Closer to the Edge
8 Para sempre ou nunca.
Notas iniciais
Você nunca sabe se tem ou não folego até precisar usar.
Não foi aquele tipo de beijo que começa tímido e vai se aprofundando. Começo como um beijo desesperado, com nós dois aproveitando cada segundo que podíamos um do outro, e terminou como um beijo desesperado.
Não havia sensação no mundo melhor do que sentir o toque das dele ganhando vida por todo meu corpo. Não havia sensação mais deliciosa do que poder brincar com o cabelo rebelde dele, ou arranhar suas costas e abdômen sem ele fazer qualquer objeção.
Enfim, não há sensação melhor no mundo do que ser beijada por Percy Jackson.
Ele me prensou contra a parede, subiu a bainha da camisola o suficiente para apertar as minhas coxas e me levantar. Eu ainda brincava com o cabelo dele com uma mão, enquanto a outra arranhava as costas dele sem dó nem piedade. Ele desceu os beijos para o pescoço, também mordendo toda a linha do maxilar. Ah, céus.
Eu entrelacei minhas pernas na cintura dele e o puxei para mais perto, se é que isso era possível, aprofundando o beijo cada vez mais.
Há quanto tempo estávamos assim? Uma hora? Duas? Eu não me importava. Eu queria ter um estoque de oxigênio infinito para poder beijá-lo mais e mais. Deuses, como eu preciso desse Cabeça de Alga estúpido.
Percy mordeu meu lábio inferior e foi descendo os beijos por todo meu pescoço. Ele ia descendo as alças brancas da camisola calmamente, como se tivesse todo o tempo do mundo. E, se pensar bem, ele tinha.
A parte da minha cabeça responsável por manter a razão latejava, martelava na verdade, como se tentasse colocar juízo na minha cabeça: Você deveria ser virgem! Você está tecnicamente traindo seu noivo, você ainda é prometida se lembra?
Ótima lembrança, em consciência inútil?
Percy continuou a linha de beijos do meu pescoço até os meus seios. Ele praticamente abocanhou o direito, chupando e mordendo, enquanto massageava levemente com o polegar o outro. Depois que ambos estavam já vermelhos e sensíveis, ele desceu os beijos pela minha barriga. A única coisa entre ele e minha intimidade era um tecido branco amarrotado em volta da minha cintura. Ele sorriu marotamente, e rasgou aquilo ao meio. Ele poderia muito bem só ter tirado, mas de alguma forma eu sabia que a Lotte não iria se preocupar com isso.
Ele fez uma linha de beijos por toda a parte interna da minha coxa até a virilha, eu dei um longo suspiro quando ele depositou um beijo cálido no local. Eu poderia dizer que eu apenas gemi o nome dele uma oitava acima do normal quando ele penetrou três dedos direto, mas isso não seria verdade. Eu berrei o nome dele alto o suficiente para os peixes do Oceano Pacífico saberem que quem está tirando minha virgindade era Percy Jackson.
Ele fazia movimentos de vai e vem com os dedos, enquanto mordia e fazia movimentos giratórios no clitóris. Eu tentava sufocar os meus gemidos, mas sem nenhum sucesso. Minhas mãos procuravam um lugar para eu segurar, e acabaram encontrando a cortina e o cabelo dele. Percy pegou as minhas pernas e as colocou nos seus ombros e eu as entrelacei, deixando ele mais perto de mim. Quando ele aumentou os movimentos, eu sentia espasmos de prazer se espalhar por todo o meu corpo, então eu finalmente sentir a língua quente do Jackson me preencher por inteiro. Aquela criatura gulosa engoliu todo o meu líquido, e eu senti todos os músculos do meu corpo que estavam contraídos relaxarem automaticamente.
Eu estava ofegante, isso era óbvio, mas eu queria mais daquele estupido.
E se ele pensava mesmo que eu estava nas mãos dele, é melhor ele tirar o cavalinho da chuva.
Eu o empurrei com o pé, deixando-o cair com uma expressão de surpresa no chão. Eu sorri maliciosamente e sentei no seu colo, rebolando em cima do seu membro e o beijando ferozmente. Eu mordia e sugava seu lábio inferior de vez em quando, enquanto arranhava sem nenhum dó as costas e toda a extensão do abdômen. Eu sorri quando minha mão chegou ao cós da sua calça. Eu apertei razoavelmente forte a ereção dele por cima do tecido fino da calça e ele deu um gemido maravilhosamente alto quando eu fiz isso.
