Notas iniciais
Dessa vez consegui postar mais cedo.

— Até quando você vai me fazer passar por isso ?

—Desculpa...- Lucy disse pela decima vez naquele dia.

Skytte já estava preparado para atraso de Lucy, por isso antes de ir busca-la ele passou no IMC para pegar os arquivos do próximo caso. Mas, mesmo assim, quando chegou na casa de Lucy ela ainda estava dormindo. E eles acabaram atrasados. De novo.

— Sempre somos os últimos a chegar à cena do crime... — Disse batendo as mãos no volante.

— Eu sinto muito... — Lucy falou enquanto bebia o café que Skytte trouxe- Mas não é minha culpa se tenho dificuldades para acordar.

—É sim!- Ele gritou.

Lucy decidiu ficar quieta. Skytte suspirou derrotado e resolveu mudar de assunto.

— O que está escrito no arquivo ?

Lucy sorri e começa a ler.

— Homem, 34 anos. Foi morto em um assalto na porta da sua casa. Os vizinhos ligaram para a polícia ao escutarem os tiros. Na hora do crime a esposa estava na escola assistindo a apresentação de teatro do filho. — Lucy cala-se por alguns instantes. — Isso é muito estranho.

—O que? Muitas pessoas morrem em assaltos.

—Não desse jeito.-Ela continuou- Em plena luz do dia e na casa dele, muito arriscado para roubar somente uma carteira.

—Tem razão...- Skytte falou.- Ele nem entrou na casa?

— Segundo o arquivo, ele nem passou pela porta.

Chegando no local, encontraram duas viaturas estacionadas em frente a cena do crime. Alguns vizinhos haviam saido de suas casas e observavam tudo pela calçada, conversavam entre si tentando entender o que acontecia.

—Ótimo!- Disse Skytte- Vizinhos curiosos. Agora só falta a imprensa...

—Não seja tão rabugento Skytte, até parece um velho.

Antes que pudesse revidar, Logan aparece.

— Olha só quem apareceu! Achei que chegariam só amanhã...- disse irônico- O que aconteceu dessa vez? A senhorita Reine não conseguiu acordar de novo?

—Até você Hunt? Deixem-me em paz... — Lucy disse envergonhada.

Eles passam por debaixo das faixas amarelas. Lucy cumprimenta toda a equipe de perícia. Havia se passado três semanas desde o primeiro caso e Lucy já tinha feito amizade com todo mundo.

—Bem... Conheçam o senhor Henry Phipps. — Hunt disse quando se aproximam do corpo.

........................................................................................................................

A casa era branca e tinha um belo jardim, porém na porta da frente um corpo caído em uma poça de sangue destoava àquela paisagem tranquila do subúrbio. O corpo estava de bruços, próximo á escada de três degraus que dava acesso á porta. Um pouco atrás do corpo estava um sapato de salto.

—De onde veio esse sapato? — Skytte perguntou.

—Da Cinderela.- Hunt disse brincando.

Lucy pega ele na mão, dá uma olhada e depois se direciona ao corpo.

— O outro par está na sacola que estava na mão dele.- Hunt responde sério dessa vez.

—Deve ter caido enquanto ele corria para dentro de casa.

Enquanto eles conversavam Lucy virava o corpo. Prosseguiu com todos os procedimentos até chegar á uma conclusão e finalmente se pronunciou.

—O senhor Phipps foi atingido por sete balas. Mas só uma foi a causa da morte, direto no coração e atravessou. As demais acredito que ainda estejam alojadas no corpo.

—Pra que tudo isso ?- Skytte pergunta

—Duvido que fosse só um simples assalto. Falou encarando o cadáver.

Lucy se levanta e começa a andar.

— Eu sou o senhor Phipps... –Tenta simular o assassinato.- Estou saindo da minha casa com uma sacola na minha mão. Até que sou abordado.- Ela para.- Skytte venha até aqui.

Ele vai até lá e para na frente da Lucy.

