Cinquenta Tons de Violetta

21 Capitulo 20 - Garota Problema


Notas iniciais
Primeiramente quero agradecer a quantidade insignificante de pessoas que denunciaram minha fanfic por terem me proporcionado um belo divertimento ao constatar o quanto suas mentes são limitadas e que para vocês papel e sempre branco e tem medo quando alguém esta com um pincel na mão e resolve colorir. Então especialmente para vocês que me criticam tanto e odeiam tanto a Violetta, irei postar ao fim deste capitulo mais um trecho do POV dela.E realmente espero que vocês odeiem e denunciem mais e me façam rir mais de vocês e de suas mentes vazias.

Ana me deixou acompanha-la no ultrassom, ela havia acabado de completar dois meses de gravidez e sua barriga ainda não era notada, mas ela já parecia uma grávida, logo que tirou a tipoia do braço ela saiu com Kate para comprar os moveis, o quarto de hospedes se tornaria agora o quarto do bebê, e eu podia ver a mudança acontecendo, ela se preocupava mais com a alimentação e embora trabalhasse em casa, estava lendo mais livros sobre maternidade do que manuscritos.
A médica que estava acompanhando-a na terceira gestação era a mesma que a acompanhou na primeira e na segunda.Já estive tantas vezes na sala dela que já conhecia tudo, e pouco coisa mudou dês do nascimento de Phoebe, a sala de espera tinha as mesmas revistas de cinco anos antes e a médica tinha a mesma franja de tigela, embora agora seus cabelos estivessem mais longos.
—Vejamos-ela passava o aparelho na barriga lambuzada de gel de Ana-Ao que parece está tudo bem, mas devido ao seu acidente e preciso atenção.Teve sorte de não ter tido um aborto, sua gravidez está no estagio mais propenso
Terminou ultrassonografia e deu a Ana papel-toalha para que limprasse a barriga, logo o computador estava imprimindo uma foto do ultrassom, Ana gosta de guarda-las, tem álbuns dos nossos filhos dês do ultrassom ate o primeiro aniversario.
Marcou a proxima consulta e nos despedimos, fiquei feliz e surpreso com ela ter em permitido ir a consulta, provavelmente o motivo foi porque eu sempre a acompanhei em todas.Tambem havia o fato de ela estar com medo de dirigir, depois do acidente ela nunca mais sentou em frente a um volante, havia dado alguns dias de folga para Taylor, aproveitando para me tornar motorista de Ana.No caminho para casa ela ficou analisando a ultrassonografia sorrindo.
—Acha que e menino ou menina?-perguntei-Você sempre acerta
—Acho que e um menino
—Phoebe ficará chateada, ela estava tão feliz porque teria com quem brincar de boneca
—Talvez na proxima
Meu coração parou e eu a olhei, Ana não parecia ter tido ideia do que havia acabado de dizer, estava abrindo um livro sobre alimentação saudavel e colocando a foto dentro para não amassar.

Voltei a ir a Grey House para trabalhar, embora só o fizesse em dias alternados, passava a maior parte da semana em casa, e ainda não havia sido expulso por Ana, ela parecia querer evitar discussões, principalmente porque o natal se aproximava e era uma época muito querida por ela.As ruas já estava acumulando grossos centimentros de neve e os shoppings estavam recebendo seus Papais Noeis.Estava em minha sala quando alguem bateu na porta, era horario de almoço então minha secretaria talvez não estivesse.
—Entre!-exclamei
Mas o som de porta se abrindo não veio da minha frente, e sim do lado, a saida de incêndio foi aberta por Violetta, que entrou timidamente, com um fraco sorriso no rosto.
—Como você entrou aqui?-me levantei da cadeira espantado
—Deveria rever a segurança do predio, meu cracha de estagiaria ainda passa na portaria
Ela olhou pela sala, vi em seus olhos verde e castanho as memorias do que ali fizemos reacenderem.Violetta ainda estava com o úniforme escolar e um casaco da Chanel que eu estava pensando em comprar para Ana de natal, agora vi que precisava rever meu presente.
