Notas iniciais
Acho que considero esse o melhor capítulo até agora D: enfim, enjoooy!~
Abordando o episódio da Celty e sua cabeça~

Era uma cena um pouco curiosa ali na praça.

Uma mulher de cabelos rosa com um kit de primeiros socorros, limpando os ferimentos da cabeça de um barman loiro.

Mas para mim essa cena era extremamente comum.

Heiwajima-san vivia se machucando nos seus acessos de raiva.

E como nem sempre Kishitani-kun podia atendê-lo, e ele se recusava a ir num hospital, cabia a mim cuidar de seus ferimentos.

Geralmente eram ferimentos leves, que não pediam muitos cuidados. Afinal, Heiwajima-san ganhava todas as lutas e acaba com seus adversários em apenas um golpe.

Eu não gostava de vê-lo em seus ataques de raiva, mas não podia fazer nada para contê-lo. Fazia o que tinha ao alcance para deixá-lo calmo a maioria do tempo, mas quem realmente podia lidar com Heiwajima-san era somente Simon e Tanaka-san.

Me sentia um lixo inútil por isso. Se eu apenas fosse mais forte ou mais inteligente...

Mas não era.

Então tinha que compensar de alguma forma.

E estava fazendo isso ali, batendo um pedaço de algodão com antisséptico na testa de Heiwajima-san.

Meu rosto fervia, e isso era costume também.

A face de Heiwajima-san, tão perto, tão serena, de olhos fechados.

Eu analisava cada curva de seu rosto masculino.

Ele era tão bonito.

Heiwajima-san abriu os olhos castanho-acinzentados.

Parei de respirar por um segundo.

- Já acabou? – ele rosnou.

- Q-Quase, só falta enfaixar. – respondi, surpresa.

Ele continuou me encarando silenciosamente.

- Furisaki. – ele me chamou.

- Já vou terminar, Heiwa...-san. – respondi, achando que ele estava me apressando.

- Deixa eu ver seu pulso.

Eu estava mexendo no kit de primeiros socorros, mas congelei.

- Por quê? – questionei.

- Deixa eu ver.

Mostrei meu pulso esquerdo.

- O outro. – ele exigiu.

Levantei o direito, que tinha uma bandana preta amarrada.

- O que é isso?

- Nada, é só enfeite. – respondi.

Heiwajima-san esticou o braço e pegou minha mão, puxando-a para perto dele.

Desatou o nó da bandana, deixando-a cair no chão e revelando o que tinha por baixo dela.

Meu pulso pálido estava marcado com feias manchas roxas e esverdeadas.

- Isso é... – ele encarou o machucado em choque.

- Nada, eu bati. – mordi o lábio inferior, me recusando a olhar para Heiwajima-san.

Ele estalou a língua, muito irritado. Enfiou a mão nos cabelos loiros, fechando os olhos.

- Me fala a verdade, cacete.

Mas eu não consegui dizer.

Quem tinha feito aquilo no meu pulso...

Foi Heiwajima-san.

Naquela noite em que cantei no Hostess Club. Quando ele me puxou para conversar, estava tão nervoso que usou força demais.

Isso acontecia às vezes. Ele não tinha noção da própria força, então quando me tocava, às vezes deixava uma marca ou outra.

Eu sinceramente não me importava.

Mas eu sabia que isso incomodava Heiwajima-san.

Ele não gostava de machucar os outros.

Então eu escondia as marcas.

Só que desta vez eu falhei.

- Merda. Merda. Merda. Merda. – ele xingou repetidamente.

- Não foi nada, eu juro. Nem está doendo. – peguei a bandana do chão.

- Desculpa, Furisaki.

Congelei.

Olhei para ele.

- Eu devia controlar essa força...

- Você está fazendo o que pode. Não devia se preocupar tanto. Está se controlando muito bem. – eu disse, sorrindo. – Agora, vamos deixar isso pra lá, sim?

Amarrei a bandana de volta no pulso.

Peguei a faixa de curativo do kit e enrolei na cabeça de Heiwajima-san.

- Pronto, vai sarar logo. Deu sorte que não precisou de pontos.

Heiwajima-san estalou a língua e acendeu um cigarro com a expressão séria enquanto eu recolocava as coisas dentro da bolsinha de primeiros socorros.

Tinha perdido a conta de quantos kits daqueles comprei só naquele mês.

Eu realmente precisava andar com um permanente.

Mexi na sacola da farmácia e encontrei o que procurava.

Entreguei o potinho de pudim para Heiwajima-san.

Ele me olhou com curiosidade.

- Não tinha leite, então comprei isso. – eu expliquei.

Ele sorriu enquanto abria o potinho.

Heiwajima-san parecia uma criança marota.

Naquela noite, a cidade inteira fervilhava com uma notícia.

