Notas iniciais
AND I COME LIKE A PHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONIX porque sinceramente estou demorando de mais e, por favor, não me apedrejem. Apedrejem meus professores esse ridículos com seus trabalhos, livros soníferos (aliás, nunca peguem vidas secas para ler, vomitar é mais divertido), testes e provas bimestrais E OLHIA QUE LINDEZA SE EU NÃO PASSAR EM MATEMÁTICA ALÉM DE REPITIR O NONO ANO E NÃO SAIR DAQUELE INFERNO DE ESCOLA MINHA MÃE AINDA VAI BOTAR FOGO F-O-G-O NOS MEUS LIVROS FAVORITOS, ou seja, vou ficar sem nenhum, porque todos são meus bebezos todos eu amo. Enfim, vocês entenderam: ou eu estudo, ou eu estudo. E infelizmente não tem como ser a diva de vocês, estudar e ser a escrava Isaura da casa tudo ao mesmo tempo. ALÉM DISSO AINDA TEM A “FORMATURA” DOS NONOS ANOS E A NOSSA TURMA FOI A ÚNICA QUE CONSEGUIU PERMISSÃO PARA UMA FESTA – sabe, vender comida nos recreios e rifas fora ou dentro da escola pra arrecadar dinheiro – E EU SOU UMA DAS ORGANIZADORAS e com o fim do ano fica quase IMPOSSÍVEL respirar, então, amores, entendam que depois desse capítulo eu vou demorar até mais. Mas nesse não tem nenhum segredo tipo PARA O MUNDO QUERO DESCER COMO ASSIM OMG ME PINTA DE AZUL QUE EU TÔ BE-GE é bem calminho, tem hentai, tem briga Clarisse x Percy porque EU AMO A CLARISSE, CLARISSE MELHOR PESSOA AMO CLARISSE CARA AMO e... só. É aquele capítulo que eu gosto de chamar de dia lindo maravilhoso brilhoso: “os melhores dias são aqueles que vêm logo após das piores tempestades” UHUUU ARRASEI GOSTARAM NÉ? GUYS EU ACHO QUE NINGUÉM SE IMPORTA, MAS EU SEI QUE TEM GENTE QUE É DIRECTIONER AQUI E TENHO QUE DIZER QUE ESSES VIADOS QUEREM ME MATAR: NOVO ÁLBUM, A MÚSICA FIREPROOF É PERFEITA ALIAS, AINDA TEM AQUELE VÍDEO DOS MINOS E EM OUTUBRO VAI LANÇAR O FILME DA TOUR E EU TÔ MTO BEM EU TÔ CALMA MENTIRA EU TÔ EM NÍVEL HOSPITALAR!! ISSO TIRANDO A PARTE QUE OUTUBRO TAMBÉM TEM SANGUE DO OLIMPO dia 7 galerô E EU TAMBÉM NÃO ESTOU RACIOCINANDO COM ISSO PORQUE HDO É O TIPO DE SAGA QUE NÃO PODE TER FIM, IGUAL THG HP TMI E ESSE POVO TODO QUE ACABOU COMIGO QUANDO ACABOU, eita Giovana respira (quem entendeu, entendeu). Tudo bem, agora vou acabar com esse monstro vulgo notas iniciais e encontro vocês lá em baixo.

p. o. v. Percy (esse goxxxxtosu)

– Não adianta! – ralhei pela quinquagésima nona vez – Nada de cubos de açúcar, você sabe o que te acontece quando come isso, e já és um cavalo muito complexado.

Blackjack, um cavalo adulto totalmente negro, relinchou em protesto.

Eu meio que o libertei, ou qualquer coisa do tipo, ano passado. Para falar a verdade eu o roubei, precisava de algo veloz para escapar, não me julguem. Então o deixei na costa de Nova Orleans e voltei à Tortugas, mas quando chego quem me parece?

