Coaching Daddy
4 Capítulo 4
Notas iniciais

Em meus dias de folga, eu normalmente ligava para alguma modelo ou atriz e me acabava na cama com ela, ou fazia uma noite do pôquer com os caras do time em casa, ou marcava presença em uma das festas de Speedy na Verdant, ou todas as opções acima, mas não hoje.
Depois de uma semana com treinos puxados, me escondendo dentro do apartamento com os remelentos, eu estava saindo para visitar a escola que Adrian tinha recomendado com Thea e os remelentos. Foi preciso chamar meus velhos seguranças, Leonard Snart e Mick Rory, para impedir o assédio contínuo dos paparazzi depois do vídeo que eu havia publicado no Instagram.
Durante três dias, os remelentos ficaram trancados no apartamento comigo e com Thea durante meus treinos. As coisas se acalmaram eventualmente, e agora tinham quase voltado ao normal.
Quase.
Entrei ladeado pelo os dois e encontrei Thea no que parecia ser o pátio de recreação da escola com uma mulher loira ao seu lado. A escola não tinha um visual antigo, parecia como qualquer outra escola normal. A remelenta 1 correu até Thea e a abraçou pelas pernas, fazendo minha irmã sorrir e se abaixar e beijar o topo de sua cabeça.
— Essa não parece com a Mansão da Família Adams... – eu disse caminhando ao lado do remelento assentiu enquanto observava tudo ao seu redor assim como eu.
— É, não parece. – foi a única coisa que ele disse em resposta.
Nos juntamos e eu me coloquei a observar a mulher loira. Ela estava usando uma saia preta que Deus-me-perdoe fazia sua bunda parecer redondinha e firme, suas pernas eram torneadas e tenho quase certeza que as coxas escondidas pela saia apertada eram grossas e... Eu realmente preciso de sexo. Estou realmente checando a diretora? Se bem que Adrian disse que ela era uma gata, mas não gata e gostosa.
— Ollie! Estávamos esperando vocês... – disse Thea quando nos aproximamos delas.
— Mick quis ter certeza que nenhum pap seguiu a gente. – eu disse fazendo um gesto para Mick e Leonard que estavam logo atrás de nós em roupas casuais para não assustar as crianças e nem os funcionários da escola, mas pelo jeito que o lugar estava vazio, não tinha aula hoje.
— Acho que estamos prontos para o tour então? – perguntou a loira se virando finalmente para me encarar.
E... Porra. Deus abençoe Adrian, ela era muito gata. Ela tinha um cabelo loiro longo que batiam um pouco abaixo dos seus ombros, meio ondulado. Olhos azuis escondidos atrás de um par de óculos que davam um ar de responsabilidade, mas ao mesmo tempo eram sexy como inferno. O nariz era pequeno, uma boca carnuda pintada com um batom vermelho. Ela era da mesma altura que Thea, mas percebi que estava usando saltos pretos que faziam suas pernas parecerem ainda mais atraentes.
Desviei o olhar rapidamente para não ser pego secando a diretora da escola, mas logo fui atraído novamente pelo pequeno decote que sua blusa rosa exibia. Quando ela se virou para responder algo que Thea perguntou eu tive uma pequena visão de um sutiã branco rendado.
Ela era a diretora mais sexy que eu já havia visto, dentro e fora de pornôs.
— Eu sou a Professora Smoak. A Diretora Rochev não pode acompanhar vocês no tour de hoje porque ouve algumas divergências com o conselho estudantil da escola em relação a um novo projeto, e ela me pediu para acompanhar vocês... – ela se apresentou e estendeu a mão a todos nós, inclusive as crianças que gostaram da inclusão.
Correção: A professora mais sexy que eu já havia visto, dentro e fora de um pornô. Céus. Se as professoras eram quentes como inferno, imaginem como a diretora deveria ser.
— Oliver Queen. – eu me apresentei apertando sua mão levemente que por sinal era ridiculamente pequena em comparação com a minha. – Esta é a minha irmã Thea, e as crianças das quais a senhorita vai ter o trabalho de convencer a quererem estudar aqui...
