Cigarette Smoke

16 Conversinhas


Notas iniciais
Parabéns Rebs!!! Capítulo especialmente longo em homenagem a aniversariante!! E adivinha, eu que ganhei presente *-* Obrigada pela recomendação!

– Sua mãe era uma narcisista de carteirinha Sarah. Quando descobriu que estava grávida pirou e tentou abortar... Ela bebeu muito e até se drogou. Disse que não queria ter o corpo destruído por um bebê.

Engulo em seco. Minha mãe tentou me matar de todas as formas possíveis, provavelmente até tentou pagar a alguém... Isso me entristece muito.

– Eu não podia deixá-la sozinha nem por um minuto... Uma vez ela tentou se jogar da escada! E foi assim até ela completar 5 meses de gestação.

– O que a fez parar?

– Você. Você a fez parar Sarah.

Tento imaginar como um feto que tinha apenas unhas e talvez dedos formados poderia ter feito uma maluca parar de ser maluca, mas não consegui pensar em nenhuma maneira humanamente possível (não sem a ajuda de extra-terrestres).

– C-como pai?

– Você chutou. E ela ficou tão comovida que me prometeu que nunca mais iria fazer qualquer coisa pudesse te machucar. Então nos casamos e viemos morar aqui. Eu fundei a escola porque ela disse que não queria se separar de você quando fosse à hora de estudar, queria que ficássemos juntos o tempo que fosse possível... Então contratei a melhor amiga de Kari para ser diretora. Ela e Agatha cresceram juntas em Dublin e sua mãe disse que se tinha uma pessoa que poderia cuidar da escola seria ela.

Minhas mãos estão pousadas no meu colo, não consigo não mexer os dedos e encarar a saia do meu uniforme.

– Mas então nos mudamos certo? Fomos morar em New York.

– Sim, e o nosso plano era perfeito: moraríamos um tempo por lá para que eu pudesse dar um jeito na minha empresa e assim controlasse tudo daqui, mas sua mãe... Sua mãe nasceu pra ser grande Sarah, igualzinha a você, para ela ficar parada num mesmo lugar por muito tempo era perigoso... Um dia cheguei em casa tarde do trabalho e encontrei você sozinha na banheira, na banheira cheia! E você só tinha quatro aninhos! Tão pequenininha, podia ter morrido ali Sarah.

– E o que houve? Onde estava Kari?

– Ela estava desmaiada no quarto. Tinha tomado mais de uma garrafa de vodka e entrou em coma alcoólico. Levei-a para o médico e quando ela acordou disse que não podia viver desse jeito, era um perigo muito grande pra você... Então ela decidiu ir embora.

Olho para ele de olhos arregalados. Sinto medo e um mal estar... Como se a preocupação de meu pai por mim tivesse sido passado pelo ar. E eu respirei bem fundo.

– Mas vocês me disseram que ela tinha morrido! Por quê?

– Ela me pediu. Implorou para que você nunca soubesse que tinha uma mãe maluca. Então cortou todos os álbuns de fotos pra que você nunca a reconhecesse e voltou para Dublin. E sabe, vivemos muito bem, até você começar a apresentar os mesmo problemas psicológicos que ela.

– Então foi a sua vez de pirar, certo? Ficou com medo de que eu ficasse igual a ela.

– Sim... Então resolvi te mandar pra cá, sob os cuidados de Agatha.

Balanço a cabeça finalmente juntando todas as peças: o álbum recortado, minha vinda pro meio do nada... Tudo junto faz tanto sentido que me sinto uma idiota por não ter percebido antes. Mas mesmo assim...

– Isso tudo não justifica essa rede de mentiras em que vocês me criaram! Eu poderia viver com isso pai!

Fico em pé, exasperada por não conseguir transmitir com palavras toda a frustração que eu sinto.

– Sarah...

– Não passou pela cabeça de vocês que um dia eu descobriria? E até mesmo Jeremy sabe! Todos sabem! Me sinto uma idiota!