– Eu vou fazê-lo gostar de mim. – eu sussurrei no ouvindo dele, mordendo logo em seguida o lóbulo do mesmo.
– Tanto ele quanto eu gostamos muito de você. – ele suspirou. – Acredite.
Eu sorri com o comentário e eu passei as unhas por toda a calça. Quero dizer, eu rasguei a calça dele mesmo. Ele me olhou com um misto de espanto e malícia, dando aquele sorriso tordo que deixaria qualquer uma nas nuvens.
Eu distribui beijos por toda a barriga dele, até a base da coxa. Eu queria tortura-lo, fazê-lo pagar na mesma moeda. Eu estava ansiosa para vê-lo em minhas mãos desde o dia em que ele me prensou contra a parede do palácio. Mas eu não conseguia. Naquele momento, o corpo dele era o meu paraíso.
Eu abri as pernas dele e me pôs entre elas, o que o fez arquear a cabeça, eu o observei com a mesma cara de pau que ele me olhava e, raios, porque esse garoto tinha que ser tão perfeito? Eu mordi o lábio e comecei a estimulá-lo devagar, apenas ouvindo seus gemidos, o que me deixava mais excitada. Era prazeroso o ouvir gemer meu nome.
Eu admito, não fazia ideia do que estava fazendo, mas pelos gemidos e grunhidos de Percy, eu sabia que estava fazendo algo certo. Depois de um tempo, eu coloquei meus cabelos para trás e coloquei o que pude dentro da boca, sugando a cabeça e lambendo toda a extensão do seu membro, o estimulando cada vez mais rápido. Percy apertou os olhos com força, gemendo baixinho e dizendo que essa era a pior tortura que já passara na vida, enquanto eu ouvia, dando sorrisinhos enquanto mordia. Eu percebi que já estava na hora de parar quando as mãos dele se fecharam em punho, procurando algo para apertar.Sorri quando senti o líquido dele na minha boca, tentando engolir tudo.
– Onde você estava em toda minha vida? – ele perguntou ainda ofegante.
– Provavelmente esperando por você. – sorri.
Ele deu um leve sorriso e trocou as posições, se colando sobre mim novamente. Eu não queria esperar nem mais um segundo. Apesar de que eu sabia que a primeira sempre era a mais doída. Mas eu não me importava, eu o queria mais do que tudo. Ele se posicionou em cima de mim e, com o olhar, pediu permissão. Eu respirei fundo e assenti.
Realmente, não estavam mentindo. Eu senti um calor infernal invadir todo o meu corpo e era como se eu tivesse sendo rasgada ao meio. Eu tentava desesperadamente recompor minha respiração, tentando não chorar ou gritar de dor, não queria deixa-lo preocupado. Eu fechei os olhos com força, tentando não derramar nenhuma lágrima, até o meu corpo se acostumar com o desconforto. Eu suspirei novamente e assenti, e ele começou a se movimentar. O que antes era uma dor suprema, agora era um pouco pior. Por mais que ele entocava com cuidado, eu ainda sentia meu corpo sendo rasgado.
Nossos gemidos e suspiros foram aumentando de volume enquanto nos beijávamos. Percy entocava cada vez mais rápido e forte. Os mesmos espasmos voltaram junto com um gemido surpreendentemente alto quando o orgasmo chegou para mim. Ele entocou com muito mais força, e logo depois desabou do meu lado.
Ele estava ofegante, alguns fios de cabelo estavam grudados na testa e ele estava com marcas de arranhões por todo o corpo como se ele tivesse sido atacado por um animal. Que visão mais bela.
Eu girei o meu corpo para o dele e ele não se afastou quando eu pousei minha cabeça em seu peito. Nossas respirações muito mais contidas agora.
– Droga, você é a perfeição. – ele disse.
– Não tanto quanto você. – sorri.
E abraçados, nus e no chão, adormecemos. E, eu juro, nunca tive melhor noite como aquela em toda a minha vida.
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