Ela riu e Thea me olhou com uma sobrancelha erguida. Sorri levemente.
— Damien.
— Julianna.
Eles se apresentaram e ganharam um sorriso da Professora Smoak.
— Desafio aceito. Vamos começar então pelas salas de aula. – ela disse e se virou para direita. Sua bunda me chamou novamente e eu coloquei minhas mãos dentro dos bolsos da jaqueta antes que fizesse alguma merda.
Não iria assediar a professora. O trabalho de acumular processos desse tipo era de Cooper Sheldon, mais conhecido como running back de Carson Wentz e não meu.
Nós subimos um lance de escada e caímos em um corredor quieto. As aulas não tinham começado ainda de acordo com a professora, então o lugar estava bem tranquilo. Nós entramos em uma das inúmeras portas do corredor e vimos uma sala com mais ou menos vintes carteiras, um quadro branco e vários mapas e desenhos pelas paredes.
— Essa será a sala de aula de vocês. O corredor é divido em turmas do pré-fundamental e o primeiro e segundo ano. – ela disse fazendo um gesto para o ambiente, vi remelenta 2 apertar a mão de Thea, assustada.
Eu havia contado a pequena história de bullying da remelenta 2 para Thea e minha irmã fez questão de vir conosco hoje, mesmo já tento visitado a escola antes com Tommy. Apoio moral e essas outras merdas.
— Como são as crianças dessas turmas? Você ensina alguma delas? – eu perguntei e ela assentiu levemente, percebi que não fui o único a captar o medo da remelenta 2.
— Eu sou professora de informática do quarto e quinto ano, mas quando é preciso sou professora substituta do pré, e primeiro ano. – ela respondeu enquanto observamos a sala em questão. – As crianças podem ser bem agitadas, estão na idade que querem conhecer tudo e aprender tudo, mas elas são bem receptivas também. Vocês vão fazer vários amigos aqui.
Passamos para ás salas de arte, música e dança. Remelento 1 torceu o nariz ao ouvir as palavras “sapateado” e “ballet”, e eu ri baixinho recebendo um olhar afiado do mesmo. Depois fomos para o andar de cima e entramos nas de informática e no auditório. Eles tinham programas de teatro e musicais para as crianças e isso tudo estava me dando sono, mas eu não estava reclamando de ver como a saia da professora subia um ou dois centímetros conforme ela subia um degrau de cada andar que subíamos.
Visitamos a biblioteca que atraiu o interesse do remelento 1 e depois a sala de astronomia. Sim, as crianças estudavam as fodidas estrelas desde o segundo ano aparentemente.
— Além de nossos programas recreativos, temos esportes como: natação, basquete, vôlei e futebol. – ela disse quando entramos no ginásio.
Era bem grande, mas não era o tipo de futebol que eu me interessava.
— Nenhuma arte marcial? Essa é a única coisa que parece faltar aqui... – brincou Thea e a professora riu.
— Nossa diretora segue a política de zero tolerância á violência, então artes marciais não entram no nosso currículo. – respondeu ela quando voltamos para o pátio de recreação. – Será que eu consegui convencer vocês?
Os gêmeos não responderam, apenas deram ombros, mas eu sabia que a remelenta 2 tinha adorado a escola e o remelento 1 não estava muito atrás, eles tinham um brilhinho nos olhos.
Eles deram de ombros mais uma vez e Thea riu.
— Vocês tem alguma política de vestuário?
— Oh sim! Nós temos o próprio uniforme da escola, mas apenas a camiseta e calça ou saia são de uso obrigatório. – a professora me respondeu quando voltamos para o que parecia ser a área administrativa da escola. – Eu vou dar para vocês a grade curricular e as matérias extras que vocês podem se inscrever, okay?
Assentimos todos juntos como perfeitos robôs.
Ela foi para atrás do balcão e se inclinou levemente na frente de um computador e... Senti minha garganta secar e meus jeans ficarem levemente apertados na região da virilha. Me inclinei contra o balcão e fingi que estar lendo um panfleto qualquer.
