Notas iniciais
Ciao! Depois de uma enquete bem competitiva, eu volto com mais uma fanfic family friend com crianças e aquele bom e velho clichezão que todo mundo reclama, mas gosta do mesmo jeito! Sintam-se em casa, meninas! Espero que gostem! Boa Leitura!

Eu estava me sentindo ótimo.

Era Ano Novo, estava rodeado de mulheres lindas e meus amigos, o campeonato nacional iria começar em menos de duas semanas... Melhor quase impossível. Na verdade, só uma coisa iria me deixar ainda mais feliz.

Makenna ir embora.

Ela estava bloqueando cada mulher que se aproximava de mim de modo sutil usando sorrisos, conversas e até mesmo tirando fotos com as mais corajosas.

Makenna Hall era uma modelo em ascensão da Chanel e era uma angel da Victoria Secret's também. Ela foi escolhida pessoalmente por Karl Largerfeld e mais três garotas que estavam espalhadas pelo clube para socializar e fazer novos contatos, enquanto faziam propaganda da marca dele. Makenna e eu já transamos uma... Não, três vezes. Ela era uma garota ótima e engraçada, mas agora eu só queria que ela voltasse para Milão e não pisasse mais os pés em Starling City tão cedo.

— Modelos gostosas batendo em retirada... – sussurrou Tommy ao voltar do banheiro feminino com as roupas amassadas e batom vermelho em sua boca. Eu poderia até tirar um tempinho para tirar sarro de seu estado pós-foda, mas isso me lembrou o que eu deveria ter feito antes da virada, e não fiz.

Caminhei entre as pessoas que paravam para me cumprimentar e desejar sorte para os jogos que viriam e eu sorria e agradecia á cada um. A única coisa ruim em ser um jogador de futebol famoso era que você tinha que manter os fãs felizes o tempo inteiro, principalmente os ricos, são eles que pagam o seu salário.

E na maioria das vezes, eu queria apenas ficar em paz e jogar futebol, mas eu continuava sorrindo para as fotos, assinando camisetas e recebendo meus cheques.

— Macky? Vamos conversar? – perguntei chegando na rodinha em que ela e mais duas garotas estavam conversando e bebendo.

Uma delas era loira e estava consertando seu batom vermelho borrado com um espelho. O mesmo tom que estava borrado no queixo de Tommy que por sinal já com uma mulata em seus braços e ri levemente. Ele era uma verdadeira vadia e não sentia remorso. Ignorei os olhares da outra loira na pequena rodinha e me virei para Makenna, esperando.

Ela assentiu e caminhou até o corredor que levava ao escritório no subsolo de Thea, minha irmã. Ela era a dona do clube, Verdant, onde estava acontecendo a nossa reuniãozinha de Ano Novo. Makenna estava incrível com um vestido preto, por mais que não tivesse decote, suas pernas eram torneadas e estavam á mostra para qualquer um que quisesse ver. Eu tinha fetiche por pernas, e as dela eram lindas.

Parei na frente dela e observei seus olhos redondos e castanhos, cheios de expectativa.

— Makenna, eu gostaria de dar isso aqui para você... – eu disse tirando a sacola com o logo mais famoso do mundo debaixo da mesa de Speedy. Ela arregalou os olhos ao ver Chanel escrito. – Como um desejo de boa sorte com o grande desfile.

— Oliver! Ai meu Deus! – ela disse agarrando a sacola de minhas mãos, afobada.

Ela abriu a sacola e tirou de lá um par de sapatos vermelhos com alguns desenhos em preto, mais uma vez, escolha de Karl. E o bastardo sabia o que estava fazendo porque Makenna se apaixonou pelos sapatos. Estava até fazendo carinho neles!

— Muito obrigada! Com certeza, irão dar sorte! – ela disse e me deu um selinho rápido e começou a analisar os sapatos com olhos clínicos. – Eu gostaria que estivesse lá, mas com o campeonato chegando...

— Sim, eu também, mas se eu quiser aquele troféu, tenho que treinar. – eu disse sorrindo levemente forçado e ela assentiu.

Ingenuidade nunca habitou no mundo de Makenna. Ela sabia como as coisas funcionavam comigo e sempre antes de "terminarmos" mais uma vez, eu a presenteava com alguma coisa cara. Bem cara. A primeira vez foi com brincos originais Cartier de platina onde um par de asas formava um "M". A segunda vez foi um colar com uma esmeralda pequena. E a terceira vez foi quando ela precisava de um acompanhante para o lançamento do Chanel N°6 e eu fui com ela, com o bônus de orgasmos depois daquela noite. Eu consigo ser um charme quando eu quero, eu sei. E ela também sabia.

