Cigana De Luxo!
28 Um amor impossível...
Notas iniciais
As roupas estavam todas espalhadas pelo chão, jogadas em cada parte do cômodo daquela mansão. Os gemidos altos eram acompanhados do movimento da cama que rangiam sem parar. Bernardo agarrou com força os cabelos louros da mulher enquanto a penetrava com força, como um animal atiçado por seu próprio extinto sexual. O suor escorria sobre a face de Rebeca, enquanto a única parte de seu corpo ainda coberta era o pé, onde o salto agulha sobre ele ficava no colchão da cama.
Rebeca gemia alto, sentindo seu corpo todo estremecer, suas pernas se contraírem e seu coração disparar. Bernardo fitou o rosto de Rebeca, e agora, era como estar puxando os cabelos pretos de Jazmin... Parecia uma ilusão. Fechou os olhos e os abriu onde o rosto de Rebeca acabou com seus pensamentos instigantes. Bernardo gozou, deitando-se na cama assim como a loura.
Rebeca acendeu um cigarro e fumou pensativa, enquanto Bernardo fitava o teto, calmo.
– Fiquei feliz por ter me ligado... Nem acreditei. – Rebeca apoiou a cabeça no peito de Bernardo. – Eu sabia que aquela cigana era só uma fase.
Bernardo não disse nenhuma palavra, porém era evidente em seu rosto que não gostava de falar sobre ela com Rebeca.
– O que acha de sairmos hoje à noite?
– Claro. – Disse sério.
– Faz uma semana que estou aqui Bê... Me leve para aquela boate.
– O que vai querer fazer lá? Não é lugar para você.
A verdade era que Jazmin trabalhava lá e Rebeca desconfiou disso.
– Ou será que é porque aquela menina cigana está lá?
Bernardo bufou, levantando-se da cama e indo até a janela.
– Cale a boca e pare de falar sobre isso!
Rebeca também se levantou, e agora parecia que as coisas estavam piores do que quando foi embora. Se aproximou de Bernardo, fitando seu rosto sério e frio.
– Olhe nos meus olhos e diga que tudo o que passou com aquela cigana acabou! Eu não vou me submeter a isso novamente!
Bernardo deslizou a mão sobre os cabelos e respirou fundo. Pensou em não falar o que não tinha certeza, porém, o que importava se mentisse? Tinha tal convicção em sua cabeça, mas não sabia se iria seguir. Ficar longe de sua maior tentação... Era como uma doença.
– Acabou.
O louro afastou-se e saiu do quarto colocando a camisa. Rebeca não sabia se sentira a verdade em seus olhos, mas suas palavras eram mais do que suficiente para que acreditasse. Deitou na cama novamente e sorriu... – Agora tudo será diferente. – Pensou ela.
...
A campainha tocou pela terceira vez, e de dentro da sala saiu Sandra apressada para atender a porta. Bernardo que estava sentado na parte de trás da casa nem se deu o trabalho de levantar os olhos para ver quem estava na porta. Aquela voz era irreconhecível.
– Bernardo está?
Sandra abriu um sorriso, gostava de quando Ana visitava Bernardo. Talvez, ela fosse a única amiga sincera que ele tinha.
– Claro, senhora. Está lá atrás. Vou chamá-lo.
– Não se incomode! – Disse Ana antes de a empregada dar os primeiros passos em direção à cozinha. – Obrigada Sandra, mas vou até lá.
Sandra sorriu e se afastou discretamente, fazendo Ana caminhar até a parte de trás da casa.
Bernardo parecia brincar com a xícara de café, já estava gelado de tanto tempo sobre a mesa. Sentira a presença de Ana atrás de si, dando um pequeno sorriso.
– Decidiu vir me visitar então?
– Quis esperar Rebeca sair para poder conversar. – Disse Ana, sentando-se em sua frente.
– Acho que sei por que veio. Mas sinceramente, não precisava ter se dado o trabalho. – Comentou Bernardo olhando nos olhos de Ana, fazendo a mulher respirar fundo.
– Por que você voltou, Bernardo?
Ele entendeu o que ela quis dizer com aquilo... Entendeu tudo...
– Por que voltou se está abrindo mão dela novamente? — Ana perguntou de forma triste, não entendendo as decisões do amigo. – Ela estava disposta a esquecer, então você voltou e a deu esperanças novamente e agora...