—Você aponta a arma para mim. Eu te entrego a minha carteira e corro...- Suspira- Isso não faz nenhum sentido!

— E se eu tivesse atirado depois que você me entrega a carteira?

—Não. Todos os tiros, apesar de não fatais, imobilizariam ele na hora...- Lucy pensa por um momento.- Só se ele errou o primeiro tiro.

— Mas eu preciso estar perto para poder pegar a carteira, dessa distancia nem um cego erraria. — Skytte fala apontando a arma para Lucy.

—Nem se eu reagir?- Lucy agarra o braço de Skytte e desvia a arma.

Eles saem das suas posições e vão procurar a bala no gramado. Skytte a encontra.

—Pronto, então temos oito tiros, um fatal e um desviado.

—Vamos levar tudo para o IMC. Vou avisar para prepararem a mesa de autopsia. — Lucy se distancia para fazer a ligação.

Hunt e Skytte ficam discutindo o caso.

—E a esposa?- Skytte pergunta

—Chegou agora pouco com o filho. Está bem abalada.

— Eu falo com ela amanhã.

—Então...- Hunt continua.- Não foi um assalto?

—Acredito que não.

—Ahhh... — disse decepcionado-Porque vocês dois adoram me dar trabalho? Eu queria fechar o caso hoje.

—Se continuar falando desse jeito vai acabar perdendo o seu emprego.

—Bem que está na hora de uma aposentadoria...- Falou rindo.

Skytte fica refletindo por um tempo.

—Se foi um homicídio encoberto por um assalto. Então ele provavelmente vai tentar descartar a arma o mais rápido possível. — Skytte olha Hunt. — Acho melhor pedir para os seus homens procurarem nas lixeiras da vizinhança.

—Pode deixar.

Lucy volta correndo até eles.

—Prontinho! Quando chegarmos ao IMC estará tudo pronto.

—Então vamos logo. — Skytte vai até o carro arrastando Lucy com ele antes que ela resolvesse se despedir dos vizinhos.

........................................................................................................................

—Bom dia Jeanne!- Lucy disse sorrindo

—Bom dia Lucy.- Jeanne acenou para ela.- Estranhei quando o Skytte apareceu hoje de manhã sem você...

— Ele está testando novas técnicas para fazer a gente parar de chegar atrasados nos casos... Mas essa também não deu muito certo.

— Creio que o problema não esteja nos meus planos.- Skytte disse se aproximando.- Olá novamente Jeanne.

—Olá.- disse sorrindo.- Ah! Lucy a senhorita Holly pediu para avisar que já está tudo pronto...

—Então eu já vou indo... — Saiu correndo, mas gritou antes de sumir completamente da vista. — Não se esqueça do meu café Skytte!

— Ela acha que sou seu empregado... — falou resmungando para si mesmo mas Jeanne ouviu.

— Ela não faz por mal.- disse defendendo a amiga.

—Sei... — Skytte disse — Há quanto tempo se conhecem? — perguntou interessado.

—Bom... Desde o primeiro dia de estagio dela. — Falou se lembrando do dia. — Ela estava tão ansiosa que quase vomitou e eu tive que ir socorrê-la. Começamos a conversar, mas foi mais um monologo, já que Lucy falava muito e em pouco tempo. Não me dando nenhuma oportunidade de responder. Ela me chamou para almoçar e não tive como negar. E acabamos nos tornando amigas.

— Ela te forçou a ser sua amiga. — Disse como se já esperasse por isso.

— Mais ou menos. Mas não me arrependo. -disse francamente. — Lucy é uma pessoa maravilhosa. Apesar de tagarela, consegue ser uma ótima ouvinte quando é preciso e está sempre preocupada comigo.

— Tenho certeza que ela acha o mesmo.- fala deixando transparecer um pequeno sorriso no rosto.

—Mas e você? Como conheceu a Lucy?-perguntou curiosa- Ouvi dizer que se conheceram antes do traballho...

Skytte olhou para ela pensativo e respondeu.

