Coaching Daddy
5 Capítulo 5
Notas iniciais
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— Você está com medo?
Olhei para remelenta 2 que estava ao meu lado, enquanto terminava de vestir meu equipamento para o primeiro jogo do campeonato, e sorri para ela. O vestiário estava vazio, a maioria dos jogadores já estava se aquecendo no campo, eu havia chegado mais tarde por causa dos malditos paparazzi, mas não estava com pressa.
— Não.
— Por que não?
— Porque treinei bastante, e agora é a hora de ver se valeu a pena. – eu disse e estiquei minha jersey sob o equipamento. O novo uniforme era verde, branco e preto e eu tinha gostado dele mais do que o antigo.
— Por que o seu número é o 5? – perguntou e eu ri.
— Estamos curiosos hoje, não? – perguntei de volta e ela deu ombros.
Ajudei ela a colocar a jersey do time que ficou parecendo um vestido em seu corpinho pequeno, fiz as listras em tinta preta em minha bochecha e nas dela, confesso que ela ficou terrivelmente fofa. Coloquei a braçadeira de capitão no braço por último. Estava pronto e ansioso para entrar no campo.
— Você tem que subir agora com o Mick para o camarote, Thea e o remel... Thea e Damien já estão lá em cima te esperando. – eu disse apontando para Mick que estava em alerta no corredor com uma das camisetas dos Rocketes e boné que não escondia a escuta de plástico em sua orelha em nada.
Ela assentiu e abraçou minhas pernas.
— Boa sorte, Oliver. – desejou ela e eu apenas sorri assentindo.
— Obrigado, agora vai... – eu disse e seus braços me soltaram.
Ela pegou a mão de Mick e foi em direção aos elevadores. Acenou um tchauzinho com as mãos e eu sorri mais uma vez antes de pegar meu capacete pendurado. Eu conseguia ouvir a torcida vibrando desde que havia chegado. Estávamos jogando em casa e nossa torcida era a maioria (como sempre), respirei fundo e desci o lance de escadas.
Saí no túnel que dava acesso ao campo e os gritos ficaram mais altos a cada passo que eu dava. Conseguia ver ambos os times se aquecendo na grama verdinha e algumas bandeirolas sendo agitadas no ar. Sorri quando a adrenalina começou a correr.
Hora do show.
Assim que pisei na grama, me senti ser reconhecido por todos. A razão? A torcida vibrou e começou a gritar meu nome. Sorri e acenei para os fãs e corri até onde Slade estava esperando com os outros dois treinadores.
— Tudo correu bem com as crianças? – perguntou ajeitando seu novo boné na cabeça, e eu assenti. – Ótimo, preciso da sua cabeça no campo, garoto.
Assenti mais uma vez. Olhei para cima aonde ficava a área VIP e vi os remelentos com Thea e Tommy. Lyla, esposa de John, também estava lá com o pequeno Andrew e a pequena Charlie. Todos estavam com jerseys e bonés dos Rockets. E depois também vi Anthony, filho de Adrian, no colo da avó, a Sra. Chase.
Eles estavam comendo besteira, o que me fez revirar os olhos, e tinham bandeirolas também. Remelento 1 parecia o mais animado com um dedo de espuma enorme, o que me surpreendeu muito depois de seu silêncio a manhã inteira. Talvez haja esperança para ele no final das contas.
Slade chamou o time e explicou quais seriam as primeiras jogadas. Adrian e eu trocaríamos de posição para confundir nossos adversários, e com muita sorte, Dig e Roy iriam proteger meus queridos braços de serem quebrados.
— Não pode fazer feio, Chase. Seu filho está assistindo. – eu disse quando caminhávamos junto com o juiz para o meio do campo.
Trocamos cumprimentos com o time adversário e fomos para as posições.
Adrian estava uma pilha de nervos, e sempre que eu o provocava, ele parecia relaxar um pouco. Chame de intuição ou laços de amizade, mas eu sabia lidar com todos os jogadores do meu time. Se eles entrassem nervosos no campo, nós iríamos perder.
— Os seus também, Queen. – ele disse. – Faça eles sentirem orgulho de você.
Batemos os punhos e vestimos nossos capacetes.
Entramos em posição e o apito soou.
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— Oliver, quais foram os erros de Opal City Owls da noite? – perguntou Iris West enquanto eu tirava meu capacete.