– Esperanças? Esperanças de que, Ana? – Interrompeu Bernardo, olhando para si mesmo de forma decepcionante. – A única coisa que eu fiz desde o começo foi persistir em uma ilusão, foi mudar o que eu costumava ser!
– Por isso mesmo! – Ana tocou em seu braço, fazendo Bernardo levantar com agressividade. — Bernardo, por favor, não consegue enxergar? Essa menina mudou você. Ela te fez ser um homem melhor!
– Não diga bobagens Ana! – Bernardo aumentou a voz.
– Vai negar pra mim? Pra mim Bernardo?
O louro ficou em silêncio, não conseguia olhar nos olhos da amiga. Chegou a ser constrangedor, mas ele não estava se importando muito com isso. A verdade é que estava triste, com dúvidas... Mesmo tendo dito aquelas palavras para a sua cigana, tinha medo de perdê-la pra sempre por isso.
Bernardo ergueu a cabeça, olhando no fundo dos olhos de Ana.
– Quando eu estava preste a matar Gaspar. Eu me lembrei dela, Ana... Lembrei-me de tudo o que ela me dizia. E principalmente do quanto a machucaria se ela soubesse que eu matei Gaspar. – Bernardo deslizou a mão sobre o cabelo louro. Seus olhos estavam brilhantes, e isso apavorou Ana de certa forma. Nunca o tinha visto daquela maneira. – Não por ele, mas por mim. Jazmin sempre vai esperar o melhor de mim, nunca vai aceitar que eu posso matar alguém. Mas esse sou eu! Isso é o que sou! Então... Eu o matei...
Ana aproximou-se dele, segurando com força suas mãos.
– Quer dizer que...
– Entendeu agora? – Disse Bernardo. – Não é por mim... Enquanto eu estiver com ela sempre vou fazê-la chorar.
– Deixe-a escolher!
– Ela somente diz que me ama porque não conhece outra forma de amor. Eu sei o que é isso, Ana! Acha mesmo que ela vai ser feliz com uma pessoa como eu? Você se lembra do que eu fiz? LEMBRA?
Bernardo tentou se afastar, porém Ana o puxou para si, em um longo abraço. Bernardo não retribuiu, mas apoiou a cabeça em seu ombro. Sim, ela entendia a dor de Bernardo, sentia e recordava suas lembranças.
– Não sei se ela vai ser feliz com você. Mas sei que ela não vai ser feliz longe de você. – Ana sussurrou em seu ouvido, deslizando a mão sobre seu pescoço lentamente até atingir sua face. – Os erros que você cometeu não definem quem você é.
Ana beijou sua face docemente, sentando novamente na cadeira. Bernardo não fez o mesmo, ficando caminhando pensativo de um lado para outro. Se fosse verdade o que Ana disse, não haveria mais escolhas.
– Mas o que é justamente o que fazemos que define quem somos.
Bernardo não olhou para Ana, apenas a deu as costas e entrou novamente na casa. A mulher levantou rapidamente.
– NÃO DEIXE O SEU PASSADO INTERFERIR NO SEU FUTURO! ESTÁ PERDENDO NOVAMENTE A CHANCE DE SER FELIZ!
Berrou Ana enquanto tentava inutilmente ir atrás dele. Bernardo já ouvira aquelas palavras antes saindo da boca de outra pessoa, mas não queria aceitar o significado que elas tinham.
...
O travesseiro foi jogado em seu rosto fazendo Jazmin despertar em um susto. Ergueu a cabeça sonolenta e fitou Camila, parada em frente à cama, que a fitava com um sorriso.
– Vamos acordar! Já faz umas dez horas que você está deitada...
– Quando nós ciganos estamos depressivos dormimos. – Disse Jazmin afundando o rosto no travesseiro.
– Claro. vocês e o resto do mundo. – Ironizou Camila, jogando outro travesseiro sobre a cigana. – Levanta logo. Daqui a algumas horas temos que ir para a boate, se lembra?
Jazmin levantou a cabeça rapidamente, com uma expressão espantada.
– Que dia é hoje? – Perguntou.
– Sexta-feira.
– HÁ NÃOOOOOOOOO!
Camila a puxou para fora da cama e foi em direção ao armário, pegando algumas roupas.