— Mas irei sentir sua falta. Nós nos divertimos muito, Hall.

— Sim. – ela disse e se aproximou de mim para me dar mais um beijo.

Mas quando uma garota se inclina contra você, se mói contra o seu corpo, e enfia a mão em suas calças, você já sabe as intenções dela. Uma coisa levou a outra e no final, eu teria que mandar alguém limpar o escritório de Thea para ela não encontrar surpresas desagradáveis ali e querer arrancar meu pescoço.

—-

— Foi bom enquanto durou... – suspirou Tommy aparecendo na porta, enquanto eu me vestia novamente. – As modelos, eu digo.

— Elas sempre voltam, Merlyn. – eu disse vestindo o paletó mais uma vez.

Nós saímos do escritório junto e voltamos para a pista de dança que estava abarrotada de pessoas. Subimos as escadas em direção a passarela para a área VIP e vi Adrian Chase indo embora bem mais cedo do que realmente deveria. Adrian era um dos jogadores titulares, ele era o meu running back e o único que eu confiava para ser meu substituto em um jogo.

— Não acredito que você já está indo, Chase! – exclamei e ele parou e se virou para mim com um sorriso culpado. – Passou da hora de dormir, neném?

— Tenho que ir para casa, Queen. Beijar mamãe, abraçar o filho... Coisas bem diferentes disso. – ele disse apontando para a festa que estava acontecendo embaixo de nós.

— Nos vemos no treino então, mande um abraço para Anthony. Fale que o jogador favorito dele já comprou o presente de aniversário dele. – eu disse dando um abraço rápido em Adrian que riu debochadamente. – Uma hora você vai ter que aceitar que o ídolo dele sou eu, e não você.

Nunca.

Tommy e ele também se abraçaram e depois que Adrian passou pela porta, eu me virei para o meu melhor amigo de infância com um sorriso. Tommy riu e assoviou fazendo todos olharem para nós na passarela.

— Queria desejar um feliz ano novo a todos, mas isso deveria ser uma festa! Vamos acordar a vizinhança! – ele gritou abraçando meu ombro e as pessoas vibraram de volta.

Eu voltei a caça de uma mais uma companhia e encontrei John Diggle, um dos melhores guards do mundo, que sempre tentava minimizar minhas contusões dentro de um campo. Ele também estava indo embora, porque iria comemorar com Lyla, sua esposa, e filhos em casa.

John e Adrian eram os únicos caras que eram pais do time. John era o único casado, no entanto. O resto eram tão solteiros quanto eu. Nunca me imaginei sossegando com apenas uma mulher, e tendo que conviver com esta mesma mulher todos os dias.

Na verdade, este era um dos meus pesadelos mais tenebrosos.

Encontrei com o resto do time durante a festa, alguns rodeados de mulheres, outros apenas bebendo e rindo, mas quando cheguei perto de Barry, vi de imediato que Roy e René estavam sacaneando ele. De novo.

— Oliver! Meu quarterback favorito, nos ajude á mostrar ao nosso querido e amado Allen aqui que aquela morena de dourado ali está super afim dele. – disse Roy fazendo gestos com a mão de Barry até a tal morena.

Uh-oh. Iris West. Repórter da ESPN.

Isso seria divertido.

— Está mesmo, Allen, mas se você continuar comendo essas cebolas empanadas vai fazer ela correr para as montanhas do seu bafo... – eu disse afastando o prato dele e lhe entregando um guardanapo.

René riu discretamente e depois passou para ele o que deveria ser um perfume bucal.

— Para o bafo. – ele explicou e Barry se encheu com toda coragem e confiança que tinha e foi até Iris borrifando o perfume bucal em sua boca diversas vezes.

— Espere... 3...2...1... Voilá. – disse Roy e nós observamos.

A partir do momento em que Barry se aproximou de Iris já fez René começar a rir, ele chegou e cumprimentou ela com um sorriso que a fez desatar em uma gargalhada ruidosa. Assim como nós ao vermos o resultado da pegadinha. Barry se virou para nós completamente furioso e rangiu seus dentes que foram tingidos de azul pelo perfume bucal.

