Closer to the Edge

36 Fazendo um acordo com o Príncipe Zumbi


Notas iniciais
EU GOSTARIA DE DAR UM BEIJÃO PARA OS QUE COMENTARAM NO ÚLTIMO CAPÍTULO E PARA MINHA MIGS MRSPASSION E PARA A FOFA DA AYUNO SALVATORE ESSAS LINDAS DE BONITAS QUE RECOMENDARAM A FIC, e no momento eu queria estar zoe (morta sim, sem perder o brilho nunca) ENFIM eu não fazia a mínima ideia do que por nesse capítulo, então coloquei uma insinuação bem maconhada no começo (mais maconhada que isso só chover chocolate e do nada o Willi Wonka aparecer) e a comprovação de que Annabeth Chase vai ter um mine Percy (sim, vai ser menino, já fiz o epílogo e esse baby é macho). Gente eu acabei BoO. Eu pensei, juro que pensei, que não ia sofrer tanto, mas agora estou com um pote de sorvete na mão, como faz? EU SÓ NÃO GOSTEI DA PALIA ASSADA DE PERCABETH QUASE NÃO APARECER mas também quando aparecia, segura o forninho viada “a rivalidade termina aqui. Eu te amo, Sabidinha” QUERIA STAR MORTA MANO EU FIQUEI NO CHÃO COM ISSO CARA! VOCÊS TEM NOÇÃO DE QUEM EM UMA FOLHA PERCABETH FOI MELHOR, MAIS DIVO, MAIS EMOCIONANTE DO QUE JASIPER A SAGA INTEIRA?????????? Anyway amores, espero que gostem!

P. o. V Percy

– Di Angelo, não! – ralhei pela milionésima vez, o que eu esperava ser a última – Isso não vai dar certo!

– Mas e se der?! – o italiano retrucou, os olhos negros brilhando em expectativa – Não tens o que perder, Perseu, porque não?

Minhas mãos voaram para meu cabelo, os desarrumando e respirando fortemente, pensando no que ia fazer.

Havia três dias que chegamos à costa sulista, sendo seguido pelo Dumurt todo o trajeto. Nico fizera-me uma proposta ousada e mentalmente insana e, desde que eu respondi um sonoro não, ele vem me enchendo a minha cabeça, tentando fazer-me convencer de que sua brilhante ideia daria certo. Sentia arrepios na espinha só de imaginar a cena.

– Não é natural – expliquei algo óbvio – vai contra todas as leis naturais e o ciclo da vida...

– Pro inferno o ciclo da vida e lei natural, eu sou mais poderoso que isso!

Arqueei uma sobrancelha.

– Você é mais poderoso que a morte?

– Julgarei seu tom de voz como estupefação, não sarcasmo. – soou quase como uma ameaça, mas não me importei.

– Talvez não dê certo, — teimei – não tens mais Bianca, afinal.

– E desde quando eu precisei de Bianca para fazer algo?

Levantei as mãos pra cima em sinal de rendição.

– Ora, desculpe-me, ó senhor eu-sou-mais-poderoso-que-a-natureza-e-nunca-preciso-de-ninguém-para-nada! – ironizei e, se não fosse já acostumado com o olhar frio do Di Angelo, estaria me borrando de medo naquele momento – Irá dar uma esperança, e se não funcionar, poderá ser até mais doloroso.

– Você supera. – Nico deu de ombros.

Soltei um longo suspiro.

– Sabe que não pode me fazer gostar de você fazendo isso, não sabe?

Nicholas ficara obviamente ofendido.

– Primeiro: estou fazendo isso porque também não suporto o fato de que ela se fora – ele manteve um dedo levantado enquanto continuava – Sabe por que falei o nome dela em vez do meu? Porque não me via como rei, mas conseguia vê-la como rainha...

– Até porque, além de uma seita demoníaca, não consigo te ver como líder de nada.

Nico preferiu ignorar o comentário e continuou:

– Ela se despediu? – assim que percebi que não era retórico, assenti – Bem, se der certo, e vai dar, muito provavelmente a consequência é que vou levar um soco na cara por fazê-la dizer um “eu te amo” em vão...

– Eu te amo? – levantei uma sobrancelha, o canto da boca se abrindo em um sorriso irônico – Nem sob tortura ela diria algo assim.

Nico deu um tapa no ar, como se minha observação fosse uma mosca.

– E, em segundo: sem ofensas, você é bonito, mas não faz o meu tipo. – declarou, fazendo-me ficar levemente confuso – Pense desse lado: estou te dando a chance de escolher por ela, estou sendo muito solidário aliás, pois podia simplesmente roubá-la e fazer o que tenho que fazer.