“Os Dollars se meteram numa briga com Heiwajima Shizuo.”

- -朔夜ねね (Sakuya Nene)-san entrou na sala.

[田中太,] (Tanaka Tarou): Eu acabei vendo isso. Eles só fingiam ser membros do Dollars.

[] (Kanra): Não só isso

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Boa noite! (*≧▽≦)

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Do que estão falando?

[田中太,] (Tanaka Tarou): Sakuya-san, boa noite~

[田中太,] (Tanaka Tarou): Estamos falando do incidente que aconteceu hoje à tarde

[田中太,] (Tanaka Tarou): Disseram que os Dollars tiveram uma briga com Heiwajima Shizuo.

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Oh (゜◇゜)

[田中太,] (Tanaka Tarou): Conhece ele?

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Uhn, sim, já ouvi falar.

[] (Kanra): Recentemente, pessoas se dizendo Dollars atacaram um transeunte e roubaram o dinheiro dele.

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Que medo! ( ゚ Д゚)

[田中太,] (Tanaka Tarou): Hã?

[] (Kanra): Os Dollars são muito assustadores e cruéis.

[] (Kanra): Então tome cuidado com eles também, certo?

[田中太,] (Tanaka Tarou): ... Obrigado.

[] (Kanra): Eles dão mesmo medo né?

[] (Kanra): Os Dollars.

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Acho que o grupo em si não dá medo.

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): O que dá medo são as pessoas que usam o nome “Dollars” para se encobrirem e fazer coisas ruins.

[] (Kanra): Ohh~~

[] (Kanra): Do jeito que você falou até parece que é um membro dos Dollars, Sakuya-san!

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Quem?

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Eu? σ (・・?)

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Haaa~ de jeito nenhum!

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Eu não serviria pra fazer parte de grupo nenhum~ (^□^*)

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): E nem conheço os Dollars direito...

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Eu só acho que por ser um grupo tão misterioso

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): As pessoas se aproveitam disso de forma negativa.

[] (Kanra): Hm... Não é~~~

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Enfim, tenho que sair para trabalhar.

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Boa noite~

[] (Kanra): Boa noitee ♪

[田中太,] (Tanaka Tarou): Boa noite!

- -朔夜ねね (Sakuya Nene)-san saiu na sala.

A noite ia alta.

Eu e Heiwajima-san estávamos numa ponte.

Estava muito escuro, mas o capacete amarelo de Celty ainda se destacava na noite negra.

- Izaya esteve em Ikebukuro. – ele disse, soprando a fumaça do seu cigarro. – Eu ia matá-lo de uma vez por todas, mas Simon entrou no caminho.

Celty mexeu-se.

- Mas... Eu gostaria de saber por que ele veio aqui.

- Coisa boa que não é. – eu disse.

Heiwajima-san deu mais uma tragada no seu cigarro, pensativo.

Todos nós estávamos apreensivos.

- -朔夜ねね (Sakuya Nene)-san entrou na sala.

[田中太,] (Tanaka Tarou): Mas será verdade que ele não tem cabeça? ( ´・ω・`)

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Boa noite! (≧∇≦)

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Ah

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Está falando do Motoqueiro Negro, não é, Tanaka-san? (’-’*)

[田中太,] (Tanaka Tarou): Isso mesmo!

[] (Kanra): Já ouviu falar dele também, Sakuya-san?

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Sim, obviamente

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Ele é bastante famoso em Ikebukuro!

[] (Kanra): Acha que ele tem cabeça?

[] (Kanra): Hahaha!

[セットン] (Setton): Tenho certeza de que é só um boato infame.

[] (Kanra): Mas ouvi falar que ele não tem!

[田中太,] (Tanaka Tarou): Eh~

[セットン] (Setton): É impossível não ter cabeça.

[] (Kanra): Mas se ele não for humano

[] (Kanra): Isso é possível.

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Que medo! ( ゚ Д゚)

[朔夜ねね] (Sakuya Nene): Não diga essas coisas, Kanra-san!

[Private Message for [セットン] (Setton)] [朔夜ねね] (Sakuya Nene): Ignore, Secchan!

[Private Message for [セットン] (Setton)] [朔夜ねね] (Sakuya Nene): É perigoso levanter suspeitas…

[Private Message from [セットン] (Setton)] : Sim.

[Private Message from [セットン] (Setton)] : Ah, Shinra chegou.

[Private Message for [セットン] (Setton)] [朔夜ねね] (Sakuya Nene): Mande um oi pra ele! ( ´∀`)

[Private Message for [セットン] (Setton)] [朔夜ねね] (Sakuya Nene): E não se esqueça do beijo de boas vindas! (*^^)^*) ☆

[Private Message from [セットン] (Setton)] : Aya-chan!!!!