— Ramirez! Harper!

Os dois novatos fugiram do outro novato e eu apenas ri, observando ao meu redor. Uma morena em particular, em um vestido rosa que mostrava mais do que o necessário, estava me encarando. Isso não era bem surpresa. Quase a população feminina inteira da festa estava fazendo isso, mas algo nela me chamou a atenção.

Não sabia bem o que, mas eu sabia que ela iria ser a minha primeira transa de 2020.

—-

— Archer! Como foi o seu Ano Novo, amigão? – perguntei assim que terminei de fechar a porta sendo recebido pelo buldogue inglês que havia adotado de umas das instituições de caridade o time patrocinava e fizera cada um do time adotar um animalzinho. – Você sabe quem é o maior quarterback de todos os tempos?

Ele latiu em resposta e tentou lamber meu rosto.

— Isso mesmo! Vamos jogar! – eu disse e fui até a cozinha pegar seu biscoito em forma de bola de futebol Wilson, era marrom e tinha até as listras imitando as costuras da bola e tudo mais.

Archer me esperou na sala em posição no sofá. Me aproximei dele e coloquei minha testa colada na dele. Ele estava ofegante, mas adorava brincar assim.

— Está sentindo? Está cheirando? No três! Um, dois, três... Separar!

Archer correu para sua posição perto da porta para varanda e latiu já pronto em posição.

— Queen recua um pouco, os defensores estão partindo para cima. Queen procura uma saída e encontra Archer ao fundo. Ele se prepara, arremessa.... – lancei o biscoito no ar e Archer o pegou com a boca em um pequeno pulo. – Touchdown! E a galera vai ao delírio!

Archer não era o cão mais rápido do mundo, mas com certeza era o cão que comia mais rápido do mundo. O biscoito não teve chance e não durou menos do que um minuto inteiro.

—-

Raisa veio me visitar e fez meu café pela manhã, nós conversamos e colocamos as fofocas de casa em dia. Apesar de ser a governanta da Mansão Queen desde quando eu era criança, ela sempre me visitava no apartamento, mudava alguns móveis e decorações de lugar e salvava minhas plantas da seca iminente que eu representava.

Robert Queen tinha morrido em um acidente que se tornou um naufrágio há quase seis anos atrás. Moira Queen para seu desgosto pessoal era CEO da Queen Consolidated, a empresa, ou melhor dizendo, o chafariz de dinheiro da família. Eu era o filho mais velho e jogador, o desvirtuado. Thea era a caçula em que todos ainda depositavam suas esperanças.

Desde a morte de meu pai, minha mãe deixou bem claro seu desejo para que eu me tornasse o próximo CEO da empresa da família, mas é claro que eu não queria e deixei bem claro meu desejo de ter a vida dentro dos campos. Então mamãe assumiu a posição e sempre viajava ao redor do globo visitando filiais, acenando para fotos, acabando com a fome da África aos poucos e ainda achava tempo para manter seu segundo casamento com Walter, CFO da dita empresa e meu padrasto, inteiro e funcionando perfeitamente bem.

Moira Queen era implacável.

Thea praticamente morava na Mansão Queen sozinha, isto é, quando ela parava por lá também. Ela sempre gastava mais tempo no apartamento de Roy, seu namorado e para meu desgosto, meu colega de time, do que na mansão. E quando não estava em nenhum dos dois, estava dormindo no sofá em seu escritório na Verdant.

Eu sempre odiei morar no interior da cidade, era longe da escola, era longe da faculdade, longe dos estádios de futebol... Era apenas longe de tudo, por isso morava em minha própria cobertura bem no centro de Starling, estando a poucos minutos de qualquer coisa.

Éramos uma família reunida, apesar de toda a distância.

Eu achava pelo menos.

— O que iremos fazer hoje, Archer? – perguntei pegando meu prato com panquecas, ovos e bacon e um copo com um smoothie de frutas que nunca consegui adivinhar os ingredientes que Raisa usava, mas sabia que eram a melhor combinação do mundo.

Raisa tinha ido embora, mas havia prometido trazer flores e fofocas frescas da próxima vez que viesse, isso seria mais ou menos, em quinze dias.

— Quer passear? Quer brincar mais? Ou será que você quer assistir o meu especial da ESPN? Eu sei que você quer, eu também quero...

