Era uma manhã ensolarada na Grécia, Olive Jones era uma garota de nove anos estava passeando com seu pai pelos bosques gregos com seu pai, sua mãe tinha morrido quando ela tinha nascido.

Olive estava começando a fazer perguntas a seu pai, e este não tinha todas as respostas, por isso Marina estava ficando cada vez mais desconfiada. Eles não eram uma família rica, viviam na Grécia, em uma casa qual o pai pagava o aluguel só para os dois poderem morara lá.

Sr. Jones tinha uma pequena loja de artigos mitológicos e úteis gregos, fazia muito sucesso antes, mas hoje em dia as pessoas não se interessam muito por artigos mitológicos, preferem tablets, smartphones, não ligam mais para os pergaminhos antigos, estátua dos deuses e deusas e outras coisas, por isso a loja vem falindo aos poucos, somente um ou outro turista a visita.

Olive tinha cabelo preto, olhos cinza e era uma garotinha muito inteligente. Seu pai adorava passar os fins de semana com ela nos bosques, estavam indo para lá quando Olive perguntou:

–Pai, porque eu não tenho mãe?

–Você tem mãe minha filha só que ela já morreu, lá te amava muito, mas quando você nasceu ela ficou muito doente e não conseguiu resistir.

–Mas pai, porque eu não tenho outra mãe? porque você não casou de novo? Eu nunca vou ter uma mãe?

–Calma aí mocinha, você faz perguntas demais, eu vou comprar um sorvete para você ali e já volto e te respondo tudo, ok?

–Ok — o Pai deu um beijo na testa de Olive e esta sentou em um banco.

Olive adorava ver as árvores do bosque, também amava ver os pássaros do bosque. Assim que o pai saiu a menina viu as arvores chacoalhando, parecia que havia um animal se mexendo entre elas, viu que parecia um pássaro, sem pensar duas vezes Olive correu em direção ao bosque, ela adorava pássaros.

Quando chegou na árvore onde tinha visto um animal ela olhou pra cima, mas não viu nada, não havia nenhum animal lá, Olive já ia voltar para o banco estava dando meia volta quando de repente, uma coruja saiu voando da árvore que ela tinha olhado, achou estranho, tinha certeza de que tinha checado todos os galhos da árvore, mas seguiu a coruja mesmo assim.

A coruja voava cada vez mais pra dentro do bosque, a menininha começou a ficar com medo, mas sua curiosidade falou mais alto, e já não tinha como voltar para perto de seu pai então decidiu continuar seguindo a coruja, a coruja aumentava a velocidade cada vez mais, Olive começou a apertar o passo para conseguir seguir a coruja, a coruja acelerava, Olive também, acelerava de novo, Olive agora corria, e por um instante, não podia acreditar nos seus próprios olhos.

De repente a coruja parou em uma clareira, Olive já arfando parou também, a coruja pousou em um toco de árvore que havia lá e a menina pode ver rapidamente a coruja, ela tinha uma cabeça arredondada e olhos grandes, era toda cinza as asas eram mais escuras que a cabeça e a barriga, mas Marina não pode admirar a coruja por muito tempo de um momento para o outro, desapareceu bem diante dos olhos de Olive.

Assim que a coruja desapareceu Olive ficou muito confusa, mas logo depois ela reapareceu em seu ombro. a garota que sempre foi muito curiosa perguntou.

–Você se teletransporta?

A coruja fez que não com a cabeça. e logo na frente das duas surgiu uma mulher, estava usando armadura e Olive, menina estudiosa, logo a reconheceu de uma estátua que tinha visto na loja de seu pai.

–Você é aquela moça do museu, aquela que tem uma estátua grande, e uma cidade com o seu nome! -falou a menina com a inocência de uma criança de nove anos.

–Sim, minha filha, meu nome é Atena. — Disse atena calmamente.

–Mas Atena é uma deusa, e os deuses, não existem, ou existem? – Olive estava muito confusa.

–Existem criança, e eu sou mais que uma deusa, sou sua mãe. – disse Atena calmamente.

–Ma-mas não é possível, a minha mãe...

–Morreu? — cortou Atena — Essa foi uma desculpa que eu e seu pai inventamos, você era muito pequena para entender.

–Entender o que? — perguntou a garota em dúvida.

