Code L.U.C.Y

3 Noivas não choram 2


Notas iniciais
Continuação do primeiro caso. Vou dividir cada caso em dois para o capitulo não ficar muito extenso.

—Senhor Simons?-Skytte pegunta

Eles voltam ao saguão do prédio, o número de pessoas diminuiu, mas ainda há alguns policiais. Um deles está interrogando um homen alto, terno caro, cabelos curtos e barba bem feita.

—O senhor é Tom Simons?- Lucy fala se aproximando dele.

—Sim-ele olha para Skytte-Vou ter que responder mais perguntas? Não podem perguntar para o outro policial ?

—Sinto muito pelo incomodo, mas prefiro perguntar pessoalmente-Skytte diz sério.

Ele suspira e se senta no sofá do saguão, seguido de Lucy e Skytte.

—Quando viu sua noiva pela ultima vez?

—terça de manhã antes de ir trabalhar.

—Vocês tiveram relações sexuais nesse dia?

—Não, como já disse, fui embora de manhã, mal tivemos tempo de conversar.

—Ela parecia diferente?

—Não, estava totalmente normal, não parecia estar planejando se matar.

—Como era seu relacionamento com ela?

—Nós iriamos nos casar!- ele fala indignado-É obvio que eu a amava.

—Porque foi a empregada que a achou?-Dessa vez é Lucy que pergunta.

—Como?-Tom e Skytte perguntam confusos

—Quero dizer... Porque não foi você que a achou?- ela continua- Era suposto que você voltasse á noite para ficar com Venetia, mas você não voltou do trabalho, e o corpo só foi encontrado quarta-feira de manhã.

—Onde você estava?-Skytte fala seguindo a mesma linha de raciocínio.

—Eu... Eu estava no meu apartamento. -ele fala nervoso-Eu e Venetia não morávamos juntos, mantínhamos nossos apartamentos separados. Gostávamos de ficar sozinhos às vezes, sabe privacidade.

—Então você não tem um álibi? -Lucy fala.

—Álibi para que?! Venetia se matou!

—Não senhor Simons sua esposa foi assassinada-Skytte fala nervoso- E isso acaba de virar uma investigação de homícidio, por isso acho melhor nos contar o que está escondendo.

—Não estou escondendo na...

—Com quem você estava no apartamento?

—Eu não...-Ele suspira novamente-Tudo bem! Eu estava com a Monica, Monica Johnson, colega de trabalho da Venetia e... Minha amante.

—Então você a estava traindo na noite em que ela foi morta?-Skytte não espera a resposta e se levanta. Tom somente os encara com uma expressão estranha.

Lucy segue ele.

—Obrigada e boa noite.-Ela se despede.

Se apressa para acompanhar os passos de Skytte, deixando Tom em estado de choque e abatido para trás.

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—Você realmente não gosta dele.-Lucy fala

—Claro que não ele é o tipo de idiota que eu odeio.

—Venetia também não era nenhuma santa, ficou com outra pessoa no dia de sua morte.

—Isso Aumenta nosso leque de suspeitos para a amante do marido, o amante dela e o próprio marido idiota...

Eles ficam em silêncio por alguns segundos até Lucy perguntar inocentemente.

—Qual é o tipo de idiota que você gosta?

Ele encara Lucy.

—O tipo que cala a boca enquanto eu dirijo!

—Ótimo! Eu não ligo de ser odiada...

—Você acabou de se chamar de idota...- Falou segurando uma risada.

—Eu não acredito que ele a traia. -O ignora- Ainda mais depois do discurso “Iamos nós casar, eu a amava!”-fala imitando a voz do noivo.

Skytte ri da imitação exagerada

—Olha você ainda sabe rir!

—Cala boca, sua escandalosa-Fala ainda sorrindo.

—Mas me diz como você sabia que ele a traia?

—Depois que você perguntou porque ele não estava lá, eu percebi.Por que um homen tão apaixonado prefere ficar sozinho do que com a mulher que vai se casar? Porque ele não ama tanto assim e tem uma amante.

—Faz sentido...

—Eu sinto o cheiro da traição.

—Okay, senhor cão farejador, o que fazemos agora?