Ainda não sei se eu o adotei ou se ele me adotou, não entramos em um acordo, contudo o que importa é que o inconveniente viciado em cubos de açúcar – que, aliás, o fez saltitar a ribanceira, tenho minhas sinceras duvidas de que ele achou que podia voar – se tornou definitivamente meu cavalo.

E por isso, crê que manda e desmanda em minha vida, pode fazer tudo que quiser e odeia ser um cavalo normal e permanecer nos estábulos.

Esquisito.

– Tudo bem, certo – digo, rendendo-me e levantando as mãos – Lhe dou mais dez cubos de açúcar e você desaparece.

Levantei os dez cubos na mão, aos quais sempre trazia comigo em caso de emergências como essa. Afinal, Annabeth chegaria logo, e não seria exatamente interessante a presença de um bicho preto de trezentas toneladas se metendo.

Imaginava que Blackjack não me atentaria, muito menos me encontrasse onde estava: uma colina com pelo menos oitocentos metros acima da cidade, o tipo de lugar ao qual poderia torturar uma pessoa e ninguém nas ruas escutaria. Ainda havia pegado seis garrafas cheias de bebida, e pela experiência alcoólica de Annabeth apostava que no primeiro gole ela alcançaria o objetivo desejado.

Blackjack pareceu olhar com desdém o açúcar bufando como se eu fosse um idiota barganhando algo miserável assim.

– Você é um porco fedorento em forma de azalão – o xinguei, e em resposta ele usou a longa cauda como chicote, atingindo com uma força considerável meu braço – Cavalo inútil.

Blackjack relinchou, e não era necessário falar a sua língua para saber que aquilo era uma risada.

– Porque está falando com um cavalo? – eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar.

Annabeth estava com as botas nas mãos; o espartilho preto parecia lhe apertar de mais – e não seria nenhum incomodo retirá-lo. Uma sobrancelha loira estava arqueada, mesmo com a expressão de divertimento. O cabelo voltou ao cacheado – que, em minha opinião, ficava bem melhor nela do que liso – a luz proporcionada pela Lua fazia com que ele brilhasse, formando uma aréola loiro-esbranquiçada, cortada por uma mecha grisalha que só então havia percebido.

– Por que sei falar cavalês – digo simplesmente – e talvez até peixês, quem sabe?

Annabeth levantou as sobrancelhas de uma vez e jogou as botas perto das patas de Blackjack; sentando-se ao meu lado, acomodando as costas na lateral do corpo do cavalo. Como disse, o bicho era um encosto, nos ambos sentidos.

– Ele tem nome? – ela perguntou, acariciando a lombar do cavalo negro – É um belo animal, aliás...

– Não fala isso perto dele! – arregalei os olhos – O ser vai achar-se o resto do ano!

– Egocêntrico? – perguntou, rindo infantilmente.

– Sim, muito.

– Ora, então a história de tal dono tal animal é verdadeira.

Blackjack pareceu dar outra risada, balançando a cabeça.

– Ah, muito obrigada. – digo, Annabeth jogou as mãos para o alto em forma de desculpas – De qualquer forma, ele é o BlackJack.

Ela murmurou algo inaudível, mas quando perguntei desconversou. Pensando alto, presumi, quando você quer que a pessoa saiba o que está pensando e ao mesmo tempo não quer. E Annabeth parecia abatida, como se tudo sobre a mãe que descobrira só hoje a desgastasse por completo.

Gostaria de poder ajuda-la, mas só tinha uma caixa com garrafas de rum e uísque, tinham que surtir o efeito que sempre causavam.

– Aqui, — falo, estendendo um vidro com líquido marrom – Rum cubano. Não é diluído em água. Mais forte que consegui. Amnésia no primeiro gole como garantia e – peguei outra garrafa com algo mais dourado e translúcido – uísque, sua garganta queimando e felicidade repentina. Não me agradeça.

Annabeth sorriu agradecida e bebeu quase a metade do rum em um gole.