– Vista isso. – Jogou uma blusa e uma calça para Jazmin, fazendo a garota segurar desanimada. – Vamos logo que temos que escolher nosso vestido pra hoje à noite!
– Ta bom, já estou indo!- Disse Jazmin indo em direção ao banheiro.
...
“Dizem que as mulheres é que são a perdição dos homens. Elas que os levam ao desejo proibido, a ganância, a futilidade e a provocação. Dizem que os homens são uma parte do jogo das mulheres. Eles que as levam, até sem perceber, a cometer loucuras, insanidades, impurezas e traições. E sem contestar, elas podem gostar desse jogo. Pode até soar como uma brincadeira infantil, mas passa longe quando leva a caminhos desastrosos. Mudamos nosso jeito de ser, ou às vezes apenas agimos por puro instinto, liderados pelo momento. Há quem diga também que o homem é a perdição da mulher, mas afinal, foi à mulher que levou o homem a comer o fruto proibido.”
– AGORA RECEBEM A CALIENTE GABRIELE!
A mulher foi anunciada no microfone e das cortinas ela surgiu dançando com toda a sensualidade que tinha. O lugar estava lotado, e assim as garotas tinham trabalhos em dobro. Jazmin ajudava Camila como sempre fazia servindo os clientes, e dessa vez o dia estava pior do que o de costume. Já era uma e meia da madrugada.
– Não vamos ter descanso? – Perguntou Jazmin, largando as garrafas na mesa.
– Só quando entrarmos. – Disse Camila passando por ela. – Isso aqui nunca esteve tão cheio.
– É verdade. – Jazmin concordou enquanto seus olhos procuravam alguém na multidão. Camila a fitou discretamente.
– Quem procura?
A cigana disfarçou, seguindo até a outra mesa.
– Ninguém. – Falou.
– Cigana! – O Barman a chamou, largando uma bandeja em suas mãos com uma garrafa de Uísque com dois copos. – Sirva a mesa dez.
Jazmin passou com dificuldade por entre as pessoas, o pior de tudo é que estava calor aquele dia, o que complicava um pouco o trabalho. Caminhou até a mesa calmamente, e parou a observar quem estava lá
– Não acredito... – Sussurrou para si. Seus olhos não desviavam da mulher loura ao lado do homem mais poderoso do país. Chegou a saltar fogo pelos olhos. – Que raiva! Não posso ir até lá... Tudo bem...
Respirou fundo e caminhou até a mesa. Bernardo ajeitou-se onde estava ao vê-la, tentando se afastar inutilmente de Rebeca. A mulher loura deslizou a mão sobre o peito de Bernardo enquanto beijava seu pescoço. Jazmin não olhou em seus olhos... Apenas se concentrou no que estava fazendo. Largou os dois copos e abriu a garrafa servindo um e depois o outro.
– Aproveitem a noite. – A cigana falou com um sorriso cínico nos lábios dando as costas para os dois. Na verdade estava se contorcendo de raiva por dentro.
– Hei garçonete! – Ouvira a voz de Rebeca a chamando. Virou de vagar controlando-se e caminhou até lá. – Pode me trazer uma água?
– Claro.
A cigana caminhou até o bar, pegando uma garrafa de água. Ela pensou em levar até lá, mas... Iria ter outra chance como essa? Sorriu para si e foi até a parte de trás rapidamente, voltando em menos de um minuto com a garrafa. Caminhou até a mesa e largou a garrafa voltando antes que Rebeca quisesse mais alguma coisa. A verdade é que não conseguia disfarçar o sorriso nos lábios, sorte que estava de costas.
Bernardo fitou a cigana se afastar... E por um segundo quase se levantou e caminhou até ela. Um homem havia bloqueado sua passagem, onde suas mãos deslizaram por entre as pernas de Jazmin até atingir sua bunda. Ela se afastou, passando por ele. Bernardo cerrou o punho de raiva, mirando descaradamente o rosto do homem a sua frente. Rebeca que tomara um gole da água quase vomitou, engasgando-se, enquanto tentava chamar a atenção de Bernardo.
– Vou matar aquela menina! – Disse Rebeca com raiva, enquanto jogara a água longe. Sua boca estava com um gosto tão ruim que chegava a estar fedendo. Ela correu até o banheiro, enquanto Bernardo nem prestou atenção... Seus olhos cuidavam Jazmin de longe.
