Closer To You
29 Perhaps a fresh start
Notas iniciais
Ficamos abraçados por um bom tempo, Jus acariciava meu rosto com levesa, e brincava com meus cabelos. A macies da sua mão me confortavam. Seus braços me acalmavam e seu rosto me impnitizava. Por mais dolorido que seja eu perdia o fôlego cada vez que olhava pra ele, e por segundos esquecia da tragédia que tinha acontecido com papai.
Justin P.O.V on
Gaby estava muito frágil, eu a amo muito e não consigo vê-la dessa maneira, isso é a pior coisa que existe no mundo. Perder a pessoa amada. Gaby perdeu seu pai em um trágico acidente, e eu quase a perdi por pequenas coisas. Pensei que nunca mais fosse vê-la, e tava me sentindo a pior pessoa do mundo. Mas diante disso percebi que nunca de-vo me colocar a frente com uma coisa tão besta. Gaby É e SEMPRE será minha, mesmo que ela não queira, ou não saiba. Agora e seu pai? Partiu, e nunca mais vai voltar. Apenas a abracei forte e sentei na cama com ela.
- Você está bem? – perguntei calmo.
- Ainda não caiu a ficha. – ela sussurrou.
- Gaby, isso vai passar. Seu pai não quer te ver assim, pode ter certeza. Ele te amava muito, e ele só queria o teu bem.
- Eu sei. – ela deitou sua cabeça em meu colo, chorando mais intensamente e cheia de tristeza.
Justin P.O.V off
Gabriella P.O.V on
Foi a primeira semana sem meu pai, mais difícil da minha vida. Jus, Cait e Chris foram a minha família essa semana, ficaram ao meu lado nos meus piores momentos. Minha vontade era morrer. Me jogar do hotel, pois por momentos minha vida não tinha mais sentido. E foi aí que eu lembrei de papai e mamãe.
Flashback on
- GABY! CORRE AQUI FILHINHA. – gritava minha mãe da sala.
- Já estou indo mamãe. – disse descendo as escadas correndo.
- PARABÉNS MEU AMOOOOOR! – veio meu pai ao meu encontro me abraçando forte.
- Mamãe, papai. Eu amo vocês. – eu disse ao ver um bolo sobre a mesa, com uma velhinha de cinco anos e com a sala repleta de presentes.
- Te amo meu amor, quero que você seja muito feliz ta? – mamãe disse depositando um beijo em minha testa me entregando um presente.
- Aqui está o meu! – disse papai entregando o seu. – Te amo muito mais que ela. – disse papai sorrindo se referindo a mamãe. – Que você seja muito feliz, mesmo quando eu não estiver ao seu lado.
- Que isso papai? – eu disse o abraçando. – O senhor vai viver até seus 150 anos e muito mais ainda. AMO VOCÊS. – eu disse sorrindo.
Flashback off
Pois é, eu era apenas uma criançinha, pensava que todos viviam eternamente, não sabia que a morte causava dor e tristeza. Mas agora, cresci. Perdi meus pais, e virei adulta. Sou uma mulher, tenho que viver minha vida. Tenho que cuidar de mim. – pensei com as malas na mão, saindo do hotel com Cait e Chris, limpando minhas lagrimas.
- GABY! GABY ESPERA! – gritou Justin, enquanto eu entrava no taxi, logo ouvi ele berrar por meu nome e me virei. – Ei, vai embora sem se despedir? – ele disse abrindo seus braços e eu corri em sua direção, largando minhas malas no chão.
- Nunca! – o abracei forte sorrindo. – Pensei que você já havia ido embora.
- Não. Ainda tenho muito o que resolver por aqui. – ele sorriu. – Vou sentir muito a sua falta. – ele me abraçou novamente e me deu um beijo estralado.
- Te amo! – sorri.
- Eu te amo muito mais.
- Eu é que te amo mais.
- Eu! – teimou J.