Estava suado, cansado, mas hey... Vencemos nosso primeiro jogo.
— Não acho que eles tenham errado em nada, o primeiro tempo foi realmente difícil para nós, eles deram 110% de cada um. – eu respondi ligeiramente ofegante. – Mas infelizmente ninguém tem um guard como o meu. John Diggle foi o principal fator que nos levou a vitória hoje.
Eu tinha perdido as contas de quantas vezes Dig havia me salvado dos tratores que eram os novos jogadores dos Owls. Eles eram fortes demais e grandes demais, se não fosse por John, não teria marcado nem metade dos touchdowns que marquei hoje. O time pequeno e “fácil” veio cheio de surpresas como eu tinha pensado antes.
— A assessoria de imprensa dos Rockets marcou uma coletiva de imprensa hoje após o jogo? Vocês já sabiam que iam ganhar? Um golpe de sorte ou de arrogância? – perguntou novamente e eu perdi a pouca afinidade que tinha pela repórter.
— Arrogância nem sempre pode ser uma coisa ruim, Iris. O time tem alguns anúncios e queremos revelá-los juntos, somos mais do que um time. Somos uma família. E eu adoro estar lá quando eles contam as fofocas novas. – eu respondi e olhei para o camarote onde Thea estava tirando fotos com os remelentos. – Por mais que algumas esposas não gostem de mim batendo na porta delas para roubar os maridos para uma noite de pôquer.
Ela riu e eu também, pedi licença e ignorei cada repórter que queria se aproximar, mas dei atenção á alguns fãs que estavam perto da grade. Assinei fotos e bolas, tirei duas ou três fotos com crianças e depois entrei para o vestiário.
Os caras estavam gritando e comemorando a primeira vitória como verdadeiras crianças. Jogando água e espumante um nos outros. Comemorando a primeira vitória como crianças. Crianças que bebiam álcool, aparentemente. Logo René e Barry me avistaram e miraram a maior garrafa delas em mim. Não tentei fugir, só iria divertir eles ainda mais. Apenas aceitei o jato forte em meus braços seguido por abraços rudes e fortes dos outros jogadores.
Queria tomar banho para a coletiva de imprensa, mas tinha que ouvir o discurso de Slade ainda. Ele sempre dava um antes de entrarmos em campo e quando saíamos dele. Seja vitória ou derrota. Eu já tinha perdido o primeiro, não podia perder o segundo, mesmo pingando suor e champagne.
— Meninas! – gritou ele e todos se calaram. – Estou muito feliz pela nossa primeira vitória hoje, mas todos nós sabemos que não é com os Owls que temos que nos preocupar. Vamos continuar com o ritmo que estabelecemos. Eu realmente estou feliz com o fato que o companheirismo de vocês não tenha sumido, e que vocês ainda confiem um nos outros para entrarem em campo, e sim René, essa foi para você.
Todos rimos da piada e René ficou vermelho. Antes de eu, Diggle, René, Barry e Adrian irmos para o campeonato europeu, o latino tinha dado o maior discurso sobre fidelidade e companheirismo que ele tinha achado com os Rockets e todos ainda tiravam sarro dele em qualquer oportunidade.
— Mas, devo dizer que o que mais me impressionou foi o Sr. Diggle e o nosso querido novato, Sr. Harper. – Slade disse e todos nós gritamos fazendo Dig rir e estufar o peito orgulhoso de si assim como Roy. – Tenho certeza que Lyla vai usar a lingerie especial, porque se não fosse por você, teríamos perdido sem dúvida. E você novato, lembro que prometeu que não iria me fazer arrepender de ter te dado essa camisa. Continue assim.
Rimos mais uma vez e todos cumprimentamos Dig e Roy na hora da saída. Todos iam comemorar em clubes, com as famílias, ou em festas dadas pela própria NFL, mas eu tinha uma coletiva de imprensa para atender. Tomei uma ducha rápida e coloquei a roupa que Thea havia separado para mim, jeans, um suéter e tênis. Era apenas uma coletiva, eu não tinha que ir com terno e gravata. Passei os dedos pelo cabelo e guardei minhas coisas no armário e o tranquei.
Estava pronto para o real banho de sangue.
