Ciranda
3 Capítulo 2 - Inocência.
Notas iniciais
Oi amores...passando rapidinho pra postar mais um capitulo.Me atrasei pra postar. A todos que ainda não respondi os review's..RESPONDEREI AMANHÃ eu prometo ç.çEspero que gostem desse capitulo. Não o achei muito interessante particularmente... ç.çBetagem da Maah *te amo amor* ♥LEIAM AS NOTAS FINAIS OU NÃO ENTENDERÃO NADA.
- Pervertido. — Sorri, o vendo virar para Teru. - E você Teru? Quando e com quem foi sua primeira vez? — Perguntou para o mais novo enquanto eu e ele bebericavamos o café.- Etto...Acho que foi aos meus treze anos, com meu irmão. — Vi Ruki cuspir o café enquanto eu engasgava miseravelmente com meu cappuccino.- O QUE DISSE? — Ruki praticamente se jogou sobre a mesa para ficar mais próximo a Teru. Enquanto o mais novo encarava o menor com a expressão confusa por nossa surpresa, eu me preocupava em dar socos em meu próprio peito, tentando reter a crise de tosses provocadas pelo engasgo.- Que...Perdi a virgindade com meu irmão. — Teru continuava confuso, alterando o olhar incrivelmente inocente entre mim e Ruki.- Uau. — Ruki sorriu malicioso. — Para de tossir Hizaki. — Aquele filho da puta, projeto de anão de jardim mal feito me deu um tapa tão infeliz no meio das costas, que, quase vomitei meus pulmões.Lancei-lhe um olhar mortal. Se eu conseguisse controlar aquela crise de tosses eu o mataria.- Como foi Teru? — Ruki parecia interessadíssimo em saber das aventuras sexuais de Teru.- Foi...Bom. — O mais novo abaixou o olhar brincando com os dedos das mãos e ficando completamente vermelho.- Kaaaaawaii. — Ruki não se conteve e apertou a bochecha de Teru, que conseguia ser a pessoa mais fofa do mundo inteiro.Contive minha tosse e permaneci a olhar para os dois. Tão diferentes de mim. Ruki é um anão de 17 anos de idade, hiperativo tarado por sexo, vive animado e disposto a tudo. Teru também tem 17 anos. Possui um olhar e conduta inocente, dono de um corpo e um jeito fofo que o torna alvo de vários pervertidos. Ruki que o diga.Ele aparenta ser frágil e inspira cuidado em quem estiver ao seu lado, no entanto, de nós ele é o mais forte.O desgraçado do irmão se meteu em dívidas de droga depois da morte dos pais, e após contrair uma dívida que não daria conta de pagar, fugiu.Fugiu covardemente deixando Teru sozinho e marcado. Marcado pelo abandono, e principalmente marcado pelas pessoas que estavam atrás de receber seu dinheiro.Teru passou a viver sozinho depois disso, chamei-o para morar comigo, mais ele insistiu em não me causar problemas com Masashi.Consegui esse emprego para ele no Caffé do meu tio. De início tio Kai resistiu em contratá-lo pois ele só tinha quize anos, mais me lembro de ter passado o dia em seu pé o enchendo, até que por fim ele me disse um sim.Desde então Teru trabalha para se sustentar e pagar as dívidas do irmão. Além é claro de estudar. Este é seu ultimo ano do ensino médio e ele e Ruki o cursam a noite em uma escola próxima daqui.As vezes fico pensando como uma pessoa tão frágil, meiga e dócil como Teru, consegue ser tão forte.Eu conseguiria fazer o mesmo se estivesse no lugar dele?Nem mesmo percebi o quão longe eu estava, apenas notei quando Ruki me chamou pela milhonésima vez. - Hizaki. — O olhei com um sorriso.- Diga.- E então, nos conte, com quem e com que idade foi sua primeira vez? — Claro que eu sabia que esta pergunta não tardaria a vir, e era exatamente por isso que não gostava do rumo que a conversa tomava.Por que, se eu pudesse escolher, eu escolheria ter continuado virgem.~~Flash Back on~~Era meu aniversário de 15 anos. Meu tio parecia ignorar o fato de que eu era um garoto e não uma garota como todos pensavam.Na verdade desde que fui adotado pareceram esquecer esse detalhe.Meu tio me contou que o marido de minha mãe fugiu após o nascimento de Masashi, e que ela o criou sozinha. De acordo com ele, ela nunca mais quis se casar, mais sonhava em ter uma menina.Então quando Masashi fez 10 anos ela me adotou. Tio Kai diz que ela foi até o orfanato decida a adotar uma menina, mais quando a mesma me viu em um dos berços, decidiu me levar.No entanto, os anos se passaram e eu sempre fui tratado como uma garota. Usava roupas femininas, tinha cabelos longos. Eu realmente não me importava.Até tentei resistir a esta festa absurda de debutante, mais meu tio praticamente implorou, disse ser o sonho de minha mãe. Como eu poderia recusar?Aceitei, mesmo sabendo que compraria uma briga sem tamanho com Masashi. Ele ainda estava abalado pela morte da mãe, e com certeza encararia isso como uma falta de respeito a sua memória.