Impressionante, devo ressaltar.

Quando abaixou a garrafa, os olhos cinza já estavam dançando. Esse é o bom do rum: não é necessário muito para você cometer alguma loucura. Desde alucinações – que pode fazer você se casar com uma planta – até ao nível hospitalar, que gosto de chamar gentilmente de “síndrome de Afrodite” – fazendo você dançar em cima de uma mesa tirando a rouba ou até mesmo coma alcoólico, não esquecendo, é claro, das idiotices cometidas antes de apagar. Qualidade do primeiro gole até a ressaca.

– Santo Deus – disse – Não irei tirar tudo do estômago irei?

– Creio que hoje não, amanhã talvez – respondo – Contudo, minha proposta é brindar enquanto não estamos desacordados e em cima de um telhado.

– Sim, certo. – ela balbuciou, a voz já com sinais de bebedeira. Ah, o doce e bom rum e seus efeitos imediatos – Há mais desse?

Assim que perguntou, vi que já havia secado uma garrafa inteira.

Essa é minha garota.

– Experimente esse – passei o uísque para ela enquanto pegava o meu velho amigo rum – É uísque, modere nes...

Tarde de mais. A garota já virava o uísque com fervor garganta a baixo, com os olhos fechados fortemente, sem pensar muito se era boa ideia ou não. Dei de ombros e fiz o mesmo, sentindo a bebida inebriante correr quente por todo o trajeto. Quase podia sentir o lado da razão parando de funcionar.

– Estive pensando com meus botões – Annabeth mantinha a fala engraçada – que se nossos pais fornicaram e casaram, então somos considerados irmãos?

– Não, nem sequer meio irmãos – respondi, já ouvindo a fala soar embolada – muito embora um incesto não faria mal. Sempre quis fazer isso.

– E o que sua irmã acha disso?

– Ela já me respondeu “certo, um dia desses poderá me jogar na parede e me chamar de lagartixa”, mas acho que eu estava bêbado quando revelei isso e creio que ela não estava prestando muita atenção. Além disso, você apareceu, e isso sumiu. – expliquei, e depois olhei para o nada, gesticulando os dedos como se estivesse fazendo uma pequena explosão – Puuf!

– Entendi – ela murmurou, assentindo com a cabeça e fazendo um biquinho – Além disso, sou metade pirata ou só metade quenga de esquina? Porque tenho minhas duvidas que Atena tenha sido uma antes de bancar a esposa boazinha...

– Melhore sua situação imaginando-se como eu lhe imagino – respondo entre um gole e outro – Uma coisa entre uma guerreira sexy, uma princesa indefesa e uma pirata muito provocativa, muito embora você só me provoque.

– Controverso. – comentou, depois ficou olhando para o nada por um longo tempo, antes de beber um gole significativo e deixar o uísque de lado – Yo-ho. – ela cantarolou, me fazendo rir.

– Não, não teria coragem.

Annabeth me encarou, claramente aceitando o desafio.

Levantou-se cambaleante e pegou a garrafa de uísque novamente, agitando-a enquanto rodopiada em uma dança maluca e cantarolava:

– Yo-hoou, Yo-ho, uma vida de pirata para mim!

Balancei a cabeça sorrindo, seguindo-a sem hesitar.

– Pilhamos...

–... roubamos...- continuei.

–... saqueamos e sequestramos!

– Malvados demais!

– Somos mesmo! – Annabeth gritou, girando e levantando os braços.

– Yo-ho. Yo- ho, uma vida de pirata para mim!

– Bebei amigos Yo-ho, yo-ho! – terminou o último verso rindo – Ah, céus, está me deflagrando Jackson.

– Quem pediu tal atitude foi você, senhorita Chase – declarei.

– Aceite sua posição: não faz nada a não ser irritar-me!

– Teria me sentindo mal se não estivesse bêbado e se você não estivesse em similares condições, — respondo – e para sua informação eu... Caço sereias.

