Ciranda
9 Capítulo 7 - Violino
Notas iniciais
Oi amores...
Demorei né ç.ç Me desculpem.
Bom esse chappie tá um pouco melancólico.
Alguém sentiu falta do yuki?? o/ ahsuahush
A betagem é da Maah ♥
vejam as notas finais, vale a pena.
Minha Lumi linda diva amada voltou, cara to putamente emocionado *agarra*
Boa leitura amores.
Demorei né ç.ç Me desculpem.
Bom esse chappie tá um pouco melancólico.
Alguém sentiu falta do yuki?? o/ ahsuahush
A betagem é da Maah ♥
vejam as notas finais, vale a pena.
Minha Lumi linda diva amada voltou, cara to putamente emocionado *agarra*
Boa leitura amores.
~~ Hizaki pov's ~~
Eu não imaginava que seria tão difícil ver aquilo de perto. Meu coração parecia se desmanchar do tanto que doía.Eu sempre soube que ele era louco por Uruha, mais eu me sentia tão traido, ainda que nunca houvesse tido um único fio de esperança por parte dele.Sentimento estranho não é?Eu continuava a olhá-lo ao passo que ele seguia me encarando de modo surpreso.- Hizaki eu...- Suspirou sem ter o que dizer enquanto passava as mãos pelo cabelo.- Sente muito? — O olhei sério a medida que as lágrimas rolavam calmas, sem eu fazer escandalos.Já era muito pra mim chorar na frente dele, chorar escandalosamente estava totalmente fora dos meus padrões.- Não...Não sinto. — Disse simplesmente me fazendo apertar os punhos para não gritar.É claro que não sente. Sorri soprado, conformado com minha má sorte dos infernos.Sem dizer uma única palavra e ainda de cabeça baixa, eu comecei a caminhar em direção a porta. Derrepente eu me sentia o ser mais idiota da face da terra.Quando passei por Aoi senti meu braço ser seguro, então parei no lugar sem encará-lo.- Não sinto muito por que nunca lhe dei esperanças Hizaki. Ao contrário, sempre o incentivei a não se apaixonar por mim. Estou errado? — Perguntou com a voz calma.- Yuu-san...Se fosse uma questão de escolha...- O olhei de forma condenatória. — Acha mesmo que eu escolheria estar sofrendo por você? — Minhas palavras tiveram mais impacto junto as lágrimas que teimavam em cair.Sua mão em meu braço afrouxou um pouco o aperto até que ele me soltasse por completo. Finalmente!Finalmente ele percebeu que por todo este tempo, eu não estava brincando.♦♦♦Eu havia parado de chorar. Mais ainda tinha muita dificuldade de prestar atenção no que eu fazia. Eu evitava totalmente olhar para Aoi. Sentia uma vontade enorme de gritar só de olhar em seu rosto.- Rapaz...- Eu queria nunca ter me apaixonado. — RAPAZ??? — Dei um pulo no lugar ao passo que olhei assustado para a cliente que me olhava confusa. — Está tudo bem? — Parecia preocupada.- Hai...- Obriguei-me a sorrir. "Sorria apenas quando tiver vontade Hizaki.". Lembrei-me das palavras de Akira. — Eu estou bem. Estava me tornando um perfeito mentiroso.Ela fez o pedido e eu o anotei levando para Aoi prepará-lo. Joguei a cancela sobre o balcão, saindo em seguida.Assim passei o resto da tarde.- Um minuto senhora. Já trarei seu pedido. — Caminhei para o balcão mais Yuu não estava lá. Já estavamos quase fechando, então decidi eu mesmo preparar o expresso.Peguei o copo para viagem e fui até a máquina. Pressionei o botão mas a máquina não ligou.Tudo está contra mim hoje? Onde Aoi está? Só ele entende essa merda.Pensei que talvez ele estivesse nos fundos do café, relembrando aquele beijo. Eu também me lembraria dele por muito tempo, mais não com a mesma felicidade.- AAAAAAHHHHH...- Afastei-me da máquina com brutalidade quando o café quente entrou em contato com meus dedos, me queimando. Senti minhas costas se chocarem contra algo, ou melhor, alguém que me segurou pelos ombros.- Está tudo bem? — A voz de Yuu soou atrás de mim. Segurei a respiração pra não chorar e de imediato impulsionei o corpo para frente, indo de encontro a pia.Liguei a torneira enfiando os dedos embaixo da água corrente.- Hiza-chan...- Ruki e Teru estavam ao meu lado. — O que você tem? Está fazendo tudo errado hoje? — Ruki me olhava confuso.- E isso não é normal? — Novamente sorri. Que dor dos infernos.