Clarie Weasley - The new Weasley
18 Body Control
Notas iniciais
2020, Junho, Inglaterra
Andamos algumas quadras até chegarmos a um conjunto de casas, o local era mal iluminado, tendo apenas um ponto de luz que era o lampião da rua. Admito que estava com um pouco de medo, nunca havia ido em um local assim.
Paramos frente a uma casa vitoriana, a principio parecia branca, mas com a noite atrapalhava a visão, atravessamos o portão de plantas e caminhamos pelo trilhado de pedra em direção aos fundos da casa. De acordo com que aproximávamos conseguia ouvir a musica, ela era animada, senti um cheiro esquisito, não liguei muito para a última parte e quando notei Dominique estava me aguardando na porta.
Segui-a e adentrei na casa, o forte cheiro de bebida era notavelmente sentido no ar, a musica era alta, mas divertida, tudo muito convidativo...
Bodies poppin, Never stopping, Feelin free like I'm alive.
Caminhamos até o centro da pista de dança, tentei hesitar, mas Domi me puxou.
–Ei, vai ficar ai parada como uma arvore ou vai se divertir — Dominique começou a dançar perfeitamente, alguns garotos ficavam olhando-a.
Como ela conseguia chamar tanta atenção?
–Ern... Certo — Movimentei alguns membros do corpo, tentei dançar ao ritmo da música, Domi fez um olhar feio, olhei para ela intrigada.
–Espera, vou trazer algo que pode te ajudar um pouquinho, fica parada aqui. E nem pense em dançar! — Lancei um olhar irritado para ela e fiquei parada ali, logo senti uma esbarrada no meu braço.
–Ah, desculpe-me, sou estabanado mesmo. — Um garoto me disse, ele era particularmente bonito: moreno, com um topete desarrumado, a camisa era meio justa e conseguia ver um pouco dos músculos dele...
–Tudo bem... Acontece.
–Haha! Está sozinha? — Disse o menino me olhando, era impressão ou senti cheiro de bebida no hálito dele?
–Não, estou com a minha prima a Dominique.
–Ah, a gosto... A menina que estava dançando agora pouco, não?
–Aham, acho que ela foi pegar algo. Não sei ao certo o que.
–Haha, a propósito, não me apresentei me chamo Tyler.
–Me chamo Clarie.
–Prazer Clarie.
–Ei Clar, fez um "amiguinho" é? — Dominique havia chegado, estava segurando dois copinhos com um liquido transparente nele. Antes de responder ela me cortou — Na fila para as bebidas encontrei com esse garoto — Ela disse apontando para um garoto no bar, ele era muito parecido com Tyler, só que ruivo — Hot.
–Ern, deve ser a Dominique, não? Chamo-me Tyler e aquele é meu irmão Noah.
Enrubesci essas pessoas tão certinhas às vezes me davam nos nervos, olhei para Dominique e para os copinhos, indaguei.
–Domi, o que é isso?
–Para desinibir. Bebe rápido — Ela me estendeu o copo, Noah havia se aproximado de nosso grupo e Tyler me olhos apreensivo.
–Certo, — Peguei o copo e o virei engolindo a bebida em um gole, o liquido era um tanto amargo pôde senti-lo queimar minha garganta. Eles sorriram para mim, e me puxaram para a mesa da cozinha onde havia vários copinhos com tal liquido, do outro lado do cômodo havia um casal se pegando, consegui em poucas vezes ver a língua deles de fora.
I've become a wild thing (yeah uh huh) I know that.
Passaram-se alguns minutos Tyler, Domi, Noah e Eu estávamos na pista a musica outra vez era enervante, por algum motivo não conseguia parar de rir. Sentia-me livre. Noah e Tyler nos deixaram um minuto sozinhas. Estava um pouco tonta, mas conseguia ver que sussurravam perto do sofá da sala.
–Viu Clar, falei que essa noite seria divertida! — Dominique disse um tanto fora de si, acho que havíamos bebido sete desses copinhos.
–Uhum! Está divertido! — Disse aumentando o tom da voz por causa da musica que estava alta.
Virei-me para o lado para ver o que estava acontecendo: casais estavam se beijando nas paredes, outros no sofá, a musica era divertido e estava alta, e o cheiro de bebida era facilmente reconhecido.
Noah havia retornado, e estava vindo em nossa direção, mas precisamente para perto de Domi... vou deixar eles a sós, pensei. Virei-me e lancei um olhar explicatório para ela que nada burra entendeu, retribuindo com um troféu "joinha".
