Cidade 12
16 Capítulo 16: Muita treta aconteceu nesse capítulo então eu não consegui decidir um título bom.
Notas iniciais
Os dois humanos e o Lost chegaram na muralha. Roland, pra quem não percebeu, acabou de perder o braço.
Midas chamou os enfermeiros que acompanhavam o Lost e pediu pra tentar conter a vazão de sangue o máximo possível.
— Estou cansando, Midas. – Resmungou Roland tão baixo que parecia um sussurro.
— E eu estou cuidando de um aleijado aqui!
— Respeite! – Gritou um dos enfermeiros. Gritou tão alto que Roland até tampou os ouvidos (na verdade só um ouvido, porque o outro não tinha mão pra tampar. Eu sou malvado) – Não é “aleijado”, é deficiente!
-Se você não calar a boca e cuidar de Roland, eu vou te deixar “a-lei-ja-do”! – Midas cuspia cada sílaba, pra demonstrar que ignorava o enfermeiro.
— Deficiente!
-Eu vou abrir um rombo em vo...
— Para! – gritou Roland, mas alto do que ele realmente podia gritar – Midas, você está mais viciado em brigas do que um mendigo está viciado em drogas. Enfermeiro que eu não sei o nome, você é tão inútil que eu nem sei seu nome.
Então os dois pararam de brigar.
Depois de ajeitar o ferimento de Roland, enfermeiro e Midas se distanciaram para o novo general poder se levantar. Quando Roland se levantou, cambaleou um pouco.
— Você está bem? – perguntou Midas.
Roland até que ia responder, mas cambaleou e caiu da muralha, despencando até o chão. A muralha tinha mais ou menos o dobro do tamanho da muralha da China, e quem já viu a muralha da China sabe que a muralha é muito grande!
— Não cara. Só pode ser brincadeira. – falou Midas.
Midas bateu um tênis no outro e duas ligas de metal apareceram debaixo dos mesmos, tipo aqueles tênis de patinação no gelo. Depois disso o estrategista simplesmente correu e pulou no ar.
O vento foi batendo na sua cara, e ele foi despencando. Depois de uns 30 segundos de queda, ele avistou Roland, gritando que nem uma garotinha. Midas estava com mais equipamento que Roland, então, segundo a lei da queda dos corpos de Galileu Galilei, dentro de mais ou menos 40 segundos, mesmo com o atrito de vento, Midas estaria embaixo de Roland, contando que nenhuma força contraria — além do próprio vento — interferisse, já que, segundo a lei da inércia... ah, dane-se!
Midas finalmente estava embaixo de Roland. O pequeno estrategista, num giro rápido, bateu as ligas de metal do tênis na parede, o que foi, gradativamente, freando a queda.
Logo depois Roland, que ainda estava em queda livre, caiu em cima de Midas, mas a liga de metal aguentou o peso dos dois. Os dois agora estavam praticamente andando na muralha.
— Nossa... obrigado. – falou Roland, arfando.
— Pois é. Mas... o que que vamos fazer agora?
— Precisaremos descer até o final da muralha, entrar pelo portão Leste e chamar a todo mundo pra lá.
Midas e Roland chegaram no final da muralha e pularam pra alcançar o chão. Midas bateu novamente um tênis no outro e as ligas de metal sumiram.
— Vamos nessa! – falou Midas
Os dois retarda... quero dizer, soldados, foram invadir o portão Leste. No portão havia 10 anões, todos armados. Um deles avançou pra cima de Roland, que logo o cortou ao meio usando a espada.
Roland, se achando muito bom, fez aquela cara de “quem é a próxima vítima?”, e, invés de ir um anão de cada vez — que é o que geralmente acontece nos filmes — , decidirão ir todos juntos.
Roland estava numa zona de perigo. Sem um braço, ainda sentindo dor e com 9 Anões indo lutar com ele!
Tá legal que eram Anões, mas aposto que você nunca lutou com 9 Anões de uma vez. Sorte a de Roland que Midas pulou na frente e levou o primeiro corte por ele. Foi um corte razoavelmente pequeno, mas aposto que nenhum anão nunca te cortou com uma picareta enferrujado contaminada com tétano (se sim, sua vida é muito estranha).
Roland aproveitou a falta de guarda do anão que cortou Midas para nocauteá-lo. O segundo anão chegou pulando para dar um golpe alto, mas, tipo assim... ele é um Anão! Roland, infelizmente, não pensou nisso e jogou a espada lá pra cima, sendo que o golpe do anão acertou na altura de sua barriga. O general se curvou de dor e falou:
— Não vale, isso é golpe baixo!
Todos os Anões arregalaram os olhos e falaram “AAHH!” em uníssono. O Anão que cortou Roland, derramando lágrimas, falou:
— Isso foi o que minha mão disse quando eu nasci.
Roland só meteu a espada pra frente, como se a espada fosse bastão de sinuca, e arremessou a picareta do Anão pra longe. A pequena criatura continuou a chorar.
— Anão... – falou Roland, quase com pena – ...chore no Inferno. – e cortou diagonalmente o pequeno minerador, fazendo-o cair morto.
— Ok, anões. – falou o anão líder – Agora que só sobrou 7 podemos finalmente ir pra nossa casa novamente!
— É. – resmungou outro anão – A Branca de Neve ocupou três camas, por isso nós tivemos que esperar até que três de nós morressem pra ninguém dormir no chão.
E foram embora.
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