—Primeiro vamos pegar suas coisas no instituto e depois eu te levo até a sua casa.

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Eles chegam no instituto, Lucy pega as suas coisas, se despede de Jeanne e volta para o carro onde Skytte esperava.

—Você está quieta, que milagre aconteceu?

—Estou em estado de choque!- ela fala assustada- Você está me dando carona de livre e espontânea vontade. Isso não faz sentido, a não ser que...

Lucy o encara confusa, olha nos seus olhos. Ele também olha para ela com uma expressão séria. Eles ficam em silêncio por alguns segundos.

—Você... Não me diga que você... Pretende me matar e desovar o meu corpo!- ela coloca a cabeça para fora do carro- Socorro! Ele está me sequestrando, quer me esquartejar!

Skytte puxa ela de volta para dentro do carro.

—Idiota! E se você perder a cabeça e eu acabar preso?! — ele grita- Eu não pretendo te matar.

—Então... Por quê?

—Assim eu posso aprender o caminho para a sua casa, e posso te pegar amanhã-ele continua- Imagino que você ainda tenha dificuldade para acordar cedo, e eu sinceramente não quero perder meu emprego por sua causa.

—Se é por isso então tudo bem- ela suspira e sorri.

—Você realmente achou que eu te mataria?

—Bem, achei que queria se livrar de mim, e arrumar outro parceiro...

—É uma boa ideia- Ele sorri e Lucy fica palida-Mas iriam suspeitar de mim, me investigar e demoraria muito para arrumar outro parceiro.

—Você realmente pensou em me matar!- Ela grita.

—Mas as consequencias são piores do que ficar com você, então eu vou me acostumar.

—Skytte! Você é o pior... -Ela tenta parecer brava, mas acaba rindo.

—Pronto chegamos.

Lucy desce do carro. Mas antes de entrar em casa grita.

—Boa Noite.

—De nada pela a carona...

—Não se esquece do café — Ela fecha a porta mas volta logo em seguida- Com mais açúcar!

—Boa Noite, idiota.

Ela entra e fecha a porta. E Skytte vai embora, sem perceber o sorriso no próprio rosto.

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—Droga, você só me causa problemas!

—Desculpa, desculpa, desculpa eu perdi a hora.- Lucy fala enquanto corre pela casa terminando de se arrumar.

—Eu fiquei uns 30 minutos batendo na sua porta que nem um idiota, e você nem tinha levantado da cama! -Ele diz irritado.

—Eu já pedi desculpa... — Ela pega a bolsa e vai com Skytte para o carro.

—Toma o seu café melado com açúcar — ele passa para ela.

—Isso sim é café!-fala depois de um gole

—Ótimo, vamos para o que interessa primeiro vamos ao instituto pegar os resultados e depois falar com a outra.

—A outra?

—Monica, a amante.

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Eles entram no IMC e vão direto pegar os exames. Chegando ao laboratório quem está esperando eles é uma jovem loira. Usava um rabo de cavalo lateral que caia pelo seu ombro direito, em suas mãos carregava uma pasta e em seu rosto um sorriso empolgado.

—Doutora Reine!

—Molly!

—Bom dia, fiz os exames como me pediu ontem...

—Calma Molly, deixa eu lhe apresentar meu guarda-costa...

Antes de Lucy terminar de falar Skytte já se antecipa.

—Bom dia, sou Elliot Skytte parceiro da Lucy.

—Prazer, Molly Bonny assistente da doutoura Reine.

Lucy agarra Molly e aperta suas bochechas.

—Eu já disse que pode me chamar de Lucy que nem todo mundo.

—Mas eu comecei meu estagio só faz um mês, e ainda sou inexperiente demais, comparada a você doutoura...

—Lucy!

Gritam do corredor. Eles olham na direção de onde veio e encontram uma figura idêntica a Molly, porém com o cabelo caído no ombro esquerdo. Ela se aproxima correndo.

—Desculpa o atraso! Mas o povo da informatica ama enrolar...

—Tudo bem...

Lucy olha para os lados e vê Molly vermelha como um pimentão e Skytte entrando em colapso.

—Skytte essa daqui é a Holly irmã gêmea da Molly. E Holly esse é meu parceiro Skytte.