A forma como Jeremy me olhou no dia que eu mostrei-lhe o álbum e ele disse: “Você não sabe como ela é?”... Ele ia me contar, mas achou melhor esconder! Agora não me sinto nenhum um pouco propicia a viver um romance com esse imbecil.

– Desculpa, mas não os meta nisso. A culpa é toda minha, eu deveria ter contado pra você... Quem sabe um dia você possa me perdoar Sarah.

– Devia mesmo! E tudo bem, vou te perdoar... Mas não hoje. Agora só quero ficar sozinha.

Não espero que ele diga sim ou não, apenas corro do escritório até meu quarto e pego uma mala no closet. Ficar sozinha uma ova! Eu vou é fugir desse covil!

Jogo as roupas indiscriminadamente na mala, pouco ligando em dobrá-las ou algo do tipo. Afinal de contas: Foda-se! Estou histérica e preciso sair daqui o mais rápido possível. Me jogo no chão pra pegar minhas botas de baixo da cama e enquanto me estico para alcançá-la lá no fundo, vejo a porta do quarto se abrir e alguém entrar. E pode ter certeza, eu reconheceria essas botas até no inferno!

– Vá embora!

– Sarah...

– Não quero ouvir suas mentiras!

Encosto minha cabeça no chão, de repente sem força pra alcançar a bota. Só quero voltar a chorar! Jeremy se abaixa do outro lado da cama e se arrasta até ficar muito perto de mim, perto o suficiente pra eu quase me esquecer do quanto ele é um mentiroso.

– Sobre o que mais você mentiu Jeremy?

– Sarah, por favor...

– Mentiu sobre gostar de mim? Sobre ter mudado a ideia de se apaixonar?

– No começo...

Arregalo os olhos. Eu sabia, sabia desde o começo o quanto esse rostinho infantil iria me trazer problemas! Nunca devia ter aceitado aquela maldita proposta... Mas duvido que tivesse conseguido ficar longe desses cachos...

– Como você pôde? Como conseguiu fazer isso comigo sem nem pestanejar?

– Só no começo!

– Jeremy, se liga! Ainda estamos no começo! Estamos juntos há uma semana!

Bato os punhos no chão numa frustração tão grande que sinto a dor subir pelo meu braço todo. Estou com raiva desse pirralho e com raiva de mim mesma por gostar tanto dele! Qual é, eu é quem deveria quebrar corações por aqui e não ele!

– E daí? Qual o problema em se apaixonar por alguém em uma semana? Sem drama, sem choro!

– Não sei você, mas descobrir que minha mãe está viva e que você sabia é muito drama pra uma semana só! E se você não queria chororô, sinto muito, porque vou desabar no momento em que conseguir pegar aquela maldita bota!

As lágrimas começam a cair novamente e não o deixo encostar a mão em mim. Estico o braço, pego o sapato e saio o mais rápido que posso do buraco. Fico em pé e vejo que Jeremy também já está na mesma posição, do outro lado da cama. Seco meu rosto e vou até o closet, pego uma calça jeans e uma blusa qualquer. Tiro o suspensório e jogo no chão, depois tiro a saia sem me importar do olhar de Jeremy não se desgrudar das minhas pernas, depois tiro a camisa branca.

Não era a minha intenção ficar só de calcinha e sutiã... Juro pelos Deuses! Mas meus olhos estão grudados nos olhos de Jeremy e nenhum de nós dois pisca. De repente seus olhos descem pelo meu corpo e voltam a me encarar.

– Ninfa... Suas pintinhas estão me seduzindo.

– Porque você faz isso?

P.O.V Jeremy

– Porque gosto de olhar para as suas pintinhas... E porque elas estão me seduzindo muito.

Ela coloca os braços na frente do rosto e, cara como me odeio! Me odeio pela maldita hora em que eu fui prometer pros meus pais que não falaria para ela sobre sua mãe estar viva. Porque eu fui fazer isso?

– Pare de flertar comigo.

Dou uma risada curta, sem muito ânimo pro seu humor negro. Seu corpo é realmente pintadinho e agradeço aos deuses por ter trancado a porta quando entrei. Hans está na minha casa, conversando com meus pais... E eu estou aqui, babando na filha dele.