– Como assim não sou seu tipo?

Nico deu um tapa na própria testa.

– Percy...

– Como assim não faço seu tipo? Eu sou o tipo DE QUALQUER UM!

Nico abriu a boca para responder, mas se deteve quando um pigarro atravessou a velha sala empeirada cheia de ferros e palha. Um homem de mais ou menos dois metros de altura, pele morena e olhos escuros estava debruçado sobre uma placa de ferro, ao qual ia direto para uma fornalha grande o suficiente para se assar trezentas pizzas. O fogo crepitava pelas grades de ferro escuro, dando uma sobra medonha sobre o rosto dele.

Quem não o conhecesse, atravessaria a rua para não esbarrar com ele, mas Jack Mason era tão calmo como um idoso, o que chegava a irritar.

– E então? – ele perguntou, apontando para a caixa igualmente de ferro sobre a bancada, grande o suficiente para caber um homem adulto. Ou, no caso, uma garota de 17 anos do tamanho de um poste de luz.

Hesitei na resposta, mordendo o lábio até sentir arder. Pensei nas consequências e no que poderia perder: nada. Se der certo, ela daria um soco em Nico e em mim, por ter concordado com isso. Depois colocaria as mãos ao trabalho, como sempre fazia. Se não, bem, vai doer, mas nada comparado a visão de vê-la ensanguentada de novo.

Tirei os pensamentos da mente balançando a cabeça e encarando um Nico esperançoso.

– Mason, pode ser amanhã? – Jack Mason assentiu, limpando as mãos que viviam sujas de fuligem. Voltei-me para Nico – Tem até esse horário amanhã para fazê-lo, Di Angelo.

LEIAM AS NOTAS FINAIS (N/A: o capítulo é meu e eu invado quando eu quiser)

P. o. V. Annabeth

– Está blefando – Luke constatou, mesmo parecendo querer convencer a si mesmo disso.

Teoricamente, eu estava sim blefando.

Mas, parando para pensar, percebi o atraso na vinda de sangue. Era para ter acontecido três semanas atrás. Um atraso de quase um mês ou significava que meu organismo endoideceu ou a coisa mais óbvia: carregava no ventre um filho. Uma vida.

Aquilo me apavorava de um jeito bom, estranhamente bom.

Lembrei-me ainda dos enjoos constantes na saída de Tortugas. Imaginava ser o fato da falta de comida e descanso, o esforço que obrigava meu corpo a ter. O movimento constante do mar não seria, tinha me acostumado com as ondas movendo o casco.

Fiz burrice de demorar na resposta, dando chance de Luke recuperar forças e jogar-me brutalmente para a parede, fazendo cacos de vidro rasgarem o vestido e filetes de sangue aparecerem na lateral do meu corpo. Assim que atingi a parede e dei-me o luxo de respirar, senti meu corpo doer, como se tivesse sido saco de pancada por uma semana. Tive uma ânsia e acabei tossindo sangue.

Um segundo depois, Luke me agarrara pelo braço como se fosse uma boneca de pano. Ele trazia consigo um caco de vidro e, por mais que precisasse de mim em seus planos, era sensato e mais fácil fazer-me perecer.

Rodei o braço para me soltar, sem sucesso. Luke apertou meu braço com mais força, e como a adrenalina pareceu se esvair e a força se esgotar, tive que morder o lábio para não gemer de dor. Estava tonta e momentaneamente desorientada. Senti algo escorrer pela nuca. Havia batido a cabeça, com certeza, mas a dor no corpo era tanta que mais dor não pareceu afetar-me.

Como estava enganada.

Luke grudou meus punhos juntos, segurando com uma única mão, por cima da minha cabeça.

– Poderia ser pior – disse ele, me examinando – O espartilho impediu que sofresse algum dano verdadeiro...

Soltei uma fraca risada de escárnio.

Dano verdadeiro? Sentia o corpo todo latejar de esforço, a mente trabalhava mais para manter-me consciente. Luke sorria friamente, os olhos brilhando com ânsia de sangue.

– Como dizem? – ele se perguntou, levantando o caco que eu usava antes para acertá-lo. – O instinto materno e toda essa baboseira? “Atinja-me, mas não me filho”? – ele agora segurava arma transparente em punho. Meu pulso acelerou com sua insinuação; engolindo em seco, mantive minha face impassível – Irá doer um pouco, querida, espero que aguente...