Me chamem de tarado, mas eu estava completamente gamado pela bunda da professora.
— Professora Smoak? – Thea chamou e ela se virou, abaixei meu olhar para o panfleto e vi o que parecia ser um programa intensivo de basquete.
— Pode me chamar de Felicity, Srta. Queen. – ela respondeu.
Felicity.
Hm.
O nome parecia ser melódico e me peguei repetindo-o em minha mente.
— Então me chame de Thea... Quando o ano letivo começa aqui? – perguntou minha irmã e eu aceitei duas folhas que ela me ofereceu com um sorriso polido.
— Nós começamos dia 16 de janeiro.
Isso seria dois dias depois do primeiro jogo e da coletiva de imprensa.
— Acho que é certo dizer que nós adoramos a sua escola e temos certeza que as crianças irão gostar de estudar aqui, certo? – perguntou Thea e os gêmeos assentiram, tímidos, tanto que a remelenta 2 abraçou minha perna querendo se esconder.
Nós entregamos os formulários preenchidos, assinamos os últimos papéis com Felicity e depois ela disse que o uniforme seria entregue em casa antes das aulas começarem. Tiramos fotos dos remelentos para a carteirinha de segurança que mais parecia uma coleira e estava tudo pronto. Quando estávamos saindo, remelenta 2 pegou na minha mão e eu ajudei ela a pular dois degraus de uma vez, ela sorriu e depois acenou um tchauzinho para a professora.
Eu me virei e sorri levemente. Ela estava me checando, mais especificamente minha bunda. Quando viu que foi flagrada, seu rosto adquiriu um leve tom rosado, pisquei para ela com um sorriso malicioso e ela fugiu para dentro da escola.
Eu ri levemente. Não estava tão culpado por ter checado a dela agora.
— Você não presta. – disse Thea antes de entrar no carro com os remelentos.
Eu ri um pouco mais, porque nem se negasse isso deixaria de ser verdade.
—-
Quando chegamos em casa, eles foram para o terraço brincar de não sei o quê com Archer, enquanto Thea e eu ficamos na sala assistindo Netflix. Estávamos acabando a primeira temporada de “Desventuras em Série” e Thea ficava agoniada a cada capítulo.
Escureceu rapidamente e Thea foi embora, logo os gêmeos entraram para dentro e eu nem precisei mandar eles tomarem banho, eles foram sozinhos.
Ser pai parecia ser bem mais fácil do que imaginava agora.
Thea me mandou mensagem dizendo que havia chegado no apartamento de Roy e disse que iria desligar o celular pelas próximas horas, eu não queria saber o porquê disso, mas fiquei grato quando ela me mandou uma receita para o jantar dos remelentos.
Eles tinham que comer comida de verdade, já tínhamos saído da dieta da casa com o Big Belly Burguer, e eles tinham que começar a se acostumar com o meu ritmo. Fui até a cozinha e comecei a caçar os ingredientes da receita. Era um simples macarrão com queijo, mas parecia uma equação de matemática. Eu odeio matemática. Peguei o pacote de macarrão que era o carboidrato perfeito e fui juntando ele com as outras coisas na pia.
Enquanto o macarrão cozinhava, decidi atualizar minhas redes sociais com uma foto antiga da academia. Curti algumas publicações dos caras do time e vi uma foto postada por Adrian que me fez sorrir. Anthony estava usando uma jersey do Rockets que estava mais parecendo um vestido, mas a foto havia ficado bem legal. Ele estava de costas para câmera, deixando o nome “CHASE” em evidência. Curti essa foto também e comentei embaixo.
O fato de Adrian ser pai não era público á pedido de Maggie, sua ex-esposa e mãe de Anthony. Ela não queria que o moleque fosse afetado pelo holofote, e estava certa em parte, mas eu também via como isso afetava Adrian de uma maneira negativa. Decidi comentar algo embaixo da foto.
"@Oliver_Q5:Você tem que parar de subornar crianças para torcerem para você, Chase."
— Tem chocolate? – perguntou a remelenta 2.
