Clarie Weasley - The new Weasley
17 Dia perfeito
2020, Junho, Inglaterra. Londres
–Domi! Para onde estamos indo?! Já estamos andando há horas. — Resmunguei, havíamos andado por um longo trajeto desde a casa dos Potter's e não tínhamos comido nada. Estava morrendo de fome...
–Certo, chegamos! — Ela abriu os braços, observei melhor a imagem, e reconheci o lugar: Harvey Nichols! A minha loja de departamento favorita.
–Domi! Como esqueci?!
–Bem, apenas pense que vamos nos divertir muito, ok? — Ela abriu um sorriso, retirando da bolsa da Prada dela uma carteira que continha um cartão de platina. Observei aquilo boquiaberta – Papai e Mamãe me deram para “emergências trouxas”, bem isso é uma emergência! Vamos Clar! — Ela puxou minha mão e saímos correndo até a entrada da loja.
O local era magnifico, vitrines com roupas lindas em todos os lugares! Andamos em algumas vitrines e experimentamos algumas roupas. Dominique deve ter jogado cerca de cem vestidos em cima de mim!
Após algumas horas, lá para as 16 horas, saímos da Harvey com sacolas cheias, o dia havia sido perfeito!
–Ah Domi! O dia foi demais! Obrigada, foi ótimo me divertir com você como antigamente! Havia sentido falta disso. — Disse para Dominique que esboçou um sorriso.
–Bem, o dia acaba apenas a meia noite, temos bastante tempo até lá... Vem, vamos comer algo, há quantas horas não come?
Dominique estava certa, não tinha jantado ontem nem tomado café da manha e almoço hoje, apenas havia comido alguns sanduíches no final da tarde e uma xícara de chá.
–Certo, mas onde?
–No lugar mais fofo do mundo, se adivinhar te compro um cupcake!
–Peggy Porschen? — Indaguei incrédula, fazia anos que não comia um bolinho da Peggy.
–Acertou na mosca! Vamos! O dia está longe de terminar. — Dominique disse alegre, nunca havia visto ela naquele estado.
(...)
Casa dos Potter's.
Audrey estava nervosa, não via a filha há horas, e isso já começou a preocupa-la, Percy não sabia do que aconteceu e nem deveria, sabe como era intolerante em relação às filhas.
Já estava cansada, Audrey sentou-se no sofá de seu quarto e ficou vendo as chamas da lareira crepitar, havia apenas uma pessoa que sabia onde Clarie estava.
Dave Bell.
Desde quando Clarie era pequena, notou alguma ligação da filha com seu sobrinho Dave, há pouco tempo foi investigando tal ligação e deduziu que tinham um elo de empatia, fez pesquisas sobre o assunto e descobriu coisas realmente interessantes, como que os dois podiam se comunicar mentalmente e sentiam o que o outro sentia.
Precisava encontrar o menino, levantou-se do sofá e caminhou célere e em passos largos até o quarto dos gêmeos.
Estava na porta do quarto dos gêmeos, bateu uma, duas vezes na porta.
Sem respostas.
Audrey quando ficava nervosa descontrolava-se e logo começou a bater ferozmente na porta, só parou quando ouviu um resmungo do outro lado desta.
Dave abriu a porta, trajava uma camiseta verde e uma bermuda cinza, seu cabelo estava bagunçado e parecia acabado.
–Dave? Está bem?
–Sim tia, só cansado, o que foi?
–Eu queria saber se sabe onde minha filha está... Ela sempre te falava tudo, não?
–Lucy? Ela mal me olha na cara!
–Não seu bob... Não Lucy, digo, mas sim Clarie, sabe onde ela está?
–Ah, a Clarisse? Não há vi desde ontem, se for só isso vou voltar a dormir.
Audrey abriu a boca para responder, mas o sobrinho havia fechado a porta em sua cara. Típico de Dave.
Audrey rumou até a sala dos Potter's onde ficou lá por um tempo, tinha uma leve sensação de que as coisas iriam dar errado.
(...)
Peggy Porschen.
O lugar era revestido de paredes rosa e um lustre rosa claro, havia vários turistas no lugar por isso ele estava cheio, também, os cupcakes e os bolinhos Peggy Porschen eram tão deliciosos que davam água na boca.
Sentamos em uma mesa azul bebe no meio do restaurante, apoiamos nossas compras no chão e pedimos um cupcake de morango e chocolate para Dominique e um cupcake de baunilha e chocolate com uma xícara de chá para mim.
–Então — Começou Dominique após começar a comer o bolinho -Por que você e o Austin terminaram?
–Ern... Bem, eu descobri que ele havia me traído e quando fui o confrontar, descobri que ele fez isso achando que eu gostava do Dave por culpa de uma carta que Anne me mandou, logo depois ele me estuporou.
–Ixi Clar, desculpas eu não sabia que foi assim... Mas ele não pediu desculpas nem nada?
–Tudo bem Domi, relaxa... Ah sim, ele pediu, mas foi só isso mesmo — Ocultei a parte do beijo... Não queria que os outros soubessem e começasse um boato, pois Hogwarts do jeito que está com essa Gossip Girl pelos corredores, segredos não estão a salvos.
–Enfim Domi, não quero cortar todo o barato, mas acho que devemos ir já esta ficando tarde... — Disse apreensiva e Dominique logo me cortou.
–Tarde?! À noite nem começou direito!
–Ahn?
–Eu não posso te contar, pois vai estragar a surpresa, mas de uma coisa te garanto, não iremos ficar paradas hoje.
–Haha! Certo, então para onde vamos agora?
–Nos arrumar, claro!
–Aqui na Peggy?!
–Está maluca Clar, claro que não! — Dominique disse rindo achando graça de tudo isso, disso elevou o braço chamando a garçonete para pagar pelos cupcakes e pelo chá.
Saímos da Peggy e caminhamos por um tempo nas ruas de Londres, o céu já estava escurecendo e o sol se pondo, não conseguiu deixar de ficar preocupada com o que meus pais achavam de chegar a casa esse horário. Além disso, acabei de voltar da América e não quero me meter em problemas.
Havíamos chegado a um shopping. Dominique disse que não iríamos comprar nada, só nos arrumar. Disso fomos para o banheiro onde conseguimos estrear nossos vestidos novos da Harvey.
Sai da cabine do banheiro vestindo um vestido preto oito dedos acima do joelho e um salto prateado, estava bonito. Domi também estava ótima, usava um vestido pink com um salto preto.
–Vamos indo, a festa começa as nove, e já são oito.
–Festa?! Domi, nossos pais não sabe que saímos, vamos nos meter em encrencas, tenho certeza...
–Que nada! Olha Clar, temos que nos apressar que quisermos chegar a tempo. Topa ou não?
Olhei para ela apreensiva, pensei em tudo o que estava me acontecendo, não deixei de sorrir e balancei a cabeça positivamente.
–Eu topo.
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