- Me dê sua mão. — Teru segurou minha mão ferida com cuidado e de um dos bolsos tirou um pequeno frasco de spray anestésico e uma caixinha de esparadrapo.Eu e Ruki o olhamos surpresos.- Você é mesmo previnido. — Ruki comentou ainda meio abobado.- Coisas desastrosas tendem a acontecer comigo Ru-chan, então eu sempre me preparo. — Sorriu abertamente terminando o ótimo trabalho em meus dedos.- Está ficando bom nisso. — Comentei enquanto observava o curativo bem feito em minha mão que já não doía tanto.- Estamos encerrando o espediente por hoje. Vocês já podem ir pra casa. Ouvimos a voz de Aoi e nos apressamos para trocar de roupa e ir para casa.♦♦♦- Tem certeza que não quer ir com a gente Hiza-chan? — Ruki perguntou preocupado.- Tenho. — Sorri. Eu precisava desesperadamente de um tempo sozinho. E só teria este tempo na volta para casa.- Então tenha cuidado, certo? — Teru era sempre o mais preocupado e atencioso de nós.- Eu ficarei bem. Boa sorte na prova de vocês hoje. — Sorri ao ver a face de Ruki se contorcer em desgosto.- Nem precisa, vai ser muito fácil. — Teru comentou animado.- Fale por você, por que acho que nem toda boa sorte do mundo vai me livrar de uma plantação de tomates nessa prova. — Ruki suspirou desanimado.- Ru-chan...A gente teve 2 meses para estudar. O que você fez nesse tempo? — Teru parecia realmente surpreso, mas eu já sabia a resposta.
- Qualquer coisa que lhe asegurasse uma distância segura do livro de história. — Comentei de modo sarcastico.- Epa! Não foi bem assim...Eu peguei o livro para estudar um dia. — Cruzou os braços de modo chateado.- Sério? Então por que está com tanto medo de se ferrar? — Perguntei lhe encarando com divertimento.- Por que eu parei de estudar na segunda linha do livro.- E por que você parou? — Teru perguntou fazendo um bico.- Por que lá estava falando que a Revolução Russa exerceu uma grande influência na vida de milhares de pessoas. Sendo assim achei ela intrometida pra caralho e parei de ler por odeio me meter na vida alheia. — O pior é que o filho da puta disse isso de modo tão confiante que chegou a fazer sentido. - Não acredito. — Teru estava pasmo e eu esqueci da minha depressão por alguns segundos. Os segundos que eu me segurava pra não rir. — O Plano Marshal...Qual foi o objetivo do Plano Marshal? — Teru tentou novamente.- Como é que eu vou saber? Eu nem existia quando esse cara andava sobre a terra. - Hiza-chan o que eu faço? — Teru me encarou de forma suplicante me fazendo rir.- Ruki, se você colocar essas respostas em sua prova você terá uma garantia. — Disse em meio ao sorriso. — Que garantia? — Me olhou confuso.- A garantia de estudar mais um ano Ru-chan. — Teru disse desanimado. — Se você continuar com esse descaso você com certeza irá reprovar.- Nem me fale um trem desses. Já não vejo a hora desse ano acabar.- Então se esforce um pouco mais. — O incentivei vendo-o suspirar.- Ok. Teru ainda dá tempo de repassar aguma coisa sobre a matéria? — Virou-se para o menor que sorriu radiante.- Claro que dá. Mais vamos logo. Tchau Hiza-chan. — Acenou para mim sendo imitado por Ruki. Apenas os observei caminharem para longe.- Quem foi o responsável pela queda do muro de Berlim? — Ouvi a voz de Teru.- NÃO FUI EU. Eu nem estava lá. Nesse dia devia estar jogando video game com o Hizaki. A única coisa que já derrubei na minha vida foi o note book do Aoi e ainda assim ele nem sonha que foi eu. — Ruki disse de maneira assustada e eu ri.Esses dois eram a salvação dos meus dias. Acho que eles e meu tio eram os únicos pontos positivos da minha vida.Um irmão que me odeia, um amor não correspondido, uma vida miserável. É graças a eles que ainda não enlouqueci.Continuei minha caminhada solitária para casa. O vento estava forte brincando com meus cabelos. O frio que eu sentia nem me assolava, pois a dor em meu coração me destraía deste.Caminhei por mais alguns segundos até que algo estranho aconteceu. Eu não sabia onde estava. Olhei em volta mas eu não reconhecia nada, não me lembrava daquele lugar.Estava escuro e as lágrimas ainda embaçavam-me os olhos. Desistindo de continuar a encontrar o caminho de volta, voltei-me