E gosto dela.

Muito mesmo... Quando pensei que só queria beijá-la pra testar minha teoria da conspiração paterna me enganei totalmente: desde que a vi deitada nas folhas com aquela carinha de ninfa, eu sabia que ia gostar dela, bem mais do que jamais gostei de Amélia.

– Jeremy, vá embora, por favor.

– Não.

Pulo na cama, piso no chão e fico de pé na sua frente. Coloco as mãos em seus braços e tiro da frente de seu rosto. Ela ainda está chorando, mas algo me diz que não é por causa da mãe.

– Então eu vou.

Ela se solta das minhas mãos e pega a calça em cima da cama, depois veste a blusa também. Apenas fico olhando a curva das suas costas e... Sou um trouxa!

– Vai embora pra onde? Sarah, olha pra mim!

– Me deixa em paz, ta legal? É tão difícil assim?

– É sim!

Um nó se forma na minha garganta. Não quero deixá-la ir. Não quero ficar longe dela nunca na minha vida.

– Ninfa, não vá... Não me deixa aqui.

– Desculpa Jeremy, preciso ficar sozinha... Preciso dar um jeito na minha vida, ir pra faculdade, formar uma vida longe daqui. Não posso mais ficar...

– O ano já está acabando... Me espera, podemos ir juntos...

Sarah me olha como se estivesse pensando nessa possibilidade. E eu quero mesmo ficar com ela, aqui ou em qualquer lugar.

– Está bem.

– Sério?

– Sim.

Me aproximo dela sorrindo e ergo a mão oferecendo o dedo mindinho.

– Jura de dedinho?

– Juro de dedinho.

Então ela junta nossas mãos e sorri. Aproveito a proximidade e a puxo para mim, passo os braços pelo seu corpo e a beijo. Beijá-la é como nadar numa piscina de água quente em pleno inverno, é uma casa aconchegante no meio de uma nevasca... Um copo de limonada no deserto... E isso é muito gay.

Me afasto arfando e meu sorriso se alarga ao ver que Sarah ainda está de olhos fechados, respirando rapidamente.

– Jemy... Pode me deixar sozinha por um tempo? Só... Só preciso respirar um pouco e...

– Tudo bem... Preciso mesmo falar com meus pais.

Dou um beijo na sua testa e a abraço... Não quero soltá-la nunca mais. Vou até a porta, olho para trás uma última vez e aceno, ela sorri e saio do quarto.

Desço as escadas pulando e saio da casa, indo até o portão que separa nossos quintais. Entro em casa pela cozinha e escuto a voz da minha mãe vindo da sala. Pego uma maçã e vou até lá, me encosto ao batente da porta e espero uma brecha pra poder entrar na conversa.

– Ela ficou bem abalada... Eu não devia ter mentido.

– “Vocês deveriam entender que é difícil pra ela tanto quanto é difícil para qualquer um de nós. A garota cresceu pensando que a mãe estava morta, passou metade da vida longe do pai... Sarah tem todos os motivos do mundo pra ficar magoada.”

As palavras do meu pai, por melhores que tenham sido (um discurso encantador e tal), só fazem com que Hans voltasse a chorar feito criança.

– Hans, por favor, você achava que era o melhor. A Sarah vai entender em algum momento... E eu não acho que ela vá fazer algo imprudente.

Mordo a maçã chamando a atenção dos três, mastigo encarando cada um deles e engulo.

– Eu não teria tanta certeza... Ela estava indo embora, mas consegui convencê-la a ficar.

– Como? Como conseguiu?

Como dizer ao pai da garota que você gosta, que conseguiu convencê-la a ficar prometendo que vocês fugiriam em algumas semanas? Fácil, minta.

– Eu disse que era loucura... E ela entendeu.

No instante que digo isso, um barulho de motor invade a sala. Corro até a janela e puxo a cortina pro lado apenas para ver Mark a toda velocidade pela estrada de terra.