—Como estão as coisas?-ela colocou a mochila no sofá e se sentou nele
—Bem, e com você e sua mãe?
—Ela está sendo legal, e ate estranho-Violetta cruzou as pernas, sua saia levantou levemente, mas aquilo não me afetava mais-E a Anastasia?-pela primeira vez ela falou o nome de Ana completo sem demonstrar deboche
—Está bem, estamos bem
—Ainda tentando reconquista-la?
—Sim
—Deveria leva-la para algum lugar legal.Deixar as crianças em casa
—Você está tentando me ajudar a ter Ana de volta?
—Algum problema?
—Você foi o motivo pelo qual tudo começou-olhei bem no rosto dela, ela parecia sincera, sem sorrisos tortos ou olhares suspeitos, ela estava realmente querendo me ajudar-Queria ter o poder de entrar na sua cabeça para ver o que se passa ai, saber como você pensa e porque tem essas atitudes
—Ninguem sabe direito como eu penso e o que eu quero.Nem aqueles que me chamam de filha
—Isso pdoe ser um sinal de que as coisas estão mudando, sua mãe, suas atitudes.Você e jovem, pode mudar
—Mas não e isso que sempre queremos?-ela abraçou o proprio corpo, como se um vento frio a tivesse atingido em cheio-Não queremos ser outra pessoa?Alguem mais inteligente, cativante e amado do que realmente somos?
—Você e inteligente, cativante e amada-me aproximei, mas não me sentei ao seu lado-Apenas magoou aqueles que a amavam, assim como eu fiz.Meus pais te amam muito, assim como sua mãe, Ivana e Elena tambem.Você precisa repensar em como a tratou, Elena se preocupa muito com você
—Talvez eu a procure
Naquele momento ouvi a voz de Elena na minha cabeça, de como ela gritou que Violetta era a filha que ela nunca teve e que eu havia estragado tudo.Fui errado em contar sobre o nosso caso, mas naquele momento eu tinha certeza de que elas estavam juntas tentando me separar de Ana.
—Que tal patinação ou boliche?
—Como?
—Deveria ir com ela a algum ringue.Tambem dá para ir com as crianças
Como quando fomos em Nova Iorque, eu vi em seus olhos que ela tambem havia se lembrado.
—Ana machucou a perna, talvez não queira ir-eu dei um passo em sua direção, mas mesmo assim ela continuou de cabeça baixa-E você?Deveria sair um pouco tambem, talvez arrumar um namorado
—Onde?O mundo está cheio de homens idiotas-ela olhou para cima, bem nos meus olhos-Você tambem e um idiota
—Concordo com você, se não tivesse feito escolhas errados isso não estaria acontecendo
—Nâo vai colocar a culpa em mim tambem?-ela ergueu uma sobracelha desconfiada
—Não mais, eu poderia ter recusado, mas não o fiz-ela deu uma risada seca, um pouco melancolica-O que foi?
—Que droga, você deveria ter dito que a culpa e minha como sempre faz e então eu poderia ficar zangada com você.Mas eu não consigo, eu não consigo me zangar com você-ela pulou do sofá e pegou a mochila-Preciso ir, se ficar mais um pouco aqui posso perder meu amor proprio
Quis pedir que ficasse, era obvio que ela precisava de alguem, mas eu não podia, eu amo Ana, e quanto mais longe de Violetta eu estiver, melhor.

Mia iria anunciar o sexo de bebê com uma confraternização familiar, onde estavam nossa familia, a de Ethan e alguns amigos proximos.Tudo era azul e rosa, a revelação estava no recheio do bolo que só seria cortado no final.Brinquei com Ana sobre fazermos isso, ela disse que seria divertido, chegamos juntos, no mesmo carro e com as crianças.Enquanto Ana estava com uma pequena barriga que não era notada pela roupa de frio, Mia possuia uma redonda barriga de cinco meses que ficava lindamente marcada em seu vestido branco.