Ela riu e me fez girá-la, segurando seu braço no alto enquanto ela rodava.

– Sereias não existem. Histórias sobre Baía da Espuma, só histórias.

– Sabe por que são só histórias?

– Na verdade não. – admitiu.

– Não há de que.

Annabeth gargalhou, jogando a cabeça para trás e praticamente se atirou contra o chão, levando-me junto com ela. Quase bati o rosto no chão, mas senti algo no braço, não vai doer agora, mas amanhã vou sentir como se tivesse quebrado o braço.

– Tem que treinar sua queda – brincou, depois olhando para os dois lados – Seu cavalo sumiu, Puuf!

Estava certa: Blackjack estava fora da visão. Por mais que minha visão estivesse brevemente turva com a bebida e estivesse escuro, conseguiria distinguir um animal daquele tamanho.

– Amanhã de manhã nós partimos – não era uma pergunta, depois que o disse fez uma careta – Porque estou pensando em amanhã? Isso deveria acontecer?

Dei a impressão que pararia para pensar, mas era disfarce. Ninguém pensa quando bêbado.

– Não exatamente. – respondi – Muito provavelmente é porque o problema é grande de mais e não podem ser afogados em bebida. Eles boiam.

– Belas palavras – seus olhos dançaram até me encontrar – Os ingleses são os Capuleto.

Ri brevemente.

– E piratas são os Montecchio? – perguntei – Então somos o Romeu e a Julieta da situação, minha cara?

Annabeth fez uma careta.

– Não pensei por esse lado. Não sou a garota inocente em cima de uma sacada esperando o príncipe encantado chegar num cavalo branco.

– Até porque meu cavalo é negro, não branco. – em outras circunstâncias ela me bateria, nesse caso, ela apenas riu – Além do que, não seria um simplório fazendo juras de amor para uma garota no meio da noite, com medo de ser pego, teria tirado ela dali e fugido sem olhar para trás.

– Isso me parece familiar. – comentou, fazendo-me sorrir.

– Seria um pecado, sacrilégio até, deixar alguém como você se casar com um patife como Luke.

– Talvez só tivesse adiado – falou em um suspiro – Estaremos seguindo uma viagem só de ida para muitos, e eu terei culpa, já que a ideia de arriscar-se foi minha.

– Lembre-se disso quando ganharmos.

– E se sairmos perdedores?

– Onde está sua fé?

– Não responda minha pergunta com outra – ela exigiu, mas depois balançou a cabeça negativamente, em um sinal para que eu esquecesse – Não quero voltar para Inglaterra, pelo menos não em uma carruagem real e comigo em um vestido apertado.

– Então não pense nisso. – sugeri – Beba outra coisa, está perdendo o efeito rápido de mais.

Annabeth riu, pegando outro rum da minha mão.

– Os únicos sentimentos verdadeiros ao qual tive foram juntos com você e não estou pronta para ter apenas lembranças dessas alegrias e desejos. – pelo visto, a bebida não estava adiantando – Está tudo sendo como uma despedida.

– Pensei que fosse o único – admiti – Sinto-me como um estudante no fim do verão, tendo que ir à escola no dia seguinte.

– Não está sozinho. – sussurrou – e sempre gostei da escola.

Annabeth nem sequer esperou me virar e já tinha colado os lábios nos meus, com certa hesitação, o gosto da mistura de rum e uísque misturada ao sabor de menta que ela já tinha era saboroso. Nem tive tempo de intensificar o contato e ela se afastou, não muito, mas o suficiente para ser desconfortável, qualquer menor distância entre nós me incomodava.

– Amo você – disse – E não deixarei a alegria que sinto em estar junto de ti acabar.

– Estas alegrias violentas têm fins violentos, — sorri, e ela fez o mesmo – Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora...

– Que num beijo se consomem. – sua voz estava embargada de luxuria, os olhos escureceram rapidamente.