- Ei, vocês vão ficar aí de conversa mole? Temos um vôo pra pegar Gaby. – disse Cait com a cabeça pra fora do carro kk.
- JÁ ESTOU INDO! – berrei.
- Te amo ta? – Justin selou nossos lábios entrelaçando nossas mãos.
- Promete que nunca vai me deixar? Promete que não vai me trocar por nenhuma outra garota? — eu disse com meus olhos já marejados, quase transbordando lagrimas.
- Prometo, prometo, prometo e prometo. Você sabe que te amo, e quando eu digo isso eu não minto. Te amo muito mesmo e pra mim você é única. A minha garota. E eu vou te esperar, pra sempre. – ele disse me beijando, era um beijo calmo e desejado.
- Te amo! – eu disse soltando nossas mãos e entrando no taxi, com meu coração partido e com os olhos transbordando fui pro aeroporto.
Sim, isso foi uma despedida. Não sei até quando, mas eu vou embora. Minha nova vida agora é no Brasil. Com minha tia, meus primos e com a minha antiga vida. Eu não acredito que ficarei sem ver meus amigos e Justin por mais de um ano. Tudo pode acontecer nesse meio tempo. Tudo pode mudar. E eu não queria nada disso. Eu apenas queria começar a minha vida na minha casinha, com os meus amigos perto de mim, me consolando, brincando e rindo comigo. Com J me dando carinho, me dando abraços e beijos. Porque só assim eu esquecia de tudo. Só ao seu lado eu podia ser feliz. ):
- Caramba! Eu não acredito nisso. – Cait disse quase chorando e me abraçou forte.
- Caaaait. – eu disse doce. – Não chora, se não eu choro junto.
- Gaby, a gente vai sentir muito a tua falta. – Chris disse me abraçando.
- Olha só, eu prometo que ligo pra vocês sempre, pra saber de tudo! Amo muito vocês. – disse sorrindo.
- Te amo amiga. – Cait depositou um beijo em meu rosto.
- Te amo namorada de mentira. – Chris sorriu.
- Vou sentir falta de vocês. – uma lagirma escapou de meus olhos e eles me abraçaram juntos e com muita força.
- A gente vai ta aqui esperando você voltar! Vê se não demora. – Cait disse me olhando seria e eu soltei uma risadinha.
- Eu volto. Assim que completar meus 70 anos. PROMETO! – eu disse sarcástica, mas eles não gostaram muito. – Qual é? to brincando. – fiz cara de triste.
- A gente espera te ver em menos de um ano. – Cait disse.
- Eu volto gente, eu prometo. – sorri fraco.
Atenção, o vôo 074 pro Brasil, está prestes a sair. – odeio essas mulheres de propaganda, voizinha irritante – TROCA A TIA AE MEU! ‘-‘
- Tá na hora. – eu respirei fundo pegando minhas malas.
- Boa sorte. – Cait me abraçou.
- Volta logo. – Chris deu um beijo em meu rosto.
- Tchau gente. Manda beijo pros meninos e pros seus pais. Até qualquer dia. – eu disse indo pro avião enquanto eles acenavam pra mim :’)
Embarquei no avião e logo adormeci, a viagem seria longa, meus pensamentos voavam muito distante, meu coração ficou no Canadá e minha vida? Bom, eu estava indo recupera-la agora, mas no Brasil. Por um ano, na casa dos meus tios por parte de pai. O que seria muito mais dificil, pois as lembranças não sumiriam da minha cabeça desse jeito. De fato, eu não queria perder os momentos que passei ao lado dos meus pais. Só que... Eu queria poder começar a minha vida pelo menos esquecendo TUDO o que aconteceu em París com ele. Desde os melhores aos piores momentos. Queria poder voltar ao tempo e ter dito NÃO pra essa bendita viagem. Mas a vida nem sempre é como a gente quer. Como também não é traiçoeira. Se ela fez isso, algo de muito melhor pode estar por vir. Não é?
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