Luke abaixou o caco.

Fechei os olhos e tentei evitar o inevitável me inclinando para frente, as pernas estendidas para trás em uma tentativa de alargar a distância entre o vidro e meu corpo. Joguei os quadris para o lado, em uma vã tentativa de desviar o curso. Senti a aproximação de sua mão se abaixando, indo direto para minha barriga...

E um grito estridente cruzou o cômodo, Luke parou imediatamente, a ponta do caco a centímetros da minha barriga. Olhando para baixo, respirei aliviada quando ele jogara o vidro para longe, não sem antes soltar-me. O desgaste era tanto que quase cai de joelhos, mas segurei-me a parede.

Uma criada tinha os olhos escuros arregalados, as duas mãos na boca e uma pilha de toalhas brancas caídas aos seus pés. Tentei sorrir como se Luke não tivesse tentado tirar desesperadamente minha criança, e provavelmente minha vida junto.

– Briga de casal, sabe como é – soei o mais descontraída que pude. – Pode mostrar-me o banheiro senhorita? Um banho seria bom agora.

A criada assentiu, tirando as mãos da boca vagarosamente e estendendo uma trêmula em minha direção. Peguei sua mão e a deixei que me guiasse pelos corredores, para longe do monstro que terei que me casar.

***

– Uns dois números a mais seria o suficiente. – calculei.

Estava diante de um espelho ao qual podia me ver por inteiro. O cabelo loiro em um coque já bagunçado com a troca de vestidos; os olhos cinza avaliando de cima a baixo o vestido branco. As mangas compridas iam até acabar em forma triangulas sob minhas mãos; o espartilho tinha detalhes e fio de ouro na lateral, deixando o restante em branco. A saia ia até além da minha altura, toda em uma seda perolada, estufada para todos os cantos. A parte de cima dos ombros ficava a mostra, dando exclusividade ao cordão dourado com uma pedra pequena azul-brilhante no decote em “v”.

– Mas Vossa Majestade – a costureira se opusera timidamente. Os olhos azuis vasculhando o vestido em busca de algo que fizera errado. O cabelo loiro estava prendido em uma agulha rosa de tricô e uma fita métrica repousava em seu pescoço fino. – Ficará folgado...

– Acredite em mim, Lacy, quando digo que não ficará folgado.

Lacy não se opôs dessa vez. Se a futura rainha queria respirar, então que seja.

Segurei o espartilho com as duas mãos enquanto sentia o alfaiate, Mitchell, desatar os cordões escondidos pelo tecido. O vestido caiu de uma vez pelo meu corpo, sendo substituído rapidamente por um robe que Piper me entregara. A visão da janela aberta do meu quarto dava para o jardim do Palácio de Buckingham, agora com pessoas andando de um lado para o outro como formigas em um ninho.

Os últimos três meses passaram em um estalo, o casamento já era dali uma semana.

Meus dedos foram instintivamente para o colar, girando-o. Além da cidade londrina, se você olhar bem, o porto se estendia. Meus dedos acariciaram a pedra azul com mais fervor, enquanto minha visão detectava o brilho distante da água salgada.

– Senhora? – a voz de Piper me chamou. – Está... – ela fez uma pausa, não havia mais ninguém conosco – Está pensando nele?

Respirei fundo. Tentava nas últimas semanas não ficar desesperada, como um claustrofóbico em um lugar blindado. O meu peito doída, sempre doía. Era difícil comer, meu estomago embrulhava às vezes. As lágrimas ardiam na garganta, mesmo elas não tendo nada a ver com o emocional, e sim para lubrificar os olhos, mas isso não impedia de vez ou outra molhar meu rosto.

– Sempre, Pipes. – digo, sentindo a garganta fechar – Sempre.

Notas finais
ENTÃO eu e minha amiga Zabela inventamos de fazer um vídeo antes de acabar a fic, até porque, pelo que calculei, faltam no máximo 5 capítulos para acabar, muito provavelmente vão ser mais três e THE END. Então eu pensei em fazer isso, vocês podem me mandar perguntas esquisitas e maconhadas tipo "que bolo que você gosta" ou perguntas sobre a fic, tipo "qual maconha você tava fumando quando inventou essa fic?" essas coisas. ENTÃO APAREÇAM E ME MANDEM PERGUNTAS, FALEM SOBRE O CAPÍTULO E EM TROCA EU RESPONDO VOCÊS E VÃO VER MINHA CARA FÊA E MINHA VOZ IRRITANTE You Know You Love Me XOXO Gossip Girl