Cidade 12

9 Capítulo 9: A chegada de Linch


Notas iniciais
Eh! Novo capítulo! Uhu! Ninguém liga! Bem, a história COM CERTEZA não é melhor do Nyah, mas para uma primeira FanFiction, eu acho que está bem =3. Como eu estou adiantadíssimo aqui no meu PC, eu terminei hoje de escrever o capítulo 24, e amanhã irei escrever o último capítulo, o 25. Tá um clima de tristeza aqui.

Midas se encontrava na enfermaria do forte de Follet. Depois de ferido, Bob e David o botaram numa maca e o levaram até lá, foram mais ou menos 4 horas de viagem. Chegando no forte, Midas foi direto para a enfermaria, onde recebeu os cuidados necessários e onde dormiu aquela noite inesquecível para a Cidade 12.

No dia seguinte, o Esquadrão de Emergência, os 4 pelotões ainda fieis a Midas e a equipe de batedores foram visita-los na enfermaria, e Midas falou com todos, de um e um.

Ao Esquadrão de Emergência ele perguntou se aviam realmente conquistado a Cidade 4, e Ronda, a nova líder do Esquadrão depois da morte de Luin, responde o seguinte:

– Bem, depois da notícia que o pelotão 1 da torre do sino foi exterminado, nós falamos para os cidadãos da Cidade 12 trazerem as crianças da Cidade 4 que eles tinham hospedado. Em pouco tempo as crianças estavam todas lá. Depois de mais ou menos 4 horas e meia recebemos a notícia que a Cidade 67 tinha sido restaurada e trouxemos as mulheres e crianças levadas como escravos, mas com uma condição: a Cidade 4 precisava se tornar uma colônia da Cidade12. Eles aceitaram a condição, então agora nós temos um novo QG.

– QG? Queijo Grande? – falou Midas, que ainda estava meio confuso depois do machucado e depois de toda aquela informação.

Depois veio os pelotões 1,2,3 e 4. Midas descobriu que o pelotão 4 ainda estava formado, e havia sofrido perdas menores do que imaginava. Os pelotões 1,2 e 3 relataram que a batalha foi boa, coisa e tal, coisa e tal. Mas um dos membros da Cidade 2 soltou uma informação que não devia:

– É, e além de conquistarmos a Cidade 67 – falou esse já falado membro – nós ainda fizemos uma fes...

Todos seus colegas de pelotão tamparam sua boca e o impediram de falar.

– O que vocês fizeram? – perguntou Midas.

– Nada, nada. Deve ter sido só um sonho do nosso amigo aqui. – falou o líder do Pelotão 2.

Midas ficou furioso por não satisfazer sua curiosidade e, juntando toda sua confusão, com seu machucado, com a raiva de não ter participado da batalha, ele gritou para todos ouviram:

– Fala logo o que vocês fizeram se não eu vou enfiar minha faca no meio do teu...

– EPA, EPA, EPA! – Se intrometeu a enfermeira – Acho melhor vocês saírem. Estão deixando meu paciente exaltado demais.

O pelotão 2 inteiro suspira, alguns por alívio e outros por infelicidade, mas antes de eles irem embora, eu falo:

– Calma enfermeira! Eu ia falar “colocar no meio do teu tórax.”!

– Não Midas, — fala o líder do pelotão 2 – acho melhor irmos embora mesmo.

– E eu acho melhor vocês me contarem tudo direitinho quando eu sair daqui. – Falou Midas fuzilando o pelotão 2 com o olhar.

Depois venho os batedores, acompanhados de Roland. Midas passou pelo menos uma hora batendo papo e falando sobre a missão da equipe em que Midas participou, o menino se lembrava bem da ansiedade e dos nervos à flor da pele.

Bem, fora o papo, os batedores não contaram nenhuma novidade para Midas. Os próximos era os Ogros, que traziam uma péssima notícia, Tharroc tomou a frente e disse:

– Midas, temos algo muito ruim para te contar... – Midas arregalou os olhos de ansiedade – Os Orcs e os Goblins... eles cancelaram suas alianças com a Cidade 12 por causa da morte do general.

“Maldito general!”, pensou Midas. Quando o estrategista saísse da ala hospitalar, ele já sabia que ia ter um novo general lá fora. Não tinha chance de ser Midas, mesmo com toda sua popularidade, ele ainda tinha 17 anos, e iria fazer 18 só daqui a dois meses. A Cidade 12 já estaria atacando outras Cidades em 2 meses, e não poderiam esperar até lá para nomear Midas como líder do exército.

Quando Tharroc e os ogros saíram, Midas deitou a cabeça no travesseiro e simplesmente dormiu, alheio a os problemas de fora da enfermaria.

...

Pode até não parecer, mas Midas era um grande leitor. A propósito, estava lendo agora mesmo, quando essa cena é narrada. Ele estava sentado confortavelmente, numa poltrona macia na biblioteca pública da Cidade 12, apenas alguns minutos depois de receber alta da enfermaria.

– Nossa, esse tal de Daylight é o cara mais irônico que conheço... meu sonho é ser igual ele, com somente essa idade, ele já tá manjado das sacanagens. – fala Midas distraidamente enquanto lê o livro.

– Daylight? – diz uma voz atrás de Midas, que acaba assustando o estrategista. Quando Midas se vira, percebe que quem está lá atrás é Roland – Não me recordo desse nome, acho que nunca li esse livro.

– Claro que não! – responde um menino que Midas não conhece, que está atrás de Roland – Esse aí é só pra quem não tem nada para fazer mesmo! Você é ocupado demais para ficar com cara de bunda lendo um negócio desses.

O garoto que falou aquilo era novo. Devia ter, no máximo, 19 anos. Era baixo, do mesmo tamanho de Midas, e tinha cabelos castanhos com olhos verdes.

– Quem seria você? – Pergunta Midas, se levantando e ficando numa pose meio desafiadora.

– Midas, — quem fala é Roland, e não o garoto – esse é Linch, o general do exército da Cidade 67.

Por um segundo, Midas fica sem respirar. Ele nem se preocupa em esconder a surpresa em seu rosto.

– O que ele está fazendo aqui? – Midas grita apontando para Linch – Se liga cara, ele é nosso inimigo.

Linch, ao ouvir isso, dá um passo para frente, fica entre Roland e Midas e fala:

– Acontece, senhor estrategista, que, embora eu tenha servido a Cidade 67, eu nasci há 18 anos na Cidade 7, eu tenho raízes Inferiores.

– Não, essa história está errada! – Fala Midas, confuso – Se você é mesmo da Cidade 7, por que serve a Cidade 67? E como conseguiu um posto tão alto no exército mesmo sendo um Inferior?

– Midas, — fala Roland, quase num sussurro – acontece que esse garoto é irmão de sangue de Riouma Lockheart.