A morena gargalhou quando não viu Rebeca mais sentada ao lado do louro, sentindo alguém parar ao seu lado.
– O que colocou na garrafa?
Jazmin ficou séria ao escutar aquilo. Virou a cabeça e fitou Ana fazendo as duas começarem a rir.
– Vai se arrumar. Você entra em uma hora.
A cigana respirou fundo, indo para trás do palco. As garotas estavam lá todas com os mais lindos e exuberantes vestidos, lingeries... Camila era a próxima a entrar fazendo Jazmin ir até o camarim que as duas usavam.
– Arrasa! – Disse Jazmin fazendo Camila sorrir e entrar.
A Cigana vestiu uma lingerie preta com um corpete vermelho por cima, e uma saia vermelha curta. Colocou o salto e prendeu os cabelos e um rabo alto. Maquiou-se como Camila a ensinara, de modo que deixasse seus olhos destacados. Passou um batom vinho e olhou-se no espelho. Sexy e linda.
Camila desceu do palco, sendo cumprimentada pelas colegas. Entrou no camarim onde Jazmin estava e parou por um segundo.
– Menina... – Camila sorriu a fitando. – Tá lindona!
– Aprendendo com você...
As duas sorriram e deram as mãos, porém Camila a olhou de modo diferente.
– Ele está aqui amiga, então se concentra!
– Eu sei! – Disse Jazmin sentando-se na cadeira. – Vou conseguir...
Os homens voltaram a se aproximar do palco, assim que Ana se dirigiu ao microfone que ficava ao lado.
– AGORA RECEBAM A NOSSA SENSACIONAL JULIETA!
A música começou a tocar em um ritmo rápido e das cortinas surgiu Julieta – Ou Jazmin como quiser chamar – caindo em uma pose sexy e levantando logo em seguida. Caminhou até a frente do palco fazendo os homens delirarem, e dançando com todo o talento que possuía.
Era algo artístico, lindo e charmoso o que resultou em dezenas de olhares desejáveis onde ela parecia estar nua. Por segundos, mirou alguém que talvez não devesse, mas o fez... Ele estava lá, olhando pra ela de uma forma desafiadora... Beijando o pescoço de outra mulher. Jazmin chegou a parar alguns segundos no palco, deixando todos sem entender nada. Sorriu.
A garota saiu do palco rapidamente fazendo algumas vaias e pedidos para que ela voltasse se estendeu por todo o lugar. Bernardo fitou o palco... Onde ela estava?
Jazmin foi até o som, sussurrando no ouvido do homem. Ele concordou com a cabeça e ela foi para o palco, ficando parada no centro.
A música começou e assim Julieta estalou os dedos, rebolando devagar até o chão. O lugar estava lotado e agora todos, sem nenhuma exceção, prestavam atenção.
He met Marmalade down in old Moulin Rouge
Strutting her stuff on the street
She said, hello, hey Joe
You wanna give it a go, oh
Julieta levantou caminhando até a beira do palco e dançando. Virou, deslizando a mão sobre a perna até a cintura. Sorriu.
Gitchi gitchi ya ya da da (hey hey hey)
Gitchi gitchi ya ya hee (hee oh)
Mocca chocolata ya ya (ooh yeah)
Creole Lady Marmalade (ohh)
Voulez-vous coucher avec moi, ce soir (oh oh)
Voulez-vous coucher avec moi (yeah yeah yeah yeah)
Deu um giro rápido e estendeu a mão de forma delicada. Onde suas mãos tamparam seus seios e depois foram até sua intimidade, ela rebolou. Desceu novamente e abriu as pernas, levantando logo em seguida. Caminhou até a barra no meio do palco e juntou as pernas dando sobre ele, deu um giro e largou as mãos. Ela encenava ao mesmo tempo, o que deixou tudo mais bonito. Camila que prestava atenção apenas aplaudia e gritava, Ana sorria e Bernardo ficara sério, sem desviar os olhos um segundo.
He sat in her boudoir while she freshened up
Boy drank all that magnolia wine
On her black satin sheets
Is where he started to freak, yeah
Um banco foi jogado em direção a ela, fazendo Jazmin apoiar uma perna sobre ele e fazer uma dança sensual. Em nenhum momento olhou para Bernardo, o que o deixava instigado.