Ela se foi... Ela foi embora e me abandonou aqui.

A fruta que eu estava segurando cai no chão e rola até os pés de Hans. Olho para ele e sei bem como ele se sente: parece que um milhão de agulhas foram fincadas em meus olhos. Dou as costas para meus pais e corro para meu quarto, bato a porta com força e me encosto a ela. Não quero chorar, de verdade, mas é demais em um ano só ser chutado por duas garotas.

O anel da amizade ainda está na minha mão e giro o círculo pra poder ler a palavra: “Better”. Melhor é a puta que pariu, minha vida está uma merda... E uma merda das grandes.

P.O.V Sarah

Cruzo os dedos nas costas e prendo meu dedo ao dele. Odeio mentir, ainda mais com esse olhar esperançoso que ele me lança. E quando ele me puxa para perto e me beija, seu hálito quente me deixa atordoada... Parece que ao mesmo tempo em que derreto eu também congelo! É loucura! Mesmo depois que ele se afasta continuo com os olhos fechados, tentando prolongar ao máximo essa sensação, porque com o que vou fazer em breve, esse será nosso último beijo.

Então ele me larga ali, acena uma vez e resolvo lhe dar de presente meu melhor sorriso. Quando finalmente escuto a porta lá em baixo bater, pulo até minha mala e a fecho. Depois vou até a escrivaninha e jogo tudo o que vou precisar dentro de uma bolsa menor. Dou uma última olhada no meu quarto e seguro o choro.

Abro a porta com cuidado e olho o corredor... Mesmo sabendo que não tem mais ninguém aqui prefiro não arriscar. Jogo a mala escada abaixo e desço pelo corrimão. Arrasto o peso morto até a garagem e a jogo no banco de trás do Mark. Me sento na frente e respiro fundo: é agora ou agora! Sem opção.

Abro a garagem e piso fundo no acelerador. Quando passo pela casa de Agatha e Christian não me permito sequer piscar. Só solto a respiração quando já estou longe o suficiente para dar uma olhada no retrovisor. Eles não vão me seguir e disso eu tenho certeza.

Dirijo rápido, ultrapassando os limites de velocidade do pequeno vilarejo. Arquiteto meu plano e o repasso várias e várias vezes até ficar perfeito. Quando finalmente vejo a placa da divisa entre a segunda e a terceira cidade depois do vilarejo, estaciono no meio fio e pego o celular.

Tenho esse número gravado na memória do telefone desde os treze anos... E nunca precisei tanto dele quanto preciso agora, mesmo nos dias de maior nevasca.

– “Aeroporto Internacional de New Castle Upon Tyne, como posso ajudar?’”

– Gostaria de comprar uma passagem para New York.

– Ida e volta senhora?

– Não, só ida.

Não quero voltar para esse covil tão cedo. Se possível nunca mais.

Depois de passar todos os detalhes para a atendente que diz que posso pegar a passagem no balcão e me passa a hora do meu vôo (tenho 5 horas pra chegar a New Castle!) desligo o celular e me preparo pra fazer mais uma ligação. Dessa vez não vai ser tão fácil... Mas preciso fazer isso, porque se não vou dividir a rua com os mendigos nova-iorquinos.

Decido deixar essa ligação pra quando chegar ao aeroporto. Então ligo o rádio e minha respiração fica presa na garganta... Que momento mais oportuno pra tocar essa música, não é? Tiro o carro do meio fio e sigo a estrada cantando:

– I don't like walking around this old and empty house (Eu não gosto de andar por essa casa vazia).

Alterno a voz entre grave e a minha normal pra poder acompanhar a letra. So hold my hand; I'll walk with you, my dear (Então segure minha mão; eu andarei com você, minha querida). Acelero o carro querendo deixa tudo para trás, mas em algum momento enquanto grito a todo pulmão os “heys” da música, escuto a voz de Jeremy me dizendo: “Ninfa, não vá... Não me deixa aqui”. E cara, como isso dói.

