Notas iniciais
Era pra eu ter postado antes, mas eu... Sinceramente... Esqueci. Gomen...

Tsurugi estava caminhando para sua casa, estava nevando. Ele ainda morava em Inazuma. E agora Midori estava morando com ele.

Não. Eles não estavam casados ou algo assim. Tsurugi ao menos pediu para ela ir morar lá, o que aconteceu foi mais ou menos isso: num dia, Midori pediu para dormir lá e não saiu desde então.

Tsurugi chegou em casa. Ao colocar os pés dentro de casa Midori foi até a porta.

-Oi, Kyousuke! Como foi o trabalho?

E para os que querem saber, Tsurugi estava trabalhando como técnico de um time de futebol.

-Tudo bem, Midori.

-Não me chame assim,Kyo-kun! É tão formal.

Tsurugi deu de ombros. Ele odiava quando ela o chamava assim.

-Kyousuke, eu tenho algo para falar com você.

“Isso não pode ser bom” pensou Tsurugi. Todas as vezes que Midori disse essa frase era para comunicar algo ruim.

-Diga.

-Eu... – Ela hesitou. – Eu estou grávida.

Tsurugi arregalou os olhos. Um filho? Ele realmente ia arrumar um filho? E pior, ele só pensava em Tenma e mesmo assim teria um filho de Midori?

-De quanto tempo?

Ela se calou. Não imaginou que Tsurugi fosse fazer essa pergunta.

-Três meses.

Tsurugi parou um tempo para raciocinar.

-Fora da minha casa. Não quero mais você aqui.

-Kyo-kun, me perdoe, por favor!

-Não me chame assim! Quero você fora e não quero saber nem de você nem dessa criança.

-Claro que não! Você nunca quis saber de mim! Eu que ia atrás, eu que sempre fui atrás de você! Isso porque você amava outra pessoa. Seu precioso Matsukaze Tenma! – Ela disse num tom que mostrou que ela tinha nojo de Tenma. – Acha que sou idiota? Que eu não sei que todo esse tempo você só amou a Tenma?

-Não é problema meu se você sabe ou não, mas eu admito. Eu gosto muito de Tenma. Muito mais que um amigo, se quer saber.

-Você o ama, Tsurugi!

-Isso eu nunca vou falar pra ninguém. Eu não pude dizer isso a ele e ninguém deve ouvir isso antes dele.

-Então... Você vai esperar para dizer isso pelo resto da sua vida. E sabe por quê? Aquele gay retardado já deve ter morrido! Espero que esteja na terra apodrecendo!

-Escute aqui, sua piranha, você pode dizer o que quiser de mim, mas ouse falar de Tenma novamente!

-Quem você está chamando de piranha? Eu falo daquele idiota o quanto eu quiser. Se não estiver morto deve estar vagabundeando por aí, porque pra futebol ele nunca prestou, sempre foi um idiota, retardado... E muitas outras coisas.

Tsurugi pegou o pulso de Midori e a arrastou para fora de casa. Com frio ou sem frio, não queria ver a cara dela nunca mais. Depois de ter trancado a porta ele reuniu tudo que pertencia à garota e jogou pela janela do segundo andar.

Logo Midori já estava indo embora.

Agora, qualquer um pensaria que foi uma completa injustiça e crueldade o que Tsurugi fez com Midori. Talvez tenha sido um pouco cruel, mas é compreensível.

Midori estava grávida de três meses. A primeira vez dela e de Tsurugi havia sido dois meses atrás. A cronologia não bate, certo?

Isso só queria dizer que Tsurugi não era o pai, seguindo esse raciocínio, Midori o traiu e ele não conseguiu aceitar. Faz sentido ele não ter aceitado. Não tinha motivos para isso. Não podia nem dizer que amava Midori, porque quem ele amava, no momento, estava dormindo com outro.

Tudo bem que ele não estava dormindo com Taiyou (olhando pelo lado malicioso), mas estavam dividindo a mesma cama no hospital.

Tanto Taiyou quanto Tenma estavam dormindo, um virado para o outro. Já amanhecera. Tenma abriu os olhos lentamente e viu o rosto de Taiyou. Ele era tão fofo dormindo.

Tenma sentiu que alguém o observava e quando olhou para trás viu que a enfermeira da manhã estava lá, Olivia era o nome dela.

-Senhor Matsukaze, sem querer ser inconveniente, mas o que você e o Amemiya fizeram ontem?

Tenma corou violentamente ao perceber o que Olivia estava sugerindo.

-Nada! Nada mesmo, Olivia! Eu conheci ele ontem, na ala de jovens doentes e nos demos bem. O quarto dele é aqui perto e estávamos jogando pôquer, mas ficamos jogando até muito tarde e caímos no sono aqui mesmo.

-Só isso?

-Só.

-Tenma, eu não tenho nada contra, mas eu preciso avisar uma coisa. O Amemiya está em uma fase pós-tratamento. Ele não pode se esforçar muito, quem dirá fazer sexo. Talvez depois do fim dessa fase... Mas agora não.

-Olivia-san... – Tenma alcançou um tom de vermelho vivo. – Eu não quero fazer sexo com o Taiyou.

-Bom saber, Tenma. E tem outro problema, você tem dezoito e ele quinze. É meio que antiético.

Tenma estava ficando cada vez mais vermelho com o que a enfermeira estava dizendo e quase morreu quando sentiu que Taiyou estava acordado. Ele estava sentado há algum tempo e Tenma só percebeu quando ele começou a se mexer, desconfortável.

-Acordou, Taiyou? – Disse Tenma de costas para o garoto.

-Bom dia, pessoal. É difícil não acordar com vocês conversando tão alto, sabiam?

-Desde quando você está acordado? – Perguntou Tenma constrangido.

-Do “Senhor Matsukaze, sem querer ser inconveniente, mas o que você e o Amemiya fizeram ontem?” pra frente.

“Ele ouviu tanto assim? Meu Deus, o que eu faço?” Tenma estava se sentindo mal pela situação.

Olivia saiu do quarto. Ela gostava de fazer esse tipo de coisa. Arrumar a confusão e sair de fininho. Tenma se virou para olhar Taiyou e percebeu que ele também estava corado.

-A Olivia é assim mesmo... Ela arruma confusão e sai correndo. É assim que funciona pra ela. – Disse Tenma tentando acabar com a tensão no ar.

-Entendo... Isso foi um pouco constrangedor, não é?

-Um pouco? É acho que sim... Mas, não importa mais! Vamos tomar café da manhã?

-Claro.

Os pacientes em condição podiam comer na lanchonete, mas Tenma não era grande fã disso, porque mesmo podendo ir à lanchonete ele só podia comer o que estava na ficha dele. Ou seja, comidas sem sal e ruins. Pelo jeito o café da manhã de Taiyou não era diferente. Tinha uma cara horrível.

Eles comeram em silêncio e depois voltaram na ala de jovens doentes. Eles passaram o dia lá, como no dia anterior e assim se seguiram os outros dias. Eles viraram realmente bons amigos.

Notas finais
Então, como eu não tenho nada a dizer, só queria avisar que juro não esquecer de postar de novo ¬¬ (Isso porque eu raramente tenho algo pra fazer e então tenho muito tempo livre pra me lembrar...)