Ela estava com um pijama diferente hoje e os cabelos molhados ainda. Ela apoiou as mãos na geladeira e eu larguei o celular em cima do balcão na hora.
— Nu-uh. Sem colocar as mãozinhas aí, porque deixa marca de dedinho e eu não gosto de marca de dedinho. – eu disse erguendo ela e a coloquei sentada no balcão.
— Mas eu quero chocolate. — repetiu cruzando os braços.
— Hoje é 20x20x60. Ou seja vinte gramas de carboidratos simples. – eu disse quebrando o espaguete no meio e colocando ele na água fervendo com um pouco de azeite. – Simplesmente não comemos açúcar nesta casa.
— Mas crianças gostam de doce. Quanto mais simples, mais gostoso. – disse enquanto eu mexia o macarrão para que não grudasse no fundo da panela.
— Meu pai nunca me deixou comer doce...
— É por isso que você nunca sorri? Ahhhh, entendi. – continuei mexendo o macarrão e para uma criança de quase seis, a remelenta 2 já sabia das maravilhas do uso do sarcasmo e da ironia pelo jeito. – Oliver?
— Sim? – me virei e a vi de pernas cruzadas sob o balcão com um pente na mão que não tinha visto antes. – O que? Você não consegue sozinha?
Negou e eu suspirei.
Abaixei o fogo e a girei em 360° fazendo ela rir e peguei o pente.
— Me avise se doer. – eu disse e comecei pelo meio.
Quando forcei o pente para baixo entre os nós, ela soltou um “Ai!”. Decidi ir por partes então, eu tinha visto minha mãe pentear o cabelo de Thea várias vezes, assim como Raisa, não achava que era tão difícil. Separei seu cabelo em três seções e comecei pelos nós menores perto das pontas e indo para cima. Ficou mais fácil e ela não reclamou de dor mais.
Quando terminei tudo, o macarrão já estava no ponto certo. Desci ela da bancada e apontei para mesa, ela assentiu e começou a levar os pratos e talheres até lá. O remelento 1 apareceu também com os cabelos molhados e ajudou a irmã no que faltava.
Misturei o queijo e o leite no macarrão e comecei a misturar. O queijo derreteu rapidamente e tudo ficou uma meleca pastosa, mas eu sabia que tinha ficado gostoso de algum jeito. Coloquei salsinhas por cima e levei a panela para mesa. Servi os dois pratos e depois á mim mesmo. Eles atacaram e começaram a falar sobre a escola.
— Eu gostei de lá, gostei da professora Smoak também, ela parece uma princesa! – exclamou a remelenta 1 quando perguntei o que acharam da escola. Apenas para preencher o silêncio. Eu sorri levemente lembrando da professora e sua saia apertada. — Será que teremos aula com ela?
— Não sei, ela disse que dava aula para as crianças do quarto ano, nós ainda estamos no pré. – respondeu o remelento 1 de boca cheia. — Lá é bem grande! É maior que a nossa escola antiga.
— Mas não tem parquinho. – apontou remelenta 2 como se isso fosse um fator relevante e talvez, só talvez, realmente fosse. — Olha... É aquele cara do jogo!
Me virei levemente e vi uma reprise do recado de Carson para os Rockets na NFL e depois vi o meu próprio vídeo, sendo comentado por ninguém mais e ninguém menos do que Billy Malone e Iris West. Possivelmente eles estariam na coletiva de imprensa logo após o jogo.
Oh, isso seria divertido.
Nós três compartilhamos o sofá mais uma vez, enquanto eu assistia um jogo de basquete da NBA, remelenta 2 assistia Bob Esponja e o remelento 1 apenas estava lendo na ponta do sofá. Percebi que ele já estava nas últimas páginas do livro, ele lia mais rápido do que eu. E aparentemente não era uma criança normal.
— O que é isso?
— Uma coisa que controla a casa inteira, na ponta dos dedinhos...
— O que significa o botão “ROMANCE”? – perguntou a remelenta segurando o controle universal da casa, quando eu fui arrumar a minha cama para eles dormirem e ela se voluntariou para ajudar.
Que saudade da minha cama.