– There's an old voice in my head that's, holding me back (Há uma velha voz na minha cabeça que está me impedindo). Well, tell her that I miss our little talks (Digo a ela que eu sinto falta das nossas pequenas conversas). Soon it will be over and burried with our past (Em breve tudo estará acabado e enterrado com o nosso passado).

Paro depois de 2 horas para abastecer e sinto que todos me encaram. É por causa do Mark Sarah, ninguém sabe quem você é! Coloco a mangueira no tanque e observo os números rolarem. Quando chega ao limite, retiro a mangueira e a coloco na base. Tem uma loja de conveniência e resolvo comprar algo pra comer.

– Ei, moça, posso tirar uma foto do seu carro?

– À vontade.

Dois garotos um pouco mais velhos do que eu, me olham apreensivos com o celular em mãos. Parece que esperam que eu diga algo.

– Hum, podem tirar.

– Não vai cobrar?

– Cobrar?

– É, esse carro é uma relíquia!

O maior dos dois se aproxima e olha pela janela. Dá um assobio e arregala os olhos, depois volta a ficar ao lado do outro.

– Uau, e é todo personalizado! Podemos mesmo tirar uma foto?

– Claro! Vão em frente... Vou até a loja e, por favor, imploro, não roubem meu carro.

– Nunca faríamos isso! Somos admiradores desse tipo de carro e ver que uma garota cuida tão bem de uma réplica dessas é incrível!

Sinto minha pele esquentar e chuto uma pedrinha no chão, ergo a cabeça e vejo os meninos sorrindo.

–Certo, certo cuidem do Mark, volto já. Ah, e sou Sarah.

– Mark! Demais! Eu sou Jay e esse é o Cal.

– Prazer meninos.

Dou as costas para Cal e Jay e vou até a loja. Olho as prateleiras e compro umas garrafas d’água, salgadinhos e balas. Com os braços cheios vou até o balcão e jogo tudo ali em cima, chamando a atenção da garota que está aqui. Ela estava lixando as unhas das mãos com os pés em cima de um banco e quando olha pra mim faz uma bolha de chiclete rosa, depois sorri se endireitando.

– Gostei do seu cabelo.

– Obrigada.

Ela passa todas as coisas e me diz o preço, dou uma nota pra ela e digo que fique com o troco. Quando abro a porta para sair ela dá um aceno e volta a lixar as unhas. Ando rapidamente pelo estacionamento até meu carro, onde Jay e Cal ainda babam. Jogo as compras pela janela atraindo a atenção deles.

– Ah, você já vai?

– Tenho um vôo pra pegar...

– Vai pegar um avião? E vai deixar o Mark onde?

Epa, não tinha pensando nisso... E onde vou deixar meu gato? Meu lindo Mark precisa de polimento, e tem que tomar banho de três em três dias!

– Eu não sei! O que vou fazer agora?

Cal olha para Jay e é como se um clarão tomasse conta dos meus olhos. É isso! E acho que eles pensam o mesmo.

– Você vai pra New Castle, certo? É o único aeroporto internacional daqui.

– Isso ai.

– O que acha de irmos com você? Moramos lá e íamos voltar de ônibus... Então você pode deixar Mark com a gente e quando se acertar aonde quer que você vá...

– New York.

– Certo, New York, nós mandamos ele de balsa.

Meu plano perfeito está muito mais perfeito agora! Cal é um gênio!

– Claro! E agora tenho companhia para a viajem! E vamos logo, só tenho mais uma hora pra chegar lá se quiser tempo de folga.

Meia hora, depois de uma discussão acalorada entre eles pra saber quem ia na frente, estamos na estrada: eu no banco de trás, com Jay dirigindo e Cal no banco do carona. Cansei de ouvi-los brigando.

Aproveito que não estou ocupada dirigindo, pego o telefone. É melhor não esperar até o último momento, tenho que ligar agora. Disco o número que sei de cor e espero que não tenha sido trocado e aguardo a ligação internacional se completar. Quando ela atende posso ouvir som de risadas ao fundo.

– Alô, doçura, quem está falando?

– Oi Zoe, sou eu, Sarah.

Notas finais
Pronto!