–Bom, a maioria das crianças só consegue entender essas coisas com mais ou menos treze anos, mas você é uma menina inteligente, vai conseguir. Bom, eu sou uma deusa, Marina, a deusa da sabedoria, você já deve ter ouvido falar na mitologia grega, certo?

–Certo — Respondeu Olive.

–Bom quando um deus se apaixona por um mortal, um humano, eles às vezes tem filhos, que nem eu e seu pai, eses filhos são metade deuses metade mortais, são chamados de semi-deuses. — Explicou Atena

–Quer dizer então que eu sou uma semideusa? -Questionou a menina.

–Você é sim uma semideusa, e pelo visto muito intelignte — disse Atena cheia de orgulho — bom eu só pude aparecer agora porque não é permitido os deuses e seus filhos ficarem muito juntos por muito tempo, só vim aqui para te dar um presente de aniversário bem atrasado.

Olive olhou para a coruja,e ficou sem ar.

–Essa coruja! Ela é pra mim?! Obrigada, eu vou cuidar muito bem dela, muito abrigada! — e deu um abraço forte na deusa.

–Calma filha, primeiro deixe-me explicar algumas coisas, você vai precisar se defender, tudo da mitologia grega é verdade, ou seja...

–Tem monstros soltos por aí? -interrompe Olive

–Exato — Explica Atena — Essa coruja não é uma coruja qualquer, ela tem o poder de ficar invisível, ela vai te ensinar tudo sobre batalhas e estratégias, basta você olhar bem fundo nos olhos brilhantes, dela. — A garota olha rapidamente para a coruja e percebe que dentro dos seus olhos têm um brilho incomum.

- Posso tentar? — Pede a menina.

- Claro, mas lembre-se, isso só te ensina a teoria, a prática você terá de aprender com a vida, mas essa coruja vai te ajudar. Lembre-se você está destinada a grandes feitos e missões.

- Bom, primeiro eu tenho que dar um nome pra ela. — Olive pensa um pouco e decidiu — Já sei o nome dela vai ser Albinia. — E a garota olhou bem fundo nos olhos da coruja.

Logo que Olive olhou nos olhos da coruja ela viu o mundo de uma forma totalmente diferente, passaram cenas de guerras famosas na sua cabeça pessoas morrendo e pessoas matando, sangue para todo o lado, todos gritavam “queremos o presente de Atena!”, então a cena mudou, viu um homem grande e barbudo, reconhecera o deus por causa da loja de seu pai, era Zeus, ele gritava com uma mulher que parecia ser Atena, ela segurava nos braços um pássaro.

-Como você ousa criar tal animal, os homens estão lutando e se destruindo por essa maldita coruja.

-Zeus, você não entende, eu consultei o Oráculo, se eu não criasse essa coruja o mundo humano poderia ser destruído.

-Mas dar um dom de ensinar batalha e estratégia a coruja, não, isso não esta certo, a sua filha terá de aprender a se virar sozinha, não há como liberar tal dom para a humanidade.

-Então vou esconder a coruja, vou lhe dar mais um dom, o dom da invisibilidade, ninguém poderá vela, só quando esta quiser.

-Não seja besta Atena, deixar o segredo da estratégia de batalha sobre uma coruja, os homens vão descobrir.

-Esta coruja é inteligente Zeus, a mais inteligente que já vi, ela saberá quando for a hora.

A cena mudou de novo, Olive percebeu que agora via uma floresta, e via um guerreiro antigo, ele estava treinando em uma árvore, e de repente uma coruja caiu da árvore, parecia Albinia, ela estava assustada com o guerreiro que chutava sua árvore, o guerreiro então se aproximou da coruja, ela tinha ferido a asa e não podia voar, ele então a colocou de volta no ninho no topo da árvore e continuou seu treinamento em outra árvore, a Albinia observava o guerreiro e Olive também, parecia que Olive assimilava todos os golpes que o guerreiro realizava, depois de um tempo já tinha uma idéia do que cada golpe fazia e para que servia, estava aprendendo quando de repente ouviu a voz de seu pai.

A garota acordou, via a coruja na sua frente, no toco de árvore, mas Atena já tinha ido em borá, seu pai chegou por trás dela e a abraçou.

-Pensei que tinha te perdido, Nunca mais me assuste assim! – O pai falava arfando.

-Pai. –Olive falava como se fosse um assunto delicado, o que era.

-O que filha? – o pai agora tinha um ar de curiosidade na voz.

-Pai, eu conheci mamãe.