—Prazer!-Holly fala sorrindo e apertando a mão dele

—Oi...

—Bem vamos ao que interessa! Os resultado dos teste!- Lucy fala

—Oh é mesmo-Molly diz se recuperando da vergonha – O exame toxicológico deu Negativo. Mas o resíduo de baixo das unhas trata-se de Pinus elliottii.

—Pinus o que ?- Skytte pergunta.

—É uma especie de pinheiro comum, usada na fabricação de pisos, decorações, moveis é bem genérico...

—Sim-Molly continua- Mas o esquisito é que em vez de lascas estão em formato de “cubinhos”.

—Estranho, será algum tipo de serragem ou um piso ruim?

—Não sei doutora...

—E você Holly?

—Bem, conseguimos uma digital na gravata, mas não é de ninguém do sistema. Precisaremos de uma digital para comparar.

—E a arma do crime?

—Ainda estamos testando, mas não é nada que eu já tenha visto antes, os ferimentos na cabeça indicam um bastão de metal mais fino que um taco de beiseball, e hexagonal.

—Muito bem meninas, continuem procurando, quando descobrirem algo me liguem.

—Okay!-disse Holly

—Boa sorte.- falou Molly enquanto eles se afastavam.

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Lucy e Skytte entram em um prédio comercial, sua fachada é recoberta de vidros espelhados e tinha no mínimo uns trinta andares. Ao chegarem à recepção já podia ouvir os telefones tocando sem parar, as pessoas conversando e correndo para lá e para cá. Algumas levando pastas e outras, estagiários, levando cafezinhos.

—Com licença-Skytte fala para o senhor sentado na recepção com um telefone pendurado na orelha-Com licença!

Ele apenas faz um gesto com as mãos em sinal para Skytte esperar. Lucy olhou para ele e viu que apesar de parecer calmo por fora, Skytte logo iria enlouquecer com aquela barulheira e aquele homem arrogante.

E foi o que aconteceu, ele arrancou o telefone da mão do secretario , e colocou de volta ao gancho. Logo em seguida tirou o distintivo e disse.

—Quero falar com Monica Johnson.

—De..de..decimo primeiro andar senhor...- Disse palido

—Obrigado e tenha um BOM DIA- Falou cinicamente.

Eles entram no elevador.

—Estou começando a enjoar dessa gente- ele suspira.

—Entendo, são todos muito parecidos, egoistas que não dão a mínima para o fato de essa jovem ter morrido. E ela era que nem eles...

Eles chegam no andar, mais telefones, gritos e cafezinhos. Vão em direção a uma mesa com o nome Monica Johnson escrito.Uma mulher está sentada, vinte e poucos anos, morena de cabelos enrolados.Desliga o telefone assim que ve o distintivo.

—É sobre Venetia, não é? — Fala desinteressada.

—Sim, poderiamos falar em um lugar mais reservado?

—Sigam-me.

Monica levanta-se e leva eles em direção ao Café que ficava no terraço. Que estava vazio àquela hora com um ou dois garçons conversando entre si. Quando vê Monica se sentar vão em direção à mesa.

—Um suco de uva... — Ela diz e o garçom se retira.

Lucy a encara surpresa. Skytte percebe e Monica a olha com as sombrancelhas arqueadas.

—O que foi?

—A senhora sempre pede suco de uva?

—Sim... – Respondeu sem entender.

—Por acaso... Você recentemente...Jogou suco em Venetia ?

Skytte finalmente entendeu onde ela queria chegar.

—Como?- Monica falou ainda mais confusa

—A senhora brigou com Venetia e jogou suco de uva nela?

—Ah! Isso foi terça a noite quando a encontrei depois do trabalho.

—Poderia me dizer o motivo?-Perguntou Skytte já impaciente.

—Terça no trabalho, ela fez o maior escandalo porque tinha descoberto sobre o meu caso com o noivo dela. Mas todo mundo sabia que ela que o traiu primeiro. –Monica soltou um suspiro — Então, depois do trabalho, a encontrei na rua e não aguentei joguei o suco que havia acabado de comprar nela. Ela ficou furiosa mas foi embora sem falar nada.

—Você a matou?- Lucy perguntou

—Não!