—Ana, posso falar com você um instante?-pediu assim que chegamos
As duas gravidas se afastaram e subiram as escadas da casa de Mia, enquanto isso todos estavam no terreo.Tentei evitar Kate o maximo possivel, o clima entre nos ainda era pessimo, embora ela saiba que eu não irei contar a Elliot sobre o caso que ela teve com um colega de trabalho, toda vez que converso com meu irmão ela nos vigia apreensiva.
Minutos depois Ana e Mia voltaram para a comemoração, Ana estava sorrindo, porem com uma expressão confusa no rosto.
—O que aconteceu?-perguntei enquanto lhe entregava uma caneca com chocolate quente
—A Mia me convidou para ser madrinha
—O que?
—Isso mesmo, parece que a madrinha que ela escolheu não quer mais e me convidou-ela tomou um longo gole da bebida quente-Você vai ser o padrinho não e mesmo?
—Sim, eu vou
Tenho certeza de que ela sabia que Violetta seria a madrinha, apenas não quis mencionar seu nome e fingiu não saber de nada.
—Isso vai ser otimo, deixar tudo entre nos
Assim como Kate e Elliot eram padrinhos de Ted, eu e Ana eramos de Ava, bem como Mia e Ethan de Phoebe.Isso me fez pensar em quem convidariamos para apadrinhar nosso proximo filho, provavelmente meus pais.Mas eu não poderia deixar de me sentir curioso, queria saber o motivo pelo qual Violetta não seria mais madrinha.Mia não a desconvidaria, era gentil desmais para isso, porem no último ano eu passei a conhecer alguns segredos que membros da minha familia escondiam, então a possibilidade de Mia faze-lo passou a me parecer valida.
Mia estava tão ocupada e feliz que não quis incômoda-la, mas aquele assunto me tirou o apetite, e mesmo o maravilhoso aroma da comida servida não me fez recupera-lo.Eram tantos problemas e preocupações que eu só queria ir ali e esquecer, tudo caminhava para isso, Ana me deixou acompanha-la, meus pais e meus irmãos estavam felizes, todos estavam, mas pensar em Violetta me deixou assim.
Agora eu só via preocupações diante a menção de seu nome ou de algo que me lembrasse ela.Ela conseguia me fazer correr atras dela, e eu me sentia vivo e jovem novamente como à muito não me sentia.
Antes era diferente, era uma garota me deixava novamente jovem e despreocupado; e me lembrava que nunca havia tido juventude ou momentos longos de despreocupação.Quando conheci Ana era um adolescente com corpo e responsabilidades de um adulto; e Ana me condenava por agir assim, com Violetta, eu poderia ser assim, podia ter a oportunidade de viver uma época de sua vida que passou rapido demais.
No momento do anuncio todos se espremeram em volta da mesa do bolo, eu fiquei em um canto, olhando de longe, logo gritos de alegria de pessoas dizendo que era rosa o recheio me informaram que eu teria uma sobrinha.E depois, quando Mia conversava eu pude ouvir ela dizendo para uma mulher.
—Como ira se chamar?
—Elisa-respondeu Mia sorrindo
Não, diante daquilo eu não poderia ficar quieto.Elisa era o nome que Violetta havia dado quando não sabiam o sexo ainda, não era coincidência.
—Mia-a chamei-Posso falar com você um segundo?
—Claro
Fomos ate perto da escada, onde poderiamos conversar sem sermos ouvidos.
—Por que convidou Ana para ser madrinha?Você já havia convidado Violetta antes mesmo de convidar a mim para ser padrinho
—Quanto a isso-ela deu um longo suspiro cansado, deixando de sorrir pela primeira vez no dia-Ela disse que não queria mais ser, e pediu que eu convidasse Ana
—Por que ela fez isso?
—Não me disse.Mas acho que e porque quer que você e Ana fiquem mais proximos
—E quanto ao nome que escolheu?
