Notas iniciais
Bom esse capitulo pode parecer um pouquinho confuso mas depois tudo se esclarece. Haa ele é bem empolgante!
SHUAHSUAHSUAHU

Seus olhos se encontraram propositalmente, de forma natural e ao mesmo tempo raivosa. Seus lábios estavam entre abertos, enquanto o corpo dizia tudo aquilo que a boca não conseguia pronunciar. O corpo firme de Bernardi ainda prendia Jazmin, mas ele não possuía mais seus lábios. Desprendeu suas mãos lentamente porém não saiu de cima da garota.

- Me prometa... Prometa que nunca mais vai fazer aquilo de novo. – Bernardo falou firme, porém em sussurros. A expressão séria de Jazmin não mudou, porém seu olhar sereno agora estava mais agressivo.

- Uma ova que prometo! – Exclamou a garota, fazendo surgir um pequeno sorriso no canto direito dos lábios de Bernardo.

- Você é muito teimosa sabia?

A cigana o fitava brava, o que de certa forma foi divertido para Bernardo, mesmo as lembranças de minutos atrás ainda estarem bem vivas em sua memória.

- Então, pelo menos promete que não vai sair do carro!

- É claro que não vou sair... – A cigana deu um sorriso cínico, fazendo o sorriso de Bernardo se desmanchar.

- Claro...

Bernardo sentou-se, fazendo Jazmin fazer o mesmo. Em um gesto rápido, Bernardo segurou seu pulso prendendo na porta do carro com uma algema. Ela o olhou irritada.

- O que foi? Eu confio em você...

O homem saiu do carro e trancou as portas, fazendo Jazmin quase gritar de raiva. Chutou o vidro algumas vezes... Nenhum arranhão. Por fim se deu por vencida, girou os olhos e apoiou o rosto na porta.

Não demorou após entrar novamente na boate e assim também não demorou a sair. Talvez uns dez minutos ou um pouco mais. Não importava o que foi fazer, nem com quem foi falar, mas também não é muito difícil de imaginar.

Voltou ao carro, porém desta vez sentou no banco do motorista. Mirou o espelho retrovisor onde fitara Jazmin dormindo, tranquilamente, como se nada a estivesse incomodando. E talvez não estivesse... Quem sabe ela não estava se sentindo segura? Bernardo se apoiou no banco, colocando o casaco em cima do corpo da cigana, lentamente.

Depois de alguns minutos o carro parou em frente a mansão. Bernardo desceu, abrindo a porta do passageiro e segurando Jazmin no colo. Ele entrou com elas nos braços, a levando em direção ao quarto. Suas mãos de certa forma tremiam um pouco, a noite naquela cidade era sempre fria mesmo quando o calor incomodava à tarde. Bernardo a colocou na cama, fechando a porta logo em seguida. Tirou a roupa de Jazmin de vagar para não acordá-la e colocou uma fina camisola de seda que havia no armário. Ela dormia como um anjo, e Bernardo sentia uma paz enorme quando estava ao seu lado. Sentou-se na poltrona perto da porta, enquanto os minutos passavam... Tinha que esperar Camila chegar para poder sair, ou talvez, apenas queria ficar ali... Parado, calmo por pelo menos alguns minutos.

...

Ela sentia o ar faltando em seus pulmões, o lugar escuro e abafado trazia uma sensação de profunda angústia. Não sabia direito o que pensar, pois na verdade não sabia de nada do que acontecia, apenas que queria sair de lá. Chorou baixinho, tinha medo que alguém a escutasse. Ouvia vozes e às vezes a luz aparecia, o que permitia aqueles olhos ingênuos enxergar o rosto de um homem. Não conseguia falar, mal tinha espaço para se mexer... Mas conhecia que a levava para longe. Mesmo tendo apenas cinco anos, conseguia sentir a lembrança de sua mãe tocando-lhe a mão.

Seus olhos se abriram em um susto, onde um grito próprio a fez despertar do próprio pesadelo. Logo, sentiu seu corpo ser envolvido em um abraço... Abafou o rosto das vestes pois sabia quem estava ao seu lado, o cheiro gostoso lhe era conhecido muito bem.