—Onde estava ontem a noite?

—Com o marido dela.

O celular toca e Lucy se levanta para atender.

—Sim. Entendo. Ótimo... Bom trabalho!- Fala e volta para a mesa dando pulinhos.Chamando a atenção de todos.

Monica e Skytte a encaram abismados.

—Era a Holly. — Fala sorrindo- As amostras de ferragem batem com as encontradas em volta da piscina do prédio de Venetia.

—Mas... Se ela foi morta lá... Como conseguiu levar o corpo até o apartamento sem ser visto?-Disse.

— Ela não foi morta lá. As amostras foram parar nela por meio de uma luta com o assassino.

—Espera!- Monica gritou- O amante... o amante de Venetia trabalha na piscina, ele é o faz tudo do prédio.

—Qual o nome?

— É Marcos...

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Skytte bate na porta com força.

—Marcos Rodriguez! É a polícia...-Ele continuou batendo- Se não abrir irei arrombar!

Silêncio...

— Acho melhor partir logo para a segunda opção... — Lucy falou.

Skytte toma impulso e derruba a porta. Ele saca a arma do coldre e entra.

—Fica atrás de mim- Fala para Lucy.

Ela apenas assentiu com a cabeça.

Skytte chega a tempo para impedir Marcos de fugir pela janela.Quando olha para trás enquanto tentava algema-lo, não ve Lucy.

—Lucy?! — Grita olhando por toda a sala.

—Estou aqui!

Ele deixa Marco no chão, algemado ao aquecedor e segue a voz da mesma.

—Encontrei a arma do crime...

Skytte a encontra ajoelhada em frente a um pequeno armario que tinha no corredor segurando uma rede de limpar piscina ensanguentada.

Ela lhe entrega a rede. Skytte a segura e percebe que Lucy o encarava com uma expressão esquisita. Lucy se levanta e continua olhando para ele e para a rede.

—O que foi dessa vez?

Ela não responde e corre para a sala. Skytte solta um suspiro e a segue.

—Qual a sua altura?- Pergunta para Marcos que estava chorando no chão.

—Não fui eu... Não...Eu não a matei...- Falava fungando e soluçando

—Não é isso que eu quero saber.-disse seca- Qual a sua altura?

—um...um metro... e oitenta

Ela ficou quieta por um momento.

— E você?- Falou apontando para Skytte.

—Um e oitenta e cinco.- Falou confuso e surpreso.

Ela andou e ficou entre a rede e Skytte, virou-se de costas e disse.

—Me acerta!

—Como?!

—Cala a boca e me acerta, não precisa ser forte. Só faz o que eu to mandando...

—Mas...

—Anda logo!- Gritou.

Skytte fez o mais fraco que conseguiu. Lucy ficou com a mão onde foi acertada.Virou-se para Skytte com uma expreção horrivel.

—O que foi?- Falou preocupado- Eu fiz muito forte? Doeu?

—Skytte...

—Fala...

—Eu errei!-disse deseperada- Como eu não percebi?!

Lucy corria de um lado para o outro.Marcos chorava.

—Como assim?! Sua maluca!

E Skytte surtou.

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— Sinto muito senhora Sienna...- Skytte falou- Por faze-la vir aqui a essa hora.

—Tudo bem, faz tempo que não venho no apartemento da minha irmã.

—Sei que isso deve ser dificil, mas precisavamos falar com você.

—Claro...

Eles entram na sala onde Lucy está sentada no sofá e sorri para Sienna.Ela a segura pela mão e a leva até o quarto de Venetia.

—Por que aqui?

Lucy não responde.

—Sente-se aqui Venetia...- Sienna a olhou com raiva- Ops, é que você é igualsinha á ela.

—Eu sou a mais velha, ela que se parecia comigo...-Falou sentando-se em frente a penteadeira como Lucy havia indicado.

Sienna se olhava no espelho e Lucy estava com a mão em seus ombros.

—Eu imagino... Deve ter sido bem dificil ter uma irmã mais nova tão parecida e ao mesmo tempo tão diferente.-Disse enquanto começava a pentear o cabelo da mesmo.

