Cidade 12

15 Capítulo 15: o acidente de Roland


Notas iniciais
Bem, eu falei que iria postar capítulo ontem. Pois é. eu menti. Na verdade é que a net caiu e eu não pude postar T-T

– Bem alto, não é? – falou Roland, suando e tateando o ar atrás dele.

– Você tem medo de altura? – perguntou Midas.

– O que? Claro que não! Eu só tenho fobia, mas não é exatamente como se fosse um medo.

– Na verdade, – interrompeu um dos soldados – fobia e medo são a mesma coisa, deixe-me te explicar melhor: Fobia ou phobia — do grego φόβος — significa literalmente “medo” e é o temor ou a aversão exagerada ante situações, objetos, animais ou pessoas. Sob o ponto de vista clínico...

E Roland o empurrou, fazendo-o cair no abismo

– Por que você fez isso? – indagou Midas.

– Não se preocupe, ele vai sobreviver!

– Sobreviver? É claro que não!

– É claro que sim, olha só a cara dele!

– Que cara? A queda deixou ele até sem rosto!

– Ah, não se preocupe, isso é um... pequeno detalhe

– Quer que eu arranque seu rosto pra você ver o que é um pequeno detalhe?!

E, bem no ápice da discursão, os Anões finalmente alcançaram o grupo e cercaram os batedores, deixando-os sem saída.

Midas ainda pensou que poderia escapar dali com aquela pequena quantidade de oponentes, mas aí chegou mais e mais, fechando completamente a saída. E nessa hora, enquanto eles eram cercados pelos Anões, Mambo mandou os novos relatórios dos outros grupos:

– Senhor, os relatórios chegaram: o grupo 3 e 4 já estão começando a escalar a Mina Pirâmide. A pequena porção da Guarda Real que foi mandada para a rua principal foi dizimada. As explosões dos Ogros acabaram a cerca de 5 minutos, os Ogros já estão escalando a Mina Pirâmide também. O grupo 1 eliminou toda a força Sul e Leste e parte da força Oeste, neste momento estão seguindo para o Norte e planejam descer a muralha pelo ponto mais perto da Mina Pirâmide. Eu também já enviei os relatórios.

Midas olhou por cima do ombro e viu 3 de pessoas pequenas como formigas correndo em direção ao Norte, lá ao longe. Aqueles deviam ser os batedores do grupo 1.

– E então Midas, o que vamos fazer? – perguntou Roland, arfando.

Midas ponderou bem a questão. A sua frente os Anões já avançavam e o único homem da linha de frente já começava a lutar. Midas ponderou mais um pouco e falou:

– Vamos pular.

– O que?! – gritou Roland, olhando para Midas com os olhos arregalados.

– Eu falei que vamos pular!

Midas puxou uma espécie de mini canhão do corpo e atirou seu conteúdo para cima. Era um sinalizador. E, pela cor vermelha da fumaça que saia, era um aviso de ajuda imediata.

O pequeno estrategista, depois disso, agarrou a gola de Roland, correu e saltou, e os dois se precipitaram sobre aquela imensidão, seguidos pelo outro Lost/soldado que havia restado no grupo.

...

Agora vamos para bem mais longe dali, no Norte da muralha, mais precisamente no grupo 1. Foi Tomachow, o Lost daquele grupo, que viu o sinal vermelho sendo atirado no ar.

Para entender melhor a cena, você precisa saber que o grupo 1 já estava pronto para descer na corda que os levariam para o chão novamente. Dessa vez eles não iriam subir escadas, eles iriam se jogar no ar e agarrar a corda para ir descendo — freando a velocidade da descida somente com o pé — até finalmente chegarem ao chão.

Mas quando Tomachow viu aquele sinal vermelho, o que aconteceu foi bem diferente.

Tomachow empurrou para os lados quem estava na sua frente e rapidamente chegou perto da corda. O Lost não demorou nem dois segundos para pular, agarrar a corda e usar toda a energia que estava em seu corpo para empurrar a parede com o pé, fazendo ele se jogar ferozmente para frente.

Mas não foi simplesmente a força de um humano, foi a força de um Lost.

A parede explodiu num pequeno circulo de tão grande que foi a força, e Tomachow se lançou para frente com uma velocidade absurda, atravessando metade das Minas de Sauron numa meia circunferência. O Lost foi ainda habilidoso o suficiente para agarrar a manga da camisa de Midas no ar. E assim foi, Midas se segurou em Tomachow, Roland em Midas e o terceiro Lost/soldado em Roland.

E os três saíram voando por cima das minas, mandando um espetáculo que humilhou os Anões. O sol agravando os vulto dos soldados, a cena de guerra na Mina Pirâmide, o grupo 1 olhando para eles maravilhados. Aquele, para Midas, foi o melhor mento da batalha. Mas lógico que algo estragou ele.

O terceiro soldado não agarrou a manga de Roland com força o suficiente e, aos poucos, sua mão foi começando a escorregar.

– Não, não, não! – gritava o soldado, tentando desesperadamente agarrar a manga de Roland com uma das mãos.

Mas por fim ele não conseguiu. Uma de suas mãos parou perto demais do fim da gola e um movimento súbito de curva fez ele começar a cair. Roland não quis deixar seu companheiro cair e estendeu a mão o mais longe que pode, e conseguiu segurar sua mão.

– Não, Roland. – falou o soldado – É tarde demais.

Mesmo o soldado largando a mão, desistindo da própria vida, Roland não quis desistir. Levou a mão mais longe ainda e tentou segurar a mão do companheiro, mas o peso do terceiro soldado era grande demais para um braço só.

E assim, o terceiro soldado caiu nas Minas de Sauron, levando o braço de Roland junto com ele.