Eu ri e me sentei no sofá e liguei as quatro TV’s de tela plana na parede a minha frente e coloquei todas no mesmo canal. Eu adorava ver a cara de Billy Malone, o âncora que fazia o Sports Time, falando bem das minhas jogadas e de como eu era um ótimo jogador mesmo nutrindo um ódio profundo de mim.

A recíproca era verdadeira.

— Com agilidade e velocidade absurda...

— Absurda, Billy? – já começou me fazendo rir. Archer deitou ao meu lado e antes que ele roubasse, eu dei uma tira de bacon para ele do meu prato.

Hoje era o dia liberado de sua dieta.

— Oliver Queen pode ter sucesso só com o seu talento, mas o que difere de qualquer outro jogador dentro de campos ao redor do país, é a sua paixão pelo esporte. E ninguém melhor do que ele para nos dizer isso... — disse Billy e um trecho da entrevista que eu dei para o programa há algum tempo apareceu nas quatro telas e eu sorri.

Eles pegaram o meu melhor ângulo.

“A vida é cheia de prazeres, sem dúvida alguma, mas nada... Nada! Nada supera a emoção que eu sinto ao jogar naquele campo todos os domingos. O futebol é a minha vida. Fora do campo, nada mais importa. Nada.”

Eu recitei cada palavra que havia dito na entrevista, mesmo de boca cheia.

— Se nada mais importa, porque parece que o anel do campeonato corre das mãos de Queen? — perguntou Billy e eu fechei minha cara. Estava demorando para ele soltar uma de suas pérolas. — Alguns peritos dizem que é porque ele é egoísta demais ou até mesmo egocêntrico demais...

Apertei um botão no controle e fiz Billy ficar mudo.

— Gostou disso Malone? – perguntei mordendo uma tira de bacon que foi roubada de mim por Archer que apertou o controle dando Billy sua voz novamente.

— Você está perto dos trinta, Oliver. Sua carreira e o tempo estão voando! — Billy disse e eu decidi desligar dessa vez.

— Vem falar comigo quando você tiver um boneco com a sua cara, Malone. – eu disse para as quatro TV’s desligadas.

Terminei de comer meu café da manhã e decidi sair para correr um pouco com Archer, ele tinha ficado dentro do apartamento durante uma semana inteira, e estava na hora de nós fazermos algum exercício. Eu, incluído. Apesar da noite mais do que satisfatória que eu tive com Helena ontem.

Me troquei, mas assim que eu peguei na coleira de Archer, o interfone tocou.

— Alô?

— Sr. Queen, tem duas garotinhas aqui embaixo perguntando de você. Julianna e Sin. — disse Rory, o meu porteiro que tinha espinhas demais na cara.

Julianna? Sin?

Esses eram nomes de prostitutas, pelo menos o segundo era.

— Não conheço nenhuma delas, mas... – eu disse olhando para Archer que não estava nenhum pouco afim de ir correr. – Elas são gatinhas?

Rory suspirou e fez uma pausa.

— Sim, são. Eu diria que sim, senhor. — ele respondeu e eu sorri.

— Está esperando o que, Rory? Manda elas subirem. – eu disse e depois desliguei.

Guardei a coleira de Archer e quando terminei de lavar o prato que usei, o “plin” do elevador tocou ruidosamente pelo hall de entrada inteiro, isso fez Archer correr para varanda. Ele odiava visitantes.

— Oi... – disse chegando até lá e encontrando três figuras.

Uma gótica e dois gêmeos remelentos.

— Tchau... – disse me virando e a gótica me olhou feio. – Eu não compro biscoitinho vendido de porta em porta, me desculpem, mas eu tenho que manter o físico.

Me aproximei da garotinha loira com olhos azuis que me olhava incrédula e tinha alguma coisa branca no canto da boca. Leite? Sorvete? Todas as opções á cima com baba? Não sabia e nem queria saber.

— Sério mesmo? – perguntou o garoto para a gótica que deu ombros.

— Bate em mim. Bate no tio. – eu disse para a garotinha na minha frente que deu ombros e deu um soco em minha barriga que fez cócegas e me fez rir.

— Tuwin. – disse imitando o soco dela no ombro da mesma. – Tchauzinho...

Me virei e depois algum deles coçou a garganta e eu suspirei parando novamente.

— Não sei o que estão vendendo, mas aqui... Cem pratas para cada um. Fiquem longe das drogas. Elas são uma porcaria e... Engordam. – eu disse dando uma nota para cada um.