—Não sei do que está falando... — Sussurrou

—Sabe sim. Venetia sempre foi o centro das atenções. Venetia é tão engraçada... Venetia é tão astuta... Aposto que ela administraria bem a empresa do seu pai.

—Claro que não! Aquela idiota só sabia gastar, nossa família estava indo a falência por causa dela...

—E mesmo assim seu pai deixou a maior parte da herança e da empresa para ela. Por quê?

—Ele era outro idiota, vivia mimando ela e passando a mão na cabeça sempre que fazia besteira. Depois que ela nasceu, mamãe não tinha mais tempo para mim e papai estava ocupado demais rindo das palhaçadas de Venetia.

—Entendo...Você sempre se esforçou para ser uma boa filha. Obediente, boas notas, boa faculdade, pagava as proprias contas.Mas...

—Mas quando ele morreu a herança foi para ela. “ Pobre Venetia, precisava do dinheiro mais do que eu” foi o que o advogado disse.Venetia ficou com a maior parte, mas eu não liguei.

—Até que ela resolveu se casar...

—Com um idiota... Ela iria dividir tudo com ele... — Sienna bateu a mão na penteadeira. — Aquela louca gastava demais, ele tambem, nossa familia iria para a miséria se não fizesse nada. Quem iria pagar o hospital da mamãe?

—Então você a matou.-Lucy disse inexpressiva.

Sienna virou-se assustada. Olhou nos olhos de Lucy e começou a chorar.

—Não! Eu tentei falar com ela... Vim até aqui, ela estava nervosa e com a maquiagem borrada. Ela disse que não queria falar comigo... Mesmo assim eu entrei.

—Ela estava bem aqui... Tentando tirar a maquiagem- Lucy disse referindo-se á penteadeira.

Sienna balançou a cabeça

—Sim... Eu tentei falar sobre a mamãe...Então ela começou a gritar comigo- Sienna respirou fundo- “ Apenas deixe aquela velha morrer!” ela disse...

—Então você viu a rede...

—Estava ao lado da cama, o amante estupido dela havia esquecido.-Sienna sorriu-Até eu sabia dele... Eu peguei a rede... Corri até ela...

— Ela se levantou...

—Mas eu a acertei, bem na cabeça... — Sienna começou a soluçar- Então, ela caiu... Ela não se mexia. -Começou a gritar- Ela não acordava! Não acordava!

Lucy a encarava séria. A expressão de Sienna havia mudado, parecia se divertir.

—Ela queria casar, não queria?- Começou a gargalhar- Então a vesti de noiva, que nem uma bonequinha, até arrumei seu cabelo! Peguei a gravata do maridinho e a enforquei.

—E a rede?

—O idiota do amante havia deixado a chave aqui. Então só coloquei no armario e voltei para casa.

—Mas e as cameras?

—Ah me poupe ! Até vocês conseguirem um mandado para as câmeras eu estaria no México.

Lucy olhou para ela com um olhar triste. Sienna ficou quieta e colocou a mão na cabeça.

—O que foi que eu fiz?

—Você matou a sua irmã.

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Lucy soltou um longo suspiro. Skytte dirigia em silêncio.

—Você realmente me surpreendeu hoje. — Falou quebrando o silêncio.

—É... — ela deu um pequeno sorriso- Você também fez um ótimo trabalho.

—Nem parecia você, estava tão séria.

—Como assim não parecia comigo?!- disse brava- Eu sou uma pessoa extremamente séria, profissional, adulta...

—Tá, ta bem...-Disse entre risadas

Eles ficaram em silêncio novamente.

—Sabe o que eu mereço?- Lucy disse sorrindo

—O que?- Skytte olhou para ela ainda rindo.

—Um milk-shake extragrande de flocos- falou animada.

—Tudo bem.

—Sério?!- Disse surpresa e encarando ele.

—Sério.

Lucy começou a pular até bater a cabeça no teto do carro.

—Ai,ai...-Falou passando a mão na cabeça.

Skytte começou a gargalhar.

—Lucy...-disse tentando conter a risada- Você é uma figura...

—Então é disso que você ri?! Da desgraça alheia?- disse brava mas tambem estava rindo.

—Não... — Ele olhou para ela- Somente da sua desgraça, Esquisita...