Entrei no elevador privado e fui até os camarotes, pessoas me paravam para parabenizar pela vitória e eu apenas sorria educadamente e agradecia, assinava alguns poster e tirava algumas fotos. Fui até a sala reservada onde estavam todos e encontrei Tommy conversando com os remelentos.
— ... Lembrem-se, vocês não precisam responder nenhuma pergunta sobre a mamãe de vocês, é só mandarem eles se fo... — ele disse e eu cocei a garganta cortando ele que sorriu amarelo e se ergueu do chão.
A remelenta sorriu assim que me viu.
— Quer uma prévia?
Neguei com a cabeça antes de Thea me abraçar e parabenizar pela vitória, e dizer que ficou preocupada quando me viu caído no chão durante o segundo tempo, eu apenas ri.
— Estou bem e estou inteiro. – assegurei e ela apenas assentiu e depois foi até Roy que apareceu na porta. Me virei para os remelentos e coloquei as mãos na cintura. – O que acharam do jogo?
— Eu não entendi nada. – confessou a remelenta 2 e eu ri. – Mas você ganhou! Yay!
Ela abraçou minhas pernas e sorriu. Passei a mão em seus cabelos e me virei para o remelento 1 que me olhava atentamente. Ergui uma sobrancelha e ele apenas deu ombros.
— Foi um bom jogo. – ele disse no final e eu assenti.
Melhor do que nada, Queen.
Concordei com a vozinha da minha consciência e depois senti outra pessoa, ou melhor dizendo, mini-pessoa me abraçar. Me virei de lado e vi Anthony Chase me encarando com um sorriso banguela.
— Amigão! – eu exclamei e fizemos nosso toque de mãos e eu vi Adrian rolar os olhos, mas estava sorrindo. – Gostou do jogo?
— Sim, o terceiro touchdown fez a bola parecer um foguete! Meu pai pegou ela no meio do ar e boom! Vitória! – ele exclamou animado e me fez rir junto com Adrian. – Eu não sabia que tinha filhos, Tio Ollie.
— Oh... Você conheceu eles? – perguntei olhando dos remelentos para Anthony.
Os três assentiram.
— A gente assistiu o jogo junto e o Dame rachou as batatas dele comigo. – Anthony contou dando um soco de leve no ombro do remelento 1 que revirou os olhos e fez o mesmo.
— Você mal deixou para mim comer! – exclamou o remelento 1 e Anthony deu ombros sem parecer arrependido.
Eles embarcaram em uma discussão de porquê batatas fritas normais eram melhores do que batatas fritas com bacon e cheddar. Nunca vi o remelento 1 tagarelar tanto nessas duas semanas que tinha convivido com ele e sua irmã, que por sinal ainda estava me abraçando pelas pernas.
— Pessoal, está tudo pronto! – gritou Cat Grant. A melhor e maior publicitária que os Starling City Rockets já tiveram. – Se algum repórter lá dentro deixarem vocês desconfortáveis em qualquer jeito ou passarem da linha, me avisem e eu irei destruir a carreia dele ou dela.
Todos riram e seguimos ela até a sala de conferência do estádio. As crianças ficaram para trás já que só iriam aparecer no final da coletiva dando o mínimo tempo possível para serem bombardeadas com perguntas.
Reconheci logos de canais de esportes, de fofoca e revistas de todos os gêneros quando entrei na sala. Eles bateram palmas e os flashes começaram. Sentei atrás da mesa no banco longo logo atrás da placa com meu nome, Adrian sentou ao meu lado e Dig do outro. Roy e Barry do lado deles e Slade e Cat na lateral.
— Vamos começar com as perguntas pessoal, todo mundo terá apenas cinco perguntas para cada um dos meninos e por favor, eles acabam de vencer o primeiro jogo, não estraguem o momento perguntando com quem estão atualmente fodendo... – Cat disse em um microfone, todos riram, mas entenderam a ameaça em suas palavras.
Reconheci Billy Malone e Iris West na primeira fileira, junto com Susan Williams e James Olsen. Os piores e mais perigosos. Endireitei minha postura e fechei meus punhos.
— Relaxe... – disse Dig ao meu lado. – Se eles fizerem alguma coisa com as suas crianças, eu posso bater neles e fazer doer.
Sorri ao ouvir as palavras de Dig e liguei meu microfone.
