando no canto da sala. Seu pai se aproveita desse minuto de distração e o acerta, fazendo-o bater as costas no corrimão da escada.
Aquilo doeu mais do que ele esperava, mas continuou. Sua mãe, deseperada entra na frente deles. Preocupado com a mãe Skytte resolve acabar com aquilo, correndo direto para o seu quarto e trancando a porta. Seu pai bate algumas vezes na porta, mas logo desiste.
“Droga, minhas costas doem...” pensa deitando-se na cama. Olha para o teto e lembra-se de tudo que aconteceu aquele dia. Do quanto se divertiu com a companhia da Lucy. E pensar que seu próprio pai poderia tentar fazer alguma coisa com ela deixava-o furioso.
“Não posso a deixar voltar aqui... Se algo acontecesse com ela por minha causa... Não sei o que faria.” Pensou antes de cair no sono.
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