— É para aniversários, dias dos namorados... Coisas assim. – eu disse estendendo uma manta de casal em cima do colchão quando todas as janelas se fecharam, a lareira elétrica ascendeu e uma música melosa começou a soar pelos altos falantes. – Aperta o outro botão...
Remelenta 2 me ignorou e parecia estar se divertindo com o jogo de luzes. Fui até seu lado e desliguei o modo romance e ela parou de rir. Apoiando o pé no meu criado-mudo ela subiu na cama. Archer já estava ali esperando por ela, por mais que eu ainda não soubesse como ele conseguia fazer isso. A cama era o triplo do tamanho dele.
— Me conta uma historinha para dormir. – ela disse pulando e entrando debaixo das cobertas em seguida.
— História para dormir? Okay. – eu disse e sentei ao seu lado. – Era uma vez um Lobo Mau que soprou a casa de Cachinhos Dourados, e também se envolveu numa briga com os sete anões... E tinha mingau e maçã no meio. Fim. Boa noite.
— Eu quero uma história de verdade, Oliver. – ela disse e sentou na cabeceira.
— Mas...
— Deite e relaxe. Eu vou te ensinar. – ela disse colocando a mão em seu peito como se fosse uma especialista em histórias de dormir.
— Okay. Eu vou escutar uma vez e você vai dormir. – eu disse e ela assentiu.
— Era uma vez uma princesa que tinha vários vestidos em seu castelo. Tinha um vestido rosa, um roxo, um azul, um verde, um amarelo, um laranja...
— Eu entendi. Muitos vestidos de muitas cores. – eu a cortei com um bocejo e ela assentiu.
— Só que cada vestido tinha um poder secreto. – ela sussurrou como se fosse um segredo muito valioso. – O rosa que tinha vários brilhinhos rosas fazia ela voar, o roxo que tinha vários brilhinhos roxo deixava ela pequeninha, o azul que tinha vários brilhinhos azuis fazia ela dormir...
—-
Julianna Queen_
Antes mesmo de eu terminar de contar a história da Princess Magic, Oliver já estava roncando bem alto do meu lado. Olhei para Archer e ele também estava dormindo e roncando. Estralei os dedos na frente do rosto dele e sim, ele tinha apagado completamente.
Chutei as cobertas e desci na cama, pisando na pontinha dos pés voltei para a sala que tinha muitas TV's na parede e encontrei Dame lendo seu livro ainda. Sentei ao seu lado no sofá e ele olhou para mim.
— O que foi?
— Fiz o papai dormir. – eu disse orgulhosa e ele revirou os olhos.
— Ele não é nosso pai, é só cara que está preso com a gente e com a nossa guarda. – rebateu colocando seu marcador no meio da página e fechando o livro em seguida.
— Mas ele é legal! Ele está cuidando da gente e achou uma escola legal mesmo que não tenha parquinho! A mamãe não está aqui para ensinar ele á ser papai, então ele está aprendendo devagarzinho. – eu disse e Dame respirou fundo. – A Tia Thea e o Tio Tommy são legais também. Você não gostou deles?
— Gostei. – ele assentiu olhando pela janelona.
— Por que não gosta do papai então? – perguntei cruzando os braços.
— Porque ele abandonou a mamãe. Se ele realmente fosse legal, ela teria contado sobre a gente para ele... Mas ela não contou. Ele queria empurrar a gente para Tia Laurel e você sabe como ela é! – ele disse e eu coloquei o dedo na boca.
— Shhhh!
— Você quer ir morar com ela?
Neguei bem rápido com a cabeça. Eu me arrepiei de medo ao lembrar da nossa Tia Laurel. Ela era assustadora e eu não gostava dela. Ela era malvada e bebia muito que nem o vovô e começava a gritar pela casa que nem uma doida.
— Eu vou dormir com o papai. – eu disse e levantei do sofá em um pulo.
Olhei para Damien e vi que ele não tinha vindo atrás de mim pelo corredor até o quarto, tinha apenas voltado a ler seu livro e eu revirei os olhos.
Meninos são chatos.
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