- Está tudo bem... Foi só um pesadelo. – Sussurrou Bernardo, enquanto acariciava os cabelos negros da cigana.

- Só, não deixe ele me levar de novo...

Bernardo não compreendeu aquelas palavras, porém sabia que era obra de seu pesadelo. Apertou seu corpo ainda mais contra o dela, fazendo Jazmin deitar em seu peito. Era tão bom ter ela ao seu lado... Sentir que ela pertencia a ele como da última vez...

- Não vá embora, por favor. Fique aqui comigo. – A cigana sussurrava ainda presa ao pesadelo. – Eu estou com medo...

- Eu vou ficar. – Disse Bernardo. – Ficaria a vida toda se pudesse. Sempre... Para sempre.

Jazmin segurou sua mão com força enquanto Bernardo ficou ali ao lado dela, esperando-a sonhar novamente.

...


Estava quase amanhecendo quando voltou pra casa, cansado, exausto, embora fosse uma das mais significativas noites de sua vida. De forma boa e ruim também. Quando entrou, Sandra já estava acordada, fazendo gestos de que Rebeca não estava nada contente. É claro que Bernardo já iria descobrir, foi só colocar o pé para dentro do quarto.

- Onde esteve? Deixou-me naquela boate sozinha!

- Eu avisei que precisava fazer um favor para Ana! – Respondeu indiferente.

- Até essa hora?

- Sim.

- Você mentiu pra mim de novo! – Berrou Rebeca. -O que estava fazendo com ela? Por que a levou até em casa?

- Isso não lhe diz respeito. – Falou Bernardo já perdendo a paciência.
— Escuta aqui...

- Não. – Disse Bernardo agressivo. – Estou cansado de suas reclamações. Se falar dessa forma comigo novamente eu te jogo pra fora daqui, e não pense que não tenho coragem. Você me conhece, Rebeca. Agora eu vou dormir, estou cansado.

Bernardo fechou a porta do quarto e deitou-se, enquanto Rebeca bufou e desceu para tomar café da manhã já irritada. Um olhar curioso que observava tudo no canto na escada, sorriu, saindo feliz da vida em direção à cozinha.

...

Era cinco horas da tarde quando Jazmin acordou ainda sonolenta, levantou-se com os cabelos bagunçados e foi em direção ao banheiro. Olhou-se no espelho e lavou o rosto.

- Estou horrível. – Respirou fundo. – Um banho melhora tudo isso.

A cigana pegou a toalha e foi para o banho, demorando o máximo possível. Na verdade, sempre pensava enquanto senti a água escorrendo pelo corpo. E foi em uma dessas lembranças, que um flash rápido veio em sua cabeça... Dormira com alguém? – Se perguntou.

Talvez fosse apenas um sonho ou uma lembrança fraca, e no final não chegou a nenhuma conclusão.

Saiu do banho e colocou um vestido curtinho simples que Camila a havia dado de presente, logo depois, alguém bateu na porta.

- Jazmin?

A morena aproximou-se da porta.

- Camila? Entra...

- Não dá...

- Por quê?

- O Bernardo te deixou de castigo! – Disse Camila do outro lado.
— O que?
— Isso mesmo... Não pode sair até segunda ordem.

A cigana abriu a boca categoricamente, levando a mão até a maçaneta e tentando abrir a porta. Nada. Bateu o pé indignada.

- Camila, me ajuda vai! Tira-me daqui! – Suplicou Jazmin, enquanto Camila apenas respirou fundo.

- Não posso. Me desculpa Jaz...

A cigana sentou-se na porta desanimada, enquanto Camila do outro lado fez o mesmo.

- O que eu posso fazer? – Se perguntou baixinho, porém foi o suficiente para Camila ouvir.

- Nada, a não ser que saiba voar. – Gargalhou, enquanto os olhos de Jazmin foram em direção a janela.

- Ótima ideia!

A cigana se levantou, indo em direção a janela.

- O que? – Camila do outro lado, levantou-se. – Não, espera... Eu não disse nada.

Jazmin não prestou atenção, olhou para baixo e observou a distancia. Logo depois, pegou alguns lençóis e amarrou-os bem forte.

- Jaz o que vai fazer?

Jazmin jogou o lençol e amarrou na cama, apoiando-se na janela.

- Me espera lá em baixo!

A cigana apoiou-se no primeiro lençol e começou a descer enquanto Camila tentava ouvir o que ela estava falando do outro lado. Grudou a orelha na porta, enquanto Jazmin descia com cuidado.

- AAAAAAAA é muito alto.

Desceu mais, e agora ela já estava na metade do caminho, até que viu um homem louro, caminhando em direção à porta da mansão e a abrindo. A cigana fechou os olhos, torcendo para Bernardo não vê-la. Respirou fundo, até sentir uma pequena pressão no lençol.

- Não...

Sussurrou após ver o nó do lençol se desfazendo lentamente. Não teve como escapar, tudo se desmanchou, fazendo Jazmin cair no meio dos arbustos após um grito. Sentira seu corpo dolorido, enquanto tentava se levantar... Até sentir uma mão segurando a sua.

Bernardo a fitou sério, enquanto a garota deu um sorrissinho maroto. O louro tirou uma folha dos cabelos de Jazmin, fazendo seu sorriso se desmanchar.

- Volte para o quarto, Jazmin!

- Não! – A cigana virou de costas fazendo Bernardo segurar seus pulsos, a puxando para ele.

- Quer que eu lhe arraste?

Jazmin soltou-se com fúria, e antes que o louro pudesse fazer alguma coisa, ela passou por ele.

- Eu entro sozinha.

A garota saiu indignada, enquanto entrava na casa e subia as escadas novamente. Camila que estava no topo da escada apenas deu um leve sorriso enquanto a amiga nem a olhou nos olhos.

- Obrigada, Camila. – Falou Jazmin entrando no quarto novamente.

Bernardo trancou a porta e saiu satisfeito em direção à sala, onde Ana estava. Sentada no sofá, tranquilamente, a mulher fina tomava uma xícara de café.

- Vejo que estão se entendendo... – Sorriu discretamente.

- Tem que colocar mais limites em suas garotas, Ana.

- Ora! Mas não estou entendendo... – Ana levantou-se, passando por Bernardo com um sorriso travesso. – Ela é minha garota ou sua?

Bernardo disfarçou, girou os olhos, e incomodado com as palavras sentou-se no sofá.

- E isso está em discussão?

- Não... Apenas fiquei curiosa...

Bernardo respirou fundo, enquanto Ana desaparecera em direção à cozinha e voltava em menos de alguns segundos com um jornal na mão.

- Está no jornal o que você fez ontem. – Ana jogou o jornal em seu colo, fazendo Bernardo ler a primeira página.
— DROGA!

- E é mais um assunto para eles escreverem por uma semana...

- Esses jornais não me deixam em paz. – Suspirou o homem, fazendo Ana lhe alcançar um copo de água.

Escondida atrás da porta Camila escutava a conversa. Não que quisesse, mas seu ouvido aguçado escutou mais coisas do que deveria, e agora, não tinha mais o que fazer. Pelo menos comentaria com Jazmin depois, se ouvisse alguma coisa.

- Você sabe o que eu penso, não sabe?

- Como não saberia? – Comentou Bernardo. – Você me deixa com dúvidas.

- Então me responda uma pergunta que eu juro que nunca mais entro nesse assunto novamente. – Ana olhou em seus olhos, fazendo Bernardo pensar por alguns instantes.

- Qual?

- Você a ama, Bernardo?

O homem não mostrou nenhuma reação, de certa forma já esperava que Ana lhe enfrentasse com isso. Camila que escutava tudo atrás da porta, levou uma das mãos à boca, enquanto tentava ouvir a resposta.

- Então... Responda!

- Não estamos sozinhos.

Camila deu um pulo, fazendo um dos vasos de cerâmica ao seu lado caírem com um pequeno toque desastrado. Ana deu um pulo do sofá, fazendo Camila correr para o outro lado. A porta foi aberta, onde Ana apenas fitou o vaso no chão.

- Quem será que era?

- Eu sei...

...

“Perdoar é soltar a culpa, deixa — lá ir. Punir-nos por algo que não podemos mudar, nos mantém congelados no tempo. Temos que deixar para trás as pegadas, esses passos que sempre nos levam ao mesmo caminho. Perdoar e se perdoar é crescer. Não repetir as mesmas respostas, dos mesmos problemas. Perdoar é deixar no passado o que é passado. É acomodar esse trauma no lugar onde pertence. É se reconstruir a partir das ruínas. É fechar uma porta. É deixar o trem avançar. É voltar a jogar o jogo. É afirmar a própria identidade. É tomar a iniciativa de ser outro. É superar os nossos medos. É enfrentar os nossos medos. É lutar contra nossos demônios. É se reencontrar com você mesmo. Perdoar e se perdoar é liberar isso que nos deixa parados no tempo e finalmente, seguir em frente.”


Era quase 22h00min quando Jazmin escutou um barulho na porta. A chave a destrancou, enquanto a maçaneta era girada lentamente. A garota levantou a cabeça e fechou o livro, prestando atenção em Bernardo... Com os olhos brilhantes e de uma forma estranhamente triste. O coração da cigana disparou, ele parecia estar... Machucado?

A garota sentou-se na cama de modo que deixasse espaço para Bernardo. Ele fechou a porta e sentou-se em sua frente, enquanto o silêncio ainda reinava naquele cômodo.

- Por que está aqui? Jazmin o quebrou, porém Bernardo tampouco parecia predestinado a fazer o mesmo. Quase cinco minutos se passaram... Aquele silêncio já estava se tornando angustiante.

- Eu quero lhe perguntar uma coisa...

Jazmin ajeitou-se em uma posição mais confortável. Seu corpo tremia de ansiedade.

- Pergunte.

Bernardo aproximou-se, olhando profundamente em seus olhos.

- Me perdoa?

Os olhos de cor oceano se encontraram em terra firme, mas nada pode barrar suas ondas. O perdoar? Escutou direito?
— O que? – Sussurrou.
— Eu quero seu perdão, cigana...

Bernardo segurou suas mãos com força, enquanto seu rosto se aproximava do dela, lentamente... Eram milímetros para seus lábios se tocarem. Mas, por que Jazmin estava tão receosa? Perdia-se quando estava perto de Bernardo, mas seu coração ainda doía. Muito.

...


A chuva estava forte. Fazia quase um mês que não chovia na cidade, e desta vez chegou sem aviso prévio. Normalmente os carros evitam a estrada, passar por poças de lama ou um estrago no meio do caminho. Mas ele não queria saber. Apenas queria chegar em casa... Tirar a roupa, respirar fundo, tomar algumas decisões... Encarar sua própria fúria. Eram planos demais para uma noite. Tudo estava tão fora do lugar... Ele ainda era Bernardo Guilertina?

Dirigia tão rápido que a terra molhada voava para o para-brisa, sua visão não era muito boa. Era perigoso.

Como imaginava, nada aconteceu antes de chegar em casa. Sandra já estava dormindo, e provavelmente Rebeca também. Pouco importava. Subiu as escadas com o estrondo dos trovões e o clarão dos raios que iluminavam onde ele pisava. Entrou no quarto, Rebeca dormia como imaginava. Largou o casaco na cadeira e foi em direção ao armário.

Camila acariciava os cabelos de Jazmin, enquanto a mesma estava deitada em seu colo, com um olhar distante, pensativo.

- O que o Bernardo queria?

- Veio me pedir perdão. – Respondeu Jazmin, sem desviar os olhos do teto.

- E você o que disse?


Bernardo tirou um revolver do armário, saindo do quarto logo em seguida. Caminhou pelo corredor, entrando em seu escritório.

- Ele parecia bem estranho quando saiu daqui... O que você disse a ele?

Jazmin não olhou para Camila nem um segundo, o que fez a garota parar de mexer e seu cabelo e a levantar.

- O que você disse? Você o perdoou?


Ele mirou o próprio reflexo no espelho, abrindo a arma com calma e depositando quatro balas. Olhava apenas para si mesmo. Era como um desafio só seu. Rodou o tambor da arma três vezes e o fechou. Um raio iluminou onde estava, fazendo seus olhos vermelhos serem vistos no espelho. Levou a arma até a cabeça.

- Eu disse que não. – Respondeu Jazmin para Camila. – Não vou perdoá-lo.

Camila a fitou não sabendo o que dizer, enquanto a cigana levou a mão devagar até o peito.

- O que foi?

- Que sensação estranha...


Bernardo sorriu para si, respirando fundo.

- Adeus Bernardo Guilertina. Ame no inferno.

Foram cinco segundos angustiantes... A imagem de Jazmin estava em sua cabeça... Sempre estaria. Ele apertou o gatilho, onde o trovão que caíra no mesmo instante fez desaparecer o tiro... A verdade é que a dor não veio. Abriu os olhos.

- Que ironia.

O louro levantou-se, indo em direção à janela e observando os pingos de chuva que escorriam.

O barulho do telefone tocando desviou sua atenção e quebrou o paradigma de seus pensamentos confusos. Bernardo estranhou... Mas atendeu mesmo assim.

- Alô? – Bernardo teve seu rosto possuído por acesso de fúria e espanto, enquanto correra para o quarto. – COMO DEIXOU ISSO ACONTECER? O QUE ESTÁ ME DIZENDO?

Bernardo desligou o telefone em berros e acendeu as luzes, fazendo Rebeca levantar a cabeça sonolenta.

- O que foi?

- Pegue suas coisas, agora! – Bernardo tirou dois revólveres, colocando um no tornozelo esquerdo e um na cintura. – SANDRA! SANDRA!

A empregada já havia acordado com a barulheira, e consequentemente já abrira a porta do quarto esperando ser chamada.

- Ligue para Sebástian e diga que nos espere, logo depois arrume suas coisas, rápido!

- Sim senhor! – Disse Sandra nervosa, enquanto correra para baixo.

- O carro está lá frente, vá com Sandra o mais longe possível.

Falou Bernardo descendo as escadas rapidamente.

- ESPERE BERNARDO, AONDE VOCÊ VAI?

O louro ignorou, subiu no carro novamente e partiu, ligando para Ana.

- Droga Ana! Atenda! ATENDE A DROGA DO TELEFONE!

Jazmin olhou para a escuridão das ruas e fechou as cortinas, indo em direção à cama.

- Eu acho que você devia ter perdoado ele. – Comentou Camila.

- Agora não é hora de falar sobre isso.

- Você nunca quer falar sobre isso!

Camila a encarou, recebendo uma almofadada no rosto.

- Boba!

As duas gargalharam.

- Sabia que você é a única amiga que eu tive? – Comentou Jazmin baixinho fazendo Camila virar.

- Você é a melhor amiga que eu já tive... – Camila sorriu.

Dois carros pararam em frente à mansão, de lá, mais de dez homens desceram. Vestindo roupas estrangeiras com o rosto praticamente coberto, eles esperaram a ordem de um homem misterioso de olhos negros. Não demorou para cercarem a mansão... Fazendo o homem de olhos esperar, calmo... Com um sorriso submerso nos lábios.

Ana entrou no escritório, pegou alguns papéis e caminhou para a porta... O telefone tocou.

- Ana falan...

- Ana? – Falou Bernardo eufórico. – Pegue Jazmin e saia daqui agora!

- O que aconteceu? – Perguntou Ana apavorada.

- Se lembra daquela conversa que tivemos? Então... Eles souberam, não sei como. Eu posso resolver, mas tem que tirar Jazmin da casa! Eles já devem estar ai!

- Tudo bem... Estou indo!

- Leve-a para o lugar que nos encontramos na páscoa, na última vez... – Bernardo respirou fundo. – Ana...Por favor...

- Eu vou conseguir Bernardo!

- Eu sei que vai...

Bernardo desligou o telefone, acelerando o carro cada vez mais. Engatilhou a arma com uma das mãos, enquanto seus olhos não saiam da estrada.

- Por um descuido meu posso perder o que tenho de mais valioso... – Disse Bernardo para si. — Não vou deixar que nada aconteça com você... Estou chegando cigana...

Notas finais
O próximo capitulo eu vou atualizar de noite pq não está aqui comigo agora. Bjs