Cidade 12
14 Capítulo 14: 50 tons de Anão
Notas iniciais
Você agora deve estar se perguntando como os batedores da Cidade 12 se comunicavam mesmo estando separados, não é? A resposta é simples: os Losts, além de serem rápidos, fortes e meio suicidas pra lutar contra gente armada com metralhadoras só com espadas, ainda tinham telepatia (só falta ser minha mãe). Assim, tendo um Lost em cada grupo, quando acontecia algo com um grupo, o Lost presente lá logo passava para os outros, e foi assim que aconteceu essa comunicação numa estratégia de última hora.
– O grupo 1 acaba de falar que a muralha foi escalada. Eles estão escondidos em uma das torres, mas estão mandando bolinhos voadores para nocautear os guardas. – falou o Lost presente no grupo 4.
– Ótimo! – falou Midas – contate os grupos 3 e 4 e pergunte como eles estão se saindo.
– É pra já, senhor!
E o grupo 4 continuou a correr pela mata. Ao longe, o pequeno estrategista conseguia ouvir os gritos e as explosões causadas pelos Ogros. Nesse exato momento, a rua principal já devia estar totalmente livre.
– A rua principal ainda não está livre, senhor! – gritou o Lost, que se chamava Mambo – A população foi evacuada para longe dali, nas minas subterrâneas que Sauron, o conquistador dessas terras, cavou para proteger os Anões, mas a guarda real, com medo de ser uma armadilha, montou guarda lá e pediu para que a cavalaria fosse imediatamente mandada para o local das explosões, por isso que ainda existe foça para os grupos 3 e 4 enfrentarem.
– Sabe quantos soldados são?
– Infelizmente não, senhor, perdi a comunicação com o Lost rápido demais para perguntar isso.
– Perdeu a comunicação? Ele morreu? – intrometeu-se Roland.
– Não. – respondeu Mambo – Os Losts perdem a comunicação telepática simplesmente por fazer um esforço maior do que o comum. Acho que eles entraram em batalha.
Midas soltou um suspiro de alívio, saber que alguém não tinha morrido era muito bom.
Mas aí tudo piorou.
Roland, que estava na frente de Midas, parou bruscamente, fazendo o estrategista bater em suas costas e o manda-lo alguns centímetros à frente. Midas, confuso, olhou por cima do ombro de Roland e viu um grupo de mais ou menos 7 anões portando machados grandes demais para seus tamanhos.
– Meu Deus. – falou Roland – Até a Branca de Neve está caçando a gente.
– Rápido, Bambo, mande o relatório! – gritou Midas para o Lost.
– Senhor, meu nome não é “Bambo”.
– E o meu também não é “Senhor”! Manda logo a droga do relatório!
– Bem, nesse tempo em que estamos conversando já daria pros Anões terem nos matado. – avisou Rond, interrompendo a discursão entre Midas e o Lost (o nome dele é chato pra caramba de escrever).
– É que nós somos bons vilões, – dessa vez quem interrompeu foi um dos Anões, que aparentava ser o líder deles — e bons vilões sempre esperam os mocinhos conversarem, sempre vão mandando primeiro os mais fracos depois os mais fortes pros heróis se acostumarem com a força do vilão e etc...
– A propósito, você sabe o que “etc” significa? – perguntou Midas pro Anão
– Bem, “etc” é um termo que provém do latim e significa...
Nessa hora, Midas aproveitou a distração do pequeno homem e bateu a guarda da espada na nuca do Anão, fazendo-o desmaiar.
– Errou, otário, significa “Escrever Tudo é Chato”.
Todos os batedores correram e bateram na nuca dos Anões como Midas fez, ignorando seus machados. Em poucos minutos o grupo 4 já estava vários metros a frente e corriam como loucos, com medo de outro ataque. Teve até uma hora em que um Anão maior que o normal (e isso ainda é pequeno) apareceu do nada segurando uma espada longa de dois gumes, sabe o que os batedores fizeram? Eles simplesmente chutaram a perna do Anão e saíram correndo. Pra que violência, né?
– Ah, não, só pode ser brincadeira. – exclamou um dos batedores.
– O que é que “só pode ser brincadeira”? – perguntou Roland, que corria a frente do grupo.
– Eles estão vindo pelas árvores! – falou o batedor, apontando pra onde os Anões pulavam de galho em galho – Eles são o que, Anões ou macacos?
– Com certeza algo muito próximo dos dois.
E então, para a infelicidade e o azar de todos presentes no grupo 4, a estrada que cortava aquela floresta artificial criada pelos Anões acabou, e o grupo se viu sem-saída, com as enormes Minas Reais se estendendo muitos metros abaixo deles.
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