Virei meus calcanhares e andei em direção à cozinha, minha cabeça doía e latejava acho que era por causa do efeito da bebida... Olhei rapidamente para trás, onde uma cena totalmente esperada acontecia: Noah e Domi estavam se beijando freneticamente, acho que estou tonta, mas tenho a leve impressão que ele apertou a bunda dela...
É, deve a bebida.
–Sozinha novamente, Srta. Clarie? — Tyler apareceu em minha frente, estava sorrindo para mim, consegui visualizar perfeitamente todos os dentes brancos e alinhados.
–Ah, só fui dar um tempo para a Domi e o Tyler — Virei em direção aos dois apontando-os com o queixo, por algum motivo eles não estavam mais lá — Ué... Achei que tinha os visto agora pouco...
Tyler segurou minha mão e virou-me em sua direção.
–Não se preocupa, que tal... Irmos conversar em um lugar mais calmo? — Ele disse para mim com um sorriso malicioso estampado na face.
Não sei o que me deu na cabeça, deve ter sido os sete copinhos de bebida que tomei ou o extremo som da musica que estava tocando na qual tornava impossível pensar...
–Uhum, pode ser... — Tinha uma leve impressão que aquilo iria acabar mal.
Ele sorriu para mim e me puxou pela mão e me guiou em direção ao segundo andar da casa, subimos a escada algumas vezes tentei me livrar da mão dele que apertava cada vez mais meu pulso, mas ele me impedia de sair. Estava presa, agora não tem mais volta.
Entramos em um dos quartos do andar, Tyler abriu a porta totalmente casual e me guiou para perto da cama, sentei nela e ele me olhou por um tempo.
–Está bem Clarie?
–Estou, estou... Só um pouco tonta. Mas não é nada.
–Então o plano deu certo.
–Plano? — Não consegui terminar a frase, ele me empurrou senti minhas costas impactaram contra a cama. Ele estava sobre mim, com a mão apoiados contra meu braço e os joelhos sobre os meus joelhos, aquilo me preocupou, estava imobilizada.
–Achou mesmo que iríamos conversar? — Ele se aproximou de mim e juntaram nossos lábios, inserindo a língua algumas vezes. Ele estava bêbado, consegui sentir o gosto de bebida na sua boca... Aquilo certamente era repugnante, não queria o beijar, nem ter nada com ele.
Mas estava imóvel, sem saída.
Tentei mover meus braços e pernas sem sucesso. O beijo dele era rude e de certa forma desagradável, eu queria sair dali... Acho que seria impossível ninguém sabia onde estava meus pais não me vem a quase 24 horas, minha ultima esperança de sair daquela posição era se algum casal entrasse no quarto, Tyler iria ter que os expulsar e poderia tentar sair correndo ou pedir ajuda. Também tinha Dave, mas do jeito que o tratei noite passada, duvido que fosse vir.
Estava perdida.
Ele se desaproximou de mim, e começou a beijar meu pescoço, minha cabeça doía muito... Murmurei baixinho
–Tyler, por favor, para.
Ele parou de repente e se virou para mim, sua expressão havia mudado, ele parecia irritado, ficou ajoelhado em cima de mim, e me levantou.
Ufa, havia acabado.
–Parar? Clarie, nem começamos, mas se pensar de certo angula... – Ele abriu um sorriso malicioso — Teremos que começar algo para parar. — Dito isso Tyler me jogou na cama novamente e voltou a antiga posição, desta vez levou uma das mãos em direção a abertura de meu vestido.
–TYLER! PARA COM ISSO! — Gritei desesperada pensando no pior que poderia acontecer.
–Agora que começamos, acho que não — disse e puxou o zíper do vestido deixando meu sutiã a mostra.
–ME LARGA! DEIXA-ME SAIR DAQUI. — Gritei mexendo minhas pernas e meus braços tentando me livrar da situação. Ele voltou a me beijar talvez na intenção de me deixar quieta.
Batidas frequentes ecoaram na porta, ouvi a voz de Franco.
–CLARIE, ESTÁ AI?! ABRE A PORTA.
–VÃO EMBORA, NÃO TEM NENHUMA CLARIE AQUI. — Ele gritou.
Comecei a me debater no chão e mordi o dedão dele o que o fez gritar.
– AHHHHH, SUA VADIA EU DISSE PARA NÃO TENTAR SAIR.
–SAI DAI FRANCO... — Era a voz de Dave.