—Eu gostei, sinceramente.Mas não fale para ninguem que foi ela que sugeriu, Ethan não sabe, só você, não quero mais desavenças, não agora
—Claro, eu tambem não
Lhe dei um beijo na testa, era seu dia, deveria estar comemorando, não poderia incômodar minha irmã gravida em sua festa com meus problemas.

Ao chegarmos em casa naquela noite, colocamos as crianças na cama e iriamos cada um para um lado, esse era o certo, eu estava dormindo do outro lado da casa, Ana na suite principal, mas logo que fechamos a porta do quarto de Phoebe, e eu lhe desejei boa noite e me dirigia ao lado oposto do corredor ela me chamou.
—Podemos conversar no nosso quarto?-'nosso' foi o que ela disse
A acompanhei ate lá, ainda parecia o mesmo, eu havia dormido ali enquanto Ana estava no hospital, mas era a primeira vez que estavamos ali juntos em muito tempo.
—O que aconteceu?
—Nada, apenas quero a sua companhia-ela se sentou na cama, estava tentando disfarçar um sorriso
Me sentei ao seu lado, tinha um frio na barriga igual a um adolescente apaixonado.
Antes que pudesse pensar ou falar qualquer coisa tive meu rosto segurado entre suas mãos e puxado para um beijo.Levei minha mão ate sua saia e senti falta do toque de sua pele macia, mas a meia-calça me impedia.
—Faça como você fazia antes-gemeu entre beijos
Sorri e senti ela sorrindo quando percebeu que eu a havia entendido.Segurei sua meia-calça com força e a rasguei, como eu amo o som de meia-calça sendo rasgada.Ela me deu um tapa e por um momento achei que não havia gostado, mas ela estava sorrindo enquanto arrebentava os botões da minha camisa com voracidade.
Se deitou na cama e mandou que eu lhe desse prazer, foi o que fiz, rasguei sua calcinha e logo provei seu sabor, ela contorcia-se na cama, dando gritinhos de prazer.
Quando já estava preparada eu tirei as calças e ia me preparando para penetra-la, mas ela me jogou no colchão, ainda com as calças na canela e subiu em cima de mim e me colocou dentro de si lentamente.Estarmos ainda vestidos fazia tudo aquilo mais pevertido do que se estivessemos de roupa.Ela subia e descia de acordo com a propria vontade, toda vez que eu esticava as mãos para tirar sua blusa ou levantar mais sua saia ela me dava um tapa.
Seu corpo começou a tremer e ela jogou a cabeça para trás, sentia a pulsação dela em mim.Mas quando parou ela se levantou e secou o suor da testa.
—Pode ir
—O que?!
Olhei para mim, ainda estava excitado, jogado na cama como se fosse nada.
—Você ouviu, pode ir
—Mas Ana, olhe o meu estado
Ela me olhou da cabeça aos pés, demorando um pouco entre minhas pernas, onde estava cintilando de humidade.
—Tenho certeza de que pode se virar sozinho
Ela ainda usava o salto alto, e estalou o sapato ate o banheiro onde fechou a porta.
Estava de boca aberta, devo ter ficado ainda alguns minutos ali, ate que eu não estava mais excitado, e sim espantado.Vesti minhas calças e sai do quarto, andando em passos lentos ate o quarto.
Eu ainda dormia no quarto de hospedes, o quarto pequeno, não o grande, o grande estava agora virando o quarto de bebê.Os moveis estavam sendo levados para o sotão e nesta semana ainda iriam tirar o papel de parede xadrez e o carpete marrom, mas pelo menos em casa eu me atrevia a folhear ao lado de Ana catalogos com palhetas de cores e texturas de carpetes.Já quase nos atreviamos a comprar rolos de papel de parede com carrinhos e motos, Ana dizia ser menino e ela sempre acertou.