—Nós conhecemos desde o colégio. Ela se mudou para a minha cidade com a mãe dela e acabamos estudando na mesma escola. Mas nunca chegamos a ser amigos.

—Nossa há tanto tempo assim?- falou surpresa. -Impossível a Lucy não te considerar um amigo.

—Tenho certeza que não somos.- Disse com um olhar distante. Fazendo Jeanne se calar.

O clima tenso só se amenizou quando Skytte resolveu acabar com o assunto.

—Deixa eu ir lá pegar o café para a madame...

Ele vai embora deixando Jeanne tentando entender o que acabou de acontecer.

........................................................................................................................

Lucy deixa a sala de autopsia seguida de Molly e Holly.

—Vocês foram muito bem hoje, meninas.

—Obrigada doutora Reine. — Molly diz feliz com o elogio.

— Humm...-Holly não prestava atenção na conversa.

Sua irmã lhe dá uma cotovelada.

—Ai! Por quê?-Holly olha para Molly e entende o olhar mortal. — Ah! Desculpa Lucy!

—Tudo bem. Porque está tão distraída?

—O seu parceiro está esperando você, com uma cara estranha enquanto encara a parede. — Fala rindo.

Lucy olha para onde Holly aponta.

— É verdade...-Lucy fala- Deve ser má digestão.

— Tenho certeza que não é isso! — As irmãs dizem ao mesmo tempo.

Elas se olham.

—Nós já vamos.- diz Molly

—Ainda temos que levar as provas para analise. — diz Holly

—Okay. Até amanhã.

Elas vão embora e Lucy vai até Skytte que continuava absorto em pensamentos.

—Você assustou as minhas estagiarias.

—Como?- Fala finalmente a notando.

—Eu disse que está assustando as minhas estagiarias com essa cara esquisita.

—Não estou fazendo cara nenhuma.- Disse franzindo a sombrancelha.

Lucy senta-se ao lado dele e pega a xícara que ele está segurando.

—Nossa! Está muito gostoso...- Disse bebericando o café.

—Qualquer coisa com excesso de açucar para você é gostosa.- disse olhando para ela.

—Mas e aí...-falou preocupada.- O que está te perturbando?

—Quem disse que eu...

—Ninguém fica duas horas apreciando a parede por diversão. — Lucy o encara. — Eu sou sua parceira. Se quiser conversar... Eu tó aqui para isso.

Skytte a olha perplexo, ele realmente não esperava que a Lucy fosse se preocupar com ele.

—É...é esse caso sabe.- ele falou sem olhar nos olhos dela- Quando você estava no telefone, eu falei para Hunt procurar a arma do crime nas lixeiras, achei que ele pudesse ter descartado a arma.

—E... — Falou incentivando-o.

—Acharam a carteira, com todo o dinheiro dentro. A arma ainda está desaparecida...

—Isso é ótimo! Sua teoria estava certa. -disse empolgada.

—É... Mas eu não consigo entender. Se não foi um roubo seguido de assassinato, então o que foi? Ele mora no subúrbio, é dentista, tem uma esposa e um filho. Porque alguém daria oito tiros nele?

—É esse o problema? O motivo?-Lucy disse e Skytte assentiu. — Então tudo bem.

—Como?

—Hoje é o primeiro dia, ainda não falamos com ninguém. Vamos descobrir o motivo!-Sorriu para Skytte- É só manter a calma.

—Tudo bem...- ele ficou meio sem graça, mas não queria que Lucy percebe-se — E a autopsia?

—Ah é...- ela continuou.- Sete tiros atingiram o corpo. Todos na região do peito. Não foi nenhum atirador profissional, mas tinha intenção de matar. As balas que retirei e as que encontramos já foram levadas para balística.

—Mandei a carteira para perícia ver se encontram DNA. -disse Skytte.

—E agora a novidade.- Lucy falou fazendo suspense- Acho que o príncipe encantado dentista não era tão santo. Ele tinha marcas de injeção pelos braços e pernas. Acredito que ele injetava LSD, mas vai depender do exame toxicológico.