Não duvidava que estivesse da mesma forma quando a beijei sem pudor, temendo que fosse um beijo de despedida, mas calei essa partizinha que tilintava em minha cabeça e apenas senti as borboletas que voavam na minha barriga enquanto estava com ela.

Annabeth retirou meu casaco e a blusa, sorrindo logo em seguida:

– Ooops. – desculpou-se falsamente.

Revirei os olhos para cima e voltei a beijá-la, praticamente fincando os dedos em suas pernas ainda cobertas pela calça, fazendo-a ficar em cima de mim enquanto mordia seu pescoço, com seus suspiros ecoando no meu ouvido. As unhas de Annabeth fincaram-se com mais força nos meus braços, arranhando as costas e o abdômen até as mãos chegarem ao cós da minha calça.

Hoje não, senhorita Chase.

Desci os beijos e mordidas para seu colo, mordendo e chupando a parte exposta dos seios, apertados pelo espartilho. Annabeth foi praticamente obrigada a regredir as mãos para a minha nuca quando a deitei na grama, os cabelos dourados como travesseiro loiro, as costas arqueadas enquanto retirava o espartilho, quase arrebentando os cordões.

Annabeth sorriu, mordendo o lábio.

– Desesperado...

– Por você... – falei, jogando o espartilho escuro de lado — ...sempre.

Annabeth abrira a boca, mas foi interrompida por um beijo. Ela ficou surpresa de inicio, se recompondo e quase arrancando minha pele com suas unhas. Mordendo seu lábio, segui até seu pescoço, passeando os lábios pela clavícula, sentindo-a se arrepiar no mínimo toque. Suas costas arquearam ainda mais assim que minha boca chegou à pele macia de seus seios, beijando e sugando, ouvindo os gemidos tímidos da garota.

Assim que passei os beijos para beixo, formando uma trilha pela barriga, Annabeth me segurou e me puxou para cima:

– Sem preliminares – ela sussurrou, passando as duas pernas pela minha cintura – Faça-me sua de uma vez.

– Como quiser – respondi, beijando-a ferozmente logo depois.

Não a contrariei, nem queria contrariar, sentia que a excitação cada vez mais forte e qualquer coisa que me impedia incomodava.

Não demorou mais que um minuto para tirar a calça da garota e já perceber que Annabeth havia tratado de tirar a minha o mais rápido possível. Os olhos cinza estavam mais escuros que o normal e mesmo tendo feito o mesmo horas antes, a sensação de devoção, tortura, e prazer eram as mesmas, senão maior. De acordo com o que se espera, cada dia a mais que eu a tocasse, sentisse-a, era para cansar com o tempo. Definitivamente acontecia ao contrário, cada vez mais que sentia Annabeth, suas caricias, eu precisava mais e mais.

Quando os corpos se preencheram, não senti nada envolta, não percebia mais nada, vários pontinhos prata entraram em minha visão, e eu tremi do começo da espinha dorsal até o fim dela, sentindo todos os meus pelos se eriçarem. A mão de Annabeth procurou desesperadamente a minha, entrelaçando-a e apertando-a com força, enquanto o vai e vem era lento, forte, e torturante.

Tirei o que tinha de cabelo loiro na testa com suor de Annabeth, ela literalmente estava toda suada, e definitivamente nunca esteve tão bonita. Os olhos estavam pesados e ela semicerrou os olhos de prazer, enquanto sentia as minhas entocadas mais fortes.

Estava quase chegando ao ápice quando apertei a mão de Annabeth para deixa-la sem circulação, afundando minha cabeça no pescoço da loira e sentindo que estava quase lá, era aquela auto tortura tão gostosa que estava quase chegando ao fim. Adorava sentir prazer com Annabeth, adorava os gemidos que ela dava. Eram gostosos, lancinantes. As unhas dela cravaram em minhas costas quando ambos surpreendentemente chegamos à mesma hora. As pálpebras de Annabeth pesaram de vez e ela fechou os olhos, sentindo o quão era bom àquela sensação de estar no auge.