A meses ele já estava sem falar comigo, e quando eu tentava me aproximar ele me batia ou simplesmente me ignorava.Não via em seus olhos nem mesmo a sombra do meu Sashi-niisan, ele deve ter morrido junto com minha mãe.Enfim, como eu esperava a briga foi imensa entre ele e meu tio, que quase tinham a mesma idade, tio Kai tinha trinta e oito anos na época e Masashi estava com vinte e cinco, somando assim treze anos de diferença.Lembro-me de Masashi tê-lo humilhado, e lembro também de meu tio ter-lhe dado um tapa no rosto.Tio Kai era tão calmo que nunca imaginei-o batendo em alguém. Fiquei surpreso, assustado para dizer a verdade.- Esse era o sonho de sua mãe. Você tem vinte e cinco anos Masashi, pare de agir feito um moleque. — Dizia meu tio seriamente enquanto Masashi encarava o chão com a face avermelhada e as mãos em punho.- Não faz nem dois anos que ela morreu e vocês já estão festejando. — Encarou meu tio com reprovação.Meu tio entendia Masashi, sabia o quanto ele sofria, mais não fraquejou diante dele.- Estou cumprindo uma promessa que fiz a ela Masashi. Você não faria o mesmo? — Meu irmão se calou desviando os olhos para mim encolhido no canto da sala. Eu estava assustado com aquilo.Minha vida era perfeita e do nada virou de cabeça para baixo, não estava acostumado com aquilo. Minha mente não conseguia absorver os fatos na mesma rapidez com que eles aconteciam.- Que seja. — Depois de me encarar por longos minutos ele desviou o olhar saindo de encontro as escadas.- Masashi. — Meu tio o chamou com voz calma o fazendo estancar diante das escadas.- Diga.- Sua mãe me fez mais um pedido, mais este depende de você. — Ele voltou-se para meu tio o olhando desconfiado, esperando que continuasse. — Será que esta noite, você poderia dançar a valsa com seu irmão?Meus olhos se arregalaram a medida que os olhos de Masashi se cerraram sobre meu tio, parado onde estava.- Está brincando, não está? — Continuou a olhá-lo com as mãos nos bolsos do sobretudo.- Por que? Parece? — Primeira vez em que via meu tio agir irônicamente. Era assim que os adultos se portavam? Eu posso ser criança para sempre?- Não. — A voz soou seca, fria. Fez menção de virar-se novamente mais meu tio foi mais rápido.- Acredita que sua mãe pode nos ver de onde está Masashi? Por que se puder, ela deve estar extremamente decepcionada com você. — Eu não queria isso. Não precisava disso.Atravessei a sala o mais rápido que pude, antes que eles pudessem notar minhas lágrimas. Passei ao lado de Masashi para subir as escadas e mesmo que tivesse sido por milésimos de segundos eu pude notar ele me olhar.Subi o resto das escadas correndo e tudo que ouvi foi:- Viu o que fez? — Meu tio parecia furioso.- Não. Viu o que VOCÊ fez? — Foi tudo que minha mente perturbada ouviu antes de eu bater a porta do quarto e me jogar em minha cama, onde chorei por várias horas.- Mãe. Sinto sua falta. — Sussurrava baixinho enquanto me agarrava ao travesseiro, me encolhendo o máximo que podia sobre a colcha rosa, como se assim minha dor fosse diminuir.Depois de horas eu estava pronto para a maldita festa. Quilos de maquiagem escondiam minha expressão cansada, minhas olheiras e minha tristesa.O vestido que eu usava fora escolhido por Ruki. O tinha jurado de morte caso ele escolhesse algo rosa, sendo assim meu vestido era num tom roxo.Possuia um decote de princesa, ajustado a meu colo, um espartilho na mesma cor com as fitas de cetim trançadas a frente. A saia era armada, cheia de babados, alcançando até metade de minhas coxas.Sim