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A coletiva estava sendo transmitida ao-vivo e estava sendo mais longa do que fora antecipado. Já iam completar duas horas respondendo perguntas técnicas e desmentindo polêmicas, junto com algumas perguntas dos fãs que nos assistiam pela transmissão. Para a minha surpresa o foco estava em Roy e Barry que eram os novatos.
— Sr. Harper é verdade que está namorando com Thea Queen? – perguntou Susan e todos uivaram como adolescentes e fizeram Roy corar enquanto confirmava o boato. – E como se sente sobre isso Oliver?
— Bom, eu sei onde ele mora e onde ele trabalha... – respondi dando ombros e todos riram. – Mas realmente estou feliz pelos dois, sei que Roy é um cara decente dentro e fora daquele campo e sei que ele tenta ser tudo que minha irmã precisa. Se ela está feliz com ele, eu terei que aturá-lo nos jantares de Natal querendo ou não.
Roy gargalhou com minha resposta e depois bateu seu punho junto com o meu por trás da cadeira de Dig. Os gaviões da primeira fileira pareciam saber que algo grande estava vindo, porque foram os únicos que não fizeram pergunta alguma.
— Treinador Wilson como se sente sobre as ameaças de Carson Wentz e do Treinador Wintergreen sobre o campeonato? – perguntou Iris e Slade bufou em risada ao lado de Cat.
— Srta. West, quando você é uma ameaça, sempre terá um alvo nas costas. – foi a sua única resposta e eu ri junto com Adrian e Dig. – Mas eu acredito que não só os Eagles devem temer o nosso time, mas também qualquer outro time. Somos uma família e nós protegemos os nossos.
— Está mencionando o acontecido no passado como prova da infidelidade do Treinador Wintergreen? – Iris cavou um pouco mais e agora ela realmente estava mexendo com fogo.
— Oh não... Aquilo é passado. – respondeu Slade e Cat apenas tocou em seu ombro, era a deixa para anunciarmos as crianças. – Estou querendo dizer as novas adições ao time. Temos três jogadores novos e eles sim devem ser temidos.
— Isso é novo... Quem são os afortunados? – perguntou Billy pela primeira vez.
Olhamos todos para a porta e vimos Anthony, Julianna e Damien entrarem com Kara, assistente de Cat, e os seguranças logo atrás. Eles vieram para atrás da mesa e não pareciam se incomodar com o flashes agressivos. Adrian e eu abrimos espaços para Anthony e Damien, porém Julianna jogou a aba de seu boné para trás e sentou em meu colo.
— Nossos melhores jogadores e torcedores do mundo inteiro. – disse Cat com um sorriso quase dócil enquanto observava as crianças. – Senhoras e senhores, por favor tenham o prazer em conhecer Anthony Chase, Damien e Julianna Queen.
A sala explodiu em comentários e em flashes de câmeras. Isso pareceu assustar os três. Fechei meus braços ao redor dos remelentos, tampando os dois e Adrian fez o mesmo com Anthony.
— Hey! Eles são crianças e não animais de zoológico! – bradou Slade usando o tom de que apenas usava quando alguém do time passava raspando no antidoping. – Se comportem, vocês são adultos aqui!
Todos se acalmaram, mas pareciam famintos por detalhes e por fotos.
— Vamos começar por Adrian. – pediu Cat.
Adrian contou a história que poucos sabiam, Anthony foi fruto de um pequeno caso que se transformou em um grande amor e casamento que não deu muito certo. Agora ele dividia a guarda do filho com Maggie, sua ex-esposa que preferiu deixar o filho fora dos holofotes.
— Por que só revelar ele agora?
— Quando Oliver trouxe os gêmeos para o centro, eu conversei com Maggie e disse que seria bom ele ter amigos no nosso meio, mas isso nunca seria possível se eu continuasse me esgueirando e fugindo de paparazzi nas ruas com ele... – explicou Adrian e Anthony ficou em silêncio. — Sempre colocamos Anthony em primeiro lugar e eu nunca quis que ele vivesse com assédio da imprensa e paparazzi, a mãe dele também não, com a vinda dos gêmeos começamos a planejar diferente.