–Meu Deus do Céu – ela disse enquanto tateava a grama em busca de algo que nem ela mesma entendia o que era, me fazendo sorrir contra seu pescoço, a respiração ainda pesada. Sai de cima dela e fiquei ao seu lado, ainda vendo alguns pontinhos pratas e sentindo aquela sensação maravilhosa. Semicerrei os olhos, aproveitando aquilo tudo. – Está cada vez melhor.

–Já percebi – admiti, reabrindo os olhos. Annabeth desceu seu olhar pelo meu abdômen e não pude deixar de sorrir. – Quer falar mais alguma coisa, senhorita Chase?

Annabeth não teve vergonha em continuar olhando.

– Sereias não existem. – disse, me fazendo rir.

– Como não? Estou vendo uma bem na minha frente!

Ela corou, e meu trabalho estava feito.

***

Na manhã seguinte, eu já estava no convés do Conçu ajudando Beckendorf com cordas e coordenadas para não demorássemos.

Estava inclinado sobre a amurada, checando se tudo que precisaríamos já estavam dentro do navio, quando senti uma mão puxar para baixo gola da minha blusa, o suficiente para ver o estrago que Annabeth fez nas minhas costas.

– Um animal te atacou? – senti uma voz rouca perguntar – Oh, espere, há um roxo aqui. Dormiu em boa campainha, maninho?

Virei-me para Charlotte, ajeitando a gola no lugar.

– Pergunto o mesmo – rebati – maninha.

Retirei uma mecha do seu rosto, revelando os muitos hematomas circulares no pescoço, entre o roxo e o vermelho. A blusa preta não escondia os hematomas que desciam pela clavícula, nem a bainha bruta que cruzava seu tronco, desde o ombro até o quadril, com a espada devidamente presa. Além disso, havia um feio machucado rente a linha da raiz dos cabelos, parcialmente aberto e com sangue coagulado em volta.

Não vira isso ontem à noite.

– O que... – levei minha mão em sua direção, mas ela a desviou com um tapa. A encarei perplexo – Quem fez isso com você?

–Com amor, papai. Fofo, não? – antes que pedisse algo mais explicado, ela balançou a cabeça, pondo um lenço vermelho nos cabelos, escondendo o machucando e pondo fim ao assunto. – Além disso, temos muito a resolver. Silena vai ficar.

– Por...?

– Está grávida. – respondeu simplesmente – Um dos prisioneiros ficou doente e infectou o restante, e eu estava sem tempo para ser enfermeira boazinha – traduzindo: os peixes tiveram jantar proporcionado por Charlotte – portanto para essa viagem só vamos ser nossa tripulação. E nem vai ser todos porque eu não faço ideia onde Malcolm se meteu, mas temos a doce Annabeth que fala vinte e seis línguas do nosso lado, isso não vai ser problema. E, por mais que você não goste...

Ela não precisou continuar.

– Ah, você não fez isso!

Charlotte sorriu e inclinou a cabeça.

– Não preciso dizer que estou criando um ódio mortal sobre sua pessoa. – falei.

– Não, não precisa.

Antes que pudesse responder a dita cuja subiu ao convés, com os arranhões e hematomas consideravelmente sarados. Mas, como já disse, não há ação divina que melhore aquele cabelo que mais parece um porco do mato morto em cima daquela cabeça dura. Ela não limpou o cordão sujo de sangue seco.

– E o que ela vai fazer?

Charlotte deu de ombros.

– Ela fica no lugar de Beckendorf quando preciso, e ela é agressiva, uma boa peça em uma guerra. – respondeu – Não é, Clari...

– Não chame-a...

– ...sseee!

– Eu realmente odeio você.

Clarisse veio pisando duro, mas com um sorriso lascado.