Então apenas ouvi um estrondo e a porta estava no chão, Dave se aproximou de Tyler que me soltou. Sai correndo da cama e corri para a porta onde Summer, Dominique e Franco estavam, eles abriram o braço e eu os abracei, fechei o zíper do vestido e olhei para a situação, Dave estava discutindo com Tyler aos berros.
–SEU PERVERTIDO, QUASE MACHUCOU MINHA PRIMA! — Disso vi a mão dele indo para trás e deferindo um soco na face de Tyler que desmaiou, caindo na cama.
Dave começou se aproximar de nós com a face vermelha não duvidaria nada: ele estava uma fera.
–DOMINIQUE, É BURRA?! LEVAR A CLARISSE PARA UMA FESTA DESSE PORTE, DAR BEBIDA PARA ELA E NEM DIZER A TIA AUDREY ONDE ELA ESTÁ! SABIA QUE ELA QUASE TEVE UM ATAQUE QUANDO COMEÇEI A ME SENTIR TONTO? — Ele se se virou para mim e abaixou a voz — Vamos para os Crawfords, eles estão a uma quadra daqui. — Dito isso se virou e foi andando na frente nos guiando, Summer e Franco nos ajudaram a andar.
Descemos as escadas e saímos da casa, caminhamos um quarteirão como Dave disse e chegamos a um conjunto de casas, aproximamos da casa número treze e Dave bateu na porta, ouvi alguns passos e Anne apareceu ela usava uma camisola longa e amarela clarinha com uma pantufa branca.
Quando viu Dave olhou feio para ele.
Claro, eu teria a mesma reação se fosse ela.
Franco, então abriu espaço fazendo com que Anne me visse. A expressão dela mudou na mesma hora e se aproximou de mim, me segurando no ombro. Agradeço-a, não estava aguentando meu próprio peso...
–Clarisse! Ah, oq eu você foi se meter... Entrem gente.
–Não precisa Anne, eu e Franco vamos ajudar a levar Dominique para casa — Disse Summer ajudando a levar Dominique.
–Eu vou com eles também, — Dave pronunciou ele deu as costas para nós e andou em direção ao grupo, voltando à guia-los para a casa dos Potter’s.
Fiquei observando sua silhueta ir se afastando na calada da noite, fiz o máximo que pude para ver. Mas Anne fechou a porta.
Entramos na casa dos Crawford's, Anne me guiou até seu quarto no qual dividia com a irmã mais velha Charlotte que por algum motivo não estava na casa.
–Certo, me conte detalhadamente o que aconteceu Clar.
–Eu já disse Anne, fomos a uma festa e eu e a Domi bebemos, depois um garoto veio aprontar comigo... Esta tudo bem agora. Não sei o que teria acontecido se eles não tivessem chegado a tempo...
–Tudo bem, está muito tonta?
–Sim, e com dores de cabeça forte.
–Tudo bem, vou pedir para mamãe te fazer um chá e algumas torradas, também estou com fome, vou comer algo depois antes de dormir... Se quiser, acho que uma das minhas camisolas deve caber e você pode pegar emprestado se quiser.
Sorri para Anne ela sempre foi uma ótima amiga. Ela logo se foi e me levantei rumando em direção ao "banheiro rosa" onde me olhei no espelho: estava abatida com um pouco de olheiras.
Voltei para o quarto de Anne, onde na cama estava uma camisola um pouquinho acima do joelho com uma cor azul bebê, a vesti rapidamente e dobrei meu vestido da Harvey o deixando em uma das mesinhas do quarto. Sentei-me na cama e soltei meu cabelo que há tempos estava preso em m rabo de cavalo que já estava frouxo, o penteei com os dedos e logo Anne chegou e se sentou ao meu lado.
–Clar vamos comer as torradas de mamãe. Tudo bem?
–Uhum, Anne obrigada por tudo, juro.
–Não tem de que Clar! Amigas são para isso, vamos indo?
–Claro.
Descemos as escadas e fomos comer, a mãe de Anne, sempre muito graciosa me acolheu bem e disse que coisas desse gênero não são muito legais de ficar se revisando. Acabamos de comer e fomos para o quarto onde dormi na cama da Charlotte, em baixo de lençóis rosa floridos, já que estava muito cansada, fechei meus olhos e dormi.
Não sei se foi um sonho, mas quando fechei os olhos, senti alguém segurar a minha mão, logo uma sensação boa se passou pelo meu corpo, mas estava cansada demais para abrir os olhos e ver quem era.
Adormeci.
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