para a direita onde havia um tipo de praça, sendo muito mal iluminada.Caminhei para o meio desta, indo sentar-me na pequena escada de um palco, que tinha a forma de um carrossel, só que sem os cavalinhos.Ninguém passava por ali então eu poderia chorar tranquilamente. Trouxe minhas pernas um degrau acima, apoiando meu queixo sobre meus joelhos.Acho que desde que prometi que não choraria mais diante de Masashi, eu desaprendi a chorar.Meu peito doía tão desgraçadamente que eu tinha vontade de gritar mas minha garganta parecia ter um nó. Tudo que acontecia era que minhas lágrimas caiam devagar, quase torturantes por meu rosto. Sem som algum.Eu realmente não sabia o que fazer. Estava perdido. Eu sabia que tinha que voltar pra casa. Masashi vai me matar, mas o que posso fazer? O que fazer se não tenho se quer vontade de levantar daqui?Suspirei dando-me por vencido. Abaixei a cabeça uma vez mais e em silêncio, voltei a chorar.~~Yuki Pov~~Que dia dos infernos!Masashi me pressionando para esta apresentação, maldita hora em que a aceitei. Kamijo me ligou de cinco em cinco minutos para me falar da merda do gato do Masashi que tinha desaparecido.Sim este é meu amigo, diz que odeia animais arruma um gato de rua e leva pro leso do Kamijo cuidar. Nem é novidade que ele tenha desaparecido.Enfim, meu mau humor está reinando.- Conseguiu alcançar a nota perfeita de seu solo? — Ouvi a voz de Masashi. Ou era muito burro ou estava super afim de me provocar mesmo.- Parece que consegui? — Disse calmamente enquanto terminava de colocar a nova corda em meu instrumento.Sim, a raiva foi tanta hoje que acabei por quebrar uma das cordas do meu violino.- Vou pra casa. Vai ficar aqui mais um tempo? — Perguntou calmo.- Vou. — Respondi simplesmente sem tirar a atenção da corda que eu afinava.- Tranque tudo quando sair.- E alguma vez eu deixei de trancar? — Disse mau humorado ao passo que repousava o violino em meu ombro passando a vareta sobre a corda que procurava testar se estava afinada ou não.- Só estou lembrando.- Deixe seus lembretes para Kamijo, eu não preciso deles. — Disse rispido. Ouvi-o sorrir soprado quando já caminhava para a porta.- Tenha uma boa noite Yuki.- Boa noite. — Nem mal terminei as palavras e já ouvia o som de seus passos no corredor.Masashi e eu não tinhamos de ter cuidado com o que falavamos um ao outro. Nos conheciamos a tanto tempo que nos permitiamos ser verdadeiros.Terminando de afinar as cordas, levantei-me, colocando o violino na maleta.Peguei-a e saí da sala apagando a luz da mesma. Certifiquei-me de tancar a porta quando saí, colocando a chave em meu bolso.Hoje realmente foi um dia exaustivo. Me arrependo de não ter vindo com meu carro.Suspirei cansado apanhando um cigarro em meu bolso e acendendo-o. Continuei caminhando calmamente ao passo que fumava devagar.A noite não estava muito agradável, o vento soava forte carregando as flores de cerejeira e as folhas por todo o canto. Estava um pouco frio.Logo comecei a sentir os primeiros respingos fortes da chuva que se seguiria.- Ah claro...Um dia de merda sempre termina como um dia de merda. — Resmunguei para mim mesmo, dando uma última tragada no cigarro e jogando-o no chão.Após apagar o cigarro com meu pé, velho costume, ao levantar meus olhos vi algo que me chamou a atenção.Tenho o dom de reconhecer as pessoas, e eu poderia jurar que aquela pessoa encolhida nos degraus da escada daquele palco era Hizaki.- O que será que ele faz aqui a esta hora? — Indaguei completamente despreocupado. Não era problema meu. Me virei para continuar meu caminho mais a chuva já começava a ficar constante.Nem bem dei dois passos e meu lado humano — do qual ainda não dei conta de me livrar — me fez parar. Rolei os olhos sabendo que se eu o deixasse ali Masashi me mataria.Caminhei até ele, mais ele não levantou o rosto. Assim como eu ele já estava encharcado pela chuva.A ver que ele não me encararia eu me sentei ao seu lado nos degraus da escada, apoiando minhas duas mãos para trás de minhas costas no degrau de cima.Comecei a olhar para o céu sentindo os pingos de água me molhar o rosto. Voltei meu rosto para ele, mais ele ainda escondia a face entre os joelhos.