Percebi que o garoto não estava com medo, apenas não sabia exatamente o que fazer ali. Baguncei seu cabelo e ele riu fugindo de mim e indo para o outro lado do colo do pai. Remelento 1 firmou o boné em sua cabeça e isso me fez rir, mas bati minha mão em seu ombro levemente o que fez ele sorrir.
— Eu sei que todos vocês têm perguntas, mas eu prefiro contar a verdade e depois se ainda haverem perguntas, vocês fazem e eu respondo. – eu disse posicionando o microfone para que ele me alcançasse mesmo com a remelenta 2 no meu colo, ninguém discutiu. – Então, eu sou pai também.
Vi Iris rir e minha afinidade por ela voltou ao poucos.
— No começo da minha carreira, eu não era santo. – agora todos riram. – Em uma das temporadas em Vegas, eu conheci uma linda mulher e depois de uma noite de farra, acabei casando com ela em uma capela, mas o divórcio veio três dias depois.
Remelenta 2 recostou a cabeça em meu ombro e eu continuei:
— Há exatamente duas semanas descobri que minha ex-esposa tinha falecido e deixado dois filhos para trás. Meus filhos. Dame e Jules. – eu disse batendo na aba do boné do remelento 1 e na ponta do nariz da remelenta 2 que sorriu. – Não vou mentir e dizer que não fiquei assustado, porque eu fiquei e quase levei meu agente e minha irmã á loucura, mas eles estão aqui agora, eu não vou abrir mão de nenhum deles.
Alguns flashes soaram quase que de modo tímido, Damien olhou para mim e eu sustentei seu olhar. Ele desviou, mas vi seu pequeno sorriso aumentar, enquanto cruzava os braços em cima da mesa.
— Agora sim, as perguntas... – eu disse e um mar de mãos se estendeu na minha frente.
Qual foi a causa da morte da mãe? Eles não tem outros parentes? Haverá disputa por guarda? Você acha que está pronto para assumir essa responsabilidade? Você é um playboy, acha mesmo que pode assumir o papel de pai?
Deus... Eram tantas perguntas.
— A causa da morte vai permanecer confidencial, eles tem outros parentes vivos sim, mas eu sou o pai e eles ficam comigo. – eu respondi com a voz firme sem margem para argumentos. Vi Adrian assentir como se concordasse, assim como Dig. – E se vocês me apontarem qualquer pessoa, famosa ou não, que estava realmente pronta para o primeiro filho, eu dou meu anel do bicampeonato para qualquer um de vocês. Sou playboy e não nego para ninguém, mas mudanças são inevitáveis e as vezes necessárias.
Oh céus. Amanhã os tabloides irão ferver.
— Julianna, qual é a melhor parte de ter Oliver como pai? – Susan perguntou e a remelenta riu e se apossou do microfone com as duas mãozinhas. Ela entortou o suporte até que ficasse na sua altura.
— Ele deixa Archer dormir comigo na cama. – ela respondeu e todos riram. – Ele faz os melhores sanduíches do mundo! Gosta de ovos com verdinhas e bacon, também deixa eu contar as histórias para dormir!
Olhei ao redor e vi que todos estavam apaixonados pela remelenta.
— E você Damien?
Remelento 1 pareceu confuso por um instante e depois se inclinou contra o microfone.
— Ele faz macarrão com queijo para mim e para minha irmã, e ele também leu os livros do Harry Potter e me explica quando eu não entendo algumas coisas. – sua resposta foi curta, mas foi ótima e depois de algumas perguntas inocente demais para o meu gosto para os remelentos e Anthony, Cat encerrou a coletiva de imprensa e nós praticamente fugimos correndo dali.
Quando chegamos no estacionamento isolado, me virei e pegou os dois no colo os jogando para ar em um abraço de urso. Eles foram ótimos! E senti o peso de meus ombros sumirem quase que por completo.
— Vocês foram ótimos... – eu disse me separando deles que resmungaram.
— E vai custar caro. – eles responderam juntos entrando no carro.
Oh não.
Meu celular começou a tocar e eu o atendi enquanto entrava no carro, vi Mick e Leo na SUV logo atrás de mim, enquanto saímos do estacionamento do estádio que ainda estava lotado de fãs. Por minha exigência, os seguranças do estádio colocaram os paparazzi que estavam loucos por uma foto dos remelentos para fora do prédio.
— Oliver? Que história é essa de ser pai?
— Mãe?
Oh... Merda.
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