Cidade 12

8 Capítulo 8: Os batedores


Notas iniciais
Oi! Pra quem tá meio perdido na história, eu fiz uma gambiarra aqui e vou mandar uns links pra vocês: Midas: http://s6.favim.com/orig/65/anime-boy-cute-fashion-Favim.com-593911.jpg Roland: http://wallpaper.ultradownloads.com.br/277196_Papel-de-Parede-Soldado-da-Guerra-Moderna_1920x1080.jpg General (que não se parece com o General) : http://i681.photobucket.com/albums/vv176/Xeta_of_MAGPIE/AnimeSilverArmor.jpg

Os Alladins. A família mais odiada pelos humanos Inferiores.

Bem, basicamente os Alladins são os fundadores do preconceito que acabou separando a humanidade em dois grupos: os Inferiores e os Superiores. O próprio Riouma Lockheart era Riouma Lockheart Alladin.

Os Alladins são uma família muito rica e indiscutivelmente a mais influente do mundo humano, até mesmo os anões do oeste temiam esse nome. Os humanos Inferiores sentiam tanta raiva dos Alladins que bastava um deles chegar em suas terras que ele já era morto.

E só existia uma pessoa da qual os humanos Inferiores tinham mais raiva que Riouma ou que a família Alladin, essa pessoa era Amanda Evens Alladin, a fundadora da família Alladin.

Amanda tinha somente 49 anos, Riouma era somente a segunda geração da família. É surpreendente pensar que, em 49 anos, uma família tenha feito tanta coisa. Amanda, aos 15 anos, como era costume na época, se casou com Hans, o definitivo líder do exército humano. Ela o convenceu te tentar um golpe de estado e mudar o governo de República a Monarquia, e foi ela que começou isso tudo.

Bem, voltando à história:

– Me fala, Midas! – berrava Roland, furioso – Fala qual é sua relação com os Alladins. – Roland falou essa última palavra como se fosse um xingamento.

– Ah, não, não é nada. – falou Midas limpando as lágrimas e encarando o mapa da Cidade 4 – Eu nasci de um pobre agricultor da Cidade 20, do tempo que ela ainda era dos Inferiores, mas aí Lockheart dominou ela e meu pai, para sobreviver a fúria dos Superiores, foi obrigado a me vender como escravo para o HH. Eu fui malcriado e Riouma começou a falar, escondido de mim, sobre a minha execução. As feiras do HH ficaram com pena por eu ser só uma criança e me mandaram para cá.

– Mas, o general, ele falou que estava lá com você... – balbuciou Roland.

– Bem, não iriam me mandar pra cá sozinho, não é? – Midas forçou um sorriso – Me mandaram para cá com o general, quando ele chegou na Cidade 12 me entregou a uns mercadores e foi se alistar no exército da Cidade, isso foi a 10 anos atrás.

– Significa que seu pai ainda está por aí, sendo escravo dos humanos Superiores?

– Não, claro que não. Meu pai morreu alguns dias depois de me vender como escravo. Pelo menos foi isso que me contaram.

Midas voltou a olhar para o mapa de batalha com interesse de verdade. O estrategista ponderou um pouco e disse:

– Dentro de uma hora os Losts terminaram de limpar a Cidade 4 das forças inimigas.

Midas pegou o walktalk de todos os pelotões ainda fies a ele (inclusive o do pelotão 4) e falou:

– Vão agora para a Cidade 67, eu irei ordenar que os Goblins e Orcs adiem o ataque.

– E o que nós iremos fazer? – perguntou Roland.

– Organize os batedores, eu, você e sua equipe iremos agora para a Cidade 4.

– O que?! Por que?

– Nós podemos ter até limpado as forças dos Humanos Superiores, mas o general e o pelotão 1 foram os que realmente dominaram a Cidade, precisamos entrar na torre do sino para ver como é que essa história se desenrolar.

– Ok, e para quando você quer a equipe reunida?

– Para agora mesmo.

...

A equipe de batedores, governada por Roland e Midas, entrava silenciosamente no Portão Principal da Cidade 4. Eles não usavam cavalos nem qualquer outro meio de transporte, eles precisavam era dos pés para se locomoverem sem fazer o mínimo barulho, afinal era essa a função de um batedor: espionar os movimentos do inimigo sem ser descoberto.

Midas não era bem um super batedor com talento nato nem nada, mas ele tinha a metade da idade da maioria dos soldados da Cidade 12, e isso o deixava mais esperto, ágil e sagaz, por isso ele tinha facilidade em ser um batedor. Mas teve uma vez que ele bateu num tronco de árvore, caiu no chão, começou a ouvir tiros e saiu correndo gritando: “pega o Roland, pega o Roland, pega o Roland!”.

Depois de uma hora de viagem, eles finalmente chegaram na torre do sino. Midas chegou lá arfando e falando:

– Jesus me protege, Jesus me dá força, Jesus me faz subir esse droga desse degrau, Jesus me faz parar de falar Jesus...

Não me pergunte por que Midas estava falando sobre Jesus se a religião deles era politeísta, mas eu só sei que ele estava falando sobre Jesus e quem achou que não faz sentido, vai buscar sentido em outro livro.

– Fica quieto, Midas! – sussurrou Roland no ouvido do estrategista – Se quiser tanto assim falar com uma santidade divina, é só continuar fazendo barulho que você vai para o céu rapidinho!

Midas olhou com cara de deboche para Roland, e foi cada vez mais se aproximando da porta que dava para entrada da torre do sino. Quando a porta já estava semiaberta e Midas e Roland já estavam dentro da torre, o general pulou de trás de uma cortina de veludo vermelho.

– AAHH! – Gritou o general, pensando que era alguma outra equipe do Losts que veio fazer a guarda.

Roland soltou um grito de susto e argueu a arma.

– AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!! – Dessa vez gritavam Roland e o general. Roland fazendo ta,ta,ta,ta,ta,ta com sua metralhadora e o general recebendo as balas.

Depois de muito tempo de grito – seja ele de susto ou de dor – os tiros finalmente cessaram e deram lugar ao sangue que consumia todas as paredes da escadaria. O corpo do general pendeu sem vinda para o lado, caindo com a lateral do corpo numa parede e escorregando até a chão, fazendo uma nova linha de sangue na parede. Midas chegou perto do corpo e foi checar o pulso e a respiração. Quando viu que não havia mais o mínimo sinal de vida, o estrategista se levantou e falou:

– Ah, quer saber? Agora que se dane! Atirem na primeira pessoa que aparecer na frente.

E Roland deu um tiro nas costas de Midas. O garoto caiu num degrau da escadaria com a mão direita pressionando o local da ferida.

– Não exatamente em qualquer pessoa, idiota! No primeiro inimigo que aparecer! Você quer me matar, por acaso? – reclamou Midas sangrando no chão.

– Hehe, foi mal. – Falou Roland meio sem jeito – Bob e David, cuidem dele, eu e o resto da equipe cuidaremos de exterminar o resto.

E a equipe dos batedores saiu por aí. E Midas ouviu somente os gritos e tiros.

Notas finais
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