Closer to the Edge
3 Questão de tempo
Notas iniciais
Mano, eu tô feliz. Saltitante, para falar a verdade. Estou completamente in love com os comentários de vocês.
Olia, eu não demorei, minha criatividade está a mil (o que é realmente estranho) mas minha criatividade está em alta, e isso é ótimo. Tanto que eu até comecei o quarto capítulo. Maaas eu amo ser má, então, se preparem.
Enfim, leiam.
De inicio, eu fiquei completamente atônita.
Depois, a parte do meu cérebro responsável por manter a razão começou a pensar mil e uma coisas nada agradáveis para falar, do tipo: "Quem você pensa que é para me tratar como um objeto?" ou ainda: "Não é porque você é extremamente sexy, porque você é, que você acha que pode me ter facilmente!" Mas ele apenas responderia: "Eu sou Percy Jackson", e isso seria um argumento válido.
E, infelizmente, a minha parte insana, ou a que eu coloquei o nome de ataque-adolescente- de-13-anos, gostou da ideia de ser desejada por ele. Porquê, até onde eu sabia, os homens que me queriam eram um bando de velhos bêbados, ricos e casados.
Isso me fez fantasiar coisas que eu não me orgulho muito. Mas eu queria saber qual era a sensação de ser tocada por ele. Se a boca dele é tão macia quanto aparenta ser. Se ele é realmente um sonho sem o resto das roupas. Até porque, ele com a camisa aberta já era excitante...
Percy deu uma risada rouca, e eu percebi que estava praticamente babando olhando para o abdômen dele.
– E então? — perguntou Charlotte, me tirando dos meus pensamentos. — Você vai ficar secando o corpo do meu irmão, que, sinceramente, eu até entendo você, ou vai mexer esse esqueleto inútil e vai nos acompanhar até o navio? Se não, eu vou reconsiderar a ideia de não te colocar para limpar o convés.
Ela parecia um pouco impaciente; estava de braços cruzados e batia rapidamente o indicador no braço direito.
Eu endireitei a postura, amarrei meu cabelo em um coque malfeito e tirei os sapatos brancos de salto. Algo me dizia que eu não sentiria falta dele.
– Tenha paciência, maninha. — disse Percy, com um sorriso divertido nos lábios. Eu estou começando a me irritar com esse sorriso irônico.
Charlotte apenas revirou os olhos e desceu as escadas.
Olhei para ele, que acompanhava os paços da irmã com os olhos.
– Sem algemas? — disse, com a sobrancelha levantada — Sem limpar o convés? Não é isso que vocês, piratas, fazem com prisioneiros?
– Qual a parte que você não entendeu que eu quero você? Eu convenci a minha irmã a pular a parte em que você aprende a seguir as regras do capitão sendo um prisioneiro. Me agradeça.
– Muito obrigada. — disse irônica. — Mas porque eu?
Ele levou um tempo para pensar. Abriu a boca algumas vezes, como se soubesse o certo a dizer, mas desistia de falar um segundo depois.
– Você é muito nova para saber.
– Eu tenho a mesma idade que você! — disse, um tom mais alto que o necessário. Mas eu odiava não saber as coisas. Eu sei que é isso irritante, como se eu fosse uma intelectual chata. Mais no fundo, eu sou uma intelectual chata. Eu odeio não saber do que está acontecendo. Odeio ser ignorada quando pergunto algo. Odeio não ser a mais inteligente do lugar.
– Não estou dizendo dessa forma, Sabidinha. Estou dizendo que eu faço parte desse mundo — ele apontou para as roupas dele — há mais tempo que você. Além disso, você tem que respeitar seu co-capitão, querida.
Ele se aproximou de mim. Ele tinha um cheiro viciante de maresia. "Típico", pensei, "A casa dele é o mar".
Mas o cheiro dele não era de peixe estragado ou um cheiro enjoativo de maresia. Era um cheiro delicioso, como ele. O cheiro dele te fazia gostar do mar em segundos.
Ele mordeu o lóbulo da minha orelha. Opa.
– Ou eu posso reconsiderar a ideia de você dormir na minha cabine.
Espera... O quê?
Fiquei paralisada na hora. Ele deu outra risada rouca perto da minha orelha, o que me fez ficar toda arrepiada. Droga.
– Calma, princesa. Não vou fazer nada que você não queira. Mas... — ele me puxou pela cintura, me fazendo ficar colada no seu corpo (eu tenho que admitir que eu gostei, porque, apesar de tudo, eu sou humana). Nossos rostos estavam a uns 3 centímetros de distância. Eu poderia beijá-lo ali e agora. Mas eu não seria tão facilitada assim. — Até parece que você não quer.
Ele tirou uma mecha do meu cabelo que caia nos meus olhos. A mão dele continuou o trajeto até chegar na gola do meu vestido. Ele a puxou levemente para o lado e fez uma linha de beijos do meu ombro até a minha orelha, mordendo novamente o lóbulo da mesma.
Fazendo um retrospecto, eu não sou tão fraca. Eu poderia facilmente empurrá-lo e acabar com a ousadia dele.
Mas, naquele momento, se eu o empurrasse, seria para a minha cama.
Ele deslisou a boca pela minha bochecha e parou na minha boca, mas ele não me beijou. O que me deixou um pouco frustrada, ele apenas mordeu meu lábio inferior. Eu tive que me controlar para não pular em cima dele. Eu queria a boca nele totalmente na minha.
Não que eu seja desesperada. Eu estava desesperada. O Jackson estava me fazendo sentir coisas que eu nunca imaginei que sentiria. E ele estava me torturando. Eu não daria o que ele queria.
Ou, o que seria muito mais divertido, devolveria na mesma moeda.
Mas antes de eu colocar a mão dentro da camisa de botões dele, eu quase bati a cabeça no teto com o pulo que eu dei.
Percy apenas suspirou e olhou para a fonte de onde ouvimos o pigarro
– Sem querer querendo encomodar o pombinhos — disse Charlotte, que estava cinco degraus abaixo na escada. — Mas, sabe, vocês vão ter a noite inteira. Ou, eu já estou torcendo para isso, a vida inteira. — ela fez um coração com as mãos — bem ca-sa-di-nhos.
Percy apenas revirou os olhos para o comentário da irmã. Eu até evitei, mas dei um sorrisinho tímido. Eu conheço o cara em menos de 1 hora e já estou reconsiderando minha ideia de casamentos: que só serve acabar com a vida. Realmente, estou precisando de um terapeuta.
– Mas, infelizmente, o navio não pode zarpar sem você, Jackson. — disse Charlotte. — Então...
Charlotte estava um pouco mais calma. Bipolaridade? Talvez. Eu logo percebi que ela poderia ser uma amiga extraordinária, se ela gostasse de você e se você conseguisse manter o humor dela no modo "alegre".
Criminosa psicótica. Mas uma boa amiga.
Percy olhou para mim. Nós ainda estavámos bem perto um do outro. E quando ele sorriu para mim, eu senti meu rosto esquentar. Porque? Não sei, e pela primeira vez na vida, eu tenho medo de saber.
– Vamos?
– Você vai estar lá? Comigo?
Annabeth Chase, que merda foi isso?
Ele ficou vermelho. Epa. Um ponto para mim.
– Vou sempre estar lá. Com você.
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