O natal estava cada vez mais proximo, a neve já atingia um metro e meio, em alguns lugares do pais e haviam homens vestidos de Papai Noel em cada esquina.Eu e Ana possuiamos uma tradição de enfeitar a árvore todos juntos, este ano fizemos mais tarde, tudo estava muito corrido para fazermos isso no final de novembro.Phoebe havia feito na escola alguns globos de árvore com tinta, cada um possuia um desenho diferente e era mais colorido que o anterior, todos estavam cobertos com grossas camadas de glitter.Nossa árvore tinha três metros de altura, e a todo momento acabavamos enrolando o fio das luzes no pé da escada, mas nada era mais belo e provocava mais briga que colocar o anjo no topo da árvore, mas organizamos um rodizio, no ano anterior havia sido Phoebe, e este ano era Ted quem o colocaria.Subi na escada junto com Ted, e enquanto Taylor a segurava eu ajudava meu filho a se esticar e colocar o anjo.
—Esta mais bonita que no ano passado-Ana comentou quando paramos para admirar a árvore do outro lado da sala, onde poderiamos vê-la por inteiro
—Ana, estava pensando.O que acha deste ano fazermos a festa de natal aqui?
Ela me olhou surpresa, todo ano faziamos na casa de alguem diferente, e fazer em nossa casa significaria que estavamos oficialmente reatando o casamento.
—Talvez, ainda não sei.Precisamos saber se seus pais ou seus irmãos não gostariam de fazê-la-ela estava fugindo do assunto, eu sabia disso, logo diria que estava tarde demais para organizar ou que já haviam combinado de ir em outro lugar
—Como quiser
Peguei a escada e a levei de volta ao porão enquanto Taylor pegava as caixas vazias de enfeites e me acompanhava.

Estava certo de uma coisa, quanto mais eu queria evitar Violetta, mas ela parecia aparecer em meu caminho.Foi assim quando eu fui em uma grande loja de brinquedos no centro comprar algo para meus filhos.Pensei ter visto errado quando passava pelos corredores, eu poderia ter seguido em frente, mas voltei e a encontrei sentindo o perfume de bonecas da Moranguinho.Poderia ter dado meia volta e ido procurar os brinquedos para meus filhos, ou ate mesmo ter ido embora, existem muitas lojas de brinquedos, mas eu fui ate ela.
—Pensei que não gostasse de bonecas-ela se assustou, primeiro sorriu ao me ver, mas logo o sorriso foi embora
—Sou velha demais para isso, mas elas tem um cheiro tão bom
—Vai comprar algum brinquedo?
—Sim, algo para Mia.Mas tambem gosto de ficar mexendo nos brinquedos-ela puxou a corda de uma roleta com os números de 0 à 9, que conforme rodava lentamente ia dizendo os números e acendendo o correspondente
—Por que pediu para deixar de ser madrinho da filha dela?
—Não estarei mais aqui, vou para Nova Iorque assim que terminar o último ano.Não vou estar presente
—Por isso pediu que Ana fosse?
—E o correto, vocês são um casal.Como ela está?A perna melhorou?
—Sim.Estive pensando em ir na patinação como você sugeriu
—Tem um ringue perto do meu colegio
—Eu sei, costumava levar Mia e Elliot lá no inverno
—Nossa, lá e bem antigo então
—Está me chamando de velho?-brinquei
—Eu não disse nada, mas se você se ofendeu-ela ergueu as mãos, estava sorrindo agora
Ela andou pelo corredor e eu a acompanhei, foi ate a área de brinquedos de bebês, e enquanto brincava com eles tambem procurava algum.
—Acha que Elisa vai gostar desse?
Era um mobile com borboletas que quando ligavamos tocava Flute and Harp de Mozart, enquanto as borboletas dançavam.Qualquer criança pequena dormiria tranquilamente com aquilo.
—Vai adorar-lembrei que Ted ganhou um parecido de um amigo meu, e mesmo depois de Violetta ter desligado eu ainda podia ouvir a sinfonia tocando
—Vou ver algo para meus filhos.Vem comigo?