[Private Message for [セットン] (Setton)] [朔夜ねね] (Sakuya Nene): Hahahaha~ ♡

Na tarde seguinte, Celty encontrou-se comigo e com Heiwajima-san.

Ela perguntava sobre um artista de rua.

Heiwajima-san o conhecia.

- Quer que nós vamos junto? – ele perguntou.

Celty pareceu um pouco apreensiva.

- Será um pouco inconveniente falar com ele pelo telefone, não é? Vamos! – eu a encorajei.

Fomos ao parque ao sul de Ikebukuro.

O sol se punha lentamente.

Encontramos um senhor sentado debaixo de uma cerejeira, desenhando uma jovem colegial.

Nos aproximamos quando a jovem e suas amigas foram embora.

- Desculpe, está ficando escuro, acabei por hoje. – ele avisou.

- É verdade que você viu um Dullahan? – Heiwajima-san perguntou.

O senhor endireitou-se e olhou para nós.

- Sim, sim... É sim. Eu o vi numa jornada para a Irlanda, muitos anos atrás, com meus próprios olhos.

Celty perguntou sobre ele ter dito que tinha perdido a cabeça dela.

- Ah, não foi isso. O que eu quis dizer é que ela não tinha cabeça.

Nós três nos entreolhamos com curiosidade enquanto o homem pegava seu sketchbook de dentro de uma sacola.

- Veja. – ele o estendeu para nós.

Celty abriu o sketchbook.

Todos os desenhos eram lindos, e cheios de detalhes.

Mas a cabeça que deveria estar nos braços da Dullahan não tinha feições nem forma.

- Que lindo. – eu disse.

O senhor começou a contar como vira a Dullahan, e como ela era bonita e atraente.

- Por que a Dullahan do seu desenho não carrega uma cabeça? – eu perguntei.

- Não consegui desenhá-la. – ele suspirou. – Quando mais rascunhava, menos me lembrava do seu rosto. Lembro exatamente de como foi aquele dia, mas não consigo trazer à mente aquela mulher.

Conversamos mais um pouco.

O homem comentou que um jovem viu o desenho da Dullahan recentemente.

E que ele insistia que o desenho estava perfeito do jeito que tinha sido desenhado. Sem cabeça.

Na hora eu sabia que falava sobre Kishitani-kun.

Ele comentou que estava pesquisando a opinião das pessoas sobre o Motoqueiro Sem Cabeça.

Ou melhor, sobre Celty.

Eu não sabia dizer se aquela era uma boa idéia ou não.

Mas sabia que somente eu e ele entendíamos e conhecíamos Celty de verdade.

Ao fim do relato do velho, Celty levantou-se e se afastou.

Eu e Heiwajima-san nos levantamos também e agradecemos a atenção dele.

- Não há de quê. – ele sorriu. – E apareça por aqui mais vezes, moça.

- Hã?

- Gostaria muito de desenhá-la. Seus cabelos parecem uma flor de cerejeira.

Eu corei.

- E suas feições são suaves como essas pétalas caindo à nossa volta. – ele adicionou.

- Oh, obrigada. – respondi.

O homem nos observou por um instante.

- Cuide dela como cuidaria de uma dessas. – ele voltou-se para Heiwajima-san.

E assim, foi embora.

Senti meu nariz quase sangrando.

Heiwajima-san virou-se para mim.

- Tem uma pétala no seu cabelo.

- Oh. – passei a mão sobre a cabeça e a peguei. Era tão pequena e fina. – Não acho que eu realmente pareça...

Heiwajima-san tirou o cigarro da boca e o colocou na minha.

Ele costumava fazer isso quando achava que eu falava demais.

- Vamos indo. – ele disse, colocando as mãos nos bolsos das calças e começando a andar.

- Sim. – eu sorri, tirando o cigarro dos meus lábios e entregando para ele.

Caminhamos até Celty.

Pela primeira vez na vida, não me senti ofendida por ter sido comparada à uma cerejeira.

Mas ainda não concordava que fosse como uma.

Tão delicada e doce.

Acalmava o coração de todos, trazia felicidade.

E eu não conseguia fazer isso pela pessoa mais importante na minha vida.

Aliás, por ninguém à minha volta.

Mas não significava que não estava tentando.

Mais tarde, mandei uma mensagem no celular para Celty.

Mensagem de texto

Para: Celty

Assunto: Secchan ♡

*:--☆--:*:--☆:*:--☆--:*:--☆--:

Você pode não ter a cabeça ainda

Mas lembre-se que tem todo o resto

E muito mais

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Um beijo

Aya-chan.

Notas finais
Aaaawwwwnnnn! Querem mais coisas fofas? Só depois de vocês me deixarem inspiradas com reviews também fofas! GOGOGOGOGO~