Cidade dos Lagos
3 Casas do Lago
Ao chegar em casa, Jenna está tentando parecer calma, mas não está. Diz que devo dormir que não pareço estar muito bem. Não questiono, numa coisa ela está certa, estou cansada de mais para especular alguma coisa sobre como ela está agindo. Desço as escadas calmamente vendo se Jenna está por ai. Caço algumas coisas na cozinha, alem de cansada eu estou com fome é isso é milhões de vezes pior.
Ao chegar a meu quarto seguro a porta dois centímetros aberta ao escutar a voz de Jenna, irritada e parecendo estar extremamente nervosa, me mantenho em silencio e atenta, tiro os sapatos de salto e caminho agachada perto do corrimão da escada para poder escutar melhor as exclamações de minha tia.
– Ela falou com ele, eu disse que não devia falar com nenhum Pierce, mas ela falou Clark.
– Ela não sabia quem ele era. – O motorista diz calmamente parecendo não ser a primeira vez que ele escuta os que posso chamar de lamentos de Jenna.
– Eu tenho que ir, já é quase meia noite.
Ela começa a subir as escadas, corro te volta e para o meu quarto e fecho a porta silenciosamente antes que ela chegue ao corredor do segundo andar. Pego meus pacotes de salgadinho e meu refrigerante e me sento em frente da janela que vai do chão ao teto com a vista do bosque dos três lagos e as arvores centenárias.
Ao acordar logo de manhã me enfio dentro da banheira observando as peças douradas, os móveis cor marfim, e as toalhas brancas e felpudas. Encaro o espelho redondo a cima da pia. Tenho medo de que a mesma coisa que vi ontem aparece refletida nele. Começo a repassar a festa odiosa em minha cabeça, o Pierce, o corpo e a meia noite. Ouvi Jenna dizendo duas vezes sobre chegar em casa antes da meia noite.
Em meia hora eu estou pronta, para comer, o faço e não escuto uma alma viva na casa, nem Clark nem Jenna, nem nenhum dos empregados. Antes de sair vestindo um pesado casaco azul marinho e macio, e uma touca preta de tricô que eu comprei numa loja muito fofa no subúrbio de Nova Iorque pela bagatela de oito dólares.
A rua está tão silenciosa quando dentro de casa, o vento está ameno, diferentemente de ontem, começo a caminhar calmamente a rua principal não fica muito longe daqui. A rua principal como de costume e pelo fato de ser a principal, está movimentada, mesmo assim não tanto como de costume. Quando era menor por algum motivo minha mãe, meu pai e todos de minha família não me deixavam muito aqui, então reconheço algumas poucas lojas.
Eu não consigo me controlar, quando percebo estou de volta à entrada do parque, entro por ela, e começo a caminhar pela trilha eu preciso ir lá, coloco minha mão no bolso e sinto as chaves que peguei na cozinha, sinto o ar úmido enchendo os meus pulmões. Logo chego a primeira casa e continuo pela a trilha na parte de trás, e depois de quase vinte minutos chego finalmente a casa dos Angret.
A mansão de quatro andares cor clara descascada, os batentes, portas e telhado escuros, as folhas secas pelo chão e o gramado alto a muito tempo não aparado, videiras subindo pelas cercas um dia brancas e o lago ao fundo.
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