- Seu irmão não ficará bravo se não voltar pra casa? — Perguntei notando seu corpo dar um tranco no lugar e ele me olhar apavorado.Ele nem tinha me percebido ali antes de eu abrir a boca. - Yu...Yu...Yuki...Yuki-san. — Mesmo com a chuva dava pra notar que ele chorava. Encarei seu rosto e imediatamente ele desviou os olhos quando percebeu que eu havia notado suas lágrimas.Novamente escondeu o rosto, talvez estivesse envergonhado. O pouco tempo em que notei seus olhos vi que a tristeza dele era maior do que o seu choro contido. Talvez ele esteja com vergonha de chorar, ou talvez, ele não saiba chorar...Assim como eu.Eu estava perdido em meus pensamentos, até que ao decidir-me, abri a maleta de meu violino, peguei o mesmo e pus-me de pé à sua frente.- Hizaki-chan, tenho uma apresentação muito importante daqui a alguns dias. Se incomoda de eu ensaiar aqui? — Perguntei num tom sério e calmo, vendo-o balançar a cabeça negativamente sem me olhar.Posicionei o violino em meu ombro deixando a vareta deslizar pelas cordas provocando aquela melodia nostálgica, e carregada de tristeza.A chuva ainda nos assolava mais o som parecia soar mais melancólico.
FLASH BACK- Yuki-chan...O que houve? — Ouvi a voz doce de dona Lilian, mãe de Masashi e minha professora de violino. Eu tinha nove anos de idade, e chorava em um canto escondido da escola por ter minha primeira briga com Masashi.Nunca fui bom em contato com as pessoas. Sem ter vontade de responder eu virei o rosto, deixando apenas as lágrimas silenciosas cairem.- Né Yuki-chan...Você chora como um adulto. Alguém já lhe disse que você é uma criança? — Disse de modo animado com um lindo sorriso.- Eu não gosto de chorar. — Respondi rispido. Sempre com a vóz séria.- Devia tentar. Chorar alivia muito o coração. Né...Vou te mostrar algo interessante. — As vezes eu achava dona Lilian era uma criança grande. Ela era animada, e estabanada. Tinha uma energia fora do normal.Ou ela era criança demais pra um adulto, ou eu era adulto demais para uma criança.- Ouça atentamente. — Sorriu docemente ao passo que colocou o violino de cristal sobre os ombros e começou a tocá-lo.Eu me encantava com o poder de seus acordes. Seu violino tinha o poder de mudar completamente as pessoas, inclusive ela. Sua personalidade parecia mudar quando segurava o violino.Meus olhos não se desprendiam de sua mão que condusia a vareta com calma sobre as cordas.- Yuki-chan...Sabe o nome dessa melodia? — Perguntou ainda com o sorriso. Apenas balancei a cabeça negativamente. — Eu a batizei de "O som de suas lágrimas", as cordas parecem chorar enquanto eu toco. Quando esta melodia soar...Você não precisa chorar silênciosamente. — Piscou cumplice voltando a fechar os olhos e continuando a tocar.OFF FLASH BACKNaquele dia, eu aprendi como era chorar de verdade, soluçar e limpar seu coração.Aprendi isso ao som dessa melodia que você nunca me ensinou sensei, mais que pude aprender ao ouvi-la tocar apenas uma vez.Olhei para Hizaki e percebi que ele soluçava com o rosto escondidos nas mãos. Voltei meus olhos para o céu, e ainda tocando, sorri de sosláio."Né sensei...Eu nunca toquei essa musica depois daquele dia por que ela me dava vontade de chorar. Você não precisa mais chorar, pois seu filho já aprendeu a lição com esta sua melodia. Por já tê-lo visto chorar muitas vezes, e ainda assim toca-la só agora...- Uma lágrima escorria por meu rosto se misturando com a chuva. — Pode perdoar-me...Lilian-sama?"
Notas finais
Pessoas lindas que ainda não respondi os review's...amanha sem falta respondo ç.ç
A musica que o Yuki toca, teve o nome criado por mim pra dramatizar a fic, ela não existe...mais me baseei nessa aqui. : http://www.youtube.com/watch?v=t6E9hETZVSE
Kissus amores ♥
A musica que o Yuki toca, teve o nome criado por mim pra dramatizar a fic, ela não existe...mais me baseei nessa aqui. : http://www.youtube.com/watch?v=t6E9hETZVSE
Kissus amores ♥
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