Circus
1 Visita
Notas iniciais
Mas, se eu tiver coragem de postar, eu sei que vou terminar essa fic mesmo que ninguém (mesmo que nenhuma única pessoa leia).
Só pra avisar ela é bem longa... 27 capítulos, mas já está pronta e minha insanidade teve a ideia de postá-la...
Tenma estava passeando pela cidade de Inazuma com seu cão, Sasuke. Naquele dia o tempo estava meio esquisito e algumas nuvens bem escuras começavam a se acumular logo acima da cabeça do garoto.
-É, Sasuke... Acho que chega por hoje. Vamos pra casa esperar esse temporal que está pra vir.
O cachorro latiu, como se concordasse com o que Tenma havia acabado de dizer e começou a abanar o rabo. O garoto afagou a cabeça de Sasuke e virou-se para fazer seu caminho de volta para casa.
Tiveram que caminhar por quinze minutos. Assim que chegou à esquina de casa, sentiu uma gota cair em seu ombro. Ele apressou o passo, pois sabia que aquela gota não estava sozinha. Abriu e fechou o portão apressadamente e mandou Sasuke entrar na casinha de cachorro que havia ao lado da casa, onde ele morava com Aki, uma parenta sua.
Tenma abriu a porta e tirou os sapatos. Foi tudo o que conseguiu fazer, não pôde nem fechar a porta e a chuva já começara a cair. E chamar aquilo de chuva era como chamar o iceberg que afundou o Titanic de gelinho. As gotas eram enormes e faziam muito barulho ao colidir com o chão.
Tenma rapidamente fechou a porta e virou a chave.
-Aki-san? – Gritou e esperou uma resposta. Não ouviu nada. – Aki-san? Você está por aí?
Novamente tudo o que teve foi o impressionante silêncio da casa. Ele foi até a cozinha, onde normalmente encontrava Aki todas as vezes que ela não estava na porta para recebê-lo. Ele não encontrou a mulher, mas havia um bilhete grudado na geladeira.
"Tenma,
Eu precisei sair, aconteceu algo muito sério ao meu primo e eu precisei visitá-lo. Eu volto amanhã assim que puder. Se cuide! Não abra a porta para estranhos e não se esqueça de comer os legumes e também... Durma cedo!
PS: Deixei sua janta na geladeira. É só esquentar! Deixe 3 minutos no micro ondas, isso deve bastar!
Aki”
Tenma retirou o bilhete da geladeira e colocou em cima de um balcão. Ele subiu as escadas até seu quarto e atirou-se na cama. Ele olhou para o relógio que estava em seu pulso e ficou bem surpreso quando viu que já eram oito da noite.
“Eu vou tomar banho e depois vou comer alguma coisa.” Decidiu em seus pensamentos. Ao mesmo tempo já estava pensando que se não parasse de chover logo o treino do dia seguinte seria cancelado. E nesse pensamento seu amor por futebol de repente tomou todo o espaço em sua mente. Ou 99% dele.
Em algum canto obscuro o nome “Tsurugi” passou por seus pensamentos, mas isso durou tão pouco que Tenma preferiu ignorar. Ultimamente isso tinha acontecido bastante e Tenma estava ignorando esse sentimento. Ele não sabia o que era e o sentimento não se estabelecia por tempo suficiente para que Tenma pudesse descobrir, então ele gostava de ignorar esse sentimento, por mais que por um segundo ele ficasse se sentindo estranho por causa disso.
O moreno balançou levemente a cabeça e se encaminhou para o banheiro. Retirou suas roupas entrou no chuveiro e tomou o banho mais rápido que já tomara. Ele decidiu que devia mesmo fazer isso, porque pelo barulho da chuva o mundo estava acabando lá fora e ele não se daria ao luxo de morrer porque queria tomar banho.
Tenma enrolou uma toalha na cintura e voltou para seu quarto. Foi até um armário que havia em seu quarto e pegou seu pijama: uma calça e uma blusa de manga comprida. Ele colocou a calça e quando foi colocar a blusa ouviu o som da campainha.
“Quem pode ser? Nessa chuva tem mesmo alguém andando por aí?” Pensou. Soltou a blusa, que caiu no chão – coisa que ele não percebeu, pois já havia disparado para atender a porta – e correu para atender a porta. Ele estava pensando que fosse quem fosse devia estar numa situação de emergência para que estivesse ali, tocando sua campainha e tomando chuva.
Ele se aproximou da porta e a abriu. O que seus olhos encontraram foi o que eu chamaria de inesperado. Um Tsurugi todo molhado, mas mesmo assim não dava sinais de que estava com frio. Pelo menos não a primeira vista. Quando se olhava mais de perto, era possível perceber que Tsurugi estava todo arrepiado e tremia levemente. Seus lábios estavam arroxeados e suas roupas coladas no corpo.
Além de que sua pele devia estar fria e ele devia estar congelando. Tenma fitou o garoto a sua frente e tudo que pôde dizer foi:
-T-Tsurugi...
Tsurugi olhou para ele com seu olhar frio de sempre.
-Matsukaze. Agora que relembramos nossos nomes, você pretende me deixar na chuva mesmo?
O vento frio soprou contra o peito desnudo de Tenma, este então se lembrou de que estava sem camiseta. E então percebeu que Tsurugi devia estar congelando ali e ponderou se deveria ou não deixá-lo entrar.
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