Ela pareceu pensar bastante antes de responder que sim.
—O que pretende comprar?
—Para Ted um avião de controle remoto.Ele tem pedido muito para brincar com os meus, então creio que ele deve ter o dele
—Você não deve querer seus filho de 7 anos mexendo em seus aeromodelos carissimos
—Algo do tipo.Os meus são para colecionar, e não para brincar
—E para Phoebe?
—Uma cabana, ela viu em um filme e adorou
Escolhi o maior e mais bonito avião para Ted, ele pesava cinco quilos e seu controle possuia tantos botões e ate mesmo camêra que logo percebi que iria adorar.Para Phoebe foi uma cabana tribeca rosa com roxo, era tão grande que poderia brincar com mais duas amigas sem problemas de espaço.
—Onde vai passar o natal?
—Com a minha mãe, ela vai estar com a familia do Alan e acho que preciso ir junto
—A familia dele gosta de você
—E, acho que sim-estavamos na fila dos caixas, e como era dezembro o comum desta época eram lojas cheias e filas longas-Você está conseguindo se acertar com a Ana?
—Acho que sim-repeti suas palavras-Ela está gravida, o filho e meu e isso ajuda
—E seu mesmo?
Vi em seus olhos aquela garota cheia de intrigas e maldosa novamente, não posso deixar de admitir que preferia ela assim do que com a constante nuvem depressiva, mas não gostei nem um pouco da insinuação.
—Sim, e meu e de ninguem mais
—Nem de Simon?
—Nem dele-minha voz deve ter sido bem ameaçadora, já que ela deu um sorriso de lado, como sempre faz quando consegue me irritar
—A ideia dele ter tido algo com Ana ainda te incômoda não e mesmo?
—Por que deveria falar isso com você?
—Porque eu acho que sou a única disposta a te ouvir.Alem disso, estamos em uma fila que não esta andando rapido, ficaremos bons minutos aqui
—Mesmo se ficassemos aqui dias eu não falaria sobre isso com você
—Você sente que ele ainda pode tirar a Ana de você
—Não, não penso-era mentira, ela sabia disso-Eu e Ana estamos muito bem e não e ele quem vai atrapalhar isso-infelizmente, ela me conhecia
—Talvez alguem devesse tirar ele do caminho
—Você fala como um gangster
—Não se preocupe, não vou atira-lo em um rio com concreto nos pés
—Então o que vai fazer?
—Dar meu jeito
Ela pegou no bolso de seu casaco seu celular e passou a me ignorar, parecia procurar algo, já que estava bem concentrada.Quando chegou nossa vez ela o guardou novamente no bolso.
Já fora da loja a neve nos atingiu, quando eu entrei não nevava, já agora bons centimentros de neve cobriam a calçada e a rua, que fazia os carros andarem mais devagar do que o normal.
—Vai ligar para o Taylor?-me perguntou quando tirei o celular do bolso-Eu te dou uma carona
—Não vou para a empresa, vou para casa
—Eu te levo, vou visitar a Nicole
—Melhor não
Permaneceu ao meu lado enquanto ligava.Quando ele me atendeu disse que havia ido com Ana a uma loja de moveis, já que ela ainda estava com receio de dirigir.Eu havia ido a uma reunião lá perto, e disse a Taylor para ficar a disposição de Ana, não pretendia comprar os presentes naquele dia, agora me vi em meio a neve com dois brinquedos tão estupidamente grandes que deveria parecer triste estar ali no meio da rua sem condução para casa, talvez fosse melhor ir para o Escala de táxi.
—Vamos?
Ela apertou o alarme e sua Range Rover apitou à alguns metros de distância, na rua todos os taxis que passavam a uma velocidade minima estavam com passageiros, em um dia de neve como aquele ninguem queria andar a pé.Cedi e fui ate ela, colocamos os brinquedos no banco de trás e eu fui me sentar no passageiro e ela atrás do volante.O cinzeiro do carro estava cheio de cinzas e bitucas de Black Cherry, o ar estava expesso de fumaça de cigarro e perfume.