era curto, mataria Ruki por isso. Eu usava uma meia preta arrastão, e uma bota preta até os joelhos.Minhas mãos eram adornadas por luvas longas no mesmo roxo do vestido e os cabelos estavam soltos, os cachos caindo sobre meu ombro e uma pequena coroa de strass estava presa entre os fios.Desci as escadas sem muito ânimo. Saber que meu irmão estava revoltado comigo não me deixava tranquilo. Algo me dizia que antes mesmo do fim desta festa eu veria o inferno bem de perto.Não consigo descrever como minha face ficou horrorisada quando notei quem me esperava ao pé da escada.- Ma-Masashi? — Gaguejei seu nome, completamente confuso. Ele apenas me olhou de maneira reprovadora me estendendo o braço. Não me mexi. Ao em vez disso eu o observei atentamente, o terno preto, com a parte de cima sendo um sobretudo até os pés o havia deixado muito elegante.Os cabelos negros e compridos estavam soltos sobre os ombros, no costumeiro penteado. - Quanto tempo pretende demorar? — Disse ainda mais sério que antes. Dei mais um curto passo, entrelaçando nossos braços.Eu sabia que ele estava repudiando tudo aquilo.- Masashi...- Sussurrei seu nome com a cabeça baixa, mais percebi ele me olhar. — Gomen. — Seus olhos se estreitaram sobre mim por alguns segundos mais logo ele os desviou, sem dizer uma única palavra.♦♦♦Mais um tapa que desta vez me jogou contra o balcão na pia, onde eu busquei apoio.Eu sabia que no fundo ele estava furioso com aquela festa. Já imaginava que isso aconteceria.Senti o corpo muito maior se aproximar e agarra meus cabelos me olhando em fúria.- Como você pode sorrir daquele jeito? — Perguntava inconformado.Como será que ele reagiria se soubesse o quanto me esforço para fingir estar tudo bem. O quanto evito parecer a criança chorona que realmente sou apenas para não preocupá-lo.Meus olhos se cruzaram com os seus, eu permanecia sério. Sentia o sangue escorrer de meu nariz, devido aos vários golpes.- POR QUE RÁIOS VOCÊ AINDA NÃO CONTOU A KAI TUDO QUE FAÇO COM VOCÊ DESDE QUE ELA MORREU? — Me sacoalhou fazendo com que eu fechasse os olhos por um instante.Eu prometi não contar. Mais doía, doía fisicamente, mais o que mais doía era ver Masashi morrer a cada dia, incapaz de superar.- Você devia tentar superar. — Eu disse olhando em seus olhos, que percebi flamejarem ao som de minhas palavras. O ato me rendeu mais um tapa.O que era mais um para quem já tinha uma coleção.- Se você não existisse...- Apertou meu pescoço com força, me fazendo praticamente deitar sobre o balcão largo. -...Eu teria mais tempo com minha mãe, sem você pra atrapalhar.Era possível que meu irmão seja tão criança assim? A dor o tornou patético?Oka-sama nunca o deixou de lado por causa de mim. O amor sempre foi o mesmo.Mais as palavras doeram, doeram tanto que sem que eu pudesse ter qualquer controle, as lágrimas escaparam de meus olhos, traçando uma linha por meu rosto silênciosamente.- Você continua chorão. Mais suas lágrimas não me comovem mais.- Eu sei. — Eu sou ridículo.- Essa sua maneira de encarar tudo numa boa, e finjir que nada aconteceu, me irrita. — Senti os dedos se apertarem mais em meu pescoço me sufocando. — Vou lhe dar algo que você não poderá apagar da sua mente, você não poderá finjir que nada aconteceu e não poderá sorrir quando acabar.Meus olhos se arregalaram. No que ele estava pensando?Enquanto uma de suas mãos apertavam meu pescoço, mantendo a parte superior de meu corpo deitada sobre o balcão.A outra dirijiu-se até a dobra de meu joelho, puxando uma de minhas pernas até sua cintura.Oh não. Senti meu corpo todo estremecer. Ele não estava pensando em...