Closer To You
30 Back in Brazil
Notas iniciais
Assim que embarquei no Brasil, avistei minha tia Joana com minha prima Marcela e Fernando. Fui em direção a eles, e os abrecei forte. Larguei minhas malas no chão e meu tio Kaio as pegou com os olhos marejados.
- Está tudo bem com você Gaby? — perguntou Marcela me abraçando forte
- Está, na medida do possivel... — eu disse sorrindo fraco.
- Oie prima gata. — disse Fê tirando Má da minha frente e me abraçando.
- Oi coisa fofa. — disse o abraçando too.
- Gabriella, eu sei que vai ser dificil, mas vamos fazer de tudo pra que você se sinta bem. — disse meu tio com minhas malas na mão.
- Sim, não tenho duvidas. — disse baixinho.
- Vamos, então? — Má passou meu braço em meu ombro e assentimos.
Fomos todos pra casa dos meus tios, não era uma verdadeira mansão, mas também não era uma verdadeira merda. Meus tios estavam me tratando como se eu fosse uma criança, eu sei que eles só querem o meu bem, mas assim fica dificil. Não quero parecer chata ou mimada perante seus filhos, eu sei que sao meus primos, mas assim fica dificil. Muito dificil. :/
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Chegamos e logo subimos, Má me mostrou a casa, eles haviam se mudado a pouco tempo, era pequena, mas confortavel. Nada melhor do que começar por baixo. Né? — NÃO!
- Gaby, você fica comigo! — disse Má, abrindo a porta de seu quarto.
- BELICHE? — berrei pasma.
- Que? — ela perguntou franzindo a testa, pela minha reação.
- Só fiquei surpresa, você dorme sozinha e tem uma beliche em seu quarto?
- É, minha mãe fez questão desde que soube que você vinha pra cá. — ela disse revirando os olhos.
- Não quero incomodar, vou ficar só até eu me ajeitar, e estar pronta pra realmente morar sozinha, pra poder voltar pro Canadá, ou comprar uma casa pra mim. — disse me sentando na cama de baixo, e suspirei olhando pro quarto.
- Minha mãe também disse que era pra fazer tudo o que você quisesse ser boa com você e TAL. — ela deu ênfase no tal e bufou.
- Qual é Marcela? Tava toda boba comigo no aeroporto e agora ta assim?
- Você é muito mimadinha ta? Olha a sua mala, olha a sua roupa, olha seu cabelo, sua maquiagem. Qual é você, seu pai acabou de morrer e parece que você nem ta ligando pra tudo isso. Mal entrou no quarto e logo reparou na beliche, quando tem coisas piores acontecendo ao seu redor. Você é rica, eu nao nasci assim. Se você quer conforto, existem vários apartamentos pra venderem, é só você pegar suas malas e ir. — ela disse nervosa.
- OLHA AQUI, MARCELA! EU NAO SEI O QUE DEU EM VOCÊ, MAS NÃO É PORQUE O MEU PAI MORREU QUE NAO VOU ME ARRUMAR BEM, TODA HORA QUE ME MAQUEIO EM FRENTE AO ESPELHO ME LEMBRO DELE, DIZENDO: NOSSA, MEU ANJO, COMO TAIS LINDA! E É ISSO QUE ME DA FORÇAS PRA SEGUIR MINHA VIDA. EU O AMO E NAO ADMITO QUE FALE ASSIM DE MIM. TA? — eu disse com o tom de voz alterada com meus olhos marejados que nem tinha me dado conta de que meus tios e Fernando estavam na porta ouvindo tudo.
- O que é isso Marcela e Gabriella? — perguntou minha tia nos olhando seria. — Meninas, vocês são primas, não quero ver brigas aqui. Filha a Gaby chegou agora, merece um pouco de respeito. E Gaby, não podemos te dar mais conforto. — disse minha tia.
- Desculpa. — abaixei a cabeça.
- Desculpa. — Marcela disse baixinho.
- O jantar está quase pronto. Logo eu chamo vocês. — disse minha tia e logo todos saíram.
- Pode me dizer onde ficaram minhas roupas? — disse limpando meus olhos.
- Desculpe, mesmo. Ta?
- Sim, me desculpe também. — a olhei.
- Ficam aqui. — ela disse abrindo duas portas do guarda roupas.
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Já no primeiro dia, e uma briga? Onde eu estava com a cabeça? To vendo que aqui vai ser muito difícil mesmo. Não estou acostumada com esse tipo de coisa. Agora posso admitir o quão mimada e impaciente eu sou, e se nao cuidar posso perder as unicas pessoas que realmente se importam comigo. Descemos e jantamos. Permanecemos o jantar inteirinho sem trocar uma palavra, ajudei minha tia com a cozinha e fui pro quarto. Assim se passaram uma, duas, três, quarto, cinco, seis, sete, oito, nove, semanas. 2 meses se passaram e minha vida estava a mesma merda. Discuções e mais discuções, era só o que acontecia naquela casa. Eu não saia, não fazia amigos, e nem procurava meus antigos, J não me ligou se quer uma dia, muito menos Cait ou Chris que disseram que me ligariam todos os dias. Eu já não sei o que fazer, eu estava vivendo um inferno e sem ninguém ao meu lado. A não ser meus tios, que era por obrigação ):
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