– E ela por acaso sabe navegar?

–Não, não – Clarisse respondeu mesmo a pergunta não sendo direcionada a ela – Aprendi ontem. É claro que eu sei comandar um timão, cabeça de ovo! Como acha que consegui chegar aqui? Nadando?

– Ah, não sei, — respondi – pensei que veio amarrada em uma baleia, afinal, nunca é tarde para se reconciliar com a sua mãe.

– Ao menos a minha continua a viva.

Tenho a impressão de que um grunhido saiu do fundo da minha garganta e que alguém me segurou antes de voar para cima de Clarisse. A garota gigante recuou com os olhos arregalados, mas logo sorriu:

– Acostumou-se a ser sempre o perdedor Jackson?

– Vá limpar sua lança, Clarisse – Charlotte respondeu – Ou faça algo de útil. – depois me encarou – Enquanto a você, se comporte! Aliás, vocês dois! Não me forcem a amarrar os dois juntos no mastro! – ela respirou fundo e sorriu – Entenderam, queridos?

– Mas... – Charlotte trincou o maxilar e eu me rendi – Certo. Claro, capitã.

– Ótimo. Clarisse, já conhece o navio. Faça o que eu mandar e não brigue com meu irmão, só eu posso fazer isso – crispou os lábios teimosa, mas assentiu em seguida.

Charlotte passou os olhos entre eu e Clarisse, depois me encarou de novo.

– O que estão esperando? – ela perguntou, gritando para quem quiser ouvir – Ao convés, cães sarnentos! Esse navio não vai se mexer sozinho!

Notas finais
Notas: não reparem no "esse goxxxtosu" lá em cima hdsbhbsdjs enfim, pessoas, algum dia eu acho minha criatividade para título, algum dia paro de fazer nome de música LAUGHTS GENTE eu estava lendo os reviwes de vocês e esse "ah você ficou bem?" de alguns era para aquele negócio do "término"? Se foi, eu tenho que falar que eu tirei um peso das costas. Que se aquilo era amizade preferia ser inimiga daquela garota desde que conheci ela. Até porque a gente brigou feio dessa vez, ela me acusou de ser falsa, sendo que ela fez o que eu fiz com ela várias vezes, o que eu chamo de hipocrisia. E agora vem bancar a defensora da justiça, falando que finalmente descobriu a verdadeira vitória. E descobriu mesmo, porque pela primeira vez eu não pedi desculpas ou tentei voltar atrás; eu falei "fiz mesmo, mas não foi pior das tantas vezes que você fez isso comigo", basicamente ela conheceu a victória que deixou de ser otária e de beijar os pés dela, e agora que eu parei ela ficou de frescurinha do cu, vai pra puta que pariu também né. Além disso falou que a nova amiguinha dela, que estavam de briguinha até tempo atrás, nunca faria isso "porque não se rebaixaria a esse ponto", eu até ia responder "ah sério? Porque ela já me disse que sem você ou com você a vida dela continua as mil maravilhas, abaixa a bolinha que se você acha que conhece todo mundo mas você não conhece nem metade" eu não respondi porque ela queria bancar a fodona pelo whats, coisa que ela sempre fez: só briga pela internet mas pela vida real ela chama a mamãe, então eu fiquei quieta, até porque minha paciência com resto de placenta que se acha ser humano já tinha acabado. Então obrigada a todos que perguntaram: eu tô MUITO melhor agora sem essa traste que eu chamava de melhor amiga. Aliás, ela voltou a falar comigo, e eu só respondo o necessário porque graças aos deuses minha mãe me deu educação, diferente de certas pessoas como ela. ENFIM AMADOS beijos, espero que tenham gostado do cap, da prévia da briga RISOX anyway, comentem. Quero ver a carinha linda de vocês. Agora vou comer pizza. You Know You Love Me mesmo eu sendo that fat girl XOXO Gossip Girl