- Eu vou marcar seu corpo, mais principalmente, eu vou marcar sua alma Hizaki. Eu vou te sujar, assim como você sujou a memória de minha mãe essa noite. — As palavras saiam calma, embora cheias de ódio.Eu não conseguia mais raciocinar, eu não conseguia pensar. Tudo o que consegui dizer foi.- Mãe...- Junto a pesada lágrima que abandonou meus olhos.Mais isso pareceu deixá-lo ainda mais possesso pela mágoa. A mão sobre a parte inferior de meu joelho, deslizou por minha coxa sob a fina camada da meia arrastão.O que o tempo fez com você Sashi? Pra onde as memórias tristes te levaram?Senti um solavanco e percebi que minha meia fora rasgada em um puxão.Eu realmente não estava tendo um pesadelo, aquilo estava acontecendo. Ele estava certo, será que eu poderia fingir que nada aconteceu depois daquilo?Agora as mãos ostis rasgavam minha peça intima, me deixando apenas com o vestido e a meia rasgada.Levei minhas duas mãos sobre a mão que apertava meu pescoço, o encarei com medo. Eu sempre tinha medo dele, mais desta vez era diferente, era pânico. Um terror tão grande que eu não conseguia me mexer.
O olhar doentio novamente se cruzou com o meu olhar apavorado. Minha maquiagem escura já estava borrada pelas lágrimas silenciosas. Sua mão abandonou meu pescoço que já estava roxo, indo até minha outra coxa.Separou minhas pernas, posicionando-se entre ambas. - Não vai gritar Hizaki? Você não é tão inocente a ponto de não saber o que estou prestes a fazer. — Disse em tom debochado.Engraçado ele falar isso, pois só assim me dei conta de que minha garganta estava fechada e eu não conseguia gritar, não conseguia nem mesmo falar. Acho que o fato de ele ter me sufocado, fez com que minha voz sumisse. E o fato de eu estar chocado demais, e querendo acreditar que ele não faria isso comigo, me impediu de me mover. Eu apenas me dediquei a olhá-lo.- Tanto faz. — Disse irritado devido ao meu silêncio, a medida que já havia retirado o membro ereto de dentro das calças.Ele não vai voltar atrás, não vai desistir.Senti seu membro me rasgar sem aviso. Contraí meu corpo ao passo que meus lábios se entreabriram mais fui incapaz de gritar.Forçou-se contra mim, fazendo a dor aumentar tanto que senti minha consciência falhar e imediatamente eu fiquei zonzo.Suas mãos cravaram os digitos em minha cintura, sobre o cetim do vestido. Apertei as bordas do balcão entre os dedos, na tentativa de diminuir a dor que ameaçava me levar a um estado de inconsciência.Enquanto meu corpo se mexia no ritmo do vai e vem louco de Masashi contra mim, eu me focava em um ponto qualquer no teto, me lembrando dos bons momentos."- Sashi-niisan... — Hizaki o que está fazendo? — Me olhou assustado enquanto eu corria em sua direção chorando e segurando um de meus dedos.- Eu cortei meu dedo. — Solucei, imediatamente ele arrancou o lenço de um dos bolsos envolvendo em meu dedo machucado.- Não seja chorão. Foi só um arranhão pequeno. — Beliscou minha bochecha. Ele conseguia me acalmar.""- HIZAKII...- Correu em minha direção desesperadamente ao ver que eu tinha despencado do escorrega. — Você está bem? — Começou a me olhar minuciosamente a procura de um ferimento qualquer.- Eu machuquei o pé. — Disse já formando um imenso bico, próximo a chorar.