— Nós não queremos dinheiro, nós só queremos... – começou a garotinha a pegar algum papel em sua bolsa e eu me toquei.

— Ahh sim! Entendi! Vocês querem autógrafos! Dos 8 aos 80! Só um instante, eu acho que tenho caneta no escritório. – eu disse e Archer reapareceu e correu até eles como se tivesse sentido cheiro de churrasco.

— Você tem um buldogue! – exclamou a garotinha indo até a sala e ajoelhando no chão para fazer carinho em Archer que deitou na sua frente.

— Hey, esse é um cachorro perigoso! – eu disse e ela revirou os olhos rindo.

— Sei, ele vai me matar de tanto me lamber. – ela rebateu rindo e eu me virei para os outros dois que estavam parados no hall ainda.

Fui até eles e me voltei para a menina gótica sinistra.

— Você deve ser a mais velha. O que querem aqui? – perguntei e ela suspirou.

— Não queremos dinheiro e nem autógrafos. Eu estou aqui para deixar eles com você. – ela disse e eu ergui uma sobrancelha. – Ela não estava brincando com disse que você não sabia de nada.

— Você deveria estar fazendo sentido para mim? – perguntei e o garoto revirou os olhos, impaciente.

— Eu sou Sin, e esses são Damien e Julianna Lance. Filhos de Sara Lance. Ela morreu á quatro meses atrás e agora eles ficam com você, porque você é o pai. – ela disse e empurrou os ombros do garoto fazendo ele dar um passo em minha direção.

— O que? Não! Não! — eu empurrei o garoto de volta. – Não conheço nenhuma Sara.

— Sara Lance, a sua ex-esposa. A garota que você casou, divorciou e engravidou em Las Vegas á seis anos atrás. E ela, com certeza, não é fácil de se esquecer. – disse ela empurrando o menino de novo, e eu me lembrei.

Em uma das viagens para jogar contra o time de Nevada, o time fez uma parada em Vegas. Ficamos hospedados em um hotel-cassino e eu conheci Sara Lance na mesa de pôquer. Ela era loira, linda e muito boa de cama. Ficamos bem bêbados e casamos em uma das inúmeras capelas de Vegas. Meu maior pesadelo quase se tornou realidade, mas na mesma semana, nós nos divorciamos. Sem filhos. Nope.

Yeaham. Não. Sara e eu nunca tivemos filhos. – eu disse empurrando o garoto de volta.

— Eu só estou seguindo ordens de Sara. – ela disse e abriu a mochila do moleque tirando uma pasta grande e gorda de lá. – Está tudo aqui. Todos os documentos que precisa para acreditar. Eles são seus filhos, sua hora de se virar.

Ela empurrou a pasta para mim e se virou para o moleque. O abraçou e disse algo em seu ouvido que o fez assentir para ela. Depois caminhou até a garotinha e fez a mesma coisa e até Archer ganhou um afago na barriga.

— Hey, hey... Você não pode ir embora sem eles! – eu disse assim que ela entrou no elevador para ir embora.

Ela me ignorou, revirando olhos e até mandou um tchauzinho com a mão, enquanto as portas se fechavam.

Comecei a entrar em pânico e assim que me virei vi a garotinha perto demais e com um sorriso. Imediatamente, dei um passo para trás e fiquei pronto para usar aquela pasta como escudo ou como uma arma se fosse preciso.

— Então, eu sou Julianna... E aquele é o Damien. – ela se apresentou e apresentou o garoto também. – Parece que somos seus filhos e você é o nosso pai. Prazer.

Ela esticou a mão pequena, e eu descobri que tinha ganhado outro tipo de pesadelo hoje, o mais assustador de todos, e ele tinha acabado de se tornar realidade.

Notas finais
O que acharam? Gostaram? Me deixem suas opiniões! Respondendo algumas perguntinhas iniciais que eu tenho certeza que surgirão em algum momento dos primeiros capítulos... A fanfic é Olicity sim, porém o foco será no relacionamento dos gêmeos com Oliver e desenvolver do personagem do nosso novo papai. Felicity aparecerá e terá um papel importante também, mas ela não será o foco e sim as crianças. A história será narrada pelo Oliver, ocasionalmente mudando o ponto de vista para as crianças. Obrigada pela chance e pelo tempo gasto lendo o capítulo e as notas! L.W