Gitchi gitchi ya ya da da (da da yeah)
Gitchi gitchi ya ya hee (ooh yeah yeah)
Mocca chocolata ya ya
Creole Lady Marmalade, uh
Voulez-vous coucher avec moi, ce soir (ce soir)
Voulez-vous coucher avec moi (ooh)
Julieta sentou-se no banco de costas, abrindo as pernas e descendo, deixando uma parte de sua bunda a amostra. Virou e fez um sinal com um dedo fazendo os homens enlouquecerem. Camila ficou por um segundo série e fitou Ana. Enquanto Bernardo quase se levantou. Julieta ergueu o pano de cetim preto que estava sobre o banco e o jogou longe, caindo sobre o homem que havia lhe assediado mais cedo.
Gitchi gitchi ya ya da da (da da yeah)
Gitchi gitchi ya ya hee (ooh yeah yeah)
Mocca chocolata ya ya
Creole Lady Marmalade, uh
Voulez-vous coucher avec moi, ce soir (ce soir)
Voulez-vous coucher avec moi (ooh)
Julieta repetiu os passos do refrão com sensualidade fazendo Bernardo engolir seco. Ele olhou para os lados, não podia fazer nada, podia? Tentou acalmar-se na cadeira, enquanto Rebeca o fitou desconfiado.
– Algum problema?
– Nenhum. – Responde ele afrouxando a gola da camisa.
Yeah, yeah, aw
We come through with the money and the garter belts
Let 'em know we 'bout that cake, straight out the gate
We independent women, some mistake us for whores
I'm saying, why spend mine when I can spend yours
Disagree, well that's you and I'm sorry
I'ma keep playing these cats out like Atari
Wear high heeled shoes, get love from the Dudes
Four bad ass chicks from the Moulin Rouge
Julieta foi até a barra, apoiando o corpo sobre ela e rebolando, descend subindo… Até dar um pulo com o salto e cair para trás, ficando apenas com os pés presos na barra. A dança cigana havia desaparecido completamente de seu corpo, porém era a alma cigana que a fazia estar fazendo aquilo. Camila voltou a bater palmas, dançando junto atrás do palco. Bernardo ainda a encarava sério, mesmo não gostando do que estava vendo.
Hey sisters, soul sisters
Gotta get that dough sisters
We drink wine with diamonds in the glass
By the case, the meaning of expensive taste
We wanna gitchi gitchi ya ya (come on)
Mocca chocolata (what)
Creole Lady Marmalade
(One more time, come on)
Agora julieta dançara de forma um pouco agressiva, mas sem perder a pose Sexy. Deslizou a mão por todo o seu corpo e aproximou-se de um homem, tirando o chapéu dele e colocando em si. Deitou-se lentamente no palco e ergueu as pernas deslizando o dedo sobre o meio delas. Agora sim, olhou Bernardo nos olhos de forma desafiadora, levantando. A pausa da música a fez parar no meio do palco novamente.
– Ele quer me provocar? Vai ver o que é provocação...
Marmalade (ooh)
Lady Marmalade (ooh yeah)
Marmalade (ohh)
Hey, hey, hey
Touch of her skin feeling silky smooth, oh
Color of cafe au lait, alright
Made the savage beast inside
Roar until he cried
Julieta soltou o cabelo, o jogando para o lado. Após isso, em apenas um gesto arrancou a saia do corpo, ficando apenas com a lingerie. Bernardo de longe, levantou. A garota continuou dançando mordendo os lábios inferiores, fazendo todos do lugar enlouquecerem. Levou as duas mãos até o corpete e puxou a fita que deixara solta. O corpete caiu.
More, more, more
Now he's back home doing nine to five (nine to five)
Living a gray flannel life
But when he turns off to sleep, memories keep
More, more, more
Gitchi gitchi ya ya da da
Gitchi gitchi ya ya hee (ohh)
Mocca chocolata ya ya (ooh)
Creole Lady Marmalade
A lingerie apenas cobria o mínimo de seu corpo, a fazendo ir até a beira do palco e dançar, fazendo um dos homens beijar suas pernas. Camila saiu de trás do palco e foi até Ana.
– O QUE ELA ESTÁ FAZENDO? – Gritou Camila.
– TIRÁ ELA DE LÁ!
Jazmin não ouviu, continuou dançando, e por segundos, abaixou a alça da lingerie enquanto fez o mesmo com a calcinha. Devagar...