—Drogas, é um motivo...

—Sim!- Lucy disse animada- Mas vamos conversar amanhã com a familia e descobrir mais.

........................................................................................................................

— Obrigada.- disse do nada.

Depois de passarem o dia analisando a vida da vitima, procurando antecedentes criminais e até informações sobre a sua infancia, Skytte levava Lucy para casa.

—Hein?- Lucy perguntou confusa.

— Obrigada por me ajudar hoje.- Skytte disse coçando a cabeça- Foi muito legal da sua parte.

Lucy abre um enorme sorriso.

—Não foi nada. Mas essa é uma das minhas obrigações como parceira. Assim como a sua é me trazer café amanhã.

—Não abuse da minha boa vontade Lucy.- disse rindo.

—Sim senhor.

Ela desce do carro e caminha até em casa.

—Boa noite!- disse acenando.

—Boa noite, Lucy.

—Vê se não se atrasa amanhã...- falou brincando enquanto fechava a porta.

—Sua idiota... — Falou para si mesmo rindo.

Não era completamente mentira o que contara para Lucy. Era verdade que estava preocupado com o caso, mas não era tudo. Aquela conversa com a Jeanne o pertubara. Lembrar-se de seu passado com a Lucy sempre o deixava confuso. Tanto é que até agora não sabia direito como se comportar perto dela. Sabia que muita coisa havia acontecido e que um dia eles teriam que conversar. Mas agora não era a hora certa.

........................................................................................................................

O dia estava lindo, o céu estava azul e tudo estava quieto. Lucy e Skytte caminhavam tranquilamente até o IMC. Skytte ligou tantas vezes para Lucy que ela acabou acordando antes dele chegar.

Hoje iriam conversar com a mulher de Henry Phipps, mas antes iriam passar no Instituto Medico-Criminal para ver o resultado dos testes. Porém toda a calma foi quebrada assim que atravessaram a porta de vidro.

Ouviam-se gritos histéricos e todos os seguranças estavam em volta das mesas das secretarias. Imediatamente, Lucy saiu correndo para ver o que estava acontecendo e se a Jeanne estava bem.

Quando conseguiu atraversar a muvuca deparou-se com uma cena inusitada. Uma senhora gordinha e bem vestida estava praticamente pulando no pescoço da Jeanne. Ela gritava e apontava o dedo para a secretaria, os seguranças tentavam acalma-la e Jeanne estava quase desmaiando, não era acostumada com pessoas gritando com ela, normalmente a sua voz e paciencia acalmavam as pessoas.Mas aparentemente não funcionou dessa vez.Lucy ficou parada, tambem não sabia o que fazer.

Skytte não aguentando mais aquilo, foi até a senhora e a segurou.Ela se debatia enquanto o Skytte a afastava da secretaria e a colocou sentada no sofá de recepção. Lucy só o seguiu.

Ele se sentou na frente da senhora. E ela finalmente calou a boca e esperou Skytte se pronunciar. Para surpresa de Lucy, ele sorriu.

—Bom dia.

—Bom...Bom dia...- murmurou a senhora.

—Gostaria de um copo d’agua?- Perguntou gentilmente

Ela assentiu.Lucy trouxe o copo.

— O que podemos fazer pela senhora?

— Me ligaram... — ela voltou a gritar- Dizendo que meu filho Henry está morto e agora não querem me deixar ver corpo dele. Disseram que só poderia ve-lo na presença do medico responsável. É você?-disse olhano para Skytte

—Não Senhora...- ele apontou para Lucy.- Na verdade é ela.

—Impossível! Onde essa criança se formou em medicina?!

Lucy ficou vermelha de raiva. Quando iria responder Skytte foi mais rápido.

—Eu sou o detetive Skytte e essa daqui é a doutora Reine. Somos os responsaveis pelo caso do seu filho.