- Vamos não chore. Vou te carregar até em casa. — Me pegou colo com um sorriso."Como uma pessoa que não suportava me ver chorar já não se importa mais com minhas lágrimas?Como uma pessoa que sempre se preocupava com meu bem estar, pode me machucar dessa maneira hoje?Eu não conseguia gritar, eu não conseguia pedir para que ele parasse e eu não conseguia me mover.Era sufocante pensar que tudo o que podia fazer era chorar, e focar a mente em antingas lembranças para que a dor não me levasse a consciência.Eu ouvia seus gemidos roucos, seu prazer em me machucar. Meu corpo latejava pela dor, ao passo que seus lábios entreabertos ofegavam.Até comentendo um ato tão odioso, você consegue ser tão lindo meu irmão.Por que ainda assim eu não conseguia odiá-lo?Ele abriu os olhos para mim, observando minha expressão de dor ao passo que as lágrimas já haviam secado em meu rosto.Inclinou parte do corpo sobre mim, levando uma de suas mãos ao meu cabelo.Puxou-os me fazendo olhá-lo. Meu peito subia e descia num ritmo frenético, meu corpo todo doía e tremia a cada toque seu. Meus lábios tremiam pelo esforço que eu fazia em ficar acordado.Desviou os olhos dos meus e puxou ainda mais meus cabelos inclinando minha cabeça para trás.Sua língua percorreu as marcas roxeadas de seus dedos em meu pescoço. Beijou minha pele enquanto a mão em meus cabelos afrouxara o aperto, depositando na região um breve carinho.Fechei os olhos, ele estava conseguindo me sujar, pois estava conseguindo fazer com que eu sentisse um mínimo prazer naquilo.Continuou a beijar meu pescoço, seu corpo se movimentava agora mais calmamente, dando-me a chance de me acostumar com seu volume me preenchendo.Seus beijos subiram por meu maxilar, indo de encontro ao lóbulo de minha orelha, onde mordeu sedutoramente. Cravei minhas unhas em seus braços, aquele prazer estava me dominando.Sua bochecha deslizou sobre a minha até que nossos olhos estivessem completamente conectados. Ele não parecia mais com ódio. Parecia confuso.Notei-o aproximar os lábios dos meus. Meu primeiro beijo será tomado de mim assim como minha primeira vez? É esta a lembrança que terei quando eu me apaixonar?Antes que nossos lábios se encostassem eu virei a face violentamente. Ele pareceu entender o recado, mais não ficou feliz com isso.Saiu de dentro de mim, me puxando violentamente por um dos braços. Lançou-me novamente no balcão dessa vez de bruços.E sem mais nenhuma palavra me invadiu novamente. Incrível como a dor pareceu muito maior e insuportável que da primeira vez.Arranhei o marmore gelado entre meus dedos, mordendo os lábios com violência para suprimir a dor.Ele ia e vinha de encontro a meu corpo com violência. Sentia algo quente que provavelmente era meu sangue escorrer entre minhas pernas.Suas mãos machucavam minha cintura, inclinou o corpo sobre o meu, puxando meus cabelos para que eu arqueasse o corpo para trás.Assim o fiz, apoiando-me sobre as mãos. Ele soltou meus cabelos levando a mão ao decote de meu vestido, onde o puxou com força, rasgando o tecido fino.Percorreu a mão fria por meu peito descoberto, cravando os dentes em meus ombros.Lágrimas. Eu já não as tinha.Forças. Tinham sumido.Ar. Me faltava constantemente.Nem mesmo medo eu tinha. Apenas estava conformado. Eu não poderia pará-lo.Oka-sama...Se estiver vendo isso...Onegai...Feche seus olhos.Minhas forças sumiram de vez e deixei meu corpo cair pesadamente sobre o marmore, ouvindo apenas o barulho choco de minha testa sobre o mesmo.Em uma última e dolorosa investida ele se fez dentro de mim. Me sujando completamente como havia dito.Saiu de dentro de mim, afastando-se de meu corpo machucado. As lágrimas voltaram aos passo que continuei com parte do corpo deitado sobre o balcão. Então eu ainda tinha lágrimas?Ouvi seus passos se afastando de mim, me deixando sozinho, horrorizado e morto. Morto na alma.Escorreguei para o chão da cozinha abraçando meus joelhos. Eu tremia, chorei em soluços desesperados durante toda a noite que passei jogado ao chão daquele lugar que agora guardava minha pior lembrança.Lembra quando eu disse que veria o inferno de perto? Eu estava errado.Eu havia sido consumido por suas chamas, de maneiras dolorosas e humilhantes. E o pior de tudo...Eu não o odiva.