– TIRA TUDO! – Um homem gritou.
Voulez-vous coucher avec moi, ce soir (ce soir)
Voulez-vous coucher avec moi
Voulez-vous coucher avec moi, ce soir (ce soir)
Voulez-vous coucher avec moi (ohh)
Rebeca também olhava para o palco surpreendida, o que a fez virar para trás para falar com Bernardo.
– Você que nem pense em se meter nisso!
Ela abriu a boca categoricamente, Bernardo não estava mais lá. Avistara o homem já quase perto do palco, o que a fez dar um grito histérico. Ninguém ouviu.
Bernardo caminhou rapidamente até a beira do palco, virando o homem que beijara seu corpo e o dando um soco no rosto. Ele caiu desmaiado, enquanto Jazmin o olhou surpreendida. Bernardo a segurou, puxando-a para fora do palco e a carregando até a parte de fora.
A música acabou e Ana correu para o palco, anunciando já a próxima dançarina. Camila apenas deu um sorriso vendo aquela cena, mesmo ainda querendo matar Jazmin.
...
Ele estava sério, a segurava com força enquanto caminhava até o carro. Jazmin esperneava, o batia, mas para ele pouco importava. Ela parecia ter a força de uma menina de dez anos naquele momento.
– O QUE ESTÁ FAZENDO? ME SOLTA! – Gritou o batendo nas costas enquanto Bernardo nem prestara atenção, apenas continuou caminhando normalmente até o carro. – EU SEI ANDAR SOZINHA!
– Não, não sabe. – Respondeu irritado.
– QUAL O SEU PROBLEMA? ME DEIXA CUIDAR DA MINHA VIDA!
Bernardo abriu a porta de seu carro, e jogando dentro dele e fechando a porta. Jazmin tentou bater nos vidros, inútil.
– É ASSIM QUE VOCÊ CUIDA DA SUA VIDA? – Bernardo entrou na parte de trás com ela, batendo a porta do carro e a encarando.
– O QUE ISSO IMPORTA PRA VOCÊ? O QUE VOCÊ AINDA QUER COMIGO ENTÃO?
– ISSO NÃO INTERESSA! VOCÊ AINDA É MINHA E NÃO VAI DANÇAR DAQUELE JEITO COMO UMA PROSTITUTA!
Ele estava alterado, mas não da mesma forma que ela. Jazmin o encarou com ódio, estendendo a mão e dando um tapa certeiro no rosto de Bernardo. O homem virou, não acreditou que ela o agredira o que o fez dar outro da face de Jazmin.
– O que a faz pensar que pode fazer isso? – Perguntou Bernardo segurando suas mãos.
– O que o faz pensar que tem pode sobre mim?
Jazmin soltou-se dando outro tapa na face de Bernardo, o agredindo sem parar. Bernardo a segurou com força apoiando seu corpo em cima do dela.
– EU TE DEIO! TE ODEIO! – Jazmin gritou, fazendo Bernardo olhar em seus olhos.
– Eu também te odeio!
Ela ficou séria com aquelas palavras, e o inusitado, a última coisa que podia acontecer naquele momento de ódio, aconteceu... Bernardo a beijou.
Segurou seus pulsos com força, ela não conseguia se afastar. Bernardo a beijou com fúria, era um beijo agressivo, diferente, com possessão... Com mais ódio do que amor... Perdeu-se naqueles lábios.
Jazmin não entendia o que ele estava fazendo, por que a beijava se queria se afastar? Seus braços estavam doendo, ele a machucava com o beijo agressivo e com a força bruta. Queria se afastar, ir embora... Não queria mais sofrer com isso, doía de mais, muito mais que o necessário... Mesmo seu coração batendo mais forte e aclamando por um amor impossível.
Notas finais
Raiva...
.
- O que estava fazendo com ela? Por que a levou até em casa?
.
- O Bernardo te deixou de castigo!
- O que?
- Isso mesmo... Não pode sair até segunda ordem.
.
Dúvidas...
.
- Está no jornal o que você fez ontem.
- DROGA!
.
- Você a ama, Bernardo?
.
Perdão?
.
- Me perdoa?
- O que?
- Eu quero seu perdão cigana...
.
- E o que você disse? Você o perdoou?
.
Desespero, angústia.
.
- Adeus Bernardo Guilertina. Ame no inferno.
Fale com o autor