—Como? Colocaram uma estagiaria para examinar o meu filho? Eu vou processar essa porcaria de hospital!-disse ficando cada vez mais irritada- Como ousam tratar o filho de uma familia tradicional como a Phipps dessa maneira. Isso é um absurdo.

—Senhora Phipps, essa é uma das medicas mais competentes e experientes que trabalham aqui, a senhora tem a minha palavra.

Ela olhou para Skytte e depois para Lucy.

—Tudo bem! Vou confiar na sua palavra, mas só porque gostei de você meu jovem. Foi o único que soube como tratar uma dama da alta classe como eu.

—Obrigada.

—Agora será que tudo bem eu ir ver meu filho?- Perguntou

—Sim.- disse Lucy.- Eu levo a senhora.

Ambos vão até o necrotério. Lucy traz o corpo e descobre somente o suficiente para ver a cabeça e o pescoço. A senhora Phipps começa a chorar.

........................................................................................................................

Depois de se recompor, a senhora Phipps, foi com Lucy e Skytte até a Lanchonete para conversarem. Ela pediu um suco, enquanto os outros dois apenas a encaravam.

—Por onde querem que eu comece?- Perguntou.

—O seu filho tinha algum problema? Digo, com jogos, drogas, brigas e etc.-Lucy disse tentando ser o mais discreta possível.

—Não! Absolutamente não!

—Existe...Ahnn... Algum motivo para alguem querer o seu filho morto?

—Não.

— Tem certeza, senhora?-Skytte pergunta- Precisamos de qualquer informação que tiver sobre seu filho.

—Bem...- Pensou por alguns segundos- Só existe uma pessoa que já vi ameaçar meu filho...

—Quem?

—O ex-namorado de sua esposa.- Ela ajeitou elegantemente sua echarpe.- Pelo o que Henry me contou, era extremamente cíumento. Kitty até pediu uma ordem de restrição contra ele, pois mesmo depois de casada ele continuou á persegui-la...

— Você poderia me dizer o nome dele?

—Não sei...Pergunte para Kitty.

—E a relação de seu filho com e esposa?- Lucy pergunta.

—Estava ótima. -Ela bebeu um gole do suco. — Ela teve a vida de Cinderela. Era garçonete, órfã e sem um tustão. Até que Henry a salvou, apaixonou-se por ela á primeira vista e eles se casaram e viveram felizes para sempre...

—Você não parecia feliz com isso. — Lucy insinuou.

—Kitty é uma boa menina... — falou insegura. — Mas não passa disso, meu filho poderia conseguir coisa melhor. Ele merecia coisa melhor! Uma mulher inteligente, estudada, elegante... Acabou com uma dona de casa que não ajuda em nada, mima o filho e gasta o dia inteiro no shopping.

—E no trabalho? Algum problema?- Skytte pergunta.

—Ele era dentista. Que tipo de problema um dentista pode ter? Vingança por uma carie mal tratada?- Falou ironicamente. — Mais alguma coisa?

— Por agora é só senhora Phipps...- Falou terminando a conversa.

Quando já estavam se afastando, a senhora Phipps acrescentou.

—Ele era um bom filho, um ótimo pai e o marido perfeito... — Disse sinceramente triste. — Henry não merecia morrer. Por favor façam justiça.

— Faremos o possível- Skytte falou sério.

........................................................................................................................

— Você está bem?- Lucy pegunta preocupada.

—Estou... -Jeanne disse. -Nunca ninguém gritou tanto comigo...

—Nunca ninguém duvidou tanto das minhas habilidades...

As duas se olham e sorriem cansadas.

—Agora vou voltar, Skytte está me esperando no carro.-Lucy disse

—Lucy?

—Sim?

—O que o Skytte é para você ?- Pergunta timidamente.

—O Skytte?- Pergunta confusa e Jeanne assentiu. — Ora... Ele é meu parceiro!- Diz sorrindo. — Tenho que ir, até mais tarde. — Fala acenando e indo embora

—Não é isso...- Jeanne tenta continuar mas Lucy já havia saido.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Por favor comentem.