~~Fhash Back Off~~Lembro que foi depois disso que parei de chorar.- Hizaki? — Olhei para os dois garotos a minha frente, ambos com a confusão estampada nos olhos.- Gomen. — Sorri fraco.- E então Hizaki, como foi sua primeira vez e com quem? — Ruki me olhava com os olhos redondos em expectativa. Respirei fundo e sorri.- Eu ainda sou puro. — Realmente me tornei um ótimo mentiroso. Pois ainda mentia sorrindo.- FALA SÉRIO. — Ruki quase subiu na mesa.- Estou falando. — Bebi de meu café colocando a caneca sobre a mesa em seguida. — Eu ainda sou inocente. — Juntei as mãos proximas ao queixo de uma forma fofa piscando os olhos debochadamente.- Aí Aoi, o Hizaki está guardando a virgindade pra você. — O loiro anão gritou para o moreno atrás do balcão.- RUKI SEU TARZAN DE SAMAMBAIA EU VOU TE MATAR. — Parti pra cima dele, apertando suas bochechas com força. — Pede pra sair.- ME SOLTA HIZAKI ISSO DÓI CARALHO. — Disse bravo tentando se livrar das minhas mãos.Pela primeira vez em semanas vimos Aoi sorrir, balançando a cabeça negativamente enquanto enxugava os copos.- Hiza-chan, Ruki-Chan parem com isso...- Disse Teru tentando nos afastar, usando apenas uma de suas mãos pois a outra segurava a caneca de cappuccino.- Agora você vai ver sua bicha loira. — Ruki se levantou agarrado meu cabelo. — Quem tem que pedir pra sair agora. — Apertei sua bochecha com mais força ainda.- Parem com isso. — Infelizmente Teru se aproximou de Ruki quando eu o empurrei com força.Ruki deu um longo passo para trás esbarrando em Teru, que se desequilibrou trombando com o cliente que acabara de adentrar a loja. O cappuccino espalhou-se sobre a roupa do homem que apenas lançou um olhar mortal pra Teru que estancou em sua frente.Permaneci a encarar o homem com os olhos arregalados. Ruki veio para cima de mim novamente agarrando a gola de meu casaco rosa.- A seu cretino agora você...- Me olhou confuso por ver que eu olhava para porta, para onde também dirigiu seu olhar. — AI JESUS CRISTO. — Imediatamente me abraçou. E nossos olhares se dirigiram a Teru que encontrava-se na mira do olhar mortal do homem.- Você não olha por onde anda moleque? — A expressão séria e zangada fez Teru engolir seco e Ruki quase me matar num abraço sucuri.- Gomem...- A voz de Teru saiu quase num sussurro — Yuki-san.
Notas finais
Amores é o seguinte...Eu sei que este Flash Back ficou um pouco confuso, e isso aconteceu por que não deu pra descrever tudo e ficou um pouco sem sentido também por que não tive a chance de fazer um pov do Masashi. Pra vocês entenderem melhor eu teria que fazer um Filer *Um capitulo a parte da história* descrevendo toda a festa dos quinze anos de Hizaki, mais num pov do Masashi, assim vocês entenderiam melhor toda essa revolta dele e o que o levou a fazer o que fez com Hizaki.Se vocês acharem que assim está bom e não precisa descrever a festa tudo bem.Mais se quiserem entender melhor eu faço o filer e posto na proxima semana. Vocês escolhem
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