—Você deveria parar de fumar
—Me acalma-ela manobrou e entrou com o carro no fluxo da rua
Quando saimos do centro passamos por um divertido outdoor de um Papai Noel bebendo chocolate quente, cuja caneca mecanica subia e descia.
—Nem posso contar quantos anuncios com o Papai Noel eu vi hoje-comentou-Meu pai odiava isso, dizia ser triste comercializarem algo tão inocênte
Gustave adorava o natal, quando pequeno todo ano meus pais contratavam o Papai Noel, ou era isso que eu achava, o Papai Noel sempre aparecia quando Gustave sumia, e na adolescencia, quando somente Mia ainda tinha idade para isso, eu descobri que era ele o Papai Noel.Depois foi assim com Violetta, mas ela era mais esperta que eu quando pequeno, e um dia me disse em um cochicho.
—Sabia que meu pai e o Papai Noel?-ela tinha os olhos verde e castanho arregalados, como se tivesse descoberto um grande segredo
—Não.Mesmo?-me fingi igualmente surpreso
—Sim, mas não conte para ninguem, acho que ele que guardar segredo
Ela riu quando lhe contei essa lembrança, disse não lembrar, mas sabia que era verdade.Seu pai continuou a se vestir de Papai Noel ate o natal antes do acontecido, depois daquilo ela me disse que pediu que ele não se vestisse, e quando questionada ela contou que sempre soube que era ele.
—Foi um natal triste, mas eu queria tê-lo novamente ao meu lado nesse
—Imagino como ele faz falta
—Cada dia mais.Pensei que fosse passar com o tempo, mas quanto mais o tempo passa mais eu sinto falta dele.Nesse natal mais que o anterior, embora fosse o primeiro depois de sua morte
Entramos na rodovia, agora a poucos minutos de minha casa.
—Ele era um homem bom, faz falta a todos que o conheciam, ate mesmo a mim.Ele era um bom conselheiro.Sabia dizer coisas bonitas quando precisavamos.Essa e a pior época, ele amava o natal
—Ainda me lembro de quando eu era pequena, minha mãe tinha acabado de ir embora e eu não ia para a escola, então ficava em casa o dia todo, mas meu pai precisava trabalhar e eu morria de medo quando ele ia.Então ele falava "Calma minha vida, eu volto logo, vai ficar tudo bem e espero que esteja me esperando com um sorriso".
Violetta abaixou a cabeça e fungou, rapidamente esfregou a manga do casaco nos olhos e voltou a olhar para a direção.
—Então eu ficava na janela do quarto dele, porque eu não gostava mais de ficar no meu quarto, eu dormia no quarto da Ivana ou com ele.Todos os dias eu me sentava na janela.Não posso nem contar quantas horas eu fiquei ali com o rosto grudado no vidro esperando por ele.Sabe, quando crescemos nos esquecemos dessas coisas, mas as vezes quando eu me sinto sozinha eu fico olhando pela janela, mesmo sabendo que ele não vai voltar
—Violetta...
—Não precisa ter pena de mim, eu não gosto disso, principalmente vindo de você.Prefiro quando você me xinga porque eu te irritei
—Me irritar, você?-perguntei sarcasticamente
—Que ver eu te irritar agora?-cruzei os braços e a olhei curioso-Lembra quando fomos para California e ficamos na minha casa de praia?Nossa, foi ótimo, pareciamos dois adolescentes.Transar muito, dormir, transar mais.Ir à piscina e transar de novo.-ela cantarolava como uma letra de música-Acho que você estava tomando rémedio escondido, já que um homem da sua idade...-deixou o fim da frase no ar
—Pode ate ser mais nova que eu, mas não sou tão velho, alias, nem velho eu sou, sou apenas adulto.E alias, nunca precisei de nenhum rémedio para satisfazer uma mulher
—Que insaciavel.Será que Ana dá conta?Ainda mais gravida, acho que não
Lembrei-me das duas ultimas vezes que Ana ficou gravida, não posso negar que meu desejo por ela havia aumentado por conta da gravidez e se tornando mais forte conforme o tempo passava, mas ela tambem se cansava mais facilmente e nas últimas semanas de gestação ela mal conseguia se locomover sem se sentir exausta.
—Viu, consegui te irritar-comemorou ao me ver sem resposta
—Não me irritou-disse com sinceridade-Acho que estou tão acostumado com você que dificilmente o faz
Pedi que parasse duas casas antes da minha, provavelmente Ana não estava em casa, mas não seria bom ela me ver então preferi prevenir, mas Violetta me deixou uma casa antes, já que nevava muito e ambos os brinquedos que comprei eram pesados.
—Se houver alguma coisa para contar, você sabe onde me encontrar e eu certamente sei onde encontrar você-disse enquanto eu tirava os brinquedos do banco de trás-E não se preocupe, vou dar um jeito no Simon
—Como você vai fazer isso?-não deixei de demonstrar que ele insistir nesse assunto me irritava
—Da mesma maneira que eu fiz com você
Fechei a porta do carro e ela foi embora, tentei não pensar nela, no momento tudo o que eu queria era sair daquele frio infernal.

Notas finais
Estar na casa da minha mãe era estranho, principalmente por eu me sentir na casa de uma estranha, não conhecia os costumes dela.Um dia cheguei do colegio e encontrei um grupo de seis mulheres e duas crianças na sala, cumprimentei todas e fui cumprimentada, eu realmente não imaginava minha mãe tendo amigas, muito menos amigas com filhos, pelo o que eu saiba, Nicole odeia crianças, mas depois daquele dia vi que ela só odiava a mim. Eu estava tão curiosa em vê-la em convivio social que ao invês de ir para o quarto fazer o dever de casa fiquei observando-a como se ela fosse um animal no zoologico.Ela brincava com as crianças, principalmente com o bebê que deveria ter menos de um ano, eu não sei direito como saber quantos anos uma criança tem, mas ela não conseguia nem ficar em pé por si mesma então não deveria ser muito velha.Fiquei no alto da escada, como um diabinho que observa a situação com furia e curiosidade, ate podia sentir os chifres vermelhos e brilhantes na minha cabeça, e um rabinho com ponta de flecha balançando atras de mim.Por meia hora eu odiei aquele bebê, odiava seu cabelo ralo e loiro e seus enormes olhos azuis principalmente seu sorriso com três dentes; minha mãe a beijava e a segurava no colo como eu sei que ela nunca fez comigo.Minha mãe segurou sua mão pequena e gorda e lhe serviu de apoio para andar, minha mãe estava andando de joelhos ao seu lado, e sorria, eu do alto da escada, segurava nas estacas do corrimão com tanta força que a madeira rangia, eu queria descer e empurrar aquele bebê. Para resistir a tentação eu me aventurei em seu quarto, foi a primeira vez que entrei ali depois de estar morando ali à dois meses.Eu me sentia uma criminosa e gostava disso, entrei em seu closet e mexi em seus perfumes, suas joias e seus sapatos, usavamos o mesmo numero e eu aproveitei e roubei alguns; me joguei em meio a suas roupas e senti seu cheiro, era um cheirinho de mãe que eu reconheci, todo mundo reconhece o cheiro da mãe, ate mesmo eu.Logo estava abraçando um casaco de pele de raposa que tinha seu cheiro e era tão fofo e quentinho que eu me sentia abraçando um urso de pelucia.Enquanto aquele bebê recebia carinho e atenção dela, eu estava abraçando um casaco de animal morto, imaginando qual seria a sensação de ser abraçada pela minha mãe. Não esqueçam de comentar e de visitarem minha outra fanfic, O Dragão de Ferro https://fanfiction.com.br/historia/701368/O_Dragao_de_Ferro/