Cidade Da Noite
1 Prólogo
Notas iniciais
Espero que gostem, escrevo sempre com carinho e tento corrigir os erros de português tanto quanto possível.
Devo pedir um desconto por ser a primeira original minha a ser realmente avaliada? kkk
Ana Carolina se arrumava diante do grande espelho em seu quarto. Havia colocado um short jeans de cintura alta e um body azul claro que modelavam seus quadris largos e cintura fina. Os cabelos loiros escuros, quase castanhos, estavam presos em um rabo de cavalo alto e caíam em ondas por seu ombro esquerdo. Passava maquiagem nos olhos castanhos escuros, que poucos sabiam, adquiriam um tom avermelhado quando no sol.
Estava radiante. O sorriso não sumia de seu rosto, aumentando as bochechas já grandes como sempre acontecia. Seu estômago se revirava de expectativa e nervosismo.
Victor a havia chamado para sair sem que ela precisasse fazer nada. Na verdade, passara horas observando-o de longe na escola, admirando sua beleza, mas não tinha coragem o bastante para se dirigir a ele, apenas o fazia quando envolvia assuntos sérios das aulas.
Ouviu o interfone tocar e o porteiro avisou que ele a esperava. Respirou fundo e desceu para encontra-lo, segurando o riso – vontade que sempre vinha quando ficava nervosa demais.
Victor saiu do carro antes que ela chegasse perto o bastante e seu coração saltou no peito. Ele usava uma camisa polo azul escura e uma calça jeans que permitiam que ela notasse seu corpo atlético. A pele incrivelmente branca deixava sua barba por fazer e os cabelos lisos negros em destaque. Os olhos, agora em um tom de mel, a observavam atentamente.
Fixar seus olhos naqueles, que mantinham uma expressão indecifrável, causava arrepios em sua nuca. Ela lembrou-se das vezes que o viu sob o sol, quando os olhos adquiriam um tom verde azulado único. Impediu-se de suspirar, ele provavelmente a acharia uma boba.
– Carol. – Ele sorriu.
Ela se atrapalhou com as palavras. O que deveria dizer agora mesmo? Percebeu que estava parada diante dele com o cenho franzido e sem dizer nada. Sentiu-se corar enquanto abaixava a cabeça.
– Oi – disse envergonhada.
O garoto levantou o rosto dela e a olhou atentamente por alguns segundos. Depois se inclinou, beijando-a de leve. Carol achou que não aguentaria. Seu coração parecia querer pular para fora do peito na velocidade em que batia, suas mãos caminharam até o cabelo dele automaticamente, sentindo a maciez. Ele puxou-a para perto, mantendo os braços em torno de sua cintura.
Quando afastaram os lábios, ela se sentia tonta e sem ar. O sabor do beijo dele, que ela associou a chocolate quente, ainda permanecia em sua boca. Estava completamente ciente das mãos dele em suas costas.
– Vamos? – ele indagou. – Estou morrendo de fome.
Um estranho brilho passou por aqueles olhos que ela tanto amava. Sorriu e o seguiu até o carro, torcendo para que aquele fosse o primeiro dia de muitos em que eles se beijariam.
– Vamos ao Jemphs? – ela perguntou.
Ele apenas assentiu sem tirar os olhos da estrada. Então seu rosto ficou subitamente tenso e quando Carol virou os olhos para frente, a fim de entender o que havia de errado, o carro pareceu explodir.
Carol sentiu como se voasse, havia sido jogada alguns metros no ar devido à explosão. De onde estava, viu, meio entorpecida, Victor agachado e olhando diretamente para o carro amassado, embora não houvesse nenhum obstáculo aparente que o tivesse deixado daquela forma. Ela não conseguia ver sua expressão dali, então não sabia se ele estava procurando por ela.
Foi quando uma sensação estranha a envolveu. Uma brisa fez seus cabelos levantarem e embora ela devesse estar caindo rapidamente em direção ao chão, era como se braços invisíveis a segurassem, fazendo-a descer planando. Antes que seus pés tocassem a terra novamente, permitiu que seus olhos se fechassem e apagou.
Notas finais
A propósito, não faço fics movidas a reviews, não gosto muito, então não se sintam com a obrigação. Mas se